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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Produção de grãos caminha para novos recordes, aponta 4º levantamento da Conab

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Foto: CNA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, o 4º levantamento da safra de grãos 2025/26, apontando que o Brasil segue no caminho de superar os resultados do ciclo anterior. Os dados projetam crescimento de 0,3 por cento na produção total de grãos e avanço de 2,6 por cento na área cultivada em relação à safra 2024/25.

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Pelas estimativas, as principais culturas do país devem alcançar 353,1 milhões de toneladas, cultivadas em 83,9 milhões de hectares. Isso representa um acréscimo de 987,5 mil toneladas e 2,1 milhões de hectares frente ao ciclo passado.

A produção permanece concentrada no Centro-Sul, responsável por 84,2%, ou 297,3 milhões de toneladas. A região Centro-Oeste segue como principal polo produtivo, com 174,5 milhões de toneladas, quase metade de toda a safra brasileira. O Norte e Nordeste, juntos, devem produzir 55,8 milhões de toneladas, equivalente a 15,8 por cento do total.

Soja

Para a soja, a Conab projeta 176,1 milhões de toneladas, alta de 2,7 por cento, ou 4,6 milhões de toneladas a mais que na safra anterior. A área plantada cresce 2,8 por cento, passando de 47,4 milhões para 48,7 milhões de hectares. Apesar disso, a produtividade deve ficar praticamente estável, com leve recuo de 0,1 por cento, influenciada por chuvas irregulares no Mato Grosso do Sul e limitações de solos arenosos em partes de Goiás.

Milho

No milho, somadas as três safras, a área total deve chegar a 22,7 milhões de hectares, aumento de cerca de 871,8 mil hectares. Ainda assim, a produção tende a cair 1,5 por cento, para 138,9 milhões de toneladas, reflexo de eventos climáticos adversos na região Sul e estiagem inicial em Minas Gerais. A produtividade média também recua, de 6.457 para 6.114 quilos por hectare.

Sorgo

O sorgo segue em expansão no país. A produção deve subir 9,2 por cento, para 6,7 milhões de toneladas, com aumento de 11,3 por cento na área plantada, que passa de 1,6 milhão para 1,8 milhão de hectares. A maior parte do cultivo ocorre na segunda safra, após a colheita da soja.

No girassol, impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a produção estimada é de 101,9 mil toneladas, alta de 1,5 por cento. A área plantada cresce 3,1 por cento, para 63,8 mil hectares, mas a produtividade deve recuar ligeiramente em função das condições climáticas no Rio Grande do Sul.

A mamona apresenta um dos desempenhos mais positivos do levantamento. A produção projetada salta de 100 mil para 147,4 mil toneladas, com aumento de 9,3 por cento na área e avanço expressivo de 34,8 por cento na produtividade, beneficiada por boas condições climáticas na Bahia e pela maior demanda por óleo de rícino.

Demais culturas

Entre as demais culturas de verão, o algodão deve ter redução de 2,8 por cento na área, totalizando 2 milhões de hectares, com produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. O amendoim tem leve queda de produção, para 1,1 milhão de toneladas, e pequeno aumento de área. O arroz registra retração tanto em área quanto em produção, especialmente no sistema de sequeiro.

O feijão, somando as três safras, deve totalizar cerca de 3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo anterior. Já o gergelim mantém estabilidade em produção e área.

No segmento de inverno, a safra 2025 de trigo foi encerrada com 7,9 milhões de toneladas, resultado considerado positivo apesar da redução de área, graças a boas produtividades.

No mercado, a Conab revisou para cima as exportações de grãos, agora estimadas em 41,5 milhões de toneladas, diante da oferta abundante e da demanda externa aquecida. O consumo interno também cresce, especialmente pelo maior uso do milho na produção de etanol.

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Sustentabilidade

Nanofertilizante produzido com caroço de açaí estimula crescimento de milho e sorgo – MAIS SOJA

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Pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram um nanofertilizante a partir do caroço do açaí, capaz de estimular o crescimento de milho e sorgo. Em testes experimentais, a aplicação de baixas doses do produto (10 miligramas por litro) aumentou o crescimento relativo das plantas em 24% no milho e 164% no sorgo. O volume das raízes também cresceu 23% e 59%, respectivamente, em comparação com os controles não tratados.

O caroço do açaí (foto abaixo) é um coproduto pouco aproveitado no processamento agroindustrial. Para cada tonelada de frutos utilizada na extração da polpa, são gerados cerca de 700 quilos de caroços, que normalmente são descartados ou usados como combustível em caldeiras.

Foram utilizadas nos testes, as variedades de milho BRS-Gorutuba e sorgo 2502, ambas com ciclo curto de produção e recomendadas para o plantio no semiárido. O aumento das raízes, especialmente no sorgo, permite que as plantas explorem o solo com maior eficiência, favorecendo sua sobrevivência.

O novo nanofertilizante é produzido a partir do pó de semente do açaí em um processo chamado síntese hidrotermal. O resultado são nanopartículas fluorescentes, conhecidas como pontos quânticos de carbono (carbon quantum dots), que medem aproximadamente quatro nanômetros.

Essas partículas penetram com grande eficiência nos tecidos das folhas. Dentro da planta, além de entregar nutrientes minerais essenciais, funcionam como antenas que captam a radiação ultravioleta e, a partir dela, emitem uma luz azul capaz de estimular o sistema fotoquímico da planta e aumentar a eficiência da fotossíntese.

