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Agro de São Paulo exporta US$ 4,14 bilhões para a União Europeia em 2025

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Foto: Pixabay.

A União Europeia foi o segundo principal destino das exportações do agronegócio paulista em 2025, com embarques que somaram US$ 4,14 bilhões, segundo dados da balança comercial. O valor representa 14,4% das vendas externas do setor, ficando atrás apenas da China, que respondeu por 23,9% do total exportado.

O desempenho reforça a relevância do mercado europeu para São Paulo e sustenta a expectativa de crescimento acima dos 5% registrados nos últimos doze meses, impulsionado pela formalização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado de 2025 ocorre em um contexto favorável para a ampliação do comércio bilateral. Segundo ele, o acordo cria condições para expandir as exportações de produtos como café, carnes e frutas, após mais de duas décadas de negociações entre os blocos.

Países Baixos concentram fluxo logístico

Dentro do comércio com a União Europeia, os Países Baixos se destacam como principal porta de entrada dos produtos do agro paulista no continente. Em 2025, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas para o país, movimentando cerca de US$ 1,3 bilhão.

Levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) aponta que os principais itens enviados aos Países Baixos foram suco, celulose e produtos do complexo sucroalcooleiro. Esse fluxo contribuiu para o superávit da balança comercial paulista do agronegócio, que alcançou US$ 23 bilhões no ano.

Segundo Marcelo Vitali, diretor da consultoria How2Go do Brasil, o mercado europeu tem papel central na demanda por frutas brasileiras, com destaque para a função logística exercida pelo Porto de Roterdã, que redistribui produtos para países como Alemanha, Reino Unido, França e nações nórdicas.

Empresas e cooperativas ampliam presença internacional

Cooperativas e empresas paulistas utilizam esse corredor logístico para expandir a atuação no mercado externo. A Cooperativa Agroindustrial APPC, de Pilar do Sul (SP), exporta frutas como caqui Fuyu e Rama Forte para diversos países.

Segundo Jéssica Bastos, do setor de exportação da cooperativa, os Países Baixos funcionam como um centro de distribuição para toda a Europa, ampliando o alcance dos produtos comercializados.

Acordo Mercosul-UE e cooperação técnica

A expectativa de crescimento das exportações também está associada à formalização do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado por países europeus em reunião realizada em 9 de janeiro, em Bruxelas, e assinado no última sábado (17), no Paraguai, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Paralelamente, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo mantém cooperação com o Consulado Geral dos Países Baixos, com foco em intercâmbio tecnológico, adaptação de soluções produtivas e atração de investimentos.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Alberto Amorim, a estratégia envolve a adaptação de tecnologias já desenvolvidas no exterior às condições brasileiras, com foco em eficiência produtiva.

A conselheira agrícola da Embaixada dos Países Baixos no Brasil, Inge Horstmeier, destacou a importância do estado de São Paulo para o mercado europeu, especialmente na produção de derivados de soja, frutas cítricas, açúcar, café, carnes e insumos para bioenergia, setores alinhados às exigências de qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade do bloco.

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Feira do Cerrado começa nesta quarta-feira em Monte Carmelo

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Foto: Divulgação/Cooxupé

Começa nesta quarta-feira (4), em Monte Carmelo (MG), a Feira do Cerrado, promovida pela Cooxupé. O evento segue até quinta-feira (5), das 8h às 18h, no Núcleo da Cooxupé de Monte Carmelo (às margens da Rodovia MG-190, Km 3), e antecipa os preparativos para o período de colheita do café, reunindo soluções que impactam diretamente a produtividade, a gestão e a sustentabilidade das propriedades rurais da região.

Com o tema “Tradição e Inovação: Gestão Responsável, Cooperativismo Forte, Futuro de Oportunidades”, a feira conecta produtores, tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios em uma das principais regiões da cafeicultura nacional.

A abertura oficial está marcada para as 10h desta quarta-feira, com a presença da diretoria executiva da cooperativa, autoridades e convidados. A expectativa é receber cerca de 5 mil visitantes ao longo dos dois dias. Ao todo, são mais de 70 expositores distribuídos em uma área de 50 mil metros quadrados, com 85 estandes e mais de 14 mil produtos cadastrados.

“A Feira do Cerrado é uma ferramenta estratégica para o cooperado. Pensamos o evento para apoiar o produtor de forma prática, reunindo soluções que ajudam a melhorar a gestão da propriedade, aumentar a eficiência e preparar o negócio para o futuro”, afirma Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé.

Soluções para o dia a dia da propriedade

Em sua 11ª edição, a feira amplia o portfólio de serviços. Um dos destaques é o lançamento do Estande Peças Cooxupé, criado para fortalecer o suporte ao produtor na manutenção das propriedades. O espaço reúne mais de dois mil itens cadastrados, com foco em peças para máquinas e implementos, além de um canal direto para sugestões dos cooperados.

