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Sustentabilidade

Arroz/RS: Emater estima produtividade da safra 25/26 em 8.752 kg/ha – MAIS SOJA

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A cultura do arroz apresenta, de modo geral, desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por predomínio de dias ensolarados e elevada radiação solar. As temperaturas mínimas permaneceram próximas da faixa ideal para a cultura no período. Contudo, as máximas elevadas, pontualmente superiores a 35 °C, aumentaram o risco de falhas na fecundação das espiguetas, em algumas áreas em fase reprodutiva.

Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, que apresentam bom padrão de crescimento e sanidade em função das condições climáticas menos propícias à ocorrência de doenças fúngicas. O manejo atento da irrigação nesse momento teve papel central, diante do aumento da demanda hídrica na fase reprodutiva e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas áreas.

Observa-se, de forma geral, moderação nos investimentos em insumos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, refletindo estratégias de contenção de custos, mas sem prejuízo significativo ao potencial produtivo até o momento.

A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras apresentam bom desempenho sob o predomínio de dias ensolarados, com temperaturas mínimas próximas de 20 °C. Em alguns municípios, o registro de máximas acima de 35 °C elevou o risco de esterilidade de espiguetas. A maior parte das áreas se encontra em fase reprodutiva, e é realizado monitoramento intensificado de percevejos, lagartas e doenças fúngicas, além de aplicações pontuais de fungicidas e inseticidas em lavouras de maior nível tecnológico.

Em Maçambará, os produtores relatam redução nos investimentos em adubação nitrogenada e crescente preocupação com a disponibilidade hídrica em função do prolongamento do período seco e da rápida diminuição do nível das barragens destinadas à irrigação.

Na de Pelotas, o desenvolvimento das plantas é considerado normal, favorecido pela elevada radiação solar registrada nas últimas semanas. As atividades se concentram no manejo da irrigação, na adubação de cobertura, no controle de plantas invasoras e no monitoramento fitossanitário de pragas e doenças.

Na de Santa Rosa, a cultura está principalmente no estádio de emissão de panículas e próximas da floração. As lavouras estão sadias como reflexo de condições climáticas desfavoráveis ao desenvolvimento de patógenos. A disponibilidade de água permanece satisfatória em função das chuvas ocorridas no mês anterior, o que permite a manutenção de áreas sob irrigação adequada nas próximas semanas.

Na de Soledade, os cultivos apresentam crescimento, desenvolvimento e padrão produtivo geral satisfatórios. A área está integralmente semeada; 53% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 37% em florescimento; e 10% em enchimento de grãos.

Observa-se menor intensidade de investimentos nutricionais em parte das áreas, sem impactos expressivos até o momento. O manejo de plantas invasoras foi praticamente concluído, e prosseguem as adubações nitrogenadas em cobertura, o monitoramento e controle de pragas e doenças, além do manejo intensivo da água nos quadros. Os reservatórios e cursos hídricos apresentam boa disponibilidade.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,01%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 52,16 para R$ 53,21

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Com Chicago e dólar voláteis, animação deve diminuir no mercado brasileiro de soja – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja não deve ter a mesma animação dos últimos dois dias, quando a disparada na Bolsa de Mercadorias de Chicago trouxe suporte às cotações domésticas. Hoje, a bolsa norte-americana busca um ajuste frente ao final de semana e mostra bastante volatilidade, oscilando dentro de pequenas margens. O mesmo ocorre com o dólar, que opera praticamente estável frente ao real.

Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão “mais animada”. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve reporte de volumes negociados nos portos de Paranaguá e Santos, especialmente voltados a produtores com soja disponível para entrega imediata.

Segundo Silveira, ainda não há volumes expressivos colhidos no país, o que direcionou as melhores ofertas do dia justamente para quem tinha produto pronto para embarque. No ambiente externo, a Bolsa de Chicago voltou a registrar forte alta, enquanto o dólar operou em campo positivo, embora com pequenas oscilações ao longo da sessão.

Os prêmios, por outro lado, recuaram, retirando parte da força vinda de Chicago. Ainda assim, o analista destaca que o dia foi marcado por negócios efetivos e avanço dos preços, configurando uma sessão melhor para a comercialização.

“Apesar de as cotações ainda não serem consideradas ideais pelo produtor, nesta semana, com as sucessivas altas na bolsa, os preços já se valorizaram em torno de R$ 3,00 por saca, em média, o que ajuda a fomentar os negócios”, avalia.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00. Em Cascavel (PR), os preços permaneceram em R$ 118,50. Em Rondonópolis (MT), as cotações foram de R$ 108,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 109,00 para R$ 109,50. Já em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) seguiu em R$ 128,50 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços estabilizaram em R$ 128,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta 0,29% na posição março/26, cotada a US$ 11,15 1/2 por bushel.
  • O mercado opera sem direção definida, alternando entre os territórios positivo e negativo. De um lado, os preços seguem pressionados pelo quadro fundamental de ampla oferta global e pelo movimento de realização de lucros após a oleaginosa atingir a máxima de dois meses ao longo dos últimos dias. Por outro, o viés favorável é sustentado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a China deve ampliar as compras do grão norte-americano.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,2493. O Dollar Index registra estabilidade, a 97.822 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,25%. Japão, +0,81%.
  • As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,49%. Frankfurt, +0,65%. Londres, +0,31%.
  • O petróleo opera em baixa. Março do WTI em NY: US$ 63,08 o barril (-0,33%).
AGENDA
Sexta-feira (6/02)
  • EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
  • Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio e reforça gestão de riscos na agricultura – MAIS SOJA

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O Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foi atualizado e passa a oferecer uma interface mais moderna, navegação mais intuitiva e maior velocidade de resposta, facilitando o acesso às informações técnicas utilizadas no planejamento das safras em todo o país.

