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Senadora Tereza Cristina comanda primeira reunião como presidente do Cosag

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Foto: Hildeberto Jr./ Canal Rural

A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina comandou, nesta segunda-feira (9), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sua primeira reunião como presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag). Diante de uma plateia formada por lideranças do setor, a senadora destacou os principais desafios do agronegócio brasileiro para 2026.

Em seu discurso inaugural, Tereza Cristina ressaltou a importância do acordo Mercosul–União Europeia, mas ponderou que o tratado ainda está longe de ser o ideal. “Esse não é, nunca foi, o acordo dos nossos sonhos, mas é o acordo possível. Ele abre portas, eleva a régua das exportações e estabelece cotas — no caso do agro, pequenas. Ou seja, ainda estamos distantes de uma pauta de livre comércio, mas já é um começo”, afirmou a ex-ministra.

A senadora também destacou que o Parlamento precisará analisar as salvaguardas incluídas no acordo pelos europeus, que, segundo ela, são prejudiciais ao agronegócio brasileiro. “O acordo é um avanço, mas foram colocadas, na última hora, salvaguardas contra o agro brasileiro”, disse.

O chamado “tarifaço” dos Estados Unidos também foi mencionado pela nova presidente do Cosag. Para Tereza Cristina, a suspensão de parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump representou um alívio, mas não solucionou os entraves na relação comercial entre os dois países.

“O tarifaço dos EUA sacudiu o comércio mundial. O recuo, felizmente, de boa parte das tarifas impostas ao Brasil nos colocou em uma situação menos desconfortável, mas isso não significa que os problemas foram resolvidos. Apenas foram resolvidos os problemas que eles queriam resolver, e não os que nós precisamos resolver”, afirmou.

Por fim, a senadora citou ainda como desafios para o setor a reforma tributária, o acesso ao crédito e o crescimento do número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio.

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Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil

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Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.

De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.

Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.

Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.

Pressão nos fertilizantes

A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.

“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.

Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).

Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.

“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.

Mudança no mix ganha força

Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.

De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.

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Produtores de cana marcam protesto por falta de fertilizantes

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

Na próxima terça-feira (7), por volta das 9h, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enfrentará um protesto do setor produtivo da cana-de-açúcar.

Caravanas de várias cidades da Zona da Mata são esperadas na mobilização que está sendo organizada pela Associação de fornecedores de cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (Sindicape).

O segmento enfrenta uma crise derivada da safra recém finalizada, com queda no preço da cana em decorrência do tarifaço dos Estados Unidos sobre o açúcar e etanol brasileiros.

Em relação ao novo ciclo, o governo estadual já anunciou socorro emergencial com fertilizantes para auxiliar os agricultores a investirem na nova safra com a manutenção dos milhares de empregos da Zona da Mata.

“O problema é que deputados de oposição se recusam a votar o orçamento anual (LOA) com mudanças sugeridas pela governadora Raquel Lyra, mesmo após várias reuniões conosco. Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido e nada de fertilizante em pleno tempo agrícola para a realização do plantio, ameaçando a próxima safra e os empregos”, criticam Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da AFCP e do Sindicape.

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FPA pede adiamento de regras que podem afetar concessão de crédito rural

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Foto: Agência FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento da regra por, no mínimo, 6 meses. A proposta busca garantir tempo para ajustes no sistema e evitar prejuízos aos produtores que, segundo a entidade, já cumprem sua parte na regularização ambiental.

Além disso, a medida estabelece novas exigências ambientais para a concessão de crédito rural, especialmente na Amazônia Legal, região que concentra estados como Mato Grosso e Pará.

De acordo com o vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, esse embróglio se deve à falta de conclusão das análises do cadastro ambiental rural que foram transferidas para o Ministério de Gestão no início do governo Lula em 2023.

“Os agricultores têm feito o seu cadastro, mas o governo tem sido moroso, demorado e não tem feito o plano de regularização ambiental, apresentado a sua análise sobre o car que foi oferecido”, afirmou.

A crítica também se estende ao Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) como critério para restrições de crédito. Segundo Jardim, o mecanismo apresenta inconsistências e pode impedir o acesso a financiamentos. Além disso, ele considera a medida descabida ao penalizar produtores por uma análise que não foi concluída pelo próprio governo.

Manifestação

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além das limitações técnicas, a medida transfere ao sistema financeiro responsabilidades que não são suas ao exigir que as instituições realizem verificações ambientais para a liberação da operação.

Isso tende a ampliar a insegurança jurídica das operações e elevar os custos operacionais, sem necessariamente garantir maior efetividade na política de proteção ambiental.

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