Agro Mato Grosso
DESTAQUE NO PAÍS – Confira o Top 5 em que Mato Grosso é líder no cenário nacional

Estado conquistou prêmios e foi reconhecido por avanços em infraestrutura, solidez fiscal, combate à fome e alfabetização
Mato Grosso tem se destacado nacionalmente pelos avanços concretos em áreas estratégicas, como educação, infraestrutura e assistência social. Com esses resultados, o Estado consolida uma trajetória marcada por eficiência, investimento e compromisso social.
Confira os principais resultados que colocam Mato Grosso entre os protagonistas do desenvolvimento no país:
1) MT é o que melhor cuida do dinheiro público na Região Centro-Oeste
Mato Grosso também foi reconhecido como o Estado que melhor cuida do dinheiro público entre os Estados da Região Centro-Oeste, segundo o relatório Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O Estado mato-grossense desponta em primeiro lugar no indicador de Solidez Fiscal, que avalia aspectos como capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário, controle de gastos com pessoal, resultado primário e liquidez. A nível nacional, Mato Grosso aparece na terceira posição, atrás apenas de Espírito Santo e Maranhão.
2) Mato Grosso tem a menor taxa de desemprego no país
Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego do país no terceiro trimestre de 2025, com 2,3% de desocupação, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado coloca o Estado em primeiro lugar ao lado de Santa Catarina no ranking nacional.
Os números refletem um mercado de trabalho aquecido e em expansão no estado, com melhorias consecutivas no desempenho do emprego formal e informal. Além disso, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o índice menor que 3% representa estado de pleno emprego.
3) Educação de Mato Grosso recebe categoria ouro do Governo Federal
Mato Grosso conquistou a categoria Ouro na 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
Esse selo reconhece que o Estado superou a meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) e se destacou entre os melhores do país em alfabetização na idade certa, com 61% das crianças mato-grossenses alfabetizadas ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental no período avaliado, o que coloca Mato Grosso entre os estados com melhor desempenho nessa etapa.
Para alavancar a educação fundamental, que é de responsabilidade dos municípios, o Governo de Mato Grosso trabalhou uma política educacional de colaboração com os municípios por meio do programa Alfabetiza MT. A iniciativa reúne ações integradas de formação continuada de professores e gestores, concessão de bolsas, distribuição de materiais didáticos e avaliações formativas e somativas, além de estratégias sistemáticas de recomposição das aprendizagens.

4) Governo de MT é reconhecido por redução da fome
O Governo Federal também reconheceu o trabalho do Governo de Mato Grosso na redução da fome na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome. O Estado foi o vencedor da Região Centro Oeste na categoria “Redução da Fome nos Estados e no Distrito Federal”, pelas ações desenvolvidas no programa SER Família. O objetivo da premiação é reconhecer políticas de sucesso no combate à fome.
Além de Mato Grosso, também foram premiados na mesma categoria os estados de Alagoas, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, considerando o critério de um por região do país

5) Duplicação da BR-163 recebe prêmio de asfalto mais confortável do Brasil
Em outubro de 2025, a duplicação da BR-163, no trecho entre Sorriso e Sinop, bateu recorde nacional de qualidade pelo asfalto mais confortável do Brasil, com o melhor Índice de Irregularidade Internacional (IRI) já registrado no país.
A premiação, concedida pela MOBA (empresa alemã de equipamentos e automação para infraestrutura), é um reconhecimento pela qualidade e pelo conforto alcançados na obra de duplicação, em um trecho específico de 10 km, que atingiu IRI médio de 0,58 m/km. Quanto menor o valor do IRI, mais liso é considerado o asfalto.
Na época, a gerente-geral da empresa na América Latina, Patrícia Herrera, destacou que é a primeira vez que uma rodovia brasileira alcança um índice de conforto como foi registrado em Mato Grosso. “Estamos acostumados com esse padrão de qualidade na Alemanha, que tem a melhor malha rodoviária do mundo. No Brasil, é inédito. Acompanhamos a evolução da pavimentação no país há 10 anos e nunca tínhamos encontrado um IRI tão baixo. Essa qualidade é importante para o país como um todo”, declarou.

Agro Mato Grosso
Pesquisa no campo ajuda a enfrentar desafios da soja em Mato Grosso

