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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

ZCAS em atuação: chuvas volumosas se intensificam em duas regiões e frente fria avança pelo país

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Foto: Freepik

A previsão do tempo indica a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) nos próximos dias, mantendo volumes elevados de chuva sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil. Mesmo com alguns modelos não captando totalmente essa condição, áreas do norte de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte do centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, devem registrar precipitações frequentes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.

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Em contrapartida, a tendência é de maior regularidade nas operações no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, onde os acumulados de chuva não devem ultrapassar 20 milímetros em cinco dias. No Sul do país, a semana começa mais quente, especialmente no Rio Grande do Sul, mas entre quarta e quinta-feira uma nova frente fria avança, espalhando chuva pelas áreas produtoras.

15 a 19 de fevereiro

Entre os dias 15 e 19 de fevereiro, abre-se a melhor janela de tempo firme para produtores em Goiás, norte de Minas Gerais, Bahia e também em Mato Grosso avançarem com as atividades relacionadas à soja, já que os volumes de chuva seguem baixos nesse período.

A partir da semana do dia 20, no entanto, a tendência é de retomada das chuvas mais intensas, sobretudo no Sudeste, Centro-Oeste e novamente no Matopiba, com acumulados que podem superar 50 milímetros em cinco dias.

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Sustentabilidade

Ceema/Milho: Custos em alta e preços baixos derrubam a rentabilidade do produtor – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês, após recuar para US$ 4,07/bushel no dia 24/06 (a mais baixa cotação desde o dia 12/09/2025), se recuperou um pouco no fechamento da quinta-feira (25), ao atingir a US$ 4,14/bushel, contra US$ 4,17 uma semana antes.

Por outro lado, os embarques de milho estadunidense, na semana encerrada em 18/06, atingiram a 1,45 milhão de toneladas, ficando no limite mínimo do intervalo esperado pelo mercado. Com isso, o total exportado, no atual ano comercial, chega a 67,1 milhões de toneladas, o que representa 25% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

E no Brasil, os preços do cereal permaneceram estáveis, com as principais praças gaúchas indicando R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00/saco.

Dito isso, a colheita do milho safrinha, no Mato Grosso, atingia a 20,9% da área total no início desta semana de junho, sobre uma área total semeada de 7,39 milhões de hectares. A produtividade média está estimada em 120,3 sacos/hectare, esperando-se uma colheita total em 53,4 milhões de toneladas (cf. Imea). Já a colheita da safrinha 2026 de milho, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 16% da área cultivada no dia 18/06 (cf. AgRural).

Enquanto isso, levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar MT, por meio do Imea, apontou que o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio deste ano, uma alta de 14,46% em relação ao consolidado da safra 25/26. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, aumento de 15,03% na comparação anual.

Para cobrir o COE, considerando a produtividade projetada de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 45,96 por saca. Já em relação ao Custo Total (CT) naquele estado, este está estimado em R$ 7.418,49 por hectare, representando um aumento de 10,3% frente à temporada anterior.

Ainda no Mato Grosso, enquanto a produção cresceu nos últimos seis anos, os preços caminharam em sentido contrário. Em 2020, a média anual do saco foi de R$ 43,24. Em 2021, impulsionada por problemas climáticos, oferta restrita e forte demanda internacional, a cotação atingiu média de R$ 71,14, chegando a superar R$ 78,00 em alguns meses. A partir de 2022, porém, iniciou-se um movimento de acomodação do mercado. Em 2023, a média anual caiu para R$ 43,34 e, em 2024, ficou em R$ 41,33 por saca.

Em 2026, considerando os valores registrados entre janeiro e junho, a média está em R$ 45,31. Ou seja, o produtor mato-grossense enfrentou uma forte oscilação de preços ao longo desse período, saindo da casa dos R$ 30,00, chegando a R$ 70,00, com picos próximos de R$ 80,00 e hoje trabalhando ao redor dos R$ 40,00/saco. E a situação só não é pior porque a demanda local aumentou neste período graças a implementação de indústrias de etanol de milho.