A nova versão do painel foi desenvolvida com foco na experiência do usuário, tornando a consulta aos resultados do Zarc mais ágil e eficiente. O layout renovado, com organização visual mais clara, contribui para uma melhor compreensão dos dados e reduz o tempo necessário para localizar informações essenciais para o planejamento agrícola.

O painel é a principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Atualmente, os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, no qual o usuário pode visualizar os municípios indicados ao plantio e as janelas de semeadura.

Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário deve preencher os seguintes campos: Safra, Cultura, Outros manejos, Clima, Grupo de cultivar, Tipo de solo e Unidade da Federação.

Após preencher os filtros, basta clicar em “Aplicar Filtros”. O sistema exibirá o mapa com os municípios indicados para o plantio. Para visualizar o risco em cada decêndio (períodos de 10 dias), o usuário deve selecionar a opção “Tábua de Risco”.

INTEGRAÇÃO COM FERRAMENTAS DIGITAIS

A atualização do painel faz parte da estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc, que também inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa. A plataforma permite ao produtor consultar, de forma simples, o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base nas indicações de menor risco climático.

Em 2026, o Zarc completa 30 anos de utilização como instrumento oficial da política agrícola brasileira. O primeiro zoneamento foi publicado em 1996, para a cultura do trigo, e, desde então, o sistema passou a abranger mais de 40 culturas em todas as regiões do país, com recomendações técnicas divulgadas por meio de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Ferramenta de gestão de riscos climáticos baseada em estudos agrometeorológicos, o Zoneamento cruza dados de clima, solo e ciclo das culturas para indicar, em cada município, as épocas de plantio com menor probabilidade de perdas. Essas informações orientam o planejamento da produção e servem de base para políticas públicas como o crédito rural, o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

EVOLUÇÃO METODOLÓGICA: ZARC NÍVEIS DE MANEJO

Além das melhorias nos sistemas de consulta, o Zarc também passa por avanços metodológicos. Um dos principais destaques é o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), que incorpora variáveis de manejo e tecnologia empregadas na lavoura para refinar a avaliação de riscos.

Neste ano, o projeto piloto entra na fase 2 para a cultura da soja no Paraná, com expansão para os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A iniciativa busca aprimorar a avaliação de risco por meio de dados de manejo, imagens de satélite e análises de solo, ampliando a precisão das recomendações e a eficiência das políticas de gestão de riscos.

O aprimoramento do painel e o avanço do Zarc Níveis de Manejo reforçam o papel do zoneamento como instrumento estratégico para aumentar a resiliência da produção agrícola brasileira e melhorar o direcionamento das políticas públicas.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Estratégia de sustentabilidade na produção de soja e a adoção das boas práticas agrícolas – MAIS SOJA

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A importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), na produção de soja, será um dos destaques apresentados pela Embrapa durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A proposta é replicar, em parte, durante o evento, o modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, onde se aproveita a entressafra da soja para realizar a diversificação do sistema de produção com plantas como braquiária e crotalária.

“Dessa forma, a soja é semeada em uma área que recebeu, na entressafra, culturas que ajudam a formar palhada e melhorar a qualidade física, química e biológica do solo pelo aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio. Carbono e nitrogênio são constituintes essenciais para a formação da matéria orgânica do solo”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja.

Segundo ele, a palhada protege o solo contra impacto da chuva, diminui as perdas de água por evaporação, mantém temperaturas mais estáveis e amenas, melhora a infiltração de água, contribui para o controle de plantas daninhas e, principalmente, adiciona carbono ao sistema por meio da biomassa aérea e das raízes. “As raízes, segundo ele, exercem papel fundamental na estruturação do solo, abrindo poros que facilitam a entrada de água e ar e servindo como fonte de alimento para os microrganismos do solo, melhorando a sua qualidade biológica”, explica Nogueira.

Na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural, será debatido o papel do sistema de raízes das plantas de cobertura. “Normalmente apenas observamos a parte aérea das plantas, mas a sua “metade escondida”, as raízes, geralmente são negligenciadas. É preciso também estar atento para a forma como as raízes interagem com o solo, o que reflete o efeito mútuo de um sobre o outro, e permite inferir sobre a qualidade do solo”, afirma o pesquisador.

Nesse cenário, as raízes são protagonistas no sistema produtivo. “A ideia é mostrar como a diversificação de culturas altera a ocupação do solo pelas raízes, melhora a porosidade e contribui para um ambiente mais permeável e com maior capacidade de infiltração e armazenamento de água”, explica Nogueira. “Além disso, parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica, contribuindo para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo”, diz Nogueira.

Embora uma parte do carbono retorne naturalmente à atmosfera, Nogueira ressalta que os sistemas bem manejados conseguem reter uma maior fração desse carbono no solo. “É isso que, no longo prazo, contribui para reduzir as emissões líquidas e tornar o sistema de produção de soja mais sustentável”, afirma Nogueira.

A adoção do manejo adequado do solo, uso de bioinsumos, o controle integrado de pragas e doenças, a diversificação de culturas e o uso racional de insumos contribuem para tornar o sistema produtivo mais eficiente e com menor pegada de carbono. Essas estratégias sustentam iniciativas como o selo Soja Baixo Carbono, que busca reconhecer sistemas produtivos que adotam boas práticas agrícolas e contribuem para a mitigação da emissão de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas. O Programa Soja Baixo Carbono, coordenado pela Embrapa, adota um modelo de inovação setorial e conta com a parceria de sete empresas apoiadoras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL.

Fonte: Empraba



 

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