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Parceiros do Soja Brasil reforçam papel da oleaginosa como motor do desenvolvimento nacional

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Reprodução Canal Rural

No último dia 30 de janeiro, parceiros do projeto Soja Brasil se reuniram para a Abertura Nacional da Colheita da Soja, em um encontro que reforçou a relevância da cultura para a economia, sustentabilidade e o desenvolvimento regional. O evento contou com a presença de autoridades, produtores rurais e representantes do agronegócio.

Representando a Embrapa Soja, o chefe-geral Alexandre Nepomuceno enviou uma mensagem aos participantes, destacando a trajetória do projeto e os avanços da agricultura brasileira ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o Soja Brasil se consolidou como uma vitrine da sustentabilidade no campo.

“Queria saudar todos os produtores e, em especial, os parceiros do projeto Soja Brasil, que há quase 15 anos vêm mostrando a sustentabilidade da agricultura brasileira, em especial da cultura da soja. Estamos entrando em mais um período de colheita e, com certeza, batendo recordes mais uma vez”, afirmou.

Nepomuceno ressaltou que a produção nacional é baseada, em sua maioria, em sistemas sustentáveis. “A soja brasileira é produzida com plantio direto em larga escala, fixação biológica de nitrogênio e manejo integrado de pragas. Precisamos sempre falar isso para mostrar a qualidade da nossa produção”, disse. Ele também lembrou o peso econômico da cultura. “A soja representa hoje cerca de 6% do PIB nacional, gera milhares de empregos e traz qualidade de vida não só para os produtores, mas para a sociedade como um todo.”

Outro parceiro presente foi a Ihara. O administrador técnico de vendas da empresa, Guilherme Menezes, agradeceu aos anfitriões e aos parceiros do projeto, reforçando a proximidade com o produtor rural.

“Gostaria de agradecer ao grupo VINC por disponibilizar a sua casa para um momento tão estratégico para o agronegócio, aos parceiros da Aprosoja Brasil, ao Canal Rural e ao projeto Soja Brasil, que nos dão a oportunidade de estar ao lado do agricultor, falando diretamente com ele”, afirmou.

Segundo Menezes, a soja é um orgulho nacional sustentado por três pilares fundamentais. “Produtividade, tecnologia e sustentabilidade são a base da soja brasileira. Para manter esse nível de referência mundial, o agricultor enfrenta desafios como instabilidade climática, doenças, pressão de insetos e plantas daninhas”, destacou.

Nesse contexto, ele reforçou o papel da Ihara. “Somos uma empresa que completa 60 anos em 2025 e sempre esteve ao lado do agricultor. Diante do avanço da mancha-alvo, por exemplo, reafirmamos nosso compromisso com a inovação ao lançar o Seiv, um fungicida altamente sistêmico, que contribui para a rentabilidade e a produtividade, entregando resultados reais no campo.”

A Bayer também marcou presença no evento. O diretor de negócios de soja da empresa, Rafael Mendes, destacou o protagonismo do agricultor brasileiro e a força da cultura para o desenvolvimento do país.

“O agronegócio é uma pujança nacional, e a soja é a grande força motriz desse movimento. Onde a soja cresce, a transformação acontece. Onde a soja é plantada, o Brasil se desenvolve. E onde a soja é colhida, o Brasil prospera”, afirmou.

Mendes ressaltou o investimento contínuo da Bayer em pesquisa e inovação. “A Bayer investe cerca de 2,6 bilhões de euros por ano em pesquisa e inovação para trazer soluções em biotecnologia, proteção de cultivos e ferramentas digitais”, disse. Ele lembrou que a empresa acompanha a evolução da soja no Brasil há mais de duas décadas. “Hoje, cerca de 80% da área brasileira é plantada com biotecnologias Bayer.”

Segundo dados citados pelo executivo, tecnologias como a Intacta 2 Xtend adicionaram cerca de 22 milhões de toneladas à produção nacional nos últimos 10 anos. “Isso é rentabilidade na mão do agricultor e reforça nosso compromisso com a agricultura brasileira”, completou.

Mendes também destacou o lançamento da Intacta 5+, nova geração de biotecnologia para a soja, com foco em produtividade, manejo customizado e sustentabilidade. A tecnologia inédita marca um novo capítulo na proteção contra lagartas e no combate às plantas daninhas no Brasil.

Além das empresas de insumos, a Mitsubishi Motors, parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma condição especial voltada a produtores e associados às Aprosojas estaduais de todo o país. A ação contempla a All New Triton, a Agromonstra, com condição direto de fábrica e descontos de até R$ 40 mil. A promoção tem abrangência nacional e é válida até o dia 16 de fevereiro.

Com a iniciativa, a Mitsubishi Motors reforça seu compromisso com o agronegócio brasileiro neste início de colheita, período estratégico para planejamento e investimentos no campo, oferecendo mais conforto, tecnologia e desempenho para quem percorre longas distâncias diariamente.

O evento também contou com a participação da Profarm, empresa do grupo Bioceres Crop Solutions, referência global em biológicos. O gerente comercial regional, Ricardo Rossetti, destacou o avanço das biossoluções no campo.

