Connect with us

Sustentabilidade

ZCAS em atuação: chuvas volumosas se intensificam em duas regiões e frente fria avança pelo país

Published

on


Foto: Freepik

A previsão do tempo indica a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) nos próximos dias, mantendo volumes elevados de chuva sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil. Mesmo com alguns modelos não captando totalmente essa condição, áreas do norte de São Paulo, Rio de Janeiro e grande parte do centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, devem registrar precipitações frequentes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.

  • Confira as notícias mais recentes sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Em contrapartida, a tendência é de maior regularidade nas operações no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, onde os acumulados de chuva não devem ultrapassar 20 milímetros em cinco dias. No Sul do país, a semana começa mais quente, especialmente no Rio Grande do Sul, mas entre quarta e quinta-feira uma nova frente fria avança, espalhando chuva pelas áreas produtoras.

15 a 19 de fevereiro

Entre os dias 15 e 19 de fevereiro, abre-se a melhor janela de tempo firme para produtores em Goiás, norte de Minas Gerais, Bahia e também em Mato Grosso avançarem com as atividades relacionadas à soja, já que os volumes de chuva seguem baixos nesse período.

A partir da semana do dia 20, no entanto, a tendência é de retomada das chuvas mais intensas, sobretudo no Sudeste, Centro-Oeste e novamente no Matopiba, com acumulados que podem superar 50 milímetros em cinco dias.

O post ZCAS em atuação: chuvas volumosas se intensificam em duas regiões e frente fria avança pelo país apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

USDA indica área de soja de 84,7 mi de acres em 2026, abaixo do esperado – MAIS SOJA

Published

on


A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 84,7 milhões de acres, conforme o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 4% acima do total cultivado no ano passado, de 81,225 milhões de acres.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 85,55 milhões de acres. O número também veio abaixo da área indicada no Fórum Anual do USDA, divulgado em fevereiro, que era de 85 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterado em 20 dos 29 estados produtores.

Estoques

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de março, totalizaram 2,10 bilhões de bushels. O volume estocado subiu 10% na comparação com igual período de 2025.

O número ficou acima da expectativa do mercado, de 2,08 bilhão de bushels. Do total, 900 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com alta de 3% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 1,20 bilhão de bushels, com alta de 16%.

Fonte: Safras News



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Cigarrinha-do-milho já apresenta evolução da resistência a inseticidas no Brasil – MAIS SOJA

Published

on


A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é atualmente a principal praga da cultura, causando danos indiretos por meio da transmissão dos enfezamentos, que podem reduzir drasticamente a produtividade e, em casos severos, inviabilizar a colheita. Embora o manejo integrado, com a adoção de diferentes estratégias, seja fundamental para a redução das populações da praga, o controle químico com inseticidas destaca-se como a alternativa mais eficiente para obtenção de resultados em curto prazo.

Figura 1. Foto de adulto da cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis.
Foto: Oliveira, Charles Martins de

Considerando o curto ciclo de vida da cigarrinha e sua grande capacidade de reinfestar rapidamente as áreas agrícolas, a aplicação sequencial de inseticidas, respeitando curtos intervalos entre aplicações é uma das estratégias mais eficientes para a redução expressiva da população da praga, especialmente durante a fase sensível do milho á cigarrinha (de VE a V5).

No entanto, mesmo adotando essa estratégia, o posicionamento de inseticidas quanto a eficiência de controle é de suma importância visando o sucesso do manejo. Da mesma forma, o planejamento estratégico do posicionamento dos inseticidas é crucial para o manejo da resistência da praga a inseticidas, bem como para a manutenção da eficácia de mecanismos de ação no controle da cigarrinha do milho.

Recentemente, o Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas – Brasil (IRAC) divulgou um boletim técnico destacando a evolução da resistência da cigarrinha Dalbulus maidis  a piretroides (Grupo 3A) e neonicotinoides (Grupo 4A) no Brasil. De acordo com o Boletim, estudos realizados no Laboratório de Resistência de Artrópodes a Táticas de Controle da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), reportaram casos de evolução da resistência de D. maidis a alguns inseticidas pertencentes aos grupos químicos dos piretroides e neonicotinoides, em populações coletadas em importantes regiões produtoras de milho no país.

O estudo publicado por Dias e colaboradores (2025) demonstram que a resistência da cigarrinha do milho a imidaclopride é instável e podem apresentar resistência a bifentrina e outros inseticidas desse grupo (Piretroides). Através de bioensaios, os autores observaram que a razão de resistência aumentou de 1397 vezes para 8871 vezes na linhagem Imi-R (linhagem resistente ao imidaclopride) e diminuiu de 1397 vezes para 105 vezes na linhagem Imi-unsel (população sem pressão seletiva) demonstrando que a resistência de D. maidis ao imidaclopride é instável, ou seja, sem pressão de seleção (uso do inseticida), a resistência tende a reduzir ao longo do tempo.

