Sustentabilidade
Tratamento de sementes com Níquel pode favorecer a FBN e a produtividade da soja – MAIS SOJA

Embora requerido em pequenas quantidades e normalmente suprido pela maioria dos solos agrícolas, o Níquel (Ni) desempenham um importante papel em Fabaceas (leguminosas) como a soja, e sua deficiência pode prejudicar significativamente o crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura.
O Níquel é constituinte insubstituível da enzima urease, pois quer seja produzida pelas plantas, por microrganismos ou por animais, contém Ni em seu núcleo. Essa enzima é essencial para a conversão da uréia em amônio (NH4+), portanto, o Ni é requerido para uma adequada nutrição nitrogenada nas plantas (IPNI, s.d.). Sendo assim, pode-se dizer que o Níquel está envolvido no processo de fixação biológica de Nitrogênio (FBN), sendo importante para culturas que realizam esse processo a exemplo da soja (Rodak et al., 2013).
O Ni é necessário para a atividade das hidrogenases microbianas, enzimas importantes que reduzem a energia necessária para a redução de N₂ pela nitrogenase. Nesse contexto, a adubação estratégia com Níquel pode permitir a biossíntese e ativação precoces da hidrogenase, aumentando a eficiência da FNB. Uma das principais e mais eficientes formas de realizar a adubação com Níquel na cultura da soja é através do fornecimento via tratamento de sementes (Moretti et al., 2026).
Visando estabelecer limiares de Ni que maximizem os benefícios fisiológicos e de produtividade para a soja, equilibrando os efeitos positivos do Ni na FBN e no crescimento da planta com os riscos de fitotoxicidade e inibição bacteriana, Moretti et al. (2026) avaliaram o desempenho de sementes de soja tratada com Níquel (NiSO₄ · 6H₂O) em seis doses: 0, 60, 120, 180, 240 e 300 mg Ni kg⁻¹.
De acordo com os resultados obtidos pelos autores, o tratamento de sementes de soja com Níquel pode favorecer a fixação biológica de Nitrogênio e o crescimento das plantas. Entretanto, o manejo criterioso da adubação com níquel é fundamental para a maximização da produtividade da cultura. Doses excessivas do micronutriente comprometeram a viabilidade de Bradyrhizobium nas sementes, reduziram a nodulação e impactaram negativamente a produtividade da soja.
Tabela 1. Número de nódulos (NN); peso seco do nódulo (NDW), peso seco da parte aérea (SDW) e peso seco da raiz (RDW) por planta; peso de 100 grãos (100GW); e rendimento de grãos de soja (GY) em função da dose de tratamento de sementes com níquel (Ni).

De acordo com Moretti et al. (2026) a faixa de 50 a 100 mg de Ni kg⁻¹ de semente representa o intervalo mais adequado para maximizar os benefícios à fixação biológica de nitrogênio (FBN) e minimizar os riscos de toxicidade. Nessa condição, foram observados incrementos na atividade da nitrogenase, maior nodulação e aumento da biomassa dos nódulos, refletindo positivamente na produtividade de grãos, com ganhos variando entre 225 e 319 kg ha⁻¹, a depender da dose de Níquel aplicada e do ambiente de cultivo. Além do aumento de produtividade, a adubação com Níquel dentro da faixa recomendada contribui para a maior sustentabilidade do sistema produtivo. Confira o estudo completo desenvolvido por Moretti et al. e colaborados (2026), clicando aqui!
Referências:
IPNI. NIQUEL. Nutri-Fatos: Níquel. INTERNATIONAL PLANT NUTRITION INSTITUTE, s. d. Disponível em: < https://www.npct.com.br/publication/nutrifacts-brasil.nsf/book/NUTRIFACTS-BRASIL-16/$FILE/NutriFacts-BRASIL-16.pdf >, acesso em: 19/01/2026.
MORETTI, L. G. et al. NICKEL TREATMENT OF SOYBEAN SEEDS: EVALUATING OPTIMAL LEVELS FOR Bradyrhizobium spp. SURVIVAL, NITROGEN FIXATION, PHYSIOLOGICAL TRAITS AND GRAIN YIELD. Frontiers in Plant Science, 2026. Disponível em: < https://www.frontiersin.org/journals/plant-science/articles/10.3389/fpls.2025.1656956/full >, acesso em: 19/01/2026.
RODAK, B. W. et al. ADUBAÇÃO COM NÍQUEL: TEORES NOS GRÃOS E PRODUTIVIDADE. XXXV congresso Brasileiro de Ciência do Solo, 2015. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/136230/1/adubacao-com-niquel.adilson.2015.pdf >, acesso em: 19/01/2026.