Os visitantes também têm acesso a soluções da cooperativa nas áreas de Geoprocessamento, Laboratório de Solo e Folha, Núcleo de Educação Ambiental (NEA), Vectag (crédito rural) e ao Protocolo Gerações, voltado à disseminação de boas práticas agrícolas e ações sustentáveis.

A feira conta ainda com a participação da SMC Specialty Coffees, empresa da cooperativa voltada aos cafés especiais, e da Corretora de Seguros da Cooxupé, ampliando o suporte à gestão e à proteção das propriedades.

Outro espaço em evidência é o Novas Culturas, reformulado para apresentar tecnologias e manejo voltados a grãos e à pecuária. A iniciativa busca apoiar a diversificação de renda e integrar o café a outros sistemas produtivos.

Além do conteúdo técnico e de negócios, o evento oferece infraestrutura com praça de alimentação, ilhas de café, espaços de convivência, área kids, espaço de beleza e acesso à internet.

Região estratégica da cafeicultura

A Feira do Cerrado ocorre em uma região reconhecida pela qualidade do café, rastreabilidade e práticas sustentáveis. Segundo a Organização da Região do Cerrado Mineiro, o território responde por cerca de 12,7% da produção nacional, com média anual de 6 milhões de sacas.

“Ao reunir soluções tecnológicas, condições comerciais diferenciadas e serviços especializados, o evento contribui para a tomada de decisão dos produtores em um cenário cada vez mais desafiador para a cafeicultura”, afirma Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da cooperativa.

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Mato Grosso registra recorde histórico no abate de fêmeas e sinaliza falta de bezerros

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

Mato Grosso enviou 3,61 milhões de fêmeas para o gancho em 2025, o maior volume já registrado na história da pecuária estadual. O número, que representa uma alta de 4,30% em comparação ao ano anterior, foi o componente decisivo para que o estado atingisse o abate total de 7,46 milhões de cabeças. No entanto, o recorde acendeu um alerta: em vez de apenas descartar vacas velhas, o pecuarista está liquidando fêmeas jovens para atender mercados premium e exportação, sacrificando a capacidade de renovação do rebanho.

O movimento de antecipação do ciclo produtivo levou os animais com menos de 24 meses a representarem 43% de todo o abate no estado. Foram 3,23 milhões de cabeças abatidas nessa faixa etária, o maior percentual da série histórica.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), essa estratégia de “caixa rápido” tem gerado um desequilíbrio na base da cadeia, já que a retirada dessas fêmeas do campo impede o nascimento de novos bezerros.

A mudança de comportamento do produtor ficou clara ao longo do ano, com meses em que o abate feminino chegou a ultrapassar 50% das operações nos frigoríficos. Com menos ventres disponíveis para a cria, a oferta de animais para reposição minguou, fazendo com que o mercado travasse diante dos novos patamares de preços no campo.

Impacto na reposição e alta nos preços

“Esse movimento impacta diretamente a reposição. Com menos fêmeas disponíveis para cria, o preço do bezerro começou a subir, e o mercado de reposição ficou travado”, alerta Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea. A retração no rebanho de bezerros foi de 2,09% no último ano, enquanto o preço do animal de 7 arrobas disparou 38,70%, pressionando as margens de quem precisa repor o rebanho.

Para 2026, a perspectiva é uma redução na oferta de animais terminados devido as altas taxas de fêmeas enviadas ao gancho nos últimos três anos. Especialistas indicam que a “fatura” do descarte elevado será paga com uma possível valorização do boi gordo, mas com o desafio de manter o fluxo de exportações diante de incertezas no mercado chinês.

“A conta começa a chegar. Abatemos muitas fêmeas em 2023, 2024 e 2025. A tendência é de menor oferta de animais terminados e possível valorização do boi gordo”, pontua o coordenador do Imea. A necessidade de diversificar mercados tornou-se urgente para evitar o acúmulo de excedentes. “Ou o Brasil aumenta seu consumo interno, ou encontra novos parceiros comerciais para absorver o excedente de carne, principalmente após as salvaguardas impostas pela China”, finaliza.


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Turquia abre mercado para a castanha-do-Brasil, informa Mapa

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Foto: Ronaldo Rosa

A Turquia passará a importar castanha-do-Brasil com e sem casca, informou nesta terça-feira (3) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A pasta destaca que o produto é internacionalmente reconhecido por seu valor nutricional e extraído de forma sustentável por comunidades tradicionais.

“A exportação desse produto para o mercado turco promoverá geração de renda e desenvolvimento regional, contribuindo para a conservação da floresta em pé”, diz o Ministério.

Em 2025, a Turquia, país de aproximadamente 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos do complexo soja, café, fibras e produtos têxteis.

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