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26 de julho de 2026

Sustentabilidade

Cepea: Analise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

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Mesmo diante de um ambiente de demanda moderada, o Brasil deve manter um papel central no mercado global de algodão na temporada 2025/26. A produção nacional pode registrar um leve recuo em relação ao recorde anterior, mas ainda deverá ser a segunda maior da história, enquanto as exportações seguem firmes e continuam sendo o principal canal de escoamento da volumosa oferta. A depender do desempenho da produtividade, a redução de área no Centro-Sul tende a ser parcialmente compensada pelo avanço do cultivo na região Norte/Nordeste, segundo estimativas da Conab.

No cenário macroeconômico, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma desaceleração do crescimento global para 3,1% em 2026, após taxas de 3,3% em 2024 e de 3,2% em 2025. Para o Brasil, o ritmo esperado é ainda mais moderado, com avanço de apenas 1,9% em 2026. A combinação entre juros elevados, incertezas econômicas e menor
dinamismo da atividade deve manter o consumo de bens não essenciais contido, refletindose em compras mais cautelosas de matéria-prima pela indústria têxtil.

Além disso, a concorrência com fibras sintéticas – que já representam cerca de 78% do consumo global de fibras – segue pressionando as cotações do algodão. Ainda assim, eventuais melhorias nas vendas de produtos finais e uma possível recuperação dos preços internacionais podem gerar momentos pontuais de sustentação no mercado doméstico.

Nesse contexto, o bom desempenho das exportações brasileiras permanece fundamental para o equilíbrio do mercado. No front externo, o Brasil continua se destacando pela escala produtiva e pela competitividade, além dos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade.

O comportamento do dólar permanece um fator decisivo para a remuneração dos negócios, tornando essencial o acompanhamento da paridade de exportação em relação aos preços internos para a tomada de decisão. No contexto doméstico, observa-se menor volume de contratos a termo firmados antecipadamente, especialmente os com preços fixos. Diante das incertezas e da volatilidade, agentes têm priorizado negociações indexadas ao Indicador CEPEA/ESALQ e/ou à Bolsa de Nova York (ICE Futures) para reduzir riscos.

SAFRA BRASILEIRA 2025/26

A área cultivada com algodão deve diminuir 2,8% em relação à temporada anterior, alcançando 2,03 milhões de hectares em 2025/26, segundo a Conab. Esse resultado decorre da retração de 2,6% na região Norte/Nordeste e do recuo de 3% no Centro-Oeste. A produtividade média é estimada em 1.884 kg/ha, queda de 3,6% em relação à safra anterior, o que deve resultar em produção de 3,82 milhões de toneladas de pluma, retração de 6,3% no comparativo anual.

A disponibilidade interna (estoque inicial, produção e importações) está prevista em 6,55 milhões de toneladas, aumento de 1,05% sobre a temporada anterior. O consumo doméstico em 2026 é estimado em 730 mil toneladas, leve alta de 0,69%. As exportações devem alcançar 3,06 milhões de toneladas, crescimento de 3,98%, enquanto os estoques de passagem, em dezembro de 2026, são projetados em 2,76 milhões de toneladas, 2,76% acima dos de dezembro de 2025.

COMERCIALIZAÇÃO SAFRA 2025/26

De acordo com dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), os contratos registrados até o dia 4 de fevereiro, referentes à safra 2025/26, somavam 680,94 mil toneladas, o que representa 17,8% da produção nacional estimada pela Conab. Desse volume, 328,34 mil toneladas são destinadas ao mercado interno; 265,93 mil toneladas, para exportação; e 86,7 mil toneladas, para contratos flex.

Para a safra 2026/27, a Bolsa aponta que pelo menos 74 mil toneladas já foram comercializadas. Em Mato Grosso, dados divulgados no dia 12 de janeiro pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontam que 42,92% da pluma da temporada 2025/26 foi comercializada, percentual inferior ao do mesmo período do ano anterior (45,9%) e abaixo da média das últimas cinco safras (52,29%), evidenciando uma postura mais cautelosa dos produtores.

PREÇOS DE EXPORTAÇÃO

Cálculos do Cepea mostram que as negociações para exportação com embarques durante 2026 apresentam média de US$ 0,7151/lp até o dia 3 de fevereiro, considerando-se os valores FOB (Free On Board) no porto de Santos (SP) – os negócios envolvendo a pluma ainda da temporada 2024/25 estão, em média, em US$ 0,6976/lp para este início de ano.

CONTRATOS ANTECIPADOS NACIONAIS

Os contratos a termo captados pelo Cepea, até o dia 4 de fevereiro, com entregas para 2026, apontam uma média de R$ 3,7998/lp, posto na indústria. No mesmo período, quando consideradas também as ofertas de compra e de venda, a média fica em R$ 3,7133/lp, posto na indústria, sendo R$ 3,6227/lp no primeiro semestre e R$ 4,1644/lp nos últimos seis meses de 2026.

Para a comercialização em dólar destinada ao mercado interno, com entregas ao longo de 2026, a média de preço está em US$ 0,6910/lp, posto na indústria – levando em conta também as ofertas de compra e de venda. Sendo que a média fica estimada em US$ 0,6775/lp para o primeiro semestre e em US$ 0,6996/lp para o segundo semestre de 2026.

OFERTA E DEMANDA INTERNACIONAL 

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam um ligeiro aumento na oferta mundial de 0,8% em relação à temporada 2024/25. O consumo mundial, por sua vez, foi projetado em 25,891 milhões de toneladas, praticamente estável se comparado ao mesmo período do ano anterior. Dessa forma, a oferta deve ficar 0,44% acima da demanda na temporada 2025/26 e a relação estoque/consumo, em 62,6%.

As transações mundiais na temporada 2025/26 foram estimadas em 9,53 milhões de toneladas, com um avanço de 1,7% nas importações. O Brasil deve manter a liderança das
exportações mundiais, com 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26, 11,4% acima da safra anterior e 18,9% superior ao volume dos Estados Unidos, previsto em 2,656 milhões de toneladas (+2,5% em relação à safra 2024/25).

CUSTOS AGRÍCOLAS

Tomando-se como base as médias do período de julho a dezembro de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, dados da equipe de custos agrícolas do Cepea apontam quedas de custos de produção (3,03%) na região da Bahia, redução menor do que a observada nos preços médios (8,1%). A depender da tecnologia, os custos operacionais de julho a dezembro de 2025 variaram entre R$ 16.000,00/ha e R$ 17.300,00/ha.

Considerando-se produtividades de pluma entre 119 @/ha e 136,00 @/ha, o retorno operacional variou de 5,2% a 9,5%, enquanto a margem total variou negativamente de 8,6% a 14%. O que chama a atenção é que a margem operacional não cobre os demais custos econômicos, como a depreciação e os custos de oportunidade do imobilizado, incluindo a terra. Porém, caso se considere apenas o custo de depreciação, haveria retornos entre nulos e ligeiramente positivos, até melhores que os de 2024.

Fonte: Cepea



 

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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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