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4 de julho de 2026

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Redes de varejo europeias cobram posicionamento de tradings após saída da Moratória da Soja

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Foto: Aprosoja MT

Grandes redes de varejo do Reino Unido e da Europa enviaram, nesta segunda-feira (26)
uma carta aos presidentes globais das principais tradings agrícolas cobrando um posicionamento formal sobre a saída do acordo coletivo da Moratória da Soja. No documento, os varejistas informam que passarão a avaliar cada empresa de forma individual e estabelecem prazo até 16 de fevereiro para que as companhias se manifestem.

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A carta deixa claro que os supermercados manterão a exigência de exclusão de soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, independentemente do esvaziamento do acordo coletivo. O texto é endereçado aos CEOs da ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company e Cofco International, com cópia para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar.

Assinam o documento redes como Tesco, Sainsbury’s, Asda, Aldi, Lidl, Marks & Spencer, Morrisons e Ocado, além de outros grupos ligados ao varejo e à indústria de alimentos. No texto, os signatários afirmam estar “profundamente decepcionados” com a retirada voluntária da Abiove do pacto firmado em 2006.

“Dar um passo atrás arrisca enfraquecer os impedimentos existentes ao desmatamento, prejudica esforços futuros para desenvolver acordos colaborativos de proteção e ameaça os esforços para garantir a sustentabilidade de seus investimentos na produção brasileira de soja diante das mudanças climáticas aceleradas”, afirma a carta.

Os varejistas reforçam que, do ponto de vista dos compradores europeus, nada muda com a saída das tradings da moratória. Segundo o documento, a retirada do setor não altera as regras aplicadas às compras de soja. “Ainda que os compromissos individuais das empresas estejam agora indefinidos, os nossos seguem inalterados e continuarão a barrar qualquer soja do bioma Amazônia produzida em áreas desmatadas após 2008”, diz o texto.

A carta também estabelece um prazo objetivo para que as tradings se posicionem. Os supermercados pedem uma resposta até 16 de fevereiro de 2026, data que será usada para avaliar, caso a caso, se cada empresa atende aos critérios ambientais exigidos e, a partir disso, definir a manutenção ou não das relações comerciais.

Frentes de cobrança

O documento apresenta três frentes de cobrança. No plano estratégico, solicita que cada trading informe se pretende voltar a aderir à moratória de forma independente. No campo das políticas corporativas, pede confirmação de que os compromissos climáticos e de desmatamento permanecem inalterados e que a data de corte de 2008 para a Amazônia segue válida. Já no aspecto operacional, exige a descrição dos controles de compra para assegurar soja livre de desmatamento, além do compromisso com monitoramento, reporte e verificação independentes.

A pressão do varejo europeu ocorre após a Abiove confirmar, em 5 de janeiro, que “iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja”. A associação representa as maiores tradings agrícolas do mundo com operações no Brasil e era a principal signatária do acordo pelo lado do setor privado.

Fim do acordo da Moratória da Soja

A decisão foi associada à entrada em vigor, em 1º de janeiro de 2026, da Lei nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que condiciona incentivos fiscais ao cumprimento exclusivo da legislação ambiental brasileira e veda benefícios a empresas que participem de acordos privados com exigências além da lei federal. A norma estadual havia sido suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, mas voltou a valer após o plenário formar maioria de 7 votos a 3 para validar a lei e fixar sua vigência.

Em nota divulgada no início do mês, a Abiove afirmou que a moratória “cumpriu seu papel histórico ao longo de quase duas décadas” e que o fim do arranjo coletivo não significaria abandono de padrões socioambientais, mas a migração para políticas individuais de compra, amparadas na legislação e em normas públicas de controle ambiental. Segundo a entidade, cada empresa passaria a responder de forma autônoma por suas políticas de aquisição.

Para o varejo europeu, no entanto, o fim do mecanismo setorial amplia a incerteza na cadeia. A carta retoma comunicação anterior, de 5 de setembro de 2025, quando os mesmos supermercados já haviam alertado que, na ausência de um acordo coletivo, cada empresa seria avaliada individualmente.

Firmada em 2006, a Moratória da Soja estabelecia o compromisso de não comercializar soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, mesmo quando o desmate ocorria dentro da lei. O acordo envolvia exportadoras filiadas à Abiove e à Anec, com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil. Organizações ambientais estimam que o pacto evitou o desmatamento de cerca de 17 mil quilômetros quadrados ao longo de sua vigência.

A Europa responde por cerca de 10% do consumo global de soja. No Brasil, a saída das tradings foi celebrada por entidades de produtores. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) classificou o movimento como uma vitória, enquanto o governo estadual afirmou que a decisão restaura a ordem jurídica no campo.

Já organizações ambientalistas, como WWF-Brasil, Greenpeace e Imaflora, alertaram que o esvaziamento do pacto amplia riscos ambientais, climáticos e reputacionais para o agronegócio brasileiro e pode comprometer metas climáticas assumidas pelo país.

