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3 de julho de 2026

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3ª reestimativa da safra de laranja reduz produção para 292,6 milhões de caixas em SP e MG

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Foto: Mapa/divulgação

A terceira reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro projeta uma produção de 292,60 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com o levantamento divulgado pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10). O volume representa uma redução de 0,7% em relação à segunda reestimativa, divulgada em dezembro de 2025, que apontava 294,81 milhões de caixas, e queda de 7% frente à estimativa inicial de maio, de 314,60 milhões de caixas.

A revisão para baixo é atribuída, principalmente, à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal. De acordo com dados da Climatempo Meteorologia, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a precipitação acumulada no parque citrícola foi 10% inferior à média histórica, somando 862 milímetros, contra 959 milímetros do padrão registrado entre 1991 e 2020.

Até meados do mês de janeiro, aproximadamente 87% da safra já havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto, uma grama abaixo da projeção anterior. Esse recuo elevou a quantidade de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg, que passou de 265 para 267 frutos.

No caso das variedades tardias, a colheita da Valência e da Folha Murcha atingiu 75%, com nova estimativa de peso médio de 161 gramas por fruto. Já a variedade Natal alcançou 77% da colheita, com peso médio projetado em 163 gramas. Com isso, o número de frutos por caixa subiu de 248 para 253 nas variedades Valência e Folha Murcha. No caso da Natal, foi de 248 para 250 frutos.

Clima

Apenas nas regiões do setor Sul (Porto Ferreira e Limeira), o volume acumulado de chuva registrado de janeiro a maio foi superior ao da média da série para as regiões – 1.052 mm ante a média de 917 mm (+15%) e 1.075 mm ante a média de 1.036 mm (+4%), respectivamente.

Nas demais dez regiões do cinturão, choveu menos do que a média histórica. As regiões do setor norte (Triângulo Mineiro, Bebedouro e Altinópolis) continuam com os maiores déficits hídricos – 644 mm ante a média de 916 mm para a região (-30%), 629 mm ante 922 mm (-32%) e 768 mm ante 1.045 mm (-26%), respectivamente.

Queda nos frutos

A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa, o maior patamar observado ao longo de 11 safras. O índice reflete o aumento da severidade do greening nos pomares. Entre as variedades, a taxa segue em 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi, em 18,5% para as demais variedades precoces, em 22% para a Pera, em 25,6% para Valência e Folha Murcha e, para a variedade Natal, 28,5%.

Na análise regional, a queda de frutos acompanha a incidência e a intensidade da doença, sendo mais elevada nos setores Sul, Centro e Sudoeste do cinturão citrícola e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é conduzida pelo Fundecitrus em parceria com o professor titular aposentado da FCAV/Unesp, José Carlos Barbosa.

Relatório completo em: https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Reestimativa-da-Safra-de-Laranja.pdf.

Versão em inglês:  https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Orange-Crop-Forecast-Update.pdf.

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Seapi pede US$ 19,9 milhões para recuperar áreas rurais afetadas por enchentes no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), um pedido de financiamento de US$ 19,9 milhões ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) para recuperar ecossistemas ripários e sistemas agrícolas atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024. A proposta está em análise, com resultado previsto até o fim de julho.

O projeto foi estruturado para atender áreas impactadas pelo evento climático que atingiu o estado e provocou prejuízos superiores a R$ 8,5 bilhões à agropecuária gaúcha. As enchentes também afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas em 470 municípios e causaram erosão do solo, perda de biodiversidade e degradação de áreas estratégicas para a regulação hídrica.

A proposta, intitulada "Recuperação de Matas Ciliares e Sistemas Agrícolas após Enchentes Extremas no Rio Grande do Sul", foi elaborada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio técnico da Seapi. Se houver aprovação, a execução ficará a cargo do IICA e da Seapi, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Emater/RS-Ascar.

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Entre as ações previstas estão a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de solos agrícolas degradados, a restauração de 500 hectares de pomares de citros no Vale do Caí e a capacitação de 2 mil produtores em agricultura climaticamente inteligente e gestão de riscos. A iniciativa beneficiará dez municípios localizados nas bacias dos rios Taquari e Caí.

Segundo o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a captação de recursos para acelerar a recuperação do setor é prioridade. O diretor de Projetos do IICA, Fernando Schwanke, afirmou que a instituição apresentou ao fundo uma proposta voltada ao Rio Grande do Sul e outra para o Caribe, relacionada aos impactos de furacões.

O pedido apresentado ao FRLD reúne medidas de recuperação ambiental e produtiva em áreas rurais atingidas pelas enchentes e complementa ações dos governos federal e estadual, com foco na reconstrução de sistemas agrícolas e no fortalecimento da resiliência das comunidades rurais.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Exportações de soja do Brasil somam 14,5 milhões de toneladas em junho, aponta Secex

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Foto: Codesp/Divulgação
As exportações brasileiras de soja em grão somaram US$ 6,258 bilhões em junho, considerando os 21 dias úteis do mês, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Ao longo do período, o Brasil embarcou 14,5 milhões de toneladas de soja, com média diária de 690,461 mil toneladas. A receita média diária alcançou US$ 298,016 milhões, enquanto o preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 431,60.

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Na comparação com junho de 2025, o desempenho foi positivo em todos os principais indicadores. A receita média diária aumentou 17,3%, impulsionada pelo avanço de 8% no volume embarcado e pela alta de 8,5% no preço médio da tonelada.

Os números reforçam o bom desempenho das exportações brasileiras de soja, sustentadas pela combinação de maior volume comercializado e valorização dos preços no mercado internacional durante o período.

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Relatório da Amis incorpora dados da Conab sobre milho e trigo no Brasil

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As informações de monitoramento agrícola e de acompanhamento das safras brasileiras elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passaram a integrar o relatório divulgado pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícola (Amis) na quinta-feira (2). Na edição de julho do Crop Monitor, o documento apontou condições favoráveis para as lavouras de milho e trigo no Brasil até 28 de junho.

O relatório internacional é coordenado pelo Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Geoglam) e reúne observações por satélite, modelagem climática e avaliações técnicas para analisar a produção agrícola em escala mundial.

Na leitura sobre o Brasil, a edição de julho classificou como favoráveis as condições do milho segunda safra, com destaque para a região Centro-Oeste. O trigo também apareceu com avaliação favorável, com foco nas lavouras do Sul do país. No documento, a classificação favorável é usada para descrever condições próximas à média.

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Segundo a Conab, as análises apresentadas no relatório convergem com os boletins recentes produzidos pela companhia para o acompanhamento das safras nacionais. A inclusão desses dados em uma publicação de alcance internacional amplia a presença das informações sistematizadas pela estatal em avaliações voltadas ao mercado agrícola global.

O relatório da Amis também traz projeções climáticas sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e no início de 2027, com eventuais influências sobre precipitações e temperatura. Além do cenário brasileiro, o documento reúne informações sobre o desenvolvimento do trigo e do milho nas principais regiões produtoras dos cinco continentes.

A edição de julho do Crop Monitor da Amis incorporou os dados da Conab e manteve avaliação favorável para o milho segunda safra no Centro-Oeste e para o trigo no Sul, em um monitoramento internacional voltado às condições das lavouras e ao ambiente climático global.

Fonte: gov.br

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