Sustentabilidade
Com Chicago e dólar voláteis, animação deve diminuir no mercado brasileiro de soja – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja não deve ter a mesma animação dos últimos dois dias, quando a disparada na Bolsa de Mercadorias de Chicago trouxe suporte às cotações domésticas. Hoje, a bolsa norte-americana busca um ajuste frente ao final de semana e mostra bastante volatilidade, oscilando dentro de pequenas margens. O mesmo ocorre com o dólar, que opera praticamente estável frente ao real.
Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão “mais animada”. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve reporte de volumes negociados nos portos de Paranaguá e Santos, especialmente voltados a produtores com soja disponível para entrega imediata.
Segundo Silveira, ainda não há volumes expressivos colhidos no país, o que direcionou as melhores ofertas do dia justamente para quem tinha produto pronto para embarque. No ambiente externo, a Bolsa de Chicago voltou a registrar forte alta, enquanto o dólar operou em campo positivo, embora com pequenas oscilações ao longo da sessão.
Os prêmios, por outro lado, recuaram, retirando parte da força vinda de Chicago. Ainda assim, o analista destaca que o dia foi marcado por negócios efetivos e avanço dos preços, configurando uma sessão melhor para a comercialização.
“Apesar de as cotações ainda não serem consideradas ideais pelo produtor, nesta semana, com as sucessivas altas na bolsa, os preços já se valorizaram em torno de R$ 3,00 por saca, em média, o que ajuda a fomentar os negócios”, avalia.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00. Em Cascavel (PR), os preços permaneceram em R$ 118,50. Em Rondonópolis (MT), as cotações foram de R$ 108,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 109,00 para R$ 109,50. Já em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) seguiu em R$ 128,50 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços estabilizaram em R$ 128,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta 0,29% na posição março/26, cotada a US$ 11,15 1/2 por bushel.
- O mercado opera sem direção definida, alternando entre os territórios positivo e negativo. De um lado, os preços seguem pressionados pelo quadro fundamental de ampla oferta global e pelo movimento de realização de lucros após a oleaginosa atingir a máxima de dois meses ao longo dos últimos dias. Por outro, o viés favorável é sustentado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a China deve ampliar as compras do grão norte-americano.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,2493. O Dollar Index registra estabilidade, a 97.822 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,25%. Japão, +0,81%.
- As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,49%. Frankfurt, +0,65%. Londres, +0,31%.
- O petróleo opera em baixa. Março do WTI em NY: US$ 63,08 o barril (-0,33%).
AGENDA
Sexta-feira (6/02)
- EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
- Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atinge 55,7%, indica Safras – MAIS SOJA

A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 55,7% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho chegou a 84,5% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 78,2% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 69,7% da área plantada de 547 mil hectares. Em São Paulo, os trabalhos chegam a 52,5% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ainda não haviam começado.
Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 7,2% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 20,3% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 35,7% da área cultivada de 11 mil hectares.
No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 52,1% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 53,8%.
Milho safrinha
O plantio da segunda safra de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil, popularmente conhecida por safrinha, atingia 91,3% da área estimada de 15,675 milhões de hectares na última sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
Os trabalhos atingem 90,4% dos 2,306 milhões de hectares previstos para serem cultivados no Paraná. Em São Paulo, a semeadura chega a 80,5% dos 536 mil hectares projetados.
Em Mato Grosso do Sul foram cultivados 96,8% dos 2,256 milhões de hectares previstos. Em Goiás os trabalhos atingiam 78,6% dos 2,422 milhões de hectares estimados.
Em Mato Grosso o cultivo atinge 100% dos 7,392 milhões de hectares previstos. Em Minas Gerais, o plantio chega a 40,7% na área prevista de 764 mil hectares.
No mesmo período do ano passado o cultivo atingia 95% da área de 15,407 milhões de hectares da safrinha 2025, enquanto a média de plantio para o período nos últimos cinco anos é de 91,6%.
Na região do Matopiba, os trabalhos de plantio da safrinha 2026 atingiram 45,5% na área prevista de 1,341 milhão de hectares. No mesmo período do ano passado, o plantio havia atingido 71,6% na área estimada de 1,28 milhão de hectares.
O plantio no Tocantins atinge 45,1% da área de 370 mil hectares. Na Bahia a semeadura atinge 46,8% da área de 183 mil hectares. No Maranhão o cultivo chega a 40,9% da área prevista em 567 mil hectares. Já no Piauí os trabalhos no campo atingiam 56,8% da área prevista de 220 mil hectares.
Fonte: Safras News
Autor:Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
PIB do Paraná cresce 22% acima da média nacional em 2025 – MAIS SOJA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).
A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.
Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.
Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.
“O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná
Sustentabilidade
Mancha-branca no milho: efeitos na fotossíntese e impactos na produtividade – MAIS SOJA

