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Última segunda-feira de janeiro: confira os números da soja no Brasil e Chicago

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com cotações mais fracas e um ambiente de pouca demanda, marcado por baixo volume de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário seguiu pressionado pela combinação de fatores externos e pela ausência de compradores mais ativos.
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De acordo com Silveira, a Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo da sessão, mas encerrou o dia em queda, influenciada principalmente pelos embarques norte-americanos de soja, que seguem muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Além disso, o dólar também recuou, enquanto os prêmios permaneceram praticamente neutros, resultando em mais uma sessão de pressão sobre as cotações internas.
Nesse contexto, o produtor brasileiro permaneceu afastado do mercado, concentrado no avanço da colheita e pedindo preços com spreads maiores, sem fechamento de negócios relevantes. O analista resume que o comportamento dos preços ficou entre estabilidade e leve enfraquecimento.
Preços de soja no mercado brasileiro
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço da colheita no Brasil, com expectativa de safra recorde, pressionou o mercado, enquanto investidores realizaram lucros após as cotações atingirem, na sexta-feira, os melhores níveis em quase um mês.
As tensões comerciais também contribuíram para o movimento de correção, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo de livre comércio com a China.
Colheita da soja
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 de soja atingiu 6,4% da área plantada até o dia 23 de janeiro, segundo levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 3%. No mesmo período do ano passado, a colheita alcançava 3,9%, enquanto a média histórica para o período é de 6%.
As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 1.324.408 toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro, de acordo com o USDA. O volume ficou ligeiramente abaixo do registrado na semana anterior e segue inferior ao acumulado do mesmo período do ano-safra passado.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,61 3/4 por bushel, com queda de 0,56%. A posição maio encerrou a US$ 10,74 por bushel, recuo de 0,50%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 1,86% no vencimento março, enquanto o óleo registrou leve perda de 0,18%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,13%, negociado a R$ 5,2798 para venda, após oscilar entre R$ 5,2609 e R$ 5,2904 ao longo do dia.
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Cotação do milho atinge nível mais baixo desde outubro de 2025

O mercado de milho encerrou o mês de janeiro em queda no Brasil. O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 quilos, patamar que não era registrado desde o fim de outubro de 2025.
Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez permaneceu baixa no período. Compradores priorizaram o consumo de estoques adquiridos antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual, o que limitou a reação dos preços.
Estoques elevados pressionam o mercado
Do lado da oferta, parte dos produtores esteve mais flexível nos valores praticados. O movimento foi influenciado pelo receio de novas desvalorizações e pela necessidade de liberação de espaço nos armazéns.
Pesquisadores do Cepea destacam que, em condições normais, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa costumam dar sustentação aos preços do milho nas primeiras semanas do ano. No entanto, esse comportamento não se confirmou em 2026.
Um dos principais fatores que têm limitado qualquer recuperação das cotações é o volume elevado de estoques de milho no país. A estimativa é de que os estoques estejam em torno de 12 milhões de toneladas neste início de temporada.
O volume é significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os estoques eram estimados em 1,8 milhão de toneladas, e também acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.
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Aumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho

A liberação de mais áreas de soja para o cultivo de algodão e milho possibilitaram um maior avanço nos trabalhos nas lavouras das duas culturas. Enquanto o cereal alcançou 15,59% da extensão estimada, a fibra atingiu no dia 30 de janeiro 67,75%.
Os números foram divulgados na última semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que no comparativo com o ciclo 2024/25 a semeadura do algodão está 14,27 pontos percentuais à frente, enquanto o milho 9,33 pontos percentuais.
O levantamento semanal revela que no algodão o avanço foi de 19,55 pontos percentuais. A área cultivada com a fibra, inclusive, está 8,25 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.
Apesar do ritmo acelerado nas áreas de algodão, cerca de 30% da fibra deverá ficar fora da janela ideal, uma vez que a mesma encerrou no dia 31 de janeiro.
Entre as regiões que cultivam algodão, a sudeste lidera os trabalhos com 73,15%, seguida do oeste com 68,98% e do médio-norte com 66,27%. Já o noroeste do estado semeou até o dia 30 de janeiro 64,20% da área prevista, o centro-sul 61,25% e o nordeste 59,79%.
Milho atrasado ante a média
Conforme o Imea, em relação ao milho, apesar de estar à frente dos trabalhos na temporada passada, a colheita do ciclo 2025/26 está atrás da média dos últimos cinco anos de 20,29%. A variação semanal foi de 7,83 pontos percentuais.
Quanto às regiões, o médio-norte lidera com 21,08% do cereal cultivado. Na sequência vem o noroeste com 17,89%, o oeste com 17,04% e o norte com 15,06%.
A região centro-sul semeou 14,29% do milho e o nordeste do estado 10,55%. A região mais atrasada segue sendo o sudeste com 7,32%.
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Preço do feijão dispara com oferta restrita

Os preços do feijão avançaram de forma expressiva na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O movimento foi mais intenso para o feijão preto e para o feijão carioca de melhor qualidade.
Segundo pesquisadores do centro de pesquisas, a alta foi impulsionada pela restrição de oferta, pela lentidão da colheita da primeira safra e pela perspectiva de produção menor em relação a 2025, especialmente nos estados do Sul do país.
Valorização mensal é a mais intensa em meses
No balanço de janeiro, a média de preços do feijão carioca registrou a maior variação positiva dos últimos quatro meses. Já no caso do feijão preto, a oscilação mensal foi a mais intensa desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024.
Pesquisadores do Cepea destacam que o atual cenário contrasta com o observado em janeiro do ano passado, quando predominava um ambiente de retração dos preços no mercado nacional.
Colheita avança lentamente e mantém mercado atento
No campo, a colheita da primeira safra de feijão segue em ritmo lento em diversas regiões produtoras, impactada por interferências climáticas ao longo do ciclo.
Dados da Conab indicam que, até o dia 24 de janeiro, a colheita havia alcançado 28,3% da área nacional. O percentual é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiam 39%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 38,1%.
O atraso nos trabalhos de campo contribui para manter a oferta limitada no mercado e sustenta os preços, segundo avaliação do Cepea.
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