Sustentabilidade
Aprosoja MT abre inscrições para visitas aos CTECNOS Parecis e Araguaia – MAIS SOJA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), abre as inscrições para visitação aos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Parecis e Araguaia. As visitas têm como objetivo apresentar, de forma prática, os resultados das pesquisas desenvolvidas nas unidades, além de atender às demandas dos produtores rurais com soluções aplicadas à realidade do campo.
O CTECNO Araguaia, localizado em Nova Nazaré, estará aberto para visitação no dia 23 de abril, a partir das 7 horas. Já o CTECNO Parecis, localizado em Campo Novo do Parecis, receberá visitantes no dia 29 de abril, também a partir das 7 horas.
As inscrições devem ser realizadas previamente pelos canais oficiais da Aprosoja MT: AQUI para o CTECNO Parecis e AQUI para o CTECNO Araguaia.
Com atividades iniciadas em 2016, o CTECNO Parecis é voltado ao manejo de solos arenosos, com variação de 9% a 35% de argila. As pesquisas abrangem temas como correção e condicionamento do solo, estratégias de adubação para culturas de grãos, manejo de plantas de cobertura, sistemas de produção, uso de insumos biológicos, além da avaliação de cultivares de soja e híbridos de milho. Já o CTECNO Araguaia tem foco no manejo de solos rasos e com maior teor de silte, desenvolvendo estudos voltados à melhoria da eficiência produtiva nessas condições.
Durante as visitas, os participantes poderão conhecer os experimentos em campo, acompanhar os resultados das pesquisas e esclarecer dúvidas com a equipe técnica.
Fonte: Aprosoja/MT
Autor:Marina Cintra Assessoria de Comunicação
Site: Aprosoja MT
Sustentabilidade
Colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atinge 55,7%, indica Safras – MAIS SOJA

A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 55,7% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho chegou a 84,5% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 78,2% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 69,7% da área plantada de 547 mil hectares. Em São Paulo, os trabalhos chegam a 52,5% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ainda não haviam começado.
Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 7,2% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 20,3% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 35,7% da área cultivada de 11 mil hectares.
No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 52,1% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 53,8%.
Milho safrinha
O plantio da segunda safra de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil, popularmente conhecida por safrinha, atingia 91,3% da área estimada de 15,675 milhões de hectares na última sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
Os trabalhos atingem 90,4% dos 2,306 milhões de hectares previstos para serem cultivados no Paraná. Em São Paulo, a semeadura chega a 80,5% dos 536 mil hectares projetados.
Em Mato Grosso do Sul foram cultivados 96,8% dos 2,256 milhões de hectares previstos. Em Goiás os trabalhos atingiam 78,6% dos 2,422 milhões de hectares estimados.
Em Mato Grosso o cultivo atinge 100% dos 7,392 milhões de hectares previstos. Em Minas Gerais, o plantio chega a 40,7% na área prevista de 764 mil hectares.
No mesmo período do ano passado o cultivo atingia 95% da área de 15,407 milhões de hectares da safrinha 2025, enquanto a média de plantio para o período nos últimos cinco anos é de 91,6%.
Na região do Matopiba, os trabalhos de plantio da safrinha 2026 atingiram 45,5% na área prevista de 1,341 milhão de hectares. No mesmo período do ano passado, o plantio havia atingido 71,6% na área estimada de 1,28 milhão de hectares.
O plantio no Tocantins atinge 45,1% da área de 370 mil hectares. Na Bahia a semeadura atinge 46,8% da área de 183 mil hectares. No Maranhão o cultivo chega a 40,9% da área prevista em 567 mil hectares. Já no Piauí os trabalhos no campo atingiam 56,8% da área prevista de 220 mil hectares.
Fonte: Safras News
Autor:Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
PIB do Paraná cresce 22% acima da média nacional em 2025 – MAIS SOJA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).
A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.
Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.
Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.
“O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná
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