Figura 2. Monitoramento da taxa de resistência ao longo de 11 gerações em uma população de Dalbulus maidis, na presença ou na ausência de pressão seletiva com o inseticida bifentrina.
Adaptado: Dias e colaboradores (2025)

Os cruzamentos recíprocos mostraram que a resistência da Dalbulus maidis ao imidacloprido é autossômica (não ligada ao sexo), incompletamente dominante (os indivíduos heterozigotos já apresentam certo nível de resistência) e poligênica (controlada por vários genes). Estudos de resistência cruzada indicaram que a linhagem Imi-R apresenta alta resistência (>200 vezes) a bifentrina, lambda-cialotrina e acetamiprido. Por outro lado, a resistência entre imidacloprido e outros grupos de inseticidas, como carbamatos (metomil e carbosulfam), organofosforados (acefato) e o neonicotinóide dinotefuran, foi baixa (razão de resistência <7 vezes) (Dias et al., 2025).

Vale destacar que estudos anteriores como o desenvolvido por  Machado e colaboradores (2024) já haviam identificado a suscetibilidade reduzida de populações da cigarrinha do milho à bifentrina, acetamiprido e imidacloprido, fato que demonstra que a resistência da praga tem evoluído ao longo das safras. Nesse contexto, fica evidente a necessidade de rotacionar inseticidas para o controle químico da cigarrinha Dalbulus maidis, reduzindo a pressão de seleção pelo uso contínuo de inseticidas de mesmo grupo químico, especialmente se tratando de piretroides e neonicotinóides.


Veja mais: Suscetibilidade da cigarrinha do milho a inseticidas


Referências:

DIAS, G. S. et al. BIFENTHRIN RESISTANCE IN Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae): INHERITANCE, CROSS-RESISTANCE, AND STABILITY. Pest Manag Sci., 2025.Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8848 >, acesso em: 31/03/2026.

IRAC. BOLETIM TÉCNICO: EVOLUÇÃO DA RESISTÊNCIA DE Dalbulus maidis (CIGARRINHA-DO-MILHO) A PIRETROIDES (GRUPO 3A) E NEONICOTINOIDES (GRUPO 4A) NO BRASIL. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas: Brasil, 2026. Disponível em: < https://92813ac4-b3b4-47f4-a8b3-43c4292d561c.filesusr.com/ugd/6c1e70_4e4a5230daff42d9b4283e8f2748c33a.pdf >, acesso em: 31/03/2026.

MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 31/03/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

Milho/MT: Colheita do milho 1ª safra chega a 45,7% no Brasil e plantio da 2ª safra alcança 95,5% – MAIS SOJA

Published

on


Milho 1ª Safra

Em MG, a colheita avançou com a redução das chuvas. No RS, a colheita desacelera devido à priorização da colheita da soja. Na BA, a colheita segue em andamento. No PI, as lavouras continuam se desenvolvendo em boas condições, porém no Sudeste a situação é de preocupação devido à irregularidade das chuvas. No PR, o tempo mais seco contribuiu para a realização das operações de colheita. Em SC, a colheita avança, com boa produtividade no Planalto Norte e desempenho inferior no Planalto Sul devido à estiagem em período crítico da cultura. Em SP, a colheita avança com celeridade, favorecida pelas boas condições climáticas, com boa qualidade e produtividade de grãos sendo obtidos. No MA, as lavouras estão em boas condições, mesmo com os veranicos ocorridos em janeiro que atrasaram o plantio. Em GO, as colheitas no extremo sul avançaram, com boas produtividades sendo obtidas.

Milho 2ª Safra

No MT, o clima tem favorecido a evolução fenológica das lavouras, que apresentam desenvolvimento fisiológico e fitossanidade dentro dos padrões de normalidade. No PR, a semeadura encontra-se avançada, com áreas mais adiantadas já em floração. Entretanto, as atuais condições de baixa umidade no solo e altas temperaturas afetam o potencial produtivo em algumas áreas do estado. No MS, com a ocorrência de chuvas, a semeadura perdeu ritmo. Em GO, as lavouras mais avançadas já recebem adubação de cobertura. Paralelamente, a elevação das temperaturas intensifica a pressão fitossanitária. Em SP, os produtores aceleram o plantio devido ao término da janela ideal de cultivo. Em MG, devido ao atraso na colheita da soja, algumas lavouras serão semeadas fora do período ideal. No TO, as chuvas seguem regulares, assegurando o bom desenvolvimento da cultura. No MA, as lavouras encontram-se, majoritariamente, em desenvolvimento vegetativo. No PI, as lavouras se desenvolvem em boas condições. No PA, as primeiras áreas plantadas apresentam bom desenvolvimento e se encontram em início de enchimento de grãos.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading
Advertisement

Agro MT