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BNDES encerra nesta sexta prazo para solicitar liquidação de dívidas rurais

Encerra nesta sexta-feira (6) o prazo para que produtores rurais solicitem a liquidação ou amortização de dívidas por meio do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, iniciativa que já aprovou R$ 7,2 bilhões em operações voltadas a agricultores afetados por perdas de safra causadas por eventos climáticos extremos.
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O programa, lançado em 16 de outubro de 2025, atendeu produtores de 738 municípios, distribuídos em 22 estados, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Até esta quarta-feira (4), foram aprovadas 26,8 mil operações, com tíquete médio de R$ 269 mil.
Maior parte dos recursos foi para pequenos e médios produtores
Do total aprovado, R$ 4,6 bilhões foram destinados a agricultores familiares e médios produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, o equivalente a 96% dos recursos reservados para esses segmentos, que somavam R$ 4,8 bilhões. Ao todo, esse público concentrou 24,1 mil operações.
O programa estabeleceu que ao menos 40% dos recursos fossem direcionados a esses produtores, considerados mais vulneráveis aos impactos de eventos climáticos adversos. O restante foi distribuído entre produtores rurais atendidos por diferentes linhas de crédito agrícola, conforme a demanda e os critérios técnicos.
Operações precisam ser protocoladas até esta sexta
Embora o prazo final para contratação das operações seja 10 de fevereiro, o BNDES esclarece que os pedidos precisam ser protocolados até esta sexta-feira (6) junto às instituições financeiras credenciadas, para que possam ser analisados e contratados dentro do calendário previsto.
Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o programa permite que os produtores reorganizem suas finanças após perdas severas.
“Com esse programa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está permitindo que os produtores rurais possam quitar suas dívidas e retomar suas atividades. Cerca de 50% das operações aprovadas foram destinadas a agricultores familiares, que têm papel essencial na segurança alimentar e no desenvolvimento regional”, afirmou Mercadante.
Condições e quem pode acessar
O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais oferece prazo de até nove anos para pagamento, incluindo até um ano de carência. Os recursos podem ser utilizados para a liquidação ou amortização de operações de crédito rural de custeio e investimento, além de Cédulas de Produto Rural (CPR), inclusive contratos mais recentes.
Podem acessar o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas, desde que a contratação seja feita por meio da rede de instituições financeiras parceiras do BNDES.
O acesso está restrito a produtores localizados em municípios com recorrência de eventos climáticos adversos, reconhecidos pelo Governo Federal e listados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, é obrigatória a apresentação de laudo técnico que comprove perdas relevantes em duas ou mais safras recentes, conforme a regulamentação do programa.
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Conab inaugura unidade em Maceió com capacidade para 4,5 mil toneladas de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inaugurou nesta sexta-feira (3) a nova sede da Unidade Armazenadora (UA) de Maceió, em Alagoas. A estrutura passa a ter capacidade para estocar até 4,5 mil toneladas de milho em sacas de 50 quilos. Segundo a companhia, a ampliação acrescenta 1,7 mil toneladas à capacidade estática e representa aumento de aproximadamente 60,7% em volume e de 28,6% em área.
A Conab informou que a nova unidade fortalece a eficiência operacional dos estoques públicos e a execução das políticas de abastecimento. Entre os programas atendidos está o Programa de Venda em Balcão (ProVB), que comercializou 2,6 mil toneladas de milho em Alagoas em 2025.
Durante a inauguração, o diretor de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campos, afirmou que a armazenagem e a logística são parte central da política de abastecimento. Ele destacou que a estrutura permite guardar milho para atendimento ao produtor ao longo dos meses e também manter estoques de produtos usados em ações de apoio ao abastecimento e à segurança alimentar.
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Na cerimônia, também foi assinada a pactuação com cinco empreendimentos coletivos da agricultura familiar para aquisições na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O investimento é de aproximadamente R$ 1,5 milhão e prevê a destinação de 204,6 toneladas de hortifruti, pescado e alimentos manufaturados à rede socioassistencial de Alagoas.
Desde 2023, a Conab destinou cerca de R$ 94 milhões para aquisição de alimentos da agricultura familiar no estado, contemplando 427 projetos de cooperativas e associações. As propostas somam aproximadamente 12 mil toneladas de alimentos, com atendimento a 6.342 agricultores e 541 entidades e iniciativas sociais.
Durante a solenidade, a companhia ainda assinou dois contratos do PAA Sementes, com investimento total de R$ 355 mil, para aquisição de 210 mil raquetes de palma e 9,3 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos destinadas a agricultores familiares.
A agenda incluiu ainda a entrega de alimentos a cozinhas solidárias em Maceió, a distribuição de oito kits de maquinários a cooperativas e associações de assentados da reforma agrária e a apresentação dos números do ProVB em Alagoas. Entre 2022 e 2026, o programa atendeu 394 criadores de animais de 65 municípios e realizou 2.212 operações de venda em 2025, com receita de R$ 3,3 milhões.
Fonte: gov.br
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Conab participa de feira da agricultura familiar em Teresina