A mancha-branca, causada pelo fungo Pantoea ananatis e espécies fúngicas associadas, como a Phaeosphaeria maydis, é uma das doenças mais frequentes no milho, causando impactos principalmente na capacidade da planta em realizar a fotossíntese. A doença ocorre principalmente entre os estádio VT a R4 (Wordell Filho et al., 2016), com sintomas característicos de lesões arredondadas nas folhas do milho.
Figura 1. Sintomas típicos de mancha-branca em milho.
Casela; Ferreira; Pinto (2006) destacam que a doença tem seu desenvolvimento favorecido por condições de alta precipitação, alta umidade relativa do ar (>60%) e baixas temperaturas noturnas (em torno de 14°C). Mas afinal, qual seria o real impacto da mancha-branca na produtividade final do milho?
O impacto da mancha-branca varia conforme as condições climáticas e ambientais, a suscetibilidade do híbrido e a severidade da doença. Nesse contexto, o estudo conduzido por Godoy e colaboradores (2001) fornece uma base importante para a compreensão dos danos causados pela doença no milho.
Ao analisar os efeitos da mancha-branca, causada por Phaeosphaeria maydis, na taxa líquida de fotossíntese e na transpiração de folhas de milho, Godoy et al. (2001) observaram que a doença não reduziu somente a quantidade de área foliar como também afetou a fotossíntese no tecido foliar assintomático remanescente. Com o progressivo aumento da severidade, a redução na taxa fotossintética foi proporcionalmente maior que a redução da área foliar devido às lesões (figura 2). Folhas com severidade em torno de 10-20 % apresentaram redução na taxa fotossintética líquida ao redor de 40 %.
Figura 2. Efeito de diferentes severidades de mancha de Phaeosphaeria na taxa fotossintética líquida relativa (Px /Po) de folhas de milho (Zea mays), na linhagem ESALQ PB2 (a) e nos híbridos XL 215 (b), FT 5130 (c) e FT 5150 (d).

Resumidamente, a mancha-branca não reduz a eficiência fotossintética apenas das folhas afetadas, mas também, em parte do tecido verde remanescente de folhas infetadas, o que eleva ainda mais a capacidade da doença em causar danos. Em termos gerais, a redução da taxa fotossintética líquida em 40% resultante de 20% de severidade da mancha-branca pode representar perdas de produtividade de até 60% no milho (Costa et al., 2011). Sobretudo, vale destacar que esse impacto pode diferir de acordo com o nível de tolerância do híbrido.
Embora ainda sejam necessários estudos adicionais para quantificar o impacto da mancha-branca em híbridos modernos de milho, é evidente a importância do seu controle para mitigar perdas de produtividade. No manejo da doença, a aplicação de fungicidas químicos é a estratégia mais utilizada em escala comercial.
Para maior eficiência de controle, é fundamental o correto posicionamento dos fungicidas ao longo do ciclo da cultura, priorizando moléculas mais eficazes, especialmente nos períodos críticos de ocorrência da doença. Nesse sentido, pesquisas conduzidas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IAPAR-EMATER) avaliaram a eficiência de diferentes fungicidas no controle da mancha-branca no milho safrinha de 2020.
De acordo com os resultados obtidos, a maior eficiência de controle da mancha-branca foi observada com o uso de Piraclostrobina + Fluxapiroxade; seguido por Trifloxistrobina + Protioconazol + Bixafen; e Piraclostrobina + Fluxapiroxade + Mefentrifluconazol, demonstrando que produtos utilizados em forma de misturas promovem melhores resultados de controle da mancha branca em comparação ao uso de alguns ativos de forma isolada (Custódio et al., 2020).
Tabela 1. Severidade final (Sev final), severidade total (AACPD) da mancha branca e eficiência de controle (C) em cada tratamento. Milho segunda safra 2020.

Com base nos aspectos observados, pode-se afirmar que a mancha-branca possui elevada capacidade em reduzir a produtividade do milho, tendo como principal dano, a redução da fotossíntese e consequentemente produção de fotoassimilados e acúmulo de matéria seca nos grãos. Para minimizar esses efeitos, além das boas práticas agronômicas como a rotação de culturas, deve-se preconizar o controle químico com fungicidas eficientes, especialmente durante o período mais suscetível (VT a R4).
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Veja mais: A realidade dos componentes de produtividade nas lavouras de milho do Sul do Brasi
Referências:
CASELA, C. R.; FERREIRA, A. S.; PINTO, N. F. J. A. DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa, Circular Técnica, n. 83, 2006. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490415/1/Circ83.pdf >, acesso em:> 23/03/2026.
COSTA, R. V. et al. RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLE QUÍMICO DA MANCHA BRANCA DO MILHO. Embrapa, Circular Técnica, n. 167, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/50969/1/circ-167.pdf >, acesso em: 23/03/2026.
CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DA MANCHA BRANCA DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. IDR-PARANÁ, Boletim Técnico n. 96. 2020. Disponível em: < http://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt96_-_idr-parana_-_29-01-2021.pdf >, acesso em: 23/03/2026.
GODOY, C. V. et al. ALTERAÇÕES NA FOTOSINTESE E NA TRANSPIRAÇÃO DE FOLHAS DE M ILHO INFECTADAS POR Phaeosphaeria maydis. Fitopatologia brasileira 26 (2), 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/fb/a/QS37wLdvDNHhDyPrB78wTnM/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 23/03/2026.
WORDELL FILHO, J. A. et al. PRAGAS E DOENÇAS DO MILHO: DIOAGNOSE, DANOS E ESTRATÉGIAS DE MANEJO. Epagri, Boletim Técnico, n. 170, 2016. Disponível em: < https://ciram.epagri.sc.gov.br/ciram_arquivos/agroconnect/boletins/BT_PragasDoencasMilho.pdf >, acesso em: 23/03/2026.

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