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Aumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho

A liberação de mais áreas de soja para o cultivo de algodão e milho possibilitaram um maior avanço nos trabalhos nas lavouras das duas culturas. Enquanto o cereal alcançou 15,59% da extensão estimada, a fibra atingiu no dia 30 de janeiro 67,75%.
Os números foram divulgados na última semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que no comparativo com o ciclo 2024/25 a semeadura do algodão está 14,27 pontos percentuais à frente, enquanto o milho 9,33 pontos percentuais.
O levantamento semanal revela que no algodão o avanço foi de 19,55 pontos percentuais. A área cultivada com a fibra, inclusive, está 8,25 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.
Apesar do ritmo acelerado nas áreas de algodão, cerca de 30% da fibra deverá ficar fora da janela ideal, uma vez que a mesma encerrou no dia 31 de janeiro.
Entre as regiões que cultivam algodão, a sudeste lidera os trabalhos com 73,15%, seguida do oeste com 68,98% e do médio-norte com 66,27%. Já o noroeste do estado semeou até o dia 30 de janeiro 64,20% da área prevista, o centro-sul 61,25% e o nordeste 59,79%.
Milho atrasado ante a média
Conforme o Imea, em relação ao milho, apesar de estar à frente dos trabalhos na temporada passada, a colheita do ciclo 2025/26 está atrás da média dos últimos cinco anos de 20,29%. A variação semanal foi de 7,83 pontos percentuais.
Quanto às regiões, o médio-norte lidera com 21,08% do cereal cultivado. Na sequência vem o noroeste com 17,89%, o oeste com 17,04% e o norte com 15,06%.
A região centro-sul semeou 14,29% do milho e o nordeste do estado 10,55%. A região mais atrasada segue sendo o sudeste com 7,32%.
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Deputados aprovam adesão de MT a programa federal para conter alta do diesel

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em duas votações nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei 491/2026, que insere o estado no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A proposta permite que Mato Grosso acesse o programa de subvenção econômica do governo federal para enfrentar a instabilidade nos preços do óleo diesel.
O mecanismo financeiro está alinhado à Medida Provisória 1.349/2026, criada pelo Governo Federal para minimizar os reflexos de conflitos geopolíticos no preço do óleo diesel. Ao todo, o programa prevê um aporte de R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre a União e o conjunto de estados e o Distrito Federal.
Para o governo estadual, a adesão é estratégica devido à dependência do modal rodoviário para o escoamento da safra e o transporte de insumos. Em mensagem enviada ao Parlamento no dia 28 de abril, o Executivo reforçou que a iniciativa busca “amenizar os custos logísticos e preservar a competitividade do estado”.
A participação de Mato Grosso no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis será proporcional ao consumo estadual do combustível em âmbito nacional, que é de 6,12%. Logo, o aporte do governo na subvenção será de R$ 122,4 milhões.
Custos de produção
Além da cooperação financeira, o projeto aprovado prorroga, até o final de dezembro de 2026, o congelamento da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) para o cálculo de contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A manutenção do valor fixo atende a demandas das cadeias produtivas locais.
Segundo o texto da justificativa governamental, o congelamento do índice tributário é necessário para proteger o setor produtivo. “A iniciativa tem como objetivo evitar o aumento dos custos de produção em um momento de pressão econômica”.
A votação integrou um esforço concentrado dos deputados para a limpeza da pauta, que resultou na apreciação de 51 proposições durante as sessões ordinárias consecutivas.
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Eucalipto em Mato Grosso: técnica define sucesso na floresta

O avanço do eucalipto em Mato Grosso abre uma nova frente de produção no campo, especialmente em áreas arenosas e menos competitivas com grãos. Apesar do potencial, especialistas alertam que o sucesso da cultura não acontece por acaso e depende diretamente de planejamento, conhecimento técnico e decisões assertivas desde a implantação.
Em meio à expansão do setor florestal no estado, produtores têm buscado diversificar a produção e aproveitar áreas antes consideradas marginais. Ainda assim, o manejo exige atenção aos detalhes, como escolha do material genético, preparo do solo e condução da floresta ao longo do ciclo produtivo.
A base de tudo, conforme o engenheiro florestal Ranieri Souza, é entender que o eucalipto não foge à lógica das demais culturas agrícolas. “A cultura florestal é como qualquer outra cultura. Ela demanda planejamento e, principalmente, conhecimento técnico ou no mínimo básico”, afirma, ao destacar que fatores como tipo de solo, regime de chuvas e potencial produtivo da área precisam ser analisados antes de qualquer decisão.
Esse diagnóstico inicial se torna ainda mais relevante em Mato Grosso, onde há grande diversidade de ambientes. Segundo ele, o produtor precisa conhecer bem a área para evitar erros que podem comprometer o desenvolvimento da floresta logo nos primeiros anos.