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, entre quarta-feira (1º) e sábado (4), da III Feira da Agricultura Familiar, Povos Tradicionais e Economia Solidária, em Teresina, no Piauí. O evento reuniu mais de 330 expositores e promoveu palestras e atividades voltadas à segurança alimentar e ao desenvolvimento sustentável.
A programação começou com a solenidade de abertura e contou com a presença do superintendente regional da Conab no Piauí, Danilo Viana, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF) e da Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (SADA).
Segundo Danilo Viana, a participação da estatal em espaços desse tipo amplia a aproximação com agricultores familiares, cooperativas e entidades parceiras, além de fortalecer o conhecimento sobre políticas públicas disponíveis. Ele afirmou que a atuação tem como objetivo fortalecer a produção local, promover a segurança alimentar e contribuir para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado.
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Na quinta-feira (2), a diretora de Política Agrícola e Informações da Conab (Dipai), Naiara Bittencourt, participou do Encontro Estadual das Cozinhas Solidárias. Na ocasião, ela apresentou o Programa de Aquisição de Alimentos. De acordo com a Conab, a superintendência do Piauí atende atualmente 21 cozinhas no estado com alimentos provenientes da agricultura familiar.
Durante o encontro, Naiara Bittencourt destacou o papel das cozinhas solidárias no abastecimento de alimentos saudáveis por meio do programa. Com o tema “Agricultura Familiar: Guardiã da Sociobiodiversidade”, a terceira edição da feira também incluiu debates sobre preservação ambiental, produção de alimentos saudáveis, assistência técnica, acesso ao crédito e novas tecnologias de produção.
Além da comercialização de alimentos e produtos da agricultura familiar, o evento teve exposição de artesanato, apresentações culturais, shows musicais, palestras, lançamento de livros e atividades voltadas ao público infantil.
A participação da Conab na feira em Teresina reuniu ações de divulgação de políticas públicas e iniciativas ligadas ao abastecimento com produtos da agricultura familiar, em um evento voltado à produção rural, à economia solidária e à segurança alimentar no Piauí.
Fonte: gov.br
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Cientistas criam ‘perfume’ natural que transforma o milho em aliado contra pragas

Pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) descobriram que a aplicação de um fungo benéfico nas folhas do milho modifica as substâncias aromáticas liberadas pela planta.
Esse novo “perfume” atrai uma vespa parasitoide que elimina os ovos do percevejo-barriga-verde, uma das principais pragas do milho e de outras culturas de importância socioeconômica no Brasil. O mecanismo biológico favorece o controle natural do inseto na lavoura e reduz a dependência de defensivos químicos.
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Os maiores prejuízos causados pelo percevejo-barriga-verde ocorrem em áreas de Sistema Plantio Direto com rotação entre soja e milho. O inseto migra da soja colhida e passa a se alimentar das plantas jovens de milho na primeira e na segunda semanas após o início da germinação.
Esse ataque precoce compromete o desenvolvimento das plantas e pode causar perdas de até 30% na produtividade da cultura.
Segundo a pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes, para solucionar esse problema crônico sem depender exclusivamente de defensivos químicos tradicionais, a equipe coordenada por ela desenvolveu um estudo detalhado ao longo de cinco anos.
A estratégia central consistiu em integrar duas tecnologias ecológicas distintas: o uso do fungo Beauveria bassiana e a ação da vespinha Telenomus podisi, que parasita ovos do percevejo causador do dano.
Os resultados estão publicados no artigo Association of Beauveria bassiana with maize alters volatile organic compounds and enhances attraction of the egg parasitoid Telenomus podisi no periódico científico internacional Journal of Pest Science.
A dinâmica da pesquisa baseou-se na seleção de uma linhagem específica do fungo, denominada CG 1105, oriunda do banco de microrganismos mantido pelo laboratório de micologia da Embrapa. Inicialmente, as plantas de milho foram pulverizadas com o fungo para gerar um impacto direto de mortalidade do percevejo.
No entanto, o experimento revelou uma reação indireta muito mais surpreendente do ponto de vista da ecologia química, área da ciência voltada ao entendimento das mensagens e sinais químicos trocados entre seres vivos para a comunicação.
Blassioli (foto abaixo) conta que, passados cinco dias da pulverização foliar, a equipe observou que o fungo colonizou a planta de maneira benéfica e alterou substancialmente a sua composição de compostos voláteis, que são os odores característicos emanados pela vegetação.
O microrganismo provocou o aumento expressivo na produção de uma substância chamada salicilato de metila, elemento já reconhecido na literatura científica por sua capacidade de atração de inimigos naturais de pragas. Simultaneamente, o processo reduziu a emissão de outro composto, o alfa-farneseno (conhecido pelo seu aroma doce e amadeirado, é amplamente utilizado nas indústrias de aromas e fragrâncias).
A pesquisadora comenta que essa modificação molecular no buquê de aromas do milho serve como um aviso biológico atrativo para a vespinha Telenomus podisi. Ao detectar a mudança no odor vegetal, o inseto consegue localizar com precisão a área afetada e realiza o parasitismo dos ovos depositados pelo percevejo-barriga-verde.
A vespa insere seus próprios ovos no interior dos ovos do percevejo, impedindo o nascimento de novos indivíduos da praga. Assim, controla o crescimento populacional do percevejo de forma sustentável.
Protocolo de manejo integrado de pragas
Até o momento, todos os bioensaios e análises foram conduzidos em ambiente controlado de laboratório. No entanto, Blassioli diz que a intenção é expandir as avaliações para testes práticos diretamente no campo nos próximos meses.
Caso as respostas nas lavouras confirmem os índices laboratoriais, os produtores rurais do País passarão a dispor de um protocolo inédito de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Essa metodologia associa múltiplas frentes de controle biológico que atuam em harmonia, otimizando a proteção e reduzindo drasticamente custos e impactos ambientais.
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