Business
Exportações de carne bovina de MT crescem quase 30% e chegam a 92 países em 2025

Mato Grosso consolidou em 2025 um dos melhores desempenhos de sua história na exportação de carne bovina, ampliando a presença internacional da proteína e reforçando a liderança do estado no comércio global. Os embarques somaram 978,41 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), alta de 28,86% frente a 2024, com receita de US$ 4,11 bilhões, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), alta de 53,82% no comparativo anual.
O avanço expressivo reforça a posição do estado como um dos principais exportadores globais da proteína, com embarques destinados a 92 países ao longo do ano. O preço médio da carne bovina mato-grossense ficou em US$ 4.201,24 por tonelada, o segundo maior da série histórica acompanhada pelo Instituto.
A expansão das exportações foi acompanhada por um novo recorde no número de abates. Em 2025, Mato Grosso registrou 7,46 milhões de cabeças abatidas, incremento de 1,44% sobre o ano anterior. Somente em dezembro, foram abatidos cerca de 607 mil animais, impulsionados pela maior oferta de gado terminado em sistemas intensivos e pela demanda externa aquecida.
“Batemos recorde em abates e em exportação. Isso mostra a força da pecuária de Mato Grosso e a diversificação de mercados, com Chile, Rússia e países do Oriente Médio”, afirma Rodrigo Silva, coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea.
China amplia liderança
A China manteve a liderança como principal destino da carne bovina de Mato Grosso em 2025. O país importou 536,96 mil TEC, volume 52,69% superior ao registrado em 2024, quando havia adquirido 351,66 mil TEC. Com isso, a participação chinesa nas exportações do estado subiu de aproximadamente 46,3% para 54,8%.
Na sequência, a Rússia foi o segundo maior comprador da carne bovina mato-grossense em 2025, com 58,8 mil TEC, enquanto o Chile ocupou a terceira posição, com 47,1 mil TEC. Já os Estados Unidos, impactados pelo aumento de tarifas, importaram apenas 21,2 mil TEC no ano, figurando como o oitavo maior destino da proteína do estado. Em 2024, os norte-americanos haviam importado 39 mil TEC, sendo o terceiro maior comprador, e em 2023 ocupavam a quinta posição, com 22,7 mil TEC.
Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho alcançado em 2025 é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos pela cadeia pecuária do estado. “Mato Grosso vem colhendo os resultados de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”.
Qualidade do rebanho e novos mercados
Outro destaque de 2025 foi o aumento da participação de animais jovens nos abates. As categorias de até 24 meses somaram 3,22 milhões de cabeças, crescimento de 17,55% no ano, representando 43,24% do total abatido no estado. “As categorias mais jovens ganharam espaço, refletindo intensificação, melhoramento genético e nutrição”, explica Rodrigo Silva.
No curto prazo, as escalas de abate apresentaram recuo de 11,60%, ficando em média em 13,31 dias, movimento associado à maior oferta recente de animais e ao ritmo das indústrias. “A demanda segue robusta, mas a oferta ainda é elevada. O equilíbrio deve vir em 2026, com reflexos na reposição”, avalia o coordenador do Imea.
Além do crescimento em mercados consolidados, Mato Grosso também avançou na abertura de novos destinos, como o Marrocos, em 2024, e a Guatemala, em dezembro de 2025. Para Bruno de Jesus Andrade, a diversificação é estratégica para o setor. “A diversificação de mercados é fundamental para dar segurança ao setor. Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, para a indústria e para a economia do estado”.
Mesmo com ajustes pontuais nos preços no mercado interno, o cenário segue sustentado pela qualidade do rebanho e pela ampliação do acesso a novos mercados. “Mesmo com exportação forte e consumo doméstico em alta, os preços não subiram como esperado devido à oferta. A qualidade do rebanho e o acesso a novos mercados sustentam o cenário”, pontua Rodrigo Silva.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Exportações de carne bovina de MT crescem quase 30% e chegam a 92 países em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Paraná estabelece novo prazo para colheita do pinhão; veja mudanças

O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou uma mudança importante no calendário do pinhão no Paraná. A partir deste ano, a temporada para colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente começa no dia 15 de abril, ao invés de 1º de abril como nos anos anteriores. A medida vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras.
A alteração atende a Instrução Normativa nº 03/2026 e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O objetivo é garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente.
A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos (ou fração equivalente), além da responsabilização por crime ambiental.
Ciclo sustentável
O chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do IAT, José Wilson de Carvalho afirma que o adiamento da temporada fará com que pinhas imaturas não sejam mais coletadas, garantindo o ciclo sustentável do pinhão. De acordo com ele, a medida tem impacto direto na saúde da população.
“Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, já que nesse estado elas são impróprias para o consumo, podendo favorecer a presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data-limite. Após o dia 15, as pinhas já estão com um aspecto mais marrom-avermelhado e caem naturalmente das árvores”, explica Carvalho.
Fiscalização
A fiscalização durante toda a temporada de pinhão será feita por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.
Destaque econômico
A cultura movimentou R$ 25,7 milhões em 2024 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).
O post Paraná estabelece novo prazo para colheita do pinhão; veja mudanças apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Mercado do boi inicia semana travado, com preços estáveis e consumo lento