“É uma satisfação ouvir dos produtores que os produtos biológicos têm ganhado cada vez mais espaço nas propriedades. Isso mostra que estamos no caminho certo, levando inovação e sustentabilidade ao manejo agrícola”, afirmou.

Rossetti ressaltou o investimento da empresa no Brasil. “Escolhemos Londrina como base, com investimento superior a R$ 40 milhões, ampliando em 15 vezes a produção de adjuvantes e gerando empregos diretos e indiretos. É um marco para o agro brasileiro e mundial”, disse.

Além de executivos e pesquisadores, o encontro reuniu autoridades políticas e lideranças do setor, como o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, parlamentares e o governador Vanderlei Barbosa. A programação seguiu com painéis temáticos, entre eles “Soja como política de desenvolvimento regional”, reforçando o papel estratégico da cultura para o presente e o futuro do Brasil.

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Mercosul-UE: pedido de vista em comissão do Parlasul adia votação

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Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Um pedido de vista adiou para o dia 24 de fevereiro a votação do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). O grupo deveria votar o parecer favorável do relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), nesta terça-feira (10), mas o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) pediu mais tempo para analisar o documento, que tem mais de 4 mil páginas.

“Isso vem em favor de mais debate, de mais esclarecimento, para que a sociedade tome conhecimento do acordo e dos desafios que ele estabelece, o que será enfrentado pelos nossos governos”, justificou Calheiros. Ele também disse não entender por que a pressa em aprovar um acordo que está judicializado na Europa.

Assinado em janeiro no Paraguai, o texto do acordo foi enviado ao Congresso na forma de uma mensagem (MSG 93/26) do Poder Executivo. A recomendação do relator, Arlindo Chinaglia, é para que o documento passe a ser analisado como projeto de decreto legislativo, seguindo para as próximas etapas de análise na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Área econômica

Em seu parecer, Chinaglia destacou que o acordo, negociado por mais de 25 anos, cria uma área econômica sem precedentes, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB superior a 22 trilhões de dólares.

Pelo texto, a União Europeia eliminará tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens provenientes do Mercosul, enquanto o bloco sul-americano liberalizará cerca de 91% dos bens importados da Europa em prazos de até 15 anos.

“Há aqui um fator estratégico de reciprocidade: aqueles que desejam exportar para o nosso mercado passarão a enfrentar a concorrência qualificada dos produtores europeus, o que reforça nossa posição em negociações com outros blocos”, disse o relator.

Agronegócio e compras públicas

Outro ponto destacado por Arlindo Chinaglia diz respeito ao setor agropecuário, que terá ganhos com a liberalização imediata de 39% das linhas tarifárias europeias no primeiro ano.

“Essa abertura reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de produtos agrícolas e assegura vantagens competitivas no mercado europeu, mesmo em meio às regulamentações rigorosas do bloco”, disse Chinaglia.

Ele também enviou um recado sobre a proteção dos interesses nacionais, afirmando que, diante de eventuais medidas unilaterais injustas, o Brasil defenderá seus interesses de maneira legítima.

“Em caso de surtos de importação decorrentes da liberalização, utilizaremos salvaguardas bilaterais para proteger empregos e a cadeia de fornecedores gerados pela indústria brasileira”, anunciou.

Divergências

Na reunião desta terça, deputados e senadores destacaram desde o potencial de crescimento para o agronegócio até preocupações com a assimetria econômica entre os blocos e os impactos ao consumidor final.

Para o deputado Pastor Eurico (PL-PE), a concretização do tratado representa um avanço significativo para a economia nacional, com foco especial no setor produtivo. O parlamentar classificou a iniciativa como uma “grande conquista para esses dois grandes blocos”. “O Brasil é um gigante, principalmente no agronegócio. Acredito que é um ganho para todos nós”, disse.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também ressaltou a importância estratégica da medida, definindo-a como uma “questão de Estado” e um “marco da história atual”.

Apesar do apoio, a senadora apontou pontos de atenção, como “salvaguardas de última hora” que causaram incômodo e o fato de que, para o setor de carnes, as proteções atuais seriam baixas. No entanto, ela destacou a troca de benefícios: enquanto a Europa busca segurança alimentar, o Mercosul ganha em inovação e novas tecnologias. “O Brasil vai dar uma demonstração de que temos um agro sustentável”, afirmou.

Assimetria brutal

Por outro lado, o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) manifestou-se de forma contrária, alertando para o que chamou de “assimetria brutal” entre países ricos e pobres. O parlamentar criticou a falta de consulta ao consumidor, que, em sua visão, será a “grande vítima” do processo.

Hauly destacou desvantagens competitivas, como o poder do euro frente à moeda nacional e os subsídios recebidos pela agricultura europeia. Ele demonstrou preocupação com a balança comercial, afirmando que a Europa deseja produtos in natura enquanto pode “invadir com vinhos e queijos” o mercado brasileiro.