A Aprosoja Mato Grosso realizou o 1º Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé para auxiliar produtores diante dos desafios da cultura da soja na região
O Vale do Guaporé possui particularidades próprias de clima, solo e sistema produtivo, que fazem com que a cultura da soja enfrente desafios diferentes de outras regiões de Mato Grosso. Ao longo das safras, os produtores têm lidado com algumas situações como o quebramento das hastes e apodrecimento das vagens de soja.
Para auxiliar na compreensão desses problemas e oferecer suporte técnico mais próximo da realidade local, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé, aproximando produtores, técnicos e pesquisadores e fortalecendo a troca de informações diretamente no campo.
Realizado no dia 11 de fevereiro, o Giro de Pesquisa abordou temas de extrema importância para a realidade do Vale do Guaporé, com estações voltadas ao manejo da cultura, escolha de cultivares, adubação esanidade, visando estratégias para melhorar o desempenho da soja. A iniciativa ganha ainda mais relevância em uma região que, além dos desafios agronômicos enfrentados no campo, convive com dificuldades logísticas e de armazenagem, fatores que impactam diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do produtor rural.
O vice-presidente Oeste, Luiz Otávio Tatim, destaca que no Vale, fatores como tipo de solo, clima, temperatura e altitude influenciam diretamente o manejo de diferentes produtos, como fungicidas e inseticidas, além da definição da população de plantas das cultivares utilizadas. “O Vale do Guaporé possui peculiaridades próprias, únicas dentro do estado de Mato Grosso. Por se tratar de uma nova fronteira agrícola, é fundamental que as estratégias adotadas na região resultem em maior eficiência produtiva, com custos mais adequados à realidade local”, explica ele.
Para o vice-presidente Oeste, o Vale do Guaporé apresenta uma alta produtividade em comparação a outras regiões do Estado, em razão da fertilidade do solo e das condições climáticas. Ele ressalta ainda que um dos principais gargalos que impactam a região é a logística de escoamento da produção de grãos.
“O Vale, historicamente, possui uma fertilidade muito boa, o que faz com que as médias de produtividade da soja na região sejam bastante elevadas. Costumo dizer que, muitas vezes, o que agricultores de fora do Vale levam 40 ou 50 anos para alcançar, o produtor do Vale consegue em um, dois ou três anos. Isso se deve à fertilidade do solo e também às condições climáticas. Hoje, vejo que o grande gargalo da região é a logística. Por isso, é importante trabalharmos nessa questão, junto aos produtores rurais e à classe política”, finaliza ele.
O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé e produtor rural da região, Yuri Nunes Cervo, pontua que, nesta fase final da colheita, tem sido possível identificar diversos problemas na cultura da soja, que vão além das anomalias e do quebramento de hastes, incluindo também a ocorrência de antracnose.
“Agora, no final da colheita, estamos conseguindo identificar que os problemas na lavoura não se resumem apenas às anomalias. Além delas, que já vêm sendo observadas desde o início da safra, também aparecem o quebramento de plantas e a antracnose, que favorece a entrada de umidade. Esses são hoje os três principais pontos de atenção na região”, explica o delegado coordenador.
Yuri salienta ainda que, apesar de a região ser extensa e apresentar particularidades específicas, muitos produtores enfrentam desafios em comum. Para ele, esse foi um dos principais pontos do encontro realizado durante o Giro de Pesquisa. “O Giro foi extremamente proveitoso, pois possibilitou essa troca de informações e deixou o produtor mais atento ao que está acontecendo na lavoura”, conta ele.
Com a realização do Giro de Pesquisa, a Aprosoja Mato Grosso reforça a importância de investir em estudos regionais e na aproximação entre pesquisa e produtor rural, especialmente em áreas com características tão específicas como o Vale do Guaporé. A iniciativa contribui para ampliar o acesso a informações técnicas, orientar decisões de manejo e fortalecer a capacidade dos produtores de enfrentar os desafios da cultura da soja, promovendo maior eficiência produtiva, redução de riscos e desenvolvimento sustentável da agricultura na região.
Agro Mato Grosso
Déficit de armazenagem pressiona produtores e reduz rentabilidade em MT