O mercado físico do boi gordo começou a semana com preços acomodados e pouca movimentação nas negociações. Apesar de ainda ocorrerem pontualmente negócios acima da média, o cenário predominante é de estabilidade. A oferta restrita de animais terminados segue dificultando a formação das escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, fatores externos continuam no radar, como as tensões no Oriente Médio e o avanço da cota chinesa, que podem influenciar a formação de preços ao longo do semestre.
Preços da arroba no Brasil:
- São Paulo: R$ 352,17, na modalidade a prazo
- Goiás: R$ 339,29
- Minas Gerais: R$ 342,35
- Mato Grosso do Sul: R$ 338,52
- Mato Grosso: R$ 344,80, a arroba
Atacado
No mercado atacadista, o cenário também é de acomodação. O escoamento da carne segue mais lento, refletindo o menor apelo ao consumo neste período. Proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos, continuam ganhando espaço na preferência do consumidor brasileiro, pressionando a demanda por carne bovina.
Entre os cortes, o quarto traseiro segue cotado a R$ 27,30 por quilo, enquanto o dianteiro permanece em R$ 21,00 por quilo. A ponta de agulha é negociada a R$ 19,50 por quilo.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,31%, cotado a R$ 5,24, após oscilar entre R$ 5,21 e R$ 5,31 ao longo da sessão, movimento que também influencia a dinâmica do mercado pecuário.
O post Mercado do boi inicia semana travado, com preços estáveis e consumo lento apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto

O mercado de milho registrou queda nas cotações ao longo da última semana, tanto no Brasil quanto no exterior. Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 recuou para a faixa de R$ 72,00 por saca, refletindo o avanço da safrinha e o aumento da oferta interna, mesmo diante da valorização do dólar.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comuniade Soja Brasil no WhatsApp!
Plantio
No campo, o plantio da segunda safra ganhou ritmo no Centro-Sul, favorecido por uma trégua nas chuvas mais intensas. Apesar disso, parte das lavouras foi semeada fora da janela ideal, elevando os riscos climáticos para o desenvolvimento das plantas nas próximas semanas.
Segundo dados da plataforma Grainsights, da Grão Direto, o milho em Chicago apresentou leve queda de 0,21% na semana. Já no Brasil, o movimento foi mais intenso, com recuo de 4,38% na B3, encerrando a R$ 71,99 por saca. No mercado físico, também houve desvalorização, como em Lucas do Rio Verde (MT), onde os preços caíram 3,25%, para cerca de R$ 48,12 por saca.
O que vem por aí?
Para o curto prazo, o mercado segue atento ao relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de redução da área de milho nos Estados Unidos, o que pode dar suporte aos preços no cenário global.
Por outro lado, o conflito no Oriente Médio traz preocupações relevantes. A região é importante fornecedora de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, e eventuais interrupções no fluxo podem elevar os custos de produção da próxima safra. Além disso, o Irã, um dos principais compradores do milho brasileiro, pode reduzir suas importações em caso de agravamento do cenário, o que pressionaria ainda mais os preços internos.
O clima também será determinante para a safrinha 2026. Com parte das lavouras fora da janela ideal, a dependência por chuvas regulares em abril aumenta, sendo fator decisivo para o potencial produtivo.
No campo macroeconômico, o dólar acima de R$ 5,30 ajuda a sustentar os preços em reais, mesmo com a pressão negativa nas bolsas. Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção redobrada dos produtores à gestão de custos e às oportunidades de comercialização.
O post Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade18 horas agoPIB-Agro SP/CEPEA: PIB do agronegócio paulista cresce 4% em 2024 – MAIS SOJA
Featured19 horas agoMato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações
Business13 horas agoColheita de milho de verão avança no Centro-Sul e supera ritmo do ano passado, aponta consultoria
Sustentabilidade19 horas agoSOJA/CEPEA: Margem da indústria avança com queda no custo da soja e alta dos derivados – MAIS SOJA
Featured18 horas agoMato Grosso consolida hegemonia no abate e exportação de carne bovina
Business18 horas agoE se a madeira durasse muito mais? Cientistas brasileiros já estão trabalhando nisso
Business19 horas ago‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina
Featured10 horas agoSoja inicia semana travada, com câmbio pressionando e mercado sem reação















