Sustentabilidade
ZCAS em atuação: chuvas volumosas se intensificam em duas regiões e frente fria avança pelo país

A previsão do tempo indica a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) nos próximos dias, mantendo volumes elevados de chuva sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil. Mesmo com alguns modelos não captando totalmente essa condição, áreas do norte de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte do centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, devem registrar precipitações frequentes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.
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Em contrapartida, a tendência é de maior regularidade nas operações no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, onde os acumulados de chuva não devem ultrapassar 20 milímetros em cinco dias. No Sul do país, a semana começa mais quente, especialmente no Rio Grande do Sul, mas entre quarta e quinta-feira uma nova frente fria avança, espalhando chuva pelas áreas produtoras.
15 a 19 de fevereiro
Entre os dias 15 e 19 de fevereiro, abre-se a melhor janela de tempo firme para produtores em Goiás, norte de Minas Gerais, Bahia e também em Mato Grosso avançarem com as atividades relacionadas à soja, já que os volumes de chuva seguem baixos nesse período.
A partir da semana do dia 20, no entanto, a tendência é de retomada das chuvas mais intensas, sobretudo no Sudeste, Centro-Oeste e novamente no Matopiba, com acumulados que podem superar 50 milímetros em cinco dias.
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Sustentabilidade
MT: Colheita da soja chega a 99,7% em Mato Grosso e produção pode ser recorde – MAIS SOJA

A colheita da soja para a safra 25/26 em MT está em sua reta final, até a última sexta-feira (27/03), os trabalhos a campo haviam alcançado 99,74% dos 13,01 mil de ha previstos para a temporada, avanço de 0,60 p.p. O indicador está 1,35 p.p. acima da média dos últimos cinco anos, mas ainda 0,18 p.p. abaixo do colhido no mesmo período da safra anterior. Em relação às regiões do estado, a Oeste, e Centro-Sul atingiram 99,94%, e 99,55% das áreas finalizadas, respectivamente. Vale destacar que, na região Oeste, apenas os municípios que compõem o Vale do Guaporé ainda não finalizaram as operações.
Por outro lado, as regiões Nordeste (99,47%) e Sudeste (99,38%) seguem com atraso em relação à safra 24/25, reflexo da semeadura e do calendário mais tardio, além das condições climáticas ao longo do ciclo. Desse modo, a expectativa é de que a colheita seja totalmente encerrada na próxima semana. Com isso a produção de soja da safra 25/26 poderá ser a maior da história, projetada em 51,51 milhões de t.
Confira os principais destaques do boletim:
- MAIOR: o diferencial de base MT-CME aumentou 6,00% quando comparado à semana passada, reflexo da valorização do preço da soja em Mato Grosso.
- ALTA: motivado pela valorização do prêmio exportação no Porto de Paranaguá, a paridade
exportação mar/27 exibiu um incremento de 1,36% no comparativo semanal. - POSITIVO: o preço da oleaginosa no indicador Cepea-Paranaguá registrou acréscimo de 0,92% frente à semana passada, encerrando o período na média de R$ 129,93/sc.
Demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja em MT.
Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/t. Em fev/26, a produção de biodiesel no estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno.
Quanto à produção do Brasil, MT respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Fonte: IMEA
Autor:IMEA
Site: IMEA
Sustentabilidade
USDA indica área de soja de 84,7 mi de acres em 2026, abaixo do esperado – MAIS SOJA

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 84,7 milhões de acres, conforme o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 4% acima do total cultivado no ano passado, de 81,225 milhões de acres.
O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 85,55 milhões de acres. O número também veio abaixo da área indicada no Fórum Anual do USDA, divulgado em fevereiro, que era de 85 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterado em 20 dos 29 estados produtores.
Estoques
Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de março, totalizaram 2,10 bilhões de bushels. O volume estocado subiu 10% na comparação com igual período de 2025.
O número ficou acima da expectativa do mercado, de 2,08 bilhão de bushels. Do total, 900 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com alta de 3% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 1,20 bilhão de bushels, com alta de 16%.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Cigarrinha-do-milho já apresenta evolução da resistência a inseticidas no Brasil – MAIS SOJA