O pesquisador Cláudio Carvalho (foto abaixo), da Embrapa Agroindústria Tropical (CE), explica que, devido ao tamanho reduzido das partículas, os nanofertilizantes penetram com eficiência nos tecidos vegetais e entregam nutrientes diretamente no nível celular, aumentando a absorção em relação aos fertilizantes foliares convencionais. Eles também participam dos processos de transferência de energia dentro das células e fornecem compostos bioativos, que podem estimular a atividade de enzimas,  como aquelas envolvidas nos estresses oxidativos.

Carvalho acrescenta que os nanofertilizantes podem alcançar resultados superiores com doses menores, reduzindo custos de aplicação e possíveis impactos ao meio ambiente. “Em comparação com os fertilizantes convencionais, os nanofertilizantes geralmente resultam em menos escoamento superficial e menor contaminação dos solos e corpos d’água, tornando-os potencialmente mais sustentáveis”, completa.

De resíduo a riqueza

“Apesar de existirem poucos estudos sobre o uso do caroço de açaí em pequena escala como biochar (biocarvão), produção de bioenergia ou desenvolvimento de materiais compósitos, esse resíduo geralmente se acumula nos centros urbanos das regiões produtoras e em grandes cidades”, diz o pesquisador.

Ele explica que a semente do açaí é um “kit de sobrevivência natural” contendo nutrientes necessários para a planta se estabelecer em ambientes hostis. Essa riqueza torna o caroço do açaí o precursor ideal para o nanofertilizante. “Esse é um destino nobre, que agrega valor à biomassa e, ao mesmo tempo, devolve pelo menos parte dos nutrientes minerais, principalmente micronutrientes, às áreas de produção, economizando em fertilizantes”, afirma.

Conforme o cientista, o grupo pretende testar o produto em outras espécies como feijão, batata doce, abóbora, hortaliças, além de mudas de açaizeiro. “Após a finalização e escalonamento do processo de produção, o nanofertilizante poderá se tornar uma grande e segura oportunidade de retorno dos nutrientes ao sistema produtivo, quer na própria cultura do açaizeiro, nos viveiros de mudas, em cultivo protegido, e em outras aplicações”, complementa.

“No Brasil são geradas grandes quantidades de resíduos agroindustriais, especialmente na região amazônica, o que representa uma matéria-prima abundante e de baixo custo”, observa o professor Pierre Fechine (foto abaixo), coordenador do Laboratório do Grupo de Química de Materiais Avançados (GQMat) da UFC, parceiro nesse trabalho. Ele acrescenta que também será necessário avançar nos estudos regulatórios e de segurança para uso agrícola em larga escala.

Avanço científico 

Os resultados foram publicados no artigo Carbon-based nanopigments derived from açaí seed residues with tunable optical properties and biofunctional performance na revista internacional Dyes and Pigments. “Mostramos que um resíduo que normalmente seria descartado pode ser convertido em um material inteligente, capaz de interagir com sistemas biológicos e produzir efeitos mensuráveis no crescimento vegetal”, conta o professor.

Ele explica que, até chegar ao produtor rural, ainda é preciso vencer alguns desafios. O principal deles é manter a qualidade e a reprodutibilidade do material ao passar da escala de laboratório para a escala industrial. “Em laboratório, trabalhamos com pequenas quantidades e controle rigoroso das condições de síntese. Em uma fábrica, é necessário garantir que cada lote apresente as mesmas propriedades químicas, ópticas e biológicas”, esclarece. Outro desafio é a otimização dos custos de produção, incluindo consumo de energia, purificação do material e logística de coleta da biomassa.


Por que estudar pontos quânticos de carbono?

Os carbon quantum dots, ou pontos quânticos de carbono, são nanopartículas extremamente pequenas, milhares de vezes menores do que um fio de cabelo humano. Apesar do tamanho reduzido, possuem propriedades muito especiais, principalmente a capacidade de absorver e emitir luz.

Eles foram descobertos por acaso no início dos anos 2000, durante estudos envolvendo nanotubos de carbono. Desde então, despertaram enorme interesse científico porque são relativamente fáceis de produzir, apresentam baixa toxicidade e podem ser obtidos a partir de materiais naturais e resíduos orgânicos.

Hoje, os carbon quantum dots são estudados para aplicações em sensores químicos, diagnóstico médico, bioimagem, células solares, LEDs, tratamento de água e agricultura. Na agricultura, eles podem atuar como estimuladores do crescimento vegetal, aumentar a eficiência do aproveitamento da luz pelas plantas e auxiliar no transporte de nutrientes, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

No trabalho realizado pela Embrapa e a UFC, o pó da semente do açaí, rico em carbono e minerais, foi colocado em um ambiente “hostil” dentro de reatores de alta pressão, submetido a altas temperaturas por várias horas — um processo chamado de síntese hidrotermal. Sob essas condições, as moléculas orgânicas da semente se quebram e se reorganizam nos carbon quantum dots e outras substâncias com atividade biológica nas plantas, como precursores de hormônios vegetais, entre outras.


Fonte: Embrapa


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FONTE

Autor:Verônica Freire (MTB 01225JP) Embrapa Agroindústria Tropical

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.

Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

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A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.

Matopiba

Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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