Em 2026 espera-se que as mesmas processem cerca de 16 milhões de toneladas de milho, algo superior a 30% da produção estadual. Mas, se por um lado os preços recuaram, por outro lado os custos para produzir cresceram de forma consistente. Segundo, ainda, o Imea, o Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne desembolsos diretos da atividade, passou de R$ 3.381,94 por hectare na safra 2021/22 para R$ 4.806,17 na safra 2025/26, com um aumento superior a 42%. Já o Custo Total (CT), que considera também o custo de
oportunidade do capital investido, avançou de R$ 4.395,84 para R$ 6.725,91 por hectare no mesmo período, alta de aproximadamente 53%. Os fertilizantes e corretivos seguem sendo o principal componente do custo de produção.

Na safra 2021/22, representavam 34,5% do COE. Em 2025/26, responderam por 29,6% dos custos operacionais e permanecem como o item de maior peso para o produtor. O aumento dos custos vem reduzindo significativamente a rentabilidade do produtor. Dados do Imea mostram que o LAJIDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) saiu de R$ 2.278,34 por hectare na safra 2021/22 para apenas R$ 683,18 na safra 2025/26. Para a safra 2026/27, a projeção é de apenas R$ 70,96 por hectare.

Na prática, isso significa que o ganho financeiro do produtor está cada vez menor, mesmo diante do aumento da produtividade. Ora, para que a produção de milho seja viável e permita ao produtor financiar a próxima safra, o preço deveria estar entre R$ 50,00 e R$ 55,00 por saco. Hoje o produtor local recebe entre R$ 38,00 e R$ 44,00, ou seja, muito abaixo da necessidade do setor.

Dito isso, em números revisados, analista privado espera uma colheita final no Brasil de 139,9 milhões de toneladas de milho, enquanto a safrinha chegaria a 99 milhões de toneladas (cf. Safras & Mercado), o que distoa de outras previsões mais otimistas.

Enfim, a pressão de safras crescentes trazem problemas de logística. Além dos transportes, embora o Mato Grosso possua a maior capacidade instalada de armazegem do país, com cerca de 57,9 milhões de toneladas, a mesma cobre apenas 52% da produção total de grãos do estado, segundo a Conab, e 56% se considerada apenas as culturas de soja e milho, gerando um déficit estimado em 45,3 milhões de toneladas.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Sustentabilidade

Época de semeadura de arroz visando altas produtividades – MAIS SOJA

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O potencial de produtividade (PP) na cultura de arroz é a produtividade que pode atingir uma cultivar que cresce sem limitações nem estresses bióticos (planta daninha, inseto e doença) ou abióticos (exemplo: água e nutrientes), em outras palavras, é um cenário ideal onde a taxa de crescimento da cultura é determinada pela radiação solar, temperatura, dióxido de carbono atmosférico (CO2) e as características genéticas da cultivar (Evans, 1993; Van Ittersum & Rabbinge, 1997).

Na cultura de arroz, a obtenção de altos rendimentos depende da alta disponibilidade de radiação solar, especialmente durante as fases reprodutivas e de enchimento de grão (R0 até R7 na escala fenológica de Counce). No Rio Grande do Sul (RS), o período de semeadura recomendado começa em 1° de setembro, no entanto é necessário avaliar a possibilidade da semeadura de setembro em cada região arrozeira no estado, já que existe uma grande diversidade entre as regiões produtoras em relação aos riscos de geadas, enchentes e perda do número de plantas devido à baixa temperatura do solo.

Uma análise detalhada sobre o potencial de produtividade no RS para a cultivar IRGA 424 RI segundo a época de semeadura foi realizado pela Equipe FieldCrops, os resultados indicam que existe uma redução de 30kg ha-1 dia-1 no período de 1 de setembro até 13 de novembro, 80kg ha-1 dia-1 do 14 de novembro até 21 de dezembro, após essa data a perda por atraso na época de semeadura aumenta para 290 kg ha-1 dia-1 (Figura 1).