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é atualmente a principal praga da cultura, causando danos indiretos por meio da transmissão dos enfezamentos, que podem reduzir drasticamente a produtividade e, em casos severos, inviabilizar a colheita. Embora o manejo integrado, com a adoção de diferentes estratégias, seja fundamental para a redução das populações da praga, o controle químico com inseticidas destaca-se como a alternativa mais eficiente para obtenção de resultados em curto prazo.
Figura 1. Foto de adulto da cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis.
Considerando o curto ciclo de vida da cigarrinha e sua grande capacidade de reinfestar rapidamente as áreas agrícolas, a aplicação sequencial de inseticidas, respeitando curtos intervalos entre aplicações é uma das estratégias mais eficientes para a redução expressiva da população da praga, especialmente durante a fase sensível do milho á cigarrinha (de VE a V5).
No entanto, mesmo adotando essa estratégia, o posicionamento de inseticidas quanto a eficiência de controle é de suma importância visando o sucesso do manejo. Da mesma forma, o planejamento estratégico do posicionamento dos inseticidas é crucial para o manejo da resistência da praga a inseticidas, bem como para a manutenção da eficácia de mecanismos de ação no controle da cigarrinha do milho.
Recentemente, o Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas – Brasil (IRAC) divulgou um boletim técnico destacando a evolução da resistência da cigarrinha Dalbulus maidis a piretroides (Grupo 3A) e neonicotinoides (Grupo 4A) no Brasil. De acordo com o Boletim, estudos realizados no Laboratório de Resistência de Artrópodes a Táticas de Controle da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), reportaram casos de evolução da resistência de D. maidis a alguns inseticidas pertencentes aos grupos químicos dos piretroides e neonicotinoides, em populações coletadas em importantes regiões produtoras de milho no país.
O estudo publicado por Dias e colaboradores (2025) demonstram que a resistência da cigarrinha do milho a imidaclopride é instável e podem apresentar resistência a bifentrina e outros inseticidas desse grupo (Piretroides). Através de bioensaios, os autores observaram que a razão de resistência aumentou de 1397 vezes para 8871 vezes na linhagem Imi-R (linhagem resistente ao imidaclopride) e diminuiu de 1397 vezes para 105 vezes na linhagem Imi-unsel (população sem pressão seletiva) demonstrando que a resistência de D. maidis ao imidaclopride é instável, ou seja, sem pressão de seleção (uso do inseticida), a resistência tende a reduzir ao longo do tempo.
Figura 2. Monitoramento da taxa de resistência ao longo de 11 gerações em uma população de Dalbulus maidis, na presença ou na ausência de pressão seletiva com o inseticida bifentrina.

Os cruzamentos recíprocos mostraram que a resistência da Dalbulus maidis ao imidacloprido é autossômica (não ligada ao sexo), incompletamente dominante (os indivíduos heterozigotos já apresentam certo nível de resistência) e poligênica (controlada por vários genes). Estudos de resistência cruzada indicaram que a linhagem Imi-R apresenta alta resistência (>200 vezes) a bifentrina, lambda-cialotrina e acetamiprido. Por outro lado, a resistência entre imidacloprido e outros grupos de inseticidas, como carbamatos (metomil e carbosulfam), organofosforados (acefato) e o neonicotinóide dinotefuran, foi baixa (razão de resistência <7 vezes) (Dias et al., 2025).
Vale destacar que estudos anteriores como o desenvolvido por Machado e colaboradores (2024) já haviam identificado a suscetibilidade reduzida de populações da cigarrinha do milho à bifentrina, acetamiprido e imidacloprido, fato que demonstra que a resistência da praga tem evoluído ao longo das safras. Nesse contexto, fica evidente a necessidade de rotacionar inseticidas para o controle químico da cigarrinha Dalbulus maidis, reduzindo a pressão de seleção pelo uso contínuo de inseticidas de mesmo grupo químico, especialmente se tratando de piretroides e neonicotinóides.
Veja mais: Suscetibilidade da cigarrinha do milho a inseticidas

Referências:
DIAS, G. S. et al. BIFENTHRIN RESISTANCE IN Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae): INHERITANCE, CROSS-RESISTANCE, AND STABILITY. Pest Manag Sci., 2025.Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8848 >, acesso em: 31/03/2026.
IRAC. BOLETIM TÉCNICO: EVOLUÇÃO DA RESISTÊNCIA DE Dalbulus maidis (CIGARRINHA-DO-MILHO) A PIRETROIDES (GRUPO 3A) E NEONICOTINOIDES (GRUPO 4A) NO BRASIL. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas: Brasil, 2026. Disponível em: < https://92813ac4-b3b4-47f4-a8b3-43c4292d561c.filesusr.com/ugd/6c1e70_4e4a5230daff42d9b4283e8f2748c33a.pdf >, acesso em: 31/03/2026.
MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 31/03/2026.

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