Os gargalos estruturais enfrentados pelo estado líder na produção de grãos encarecem a logística, enfraquece o poder de negociação, compromete a renda e a segurança alimentar
O crescimento contínuo da produção agrícola de Mato Grosso consolidou o estado como o principal produtor de grãos do país, mas o ritmo de investimentos em infraestrutura de armazenagem não acompanhou a expansão das lavouras. O resultado foi o descompasso estrutural que afeta diretamente a infraestrutura estratégica para a segurança alimentar, a rentabilidade do produtor rural, a comercialização e amplia custos operacionais.
Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), mesmo diante de avanços tecnológicos e ganhos de produtividade, a insuficiência de capacidade estática para estocar a produção mantém parte significativa dos produtores refém do calendário da colheita e das condições impostas pelo mercado no momento de maior oferta.
“Nos últimos anos, o déficit de armazenagem tem se acentuado no estado. Atualmente, aproximadamente 50% da produção consegue ser armazenada, o restante precisa ser escoado rapidamente durante o período de safra, por falta de estrutura adequada. Além disso, os juros elevados têm dificultado o acesso ao crédito por parte dos produtores, o que limita a construção de novas estruturas para reduzir esse déficit. Os mercados importadores conhecem esse gargalo logístico no Brasil, especialmente em Mato Grosso, e acabam se aproveitando dessa situação. A necessidade de escoamento rápido pressiona os produtores a venderem em um curto espaço de tempo, o que favorece a redução dos preços e impacta diretamente a renda no campo”, ressaltou o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber.
Representantes do setor produtivo apontam que o estado não consegue armazenar sequer metade do que colhe, o que evidencia a dimensão do gargalo. Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, o problema se intensifica nas regiões de expansão agrícola mais recente, especialmente no Vale do Araguaia, onde a estrutura de silos e armazéns não acompanhou o avanço da produção.
“Todo estado do Mato Grosso, de maneira geral, é afetado com a falta de armazenagem. O produtor sofre com filas, com a dificuldade de entregar o seu produto. E sofre principalmente quando o clima é mais chuvoso, como esse ano. Existem algumas linhas de crédito, como o FCO Armazenagem, também como o PCA, que estão disponíveis para o produtor. Porém, constantemente a gente vê falta de recursos nessas linhas”, destaca.
O impacto econômico desse déficit não se limita à logística. Sem capacidade própria de armazenagem, o produtor perde autonomia sobre o momento de comercialização e frequentemente é forçado a vender durante a colheita, período em que os preços tendem a estar mais pressionados pela oferta elevada. A ausência de estrutura adequada também reduz o poder de barganha diante de compradores e prestadores de serviço, além de ampliar a dependência de armazéns terceirizados e tradings.
Outro ponto de atenção é a falta de energia de qualidade para abastecer os armazéns. “Um armazém precisa funcionar com um gerador de energia e nós temos um problema de custo com o óleo diesel. A energia gerada pelo gerador, acaba sendo uma energia mais cara, que muitas vezes dificulta a viabilidade do armazém. A energia elétrica do Mato Grosso é precária, vários e vários municípios têm energia de má qualidade, e outros municípios sequer têm energia suficiente para ampliação de novos armazéns”, pontua Bier.
Na prática, os efeitos desse cenário aparecem diretamente na qualidade do produto e na margem de lucro. O produtor do núcleo de Água Boa, Vinicius Baldo, relata que a limitação de espaço para estocar a produção compromete a separação adequada dos grãos e reduz as oportunidades de venda em condições mais favoráveis.
“A falta de armazenamento impacta bastante, principalmente com a questão de grão avariado, ardido. A gente tem armazém, mas não é suficiente e a gente já precisou vender antes do momento. Se tivéssemos a capacidade adequada de armazenamento, esse cenário mudaria bastante, pois poderíamos programar melhor as vendas, retirar com mais tempo a soja. As principais dificuldades para investir em infraestrutura são a limitação de crédito e juros altos”, comenta o agricultor.
O produtor do núcleo de Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, passa por uma situação semelhante, destacando que a falta de estrutura influencia decisões ainda durante a colheita. Sem um armazém próprio, a colheita precisa seguir parâmetros rígidos de umidade para evitar descontos aplicados por compradores, o que limita a flexibilidade operacional e pode resultar em perdas adicionais.
“Em um ano chuvoso como esse, quem tem esse armazém pode entrar colhendo com umidade bem alta, bem mais cedo, colher bem mais úmido. O custo que você vai ter para secar essa soja é só lenha e energia. Então isso impacta bastante porque a gente perde muito colhendo úmido e entregando para as trades, porque elas descontam mais do que o normal. Se houvesse uma capacidade de armazenagem suficiente, a gente poderia se programar melhor, por exemplo, para fazer a venda futura para pagar os custos e o que sobraria você conseguiria entregar num caminhão próprio”, aponta Josenei.
O desafio para expandir a armazenagem envolve uma combinação de fatores estruturais e econômicos. Linhas de crédito voltadas ao financiamento de silos e armazéns existem, mas os recursos disponíveis são insuficientes diante da demanda, além de apresentarem juros pouco atrativos e exigências de garantias que restringem o acesso.
Para a Aprosoja MT, o déficit de armazenagem representa um entrave estratégico ao desenvolvimento do agronegócio estadual e nacional. A entidade defende a ampliação de políticas públicas e instrumentos financeiros que estimulem investimentos em infraestrutura nas propriedades, argumentando que a capacidade de armazenar a produção fortalece a posição do produtor no mercado, melhora a eficiência logística e contribui para a estabilidade do abastecimento.
Sem essa estrutura, parte significativa da safra continua sendo movimentada sob pressão de tempo e custo, com impactos que se estendem da propriedade rural ao sistema de transporte e comercialização. Em um estado que lidera a produção nacional, a capacidade de guardar a própria safra tornou-se, cada vez mais, uma condição para preservar renda, reduzir perdas e sustentar o avanço do agronegócio.
Agro Mato Grosso
Plantio de milho em Mato Grosso será concluído este mês; chuvas atrasam

A semeadura do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 81,93% da área estimada, com avanço de 15,60 pontos percentuais, até a última sexta-feria, frente à semana anterior. Apesar do progresso, o ritmo segue 3,02 pontos percentuais abaixo do observado na safra 24/25, reflexo do excesso de chuvas registrado no Estado ao longo do período. As precipitações impactaram principalmente as regiões Sudeste e Nordeste, que apresentam atrasa no comparativo anual, de 18,74 pontos percentuais e 4,87 pontos respectivamente, em função das dificuldades para a entrada de máquinas e da limitação das operações em campo.
Apesar do atraso dessas regiões, a maior parte da área do estado foi implantada dentro da janela ideal, mantendo uma expectativa positiva para a produtividade. Para a próxima semana, o NOAA projeta acumulados entre 75 e 85 mm na maior parte do estado, cenário que pode favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas, mas também exige atenção do produtor em relação ao planejamento das áreas remanescentes.
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