Escolha do clone e adaptação
A definição do clone é outro ponto-chave para o sucesso da produção. Ranieri explica que o estado apresenta diferentes condições climáticas e de solo, o que exige atenção redobrada na escolha do material genético. “Quando a gente fala de Mato Grosso, é uma colcha de retalhos. Tem várias nuances climáticas dentro do estado”, diz em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Na prática, isso significa que nem todo clone vai performar bem em qualquer região. Ele ressalta que já existem materiais mais versáteis, além de opções específicas para determinadas áreas, o que amplia as possibilidades de cultivo. “A gente tem clones que podem ser plantados em todos esses ambientes e clones mais adaptados a cada micro região”, pontua, ao reforçar a importância de evitar escolhas generalistas.
Essa definição impacta diretamente na produtividade e na sanidade da floresta, já que alguns materiais podem ser mais suscetíveis a doenças ou menos adaptados a determinadas condições de solo e clima.
Solo, espaçamento e manejo
Com a expansão do eucalipto sobre solos arenosos, o manejo da fertilidade e da correção química se torna indispensável. Apesar de a cultura apresentar certa tolerância à acidez, o engenheiro destaca que a produtividade está ligada ao bom preparo do solo. “Por mais que o eucalipto seja tolerante a solos ácidos, quando a gente faz uma calagem, eu tenho maior aproveitamento do fertilizante”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.
O espaçamento entre plantas também precisa ser bem ajustado para equilibrar crescimento e sanidade da floresta. Conforme Ranieri, a recomendação gira em torno de mil a 1.100 plantas por hectare, evitando extremos que possam comprometer o desenvolvimento. “Quando eu tenho uma floresta muito adensada, posso ter problemas com doenças. E quando eu tenho um estande mais ajustado, também reduzo o risco no período seco”, afirma.
Além disso, práticas como preparo adequado do solo, uso de pré-emergentes e atenção ao plantio das mudas fazem diferença no estabelecimento inicial, fase considerada crítica para o sucesso do cultivo.
Controle de pragas e implantação
O cuidado com pragas começa antes mesmo do plantio, sendo a formiga apontada como o principal desafio na silvicultura. Ranieri é direto ao tratar do tema: “Formiga é a maior e pior praga da silvicultura no Brasil. Então é indispensável que assim que você entre na área, faça o controle”.
Ele explica que a negligência nesse ponto pode comprometer toda a implantação da floresta, já que o ataque ocorre justamente no estágio inicial das mudas. Por isso, o manejo preventivo e contínuo é considerado essencial dentro do sistema produtivo.
Outras práticas também entram nesse pacote de cuidados, como o controle da matocompetição e o uso correto de insumos, que garantem melhores condições para o crescimento das plantas.
Produtividade em alta
Com o avanço tecnológico e o uso de materiais genéticos mais adaptados, o eucalipto em Mato Grosso tem apresentado ganhos expressivos de produtividade nos últimos anos. A combinação entre clima favorável, com bom volume de chuvas, e manejo adequado tem impulsionado os resultados no campo.
“A gente busca produtividade entre 420 e 520 metros estéreos no ciclo de seis anos”, afirma Ranieri, ao destacar que o estado reúne condições para alcançar esses patamares com consistência.
Ele reforça que, apesar do cenário positivo, atingir esses números exige investimento em tecnologia e acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo. “A gente tem tecnologia e material genético que vão permitir chegar próximo disso”, diz.
Nesse contexto, a assistência técnica aparece como fator determinante para reduzir riscos e garantir eficiência. “É importante buscar conhecimento e pessoas que já têm know-how na região para que você tenha sucesso na cultura”, conclui.
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Embaixador da China e cúpula do agro debatem o futuro do milho em Brasília

O 4º Congresso Abramilho reunirá, no dia 13 de maio, lideranças do governo, do mercado internacional e do setor produtivo para discutir as cadeias de milho e sorgo. O evento, realizado no Unique Palace, em Brasília, terá como destaque a participação do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A presença diplomática em dois painéis distintos ocorre em meio à consolidação do país asiático como destino estratégico para os grãos brasileiros.
Para a organização do encontro, a composição da mesa de debates visa aproximar os produtores dos centros de decisão. “Reunir o embaixador da China, o ministro da Agricultura e lideranças de toda a cadeia produtiva em um mesmo dia mostra a dimensão estratégica do congresso. São pessoas que tomam decisões que afetam diretamente o produtor brasileiro, e esse é exatamente o nível de interlocução que queremos proporcionar”, afirma Glauber Silveira, organizador do evento e diretor executivo da Abramilho.
O primeiro painel, mediado por Cassiano Ribeiro, do Globo Rural, focará nos desafios atuais e propostas para o fortalecimento do setor. Além do embaixador chinês, participam o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; o presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior; e o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, Manuel Ron, presidente da Aliança Internacional do Milho (Maizall); representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); Tânia Zanela, presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) e Paulo Bertolini, presidente da Abramilho.
Segurança alimentar e inovação
Zhu Qingqiao também integra o segundo debate do dia, voltado à segurança alimentar e ao futuro da inovação no campo. Ao seu lado estarão Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, e Mauro Murakami, presidente da CTNBio, além de Daniel Furlan Amaral, economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Glauber Silveira, diretor executivo da Abramilho. A mediação deste bloco será de Luiz Patroni, do Canal Rural.
O encerramento da programação tratará da geopolítica e da proteção do agronegócio frente às incertezas globais. O painel contará com Grace Tanno, do Ministério das Relações Exteriores, e representantes da CNA e da iniciativa privada. A discussão final será mediada pelo jornalista Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.
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