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PM prende faccionado, sogra e mais um suspeito por tráfico de drogas em Tangará da Serra

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Operação da Força Tática apreendeu dezenas de porções de cocaína e maconha após prisões em sequência no bairro Dona Júli

Policiais militares da Força Tática do 7º Comando Regional prenderam dois homens e uma mulher por tráfico ilícito de drogas, em ações registradas na noite desta quinta-feira (2.7), em Tangará da Serra. Com os criminosos, foram apreendidas porções de substâncias análogas a maconha e pasta base.

Por volta de 19h20, a equipe da Força Tática se deslocou ao bairro Dona Júlia após receber denúncias de que um homem estava fazendo a venda de drogas, dentro de uma quitinete. Os policiais foram ao endereço e encontraram o suspeito saindo da casa. Ele tentou correr e quebrar um celular ao ver as viaturas da PM e foi detido rapidamente.

Na revista pessoal, foram encontradas três porções de pasta base de cocaína. Já dentro da quitinete, os militares localizaram mais 41 porções de pasta base, maconha e cocaína e cinco munições de calibre 36. Ele declarou ser membro de uma facção criminosa e recebeu voz de prisão.

No deslocamento para a delegacia, o suspeito revelou que havia mais entorpecentes guardados na residência de sua sogra. Em seguida, a equipe da Força Tática foi ao endereço informado e abordou a suspeita, que confirmou possuir drogas dentro de sua casa.

No imóvel, foram encontradas 40 porções de pasta base de cocaína. A suspeita alegou que guardava as drogas após ser coagida por faccionados, incluindo seu genro. A mulher também recebeu voz de prisão e foi conduzida pela PM.

Na continuidade do patrulhamento, os militares receberam denúncias de que membros de facção estavam planejando esconder drogas após saberem da prisão de outros criminosos, momentos antes.

Em diligências, os policiais encontraram uma movimentação em uma casa, no mesmo bairro onde ocorreram as prisões anteriores. Ao verificarem o imóvel, encontraram um homem, que tentou fugir mas foi detido.

Os militares apreenderam 16 porções de maconha e deram voz de prisão ao homem, que também foi conduzido para a delegacia para registro da ocorrência e demais providências.

Com Assessoria 

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Abilio ironiza Janaína e Fávaro após críticas a decreto sobre tamanho de lotes

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Prefeito afirma que críticos da medida não morariam em terrenos com menos de 200 metros quadrados e cita diretamente Janaína Riva e Carlos Fávaro.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, rebateu as críticas ao decreto que estabelece o tamanho mínimo dos lotes na capital. A medida proíbe a aprovação de lotes com menos de 200 metros quadrados.

De acordo com ele, os políticos que criticam o decreto não viveriam em lotes menores que 200 metros quadrados.

O prefeito direcionou as críticas especialmente ao ministro Carlos Fávaro e à deputada estadual Janaína Riva.

“Já viram o tamanho do apartamento da Janaína Riva e do Fávaro?”, disse o prefeito.

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Após decreto dos lotes, Abilio quer estabelecer tamanho mínimo para apartamentos

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Prefeito critica imóveis compactos e diz que há empreendimentos onde “não dá para entrar no banheiro”.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirmou nesta sexta-feira (3) que a Prefeitura também pretende estabelecer novas regras para a construção de apartamentos no município, após editar o Decreto nº 12.169/2026, que suspende temporariamente a análise de projetos de parcelamento do solo com lotes inferiores a 200 metros quadrados.

Durante entrevista coletiva para explicar a medida, Abilio defendeu que é preciso impedir a redução cada vez maior dos espaços destinados à moradia. De acordo com ele, o tamanho mínimo recomendado por profissionais da arquitetura e urbanismo é de 50 metros quadrados, embora considere essa metragem muito pequena. O prefeito lembrou ainda que antigos projetos habitacionais tinham, em média, 60 metros quadrados.

“Hoje, na MRV, os caras não conseguem entrar no banheiro, é difícil. Não podemos aceitar no nosso município que decisões tomadas por quem mora muito bem afetem quem mora muito mal”, afirmou.

Confiança nos projetos

O prefeito também demonstrou confiança de que conseguirá manter as mudanças propostas. Segundo ele, acredita que o Judiciário compreenderá os argumentos da administração e que a Câmara Municipal deverá aprovar um projeto de lei sobre o tema.

“Eu acredito que nós podemos convencer o Judiciário e os vereadores. Tenho certeza de que, assim que o projeto chegar à Câmara, a maioria dos vereadores votará a favor da nossa proposta”, declarou.

Entenda o decreto

O Decreto nº 12.169/2026 suspende temporariamente a tramitação de projetos de parcelamento do solo que prevejam lotes com menos de 200 metros quadrados. De acordo com a Prefeitura, a medida busca reavaliar os parâmetros urbanísticos adotados em Cuiabá e promover um crescimento mais planejado da cidade. Abilio adiantou que a política de revisão das regras urbanísticas também deverá alcançar os empreendimentos verticais, com a criação de novos critérios para apartamentos.

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