Sustentabilidade
Cepea: Analise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

Mesmo diante de um ambiente de demanda moderada, o Brasil deve manter um papel central no mercado global de algodão na temporada 2025/26. A produção nacional pode registrar um leve recuo em relação ao recorde anterior, mas ainda deverá ser a segunda maior da história, enquanto as exportações seguem firmes e continuam sendo o principal canal de escoamento da volumosa oferta. A depender do desempenho da produtividade, a redução de área no Centro-Sul tende a ser parcialmente compensada pelo avanço do cultivo na região Norte/Nordeste, segundo estimativas da Conab.
No cenário macroeconômico, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma desaceleração do crescimento global para 3,1% em 2026, após taxas de 3,3% em 2024 e de 3,2% em 2025. Para o Brasil, o ritmo esperado é ainda mais moderado, com avanço de apenas 1,9% em 2026. A combinação entre juros elevados, incertezas econômicas e menor
dinamismo da atividade deve manter o consumo de bens não essenciais contido, refletindose em compras mais cautelosas de matéria-prima pela indústria têxtil.
Além disso, a concorrência com fibras sintéticas – que já representam cerca de 78% do consumo global de fibras – segue pressionando as cotações do algodão. Ainda assim, eventuais melhorias nas vendas de produtos finais e uma possível recuperação dos preços internacionais podem gerar momentos pontuais de sustentação no mercado doméstico.
Nesse contexto, o bom desempenho das exportações brasileiras permanece fundamental para o equilíbrio do mercado. No front externo, o Brasil continua se destacando pela escala produtiva e pela competitividade, além dos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade.
O comportamento do dólar permanece um fator decisivo para a remuneração dos negócios, tornando essencial o acompanhamento da paridade de exportação em relação aos preços internos para a tomada de decisão. No contexto doméstico, observa-se menor volume de contratos a termo firmados antecipadamente, especialmente os com preços fixos. Diante das incertezas e da volatilidade, agentes têm priorizado negociações indexadas ao Indicador CEPEA/ESALQ e/ou à Bolsa de Nova York (ICE Futures) para reduzir riscos.
SAFRA BRASILEIRA 2025/26
A área cultivada com algodão deve diminuir 2,8% em relação à temporada anterior, alcançando 2,03 milhões de hectares em 2025/26, segundo a Conab. Esse resultado decorre da retração de 2,6% na região Norte/Nordeste e do recuo de 3% no Centro-Oeste. A produtividade média é estimada em 1.884 kg/ha, queda de 3,6% em relação à safra anterior, o que deve resultar em produção de 3,82 milhões de toneladas de pluma, retração de 6,3% no comparativo anual.
A disponibilidade interna (estoque inicial, produção e importações) está prevista em 6,55 milhões de toneladas, aumento de 1,05% sobre a temporada anterior. O consumo doméstico em 2026 é estimado em 730 mil toneladas, leve alta de 0,69%. As exportações devem alcançar 3,06 milhões de toneladas, crescimento de 3,98%, enquanto os estoques de passagem, em dezembro de 2026, são projetados em 2,76 milhões de toneladas, 2,76% acima dos de dezembro de 2025.
COMERCIALIZAÇÃO SAFRA 2025/26
De acordo com dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), os contratos registrados até o dia 4 de fevereiro, referentes à safra 2025/26, somavam 680,94 mil toneladas, o que representa 17,8% da produção nacional estimada pela Conab. Desse volume, 328,34 mil toneladas são destinadas ao mercado interno; 265,93 mil toneladas, para exportação; e 86,7 mil toneladas, para contratos flex.
Para a safra 2026/27, a Bolsa aponta que pelo menos 74 mil toneladas já foram comercializadas. Em Mato Grosso, dados divulgados no dia 12 de janeiro pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontam que 42,92% da pluma da temporada 2025/26 foi comercializada, percentual inferior ao do mesmo período do ano anterior (45,9%) e abaixo da média das últimas cinco safras (52,29%), evidenciando uma postura mais cautelosa dos produtores.
PREÇOS DE EXPORTAÇÃO
Cálculos do Cepea mostram que as negociações para exportação com embarques durante 2026 apresentam média de US$ 0,7151/lp até o dia 3 de fevereiro, considerando-se os valores FOB (Free On Board) no porto de Santos (SP) – os negócios envolvendo a pluma ainda da temporada 2024/25 estão, em média, em US$ 0,6976/lp para este início de ano.
CONTRATOS ANTECIPADOS NACIONAIS
Os contratos a termo captados pelo Cepea, até o dia 4 de fevereiro, com entregas para 2026, apontam uma média de R$ 3,7998/lp, posto na indústria. No mesmo período, quando consideradas também as ofertas de compra e de venda, a média fica em R$ 3,7133/lp, posto na indústria, sendo R$ 3,6227/lp no primeiro semestre e R$ 4,1644/lp nos últimos seis meses de 2026.
Para a comercialização em dólar destinada ao mercado interno, com entregas ao longo de 2026, a média de preço está em US$ 0,6910/lp, posto na indústria – levando em conta também as ofertas de compra e de venda. Sendo que a média fica estimada em US$ 0,6775/lp para o primeiro semestre e em US$ 0,6996/lp para o segundo semestre de 2026.
OFERTA E DEMANDA INTERNACIONAL
Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam um ligeiro aumento na oferta mundial de 0,8% em relação à temporada 2024/25. O consumo mundial, por sua vez, foi projetado em 25,891 milhões de toneladas, praticamente estável se comparado ao mesmo período do ano anterior. Dessa forma, a oferta deve ficar 0,44% acima da demanda na temporada 2025/26 e a relação estoque/consumo, em 62,6%.
As transações mundiais na temporada 2025/26 foram estimadas em 9,53 milhões de toneladas, com um avanço de 1,7% nas importações. O Brasil deve manter a liderança das
exportações mundiais, com 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26, 11,4% acima da safra anterior e 18,9% superior ao volume dos Estados Unidos, previsto em 2,656 milhões de toneladas (+2,5% em relação à safra 2024/25).
CUSTOS AGRÍCOLAS
Tomando-se como base as médias do período de julho a dezembro de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, dados da equipe de custos agrícolas do Cepea apontam quedas de custos de produção (3,03%) na região da Bahia, redução menor do que a observada nos preços médios (8,1%). A depender da tecnologia, os custos operacionais de julho a dezembro de 2025 variaram entre R$ 16.000,00/ha e R$ 17.300,00/ha.
Considerando-se produtividades de pluma entre 119 @/ha e 136,00 @/ha, o retorno operacional variou de 5,2% a 9,5%, enquanto a margem total variou negativamente de 8,6% a 14%. O que chama a atenção é que a margem operacional não cobre os demais custos econômicos, como a depreciação e os custos de oportunidade do imobilizado, incluindo a terra. Porém, caso se considere apenas o custo de depreciação, haveria retornos entre nulos e ligeiramente positivos, até melhores que os de 2024.
Fonte: Cepea

Sustentabilidade
Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.
A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.
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Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.
“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.
Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.
A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.
Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.
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Sustentabilidade
Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.
Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.
Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.
A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.
Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.
Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).
Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).
Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).
Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas

Referências:
BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.
FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.
FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.
MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.
NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

Sustentabilidade
Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).
As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.
Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.
O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.
Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.
Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.
Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.
Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.
Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.
Fonte: Emater/RS
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