O deputado classificou o acordo como uma “derrota interna do Brasil” e criticou o rito legislativo, afirmando que o projeto chega ao Parlamento apenas após ser concluído pelo Executivo, sem discussões prévias.

Consultas prévias

Arlindo Chinaglia reafirmou seu parecer favorável ao novo acordo comercial, destacando os impactos econômicos esperados para o Brasil. Segundo o parlamentar, a elaboração do texto foi precedida por uma série de consultas a especialistas.

Chinaglia enfatizou ainda que o pilar central da medida é a redução de tarifas de importação. Também argumentou que a diminuição dos tributos alfandegários tende a reduzir o custo final dos produtos, ampliando as opções disponíveis para o consumidor brasileiro.

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Agropecuária de Goiás registra alta superior a 160% na geração de empregos formais em 2025

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Foto: Larissa Melo

Goiás encerrou 2025 com crescimento na geração de empregos formais na agropecuária, registrando saldo positivo de 2.220 postos de trabalho, o que representa um aumento de 166,5% em relação a 2024, quando o saldo havia sido de 833 vagas.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), validados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB).

No acumulado do ano passado, o setor agropecuário goiano contabilizou 92.953 admissões, um crescimento de 3,8% em relação a 2024. O avanço também se refletiu no estoque de empregos, que aumentou 1,8% no mesmo período, resultando em 124.856 vínculos ativos em 2025.

Para o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende, o resultado positivo é reflexo direto das ações adotadas pelo Governo de Goiás.

“Em um período de um ano, o saldo de empregos gerados na agropecuária saltou mais de 100% e isso demonstra que as nossas políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo estão gerando resultados”, destacou.

Fortalecimento do setor

Os resultados alcançados pela agropecuária goiana ao longo de 2025 estão diretamente associados à estratégia adotada pelo Governo de Goiás para fortalecer o meio rural, por meio de ações coordenadas da Seapa e de suas jurisdicionadas.

A atuação envolve políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, à qualificação da mão de obra, ao estímulo à produção e ao suporte permanente ao produtor.

Entre as ações em execução estão:

  • Cursos de capacitação do Crédito Rural;
  • Fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM);
  • Estímulo à aplicação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural);
  • Programa de Melhoramento Genético Bovino para Agricultura Familiar;
  • Projeto de Melhoria da Qualidade das Agroindústrias de Pequeno Porte;
  • Ampliação da assistência técnica a produtores rurais.

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Produção brasileira de azeite de oliva deve superar recorde de 640 mil litros

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Foto: Ibraoliva Divulgação

A produção brasileira de azeite de oliva deve registrar em 2026 a maior safra da história, superando os 640 mil litros alcançados em 2023, avalia o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).

A análise tem como base as condições climáticas favoráveis observadas ao longo do atual ciclo produtivo.

De acordo com o presidente da entidade, Flávio Obino Filho, a olivicultura brasileira iniciou sua produção comercial há cerca de 20 anos e teve, desde o início, o desafio de produzir azeite extra virgem de qualidade fora das condições tradicionais do Mediterrâneo.

“Produzir azeites extra virgens de qualidade no hemisfério sul, em condições climáticas muito diferentes das do Mediterrâneo, sempre foi o nosso grande desafio. Esse desafio foi superado”, comemora.

Segundo o dirigente, os azeites brasileiros alcançaram reconhecimento consistente no cenário internacional. “Eu não conheço um concurso internacional em que um azeite brasileiro participe e não saia com uma medalha. Se considerarmos a média dos azeites produzidos em cada país, o azeite brasileiro é o melhor do mundo em termos de qualidade”, comenta.

Produção recuou após recorde

Após a safra recorde de 2023, quando o país atingiu 640 mil litros, a produção recuou nos dois anos seguintes em função de adversidades climáticas. Conforme dados do Ibraoliva, em 2024 o volume caiu para 340 mil litros e, em 2025, para 240 mil litros, impactado principalmente pelo excesso de chuvas e pela alta umidade, fatores críticos para o desenvolvimento da oliveira.

De acordo com o presidente do Instituto, o período recente levou o setor a uma revisão interna das estratégias produtivas. “Em 2023, a nossa preocupação era com o mercado. Já em 2025, o foco passou a ser entender onde acertamos e onde erramos, com investimento forte em pesquisa”, destaca.

Para 2026, o cenário é mais favorável. “Estamos sendo agraciados por condições climáticas positivas e vamos ter a maior safra da história da olivicultura brasileira, superando os 640 mil litros de 2023. Quem sabe possamos atingir o sonho de produzir 1 milhão de litros de azeite de oliva extra virgem no Brasil”, projeta Obino Filho.

Os dados do Ibraoliva mostram que, atualmente, a olivicultura brasileira reúne cerca de 550 produtores distribuídos em aproximadamente 200 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

“O caminho é seguir investindo em pesquisa, entendendo onde estamos acertando e onde ainda precisamos corrigir. Queremos nos colocar entre os principais produtores de azeite de oliva do mundo e temos qualidade para alcançar esse objetivo”, conclui.

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