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7 de maio de 2026

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Cotação do milho atinge nível mais baixo desde outubro de 2025

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Foto: Aiba/divulgação

O mercado de milho encerrou o mês de janeiro em queda no Brasil. O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 quilos, patamar que não era registrado desde o fim de outubro de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez permaneceu baixa no período. Compradores priorizaram o consumo de estoques adquiridos antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual, o que limitou a reação dos preços.

Estoques elevados pressionam o mercado

Do lado da oferta, parte dos produtores esteve mais flexível nos valores praticados. O movimento foi influenciado pelo receio de novas desvalorizações e pela necessidade de liberação de espaço nos armazéns.

Pesquisadores do Cepea destacam que, em condições normais, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa costumam dar sustentação aos preços do milho nas primeiras semanas do ano. No entanto, esse comportamento não se confirmou em 2026.

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Um dos principais fatores que têm limitado qualquer recuperação das cotações é o volume elevado de estoques de milho no país. A estimativa é de que os estoques estejam em torno de 12 milhões de toneladas neste início de temporada.

O volume é significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os estoques eram estimados em 1,8 milhão de toneladas, e também acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.

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São Paulo firma parceria com União Europeia para adequar agro às novas regras ambientais

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Foto: Secretaria de Agricultura SP

O governo de São Paulo firmou uma parceria com o programa europeu Al-Investe Verde para ampliar ações de rastreabilidade, orientação técnica e apoio aos produtores rurais diante das novas exigências ambientais impostas pela União Europeia para importação de produtos agropecuários.

A cooperação envolve a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O objetivo é preparar produtores, cooperativas e cadeias produtivas paulistas para atender aos critérios do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês).

A nova legislação europeia exige comprovação de que produtos agropecuários não sejam oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. Além disso, estabelece regras de rastreabilidade geográfica, conformidade ambiental e transparência das cadeias produtivas.

As regras atingem diretamente sete commodities consideradas estratégicas: soja, carne bovina, café, madeira, borracha, cacau e óleo de palma. Segundo o governo paulista, São Paulo é o único estado brasileiro produtor das sete cadeias contempladas pela regulamentação.

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Rotas Rurais será uma das bases da rastreabilidade

Uma das principais ferramentas utilizadas pelo estado será o programa Rotas Rurais, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura por meio do IEA. A iniciativa criou um sistema de endereçamento rural digital integrado ao Google Maps, permitindo identificar com precisão a localização das propriedades rurais paulistas.

De acordo com o governo, a ferramenta fortalece a rastreabilidade e a transparência das cadeias produtivas, fatores considerados estratégicos para atender às exigências internacionais.

A coordenadora do programa Rotas Rurais e pesquisadora do IEA, Priscilla Fagundes, afirmou que a parceria amplia a capacidade de atuação da iniciativa.

“O Rotas Rurais criou uma plataforma de rastreabilidade que agora, com o apoio da União Europeia por meio do Al-Invest Verde, permitirá orientar os produtores paulistas para uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às novas exigências internacionais”, destacou.

Cooperação prevê capacitação e integração de dados

A parceria também prevê o mapeamento dos municípios mais expostos às exigências do EUDR, integração das Rotas Rurais com outras iniciativas de rastreabilidade e ações de comunicação, capacitação e formação técnica para produtores rurais.

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Segundo o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Alberto Amorim, o objetivo é garantir competitividade ao agro paulista no mercado internacional.

“O Governo de São Paulo está trabalhando para garantir que o produtor rural paulista tenha segurança, previsibilidade e acesso à informação diante das novas exigências internacionais”, afirmou.

O responsável pelo programa Al-Invest Verde, Andrea Monaco, ressaltou que São Paulo ocupa posição estratégica por produzir todas as commodities diretamente impactadas pela regulamentação europeia.

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Fundação MT debate estratégias para eficiência produtiva na soja em Cuiabá

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Foto: Fundação MT

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) promove, entre os dias 12 e 14 de maio, o 26º Encontro Técnico de Soja no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. Com o tema “Cada grão importa”, o evento foca na apresentação de dados técnicos e diagnósticos das últimas safras para orientar o planejamento dos próximos ciclos de grãos no estado.

A programação prioriza a análise de gargalos produtivos e soluções estratégicas para manter a rentabilidade em um cenário de custos elevados. Especialistas devem apresentar indicadores que auxiliem produtores e consultores técnicos em decisões críticas, desde o manejo de solo até a proteção de cultivos.

O encontro busca traduzir a complexidade do cenário atual em ações práticas para o campo. A organização destaca que a precisão técnica se tornou o fator determinante para o sucesso da colheita diante das oscilações de produtividade registradas recentemente no Centro-Oeste.

Geopolítica e mercado abrem os debates

O gerente de Pesquisas, Serviços e Operações da Fundação MT, Luis Carlos de Oliveira, explica que o cronograma foi estruturado em oito painéis temáticos. A abertura do evento será dedicada aos fatores externos que pressionam o preço da commodity e o custo dos insumos.

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“O encontro técnico tem a característica de trazer assuntos globais, ligados à economia, mercado, fertilizantes e pautas técnicas da cultura da soja. Já na abertura do evento destacaremos o mercado da soja atual, além da geopolítica, que influenciam tomadas de decisão importantes para os produtores nesse momento”.

As discussões também pretendem integrar o público formado por agrônomos, pesquisadores e representantes da agroindústria. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas pelo portal oficial da instituição (clique aqui).


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Deputados aprovam adesão de MT a programa federal para conter alta do diesel

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Foto: Fablício Rodrigues/Secretaria de Comunicação Social ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em duas votações nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei 491/2026, que insere o estado no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. A proposta permite que Mato Grosso acesse o programa de subvenção econômica do governo federal para enfrentar a instabilidade nos preços do óleo diesel.

O mecanismo financeiro está alinhado à Medida Provisória 1.349/2026, criada pelo Governo Federal para minimizar os reflexos de conflitos geopolíticos no preço do óleo diesel. Ao todo, o programa prevê um aporte de R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre a União e o conjunto de estados e o Distrito Federal.

Para o governo estadual, a adesão é estratégica devido à dependência do modal rodoviário para o escoamento da safra e o transporte de insumos. Em mensagem enviada ao Parlamento no dia 28 de abril, o Executivo reforçou que a iniciativa busca “amenizar os custos logísticos e preservar a competitividade do estado”.

A participação de Mato Grosso no Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis será proporcional ao consumo estadual do combustível em âmbito nacional, que é de 6,12%. Logo, o aporte do governo na subvenção será de R$ 122,4 milhões.

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Custos de produção

Além da cooperação financeira, o projeto aprovado prorroga, até o final de dezembro de 2026, o congelamento da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) para o cálculo de contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A manutenção do valor fixo atende a demandas das cadeias produtivas locais.

Segundo o texto da justificativa governamental, o congelamento do índice tributário é necessário para proteger o setor produtivo. “A iniciativa tem como objetivo evitar o aumento dos custos de produção em um momento de pressão econômica”.

A votação integrou um esforço concentrado dos deputados para a limpeza da pauta, que resultou na apreciação de 51 proposições durante as sessões ordinárias consecutivas.


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