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25 de maio de 2026

Sustentabilidade

Milho/Ceema: Cotações do milho caem em Chicago, enquanto USDA reduz estoques finais – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026

As cotações do milho, em Chicago, nestes dois meses de nosso recesso, recuaram. Após atingirem a US$ 4,51/bushel no dia 24/12, as mesmas recuaram para US$ 4,19 no dia 13/01 e, posteriormente, se mantiveram entre US$ 4,25 e US$ 4,35/bushel a partir de 23 de janeiro. O fechamento desta quinta-feira (12/02) ficou em US$ 4,31.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado no dia 10/02, indicou que, para a safra 2025/26, a colheita final dos EUA ficou em 432,3 milhões de toneladas, porém, os estoques finais do cereal recuaram para 54 milhões, com perda de 2,5 milhões de toneladas sobre o indicado em janeiro. Já a produção mundial atinge a 1,296 bilhão de toneladas, com estoques finais globais em 289 milhões de toneladas, ou seja, 1,9 milhão a menos do que o indicado em janeiro. A produção brasileira está estimada em 131 milhões de toneladas e as exportações em 43 milhões.

Aqui no Brasil, os preços do milho igualmente recuaram nestes dois últimos meses. Em meados de dezembro, a média nacional oscilava entre R$ 48,50 e R$ 66,00/saco. Agora, em 11/02 os preços estavam entre R$ 46,00 e R$ 63,00, tomando as mesmas praças como referência. No RS, por exemplo, no período o produto recuou de R$ 61,00 para R$ 57,00/saco. A entrada da safra de verão, em patamares importantes, mesmo com perdas localizadas no sul do país, é um dos principais motivos. Ao mesmo tempo o plantio da safrinha gira ao redor de 20% da área esperada no país. A produção total do cereal no Brasil está esperada em 131 milhões de toneladas, contra 136 milhões no ano anterior. Ainda assim uma ótima safra.

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Com isso, os estoques finais do cereal tendem a diminuir no país. No último ano 2024/25 tais estoques subiram para 10,6 milhões de toneladas, pressionando os preços. Para este novo ano comercial 2025/26, a tendência é um forte recuo para 3,7 milhões de toneladas, o que poderá levar a uma recuperação dos preços.

Principalmente se a futura safrinha sofrer percalços climáticos. Mas muito irá depender das exportações. No ano anterior o volume exportado foi de apenas 41,5 milhões de toneladas. Para este novo ano espera-se 43 milhões, a julgar pelas projeções do USDA. Mas é o consumo interno de milho que vem aumentando significativamente. Em dois anos (de 2023/24 para 2025/26) o volume consumido deve passar de 84 milhões de toneladas para 96,5 milhões, ou seja, um crescimento de 12,5 milhões de toneladas ou 15%. A maior parte disso se deve ao uso do milho para a fabricação de etanol (combustível).

Enquanto isso, a colheita do milho de verão avança no país, sendo que o RS atingia a 35% da área semeada na primeira semana de fevereiro. Também aqui há problemas climáticos importantes em muitas áreas e a produção final do Estado dificilmente atingirá o volume inicialmente esperado.

Por sua vez, as exportações brasileiras de milho, em janeiro, somaram 4,24 milhões de toneladas, ficando 18% acima do realizado no mesmo mês de 2025. No ano comercial fev/25 a jan/26 o total exportado somou 41,6 milhões de toneladas, sendo 8% superior ao exportado no ano anterior (cf. Secex).

Neste contexto das exportações, vale apontar que o Brasil vem aumentando as vendas externas de farelos de milho (conhecidos como DDG – grãos secos de destilaria – e DDGS – grãos secos de destilaria com solúveis). Segundo dados publicados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, neste último ano o país exportou 879.358 toneladas deste produto para a alimentação animal para 25 mercados, volume 9,8% superior ao registrado em 2024.

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Esse desempenho está diretamente ligado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 uma produção próxima de 10 bilhões de litros de etanol, além do crescimento na oferta de outros coprodutos derivados do processamento de grãos.

O principal comprador destes novos produtos brasileiros é a Turquia, que adquiriu 33,6% de nossas vendas no ano passado. Depois vem o Vietña e a Nova Zelândia. Os três juntos somam mais de 70% de nossas exportações de tais produtos. Espanha e Indonésia completam o grupo dos cinco primeiros compradores nacionais destes farelos de milho (cf. UNEM Data).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Cooperativismo catarinense cresce acima da média nacional e faturamento de 2025 supera R$ 105 bilhões – MAIS SOJA

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O cooperativismo catarinense segue demonstrando sua pujança econômica e capacidade de expansão. Dados recentes do Sistema OCESC apontam que o faturamento do setor alcançou R$ 105,7 bilhões em 2025, consolidando uma trajetória consistente de crescimento nos últimos anos.

“Santa Catarina tem no cooperativismo um motor econômico real. O faturamento alcançado em 2025 é reflexo de um cooperativismo cada vez mais competitivo, mais organizado e mais presente na vida das pessoas, com capacidade de investir, gerar empregos e sustentar desenvolvimento nas regiões onde atuam”, destaca o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

A série histórica mostra avanço contínuo nos últimos anos. Em 2022, o faturamento das cooperativas de Santa Catarina foi de R$ 80,82 bilhões. Em 2023, subiu para R$ 84,65 bilhões e, em 2024, avançou para R$ 91,26 bilhões. O salto mais expressivo ocorreu em 2025, com crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.

A análise da evolução do faturamento mostra um movimento contínuo de expansão. Após o crescimento expressivo de 63,3% em 2022, impulsionado pelo cenário de recuperação pós-pandemia, o setor manteve um ritmo estável nos anos seguintes, com altas de 4,7% em 2023 e 7,8% em 2024, até alcançar o avanço mais robusto em 2025.

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“Os números mostram que o cooperativismo catarinense está em plena expansão, com um crescimento sustentável. Isso é resultado do trabalho conjunto das cooperativas, que investem em gestão, inovação e no desenvolvimento das pessoas e das comunidades onde estão inseridas”, afirma o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

A taxa de crescimento acima da média nacional é resultado da capacidade de adaptação das cooperativas, do fortalecimento da gestão e da presença cada vez mais estratégica no desenvolvimento econômico do estado. O desempenho também ressalta o papel das cooperativas como agentes relevantes na geração de riqueza, distribuição de renda e promoção do desenvolvimento regional sustentável.

 As perspectivas para os próximos anos projetam que o cooperativismo catarinense deverá manter a curva de crescimento. As projeções apontam que o faturamento pode chegar a R$ 115,2 bilhões em 2026, avançar para R$ 125,9 bilhões em 2027 e alcançar R$ 137,6 bilhões em 2028.

“Essas projeções apontam para um setor com escala, governança e capacidade de continuar avançando. O cooperativismo catarinense cresce porque combina operação eficiente com presença territorial e visão de longo prazo”, conclui Zanatta.

Fonte: Sistema Ocesc, Disponível em Fecoagro

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FONTE

Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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Agro Mato Grosso

Fundação Rio Verde fortalece intercâmbio em viagens técnicas e apresentação de pesquisas

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A pesquisadora Luana Belufi participou de visitas nacionais e internacionais, e apresentou avanços da Fundação Rio Verde no manejo de doenças do Cerrado.

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Sustentabilidade

De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais – MAIS SOJA

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Foto de capa:  Assessoria

No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”

A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.

Tecnologia e ESG no DNA

A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.

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Flávia Garcia Cid, vencedora da categoria “Grande propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025

A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.

Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Prêmio Mulheres do Agro 2026

Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.

“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.

Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.

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Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”

As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.

Sobre a Bayer

Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

Sobre a ABAG

Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.

Fonte: Assessoria

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