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