Figura 1. Potencial produtivo do arroz irrigado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em função da data de semeadura. A linha preta contínua representa o potencial produtivo médio estimado pelo modelo SimulArroz para a cultivar IRGA 424 RI em todo o estado do Rio Grande do Sul, no período de 1980 a 2013. As linhas verticais vermelhas indicam os dias 13 de novembro e 21 de dezembro, momentos em que aumenta a taxa de perda de produtividade associada ao atraso da semeadura. Os pontos brancos representam dados de produtividade de 60 lavouras avaliadas nas safras 2013/2014 a 2017/2018.
Fonte: Equipe FieldCrops e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Apesar o maior potencial produtivo se apresenta no início da janela de semeadura, existe uma maior variabilidade ao longo dos anos nas semeaduras mais no cedo isso pela possível ocorrência de geadas tardias durante o mês de setembro. Durante os meses de outubro e novembro, a variabilidade no potencial de produtividade é de 10% na média, o que reduz o risco de perdas ou estresses que possam afetar a produtividade da cultura.

Referências:

COUNCE, P. A.; KEISLING, T. C.; MITCHELL, A. J. A Uniform, Objective, and Adaptive System for Expressing Rice Development. Crop Science, v. 40, n. 2, p. 436–443, mar. 2000. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2135/cropsci2000.402436x >, acesso: 06/05/2026.

EVANS, L. T. Crop Evolution, Adaptation, and Yield. Cambridge University Press, Cambridge, UK. 1993

MEUS, L. D. et al. Ecofisiologia do arroz visando altas produtividades. ed. 1, Santa Maria, 2021. 312p

VAN ITTERSUM, M. K.; RABBINGE, R. Concepts in production ecology for analysis and quantification of agricultural input-output combinations. Field Crops Research, v. 52, n. 3, p. 197–208, jun. 1997. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429097000373 >, acesso: 04/05/26.

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Sustentabilidade

Ceema/Trigo: Recuo das cotações externas contrapõe cenário de alta no mercado nacional – MAIS SOJA

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A cotação do trigo em Chicago, para o primeiro mês cotado, voltou a ceder abaixo dos US$ 6,00/bushel, registrando, na semana, até US$ 5,85. Posteriormente, o mercado melhorou um pouco, fechando o dia 25/06 (quinta-feira) em US$ 5,91/bushel, contra US$ 6,05 uma semana antes.

Com o anúncio da trégua na guerra entre EUA e Irã, mesmo com a continuidade, em alguns momentos, do fechamento do estreito de Ormuz, o mercado cede. A pressão da colheita no Hemisfério Norte, embora a menor produção nos EUA, vem provocando tais recuos no curto prazo.

Já os embarques semanais de trigo estadunidense foram de 393.150 toneladas, ficando dentro das projeções do mercado. Com isso, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, supera em 15% o total embarcado no mesmo período do ano anterior.

E aqui no Brasil, com a falta de produto de qualidade superior e o encarecimento das importações devido a desvalorização do Real (R$ 5,18 por dólar na semana), os preços se mantêm em alta. Tanto é verdade que no Rio Grande do Sul e no Paraná o saco do produto girou entre R$ 70,00 e R$ 71,00 nas principais praças dos dois estados maiores produtores do cereal. Além disso, a forte redução de área semeada nesta nova safra, a qual deve superar os 20% no país, adiciona mais um componente na alta dos preços.

Dito isso, o plantio da safra de trigo 2026 segue avançando no Brasil e chegava a 75% do total previsto no início da presente semana. De acordo com dados da Conab, o plantio supera a média histórica, que é de 64% neste momento do ano. Até o dia 19/06 o plantio já havia sido concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguidos por Goiás (99%), Paraná (84%), Rio Grande do Sul (63%) e Santa Catarina (23,9%). Ao mesmo tempo, a colheita desta safra já começou, com os produtores goianos tendo colhido 25% do total cultivado no estado, porém, o volume corresponde à apenas 0,7% do total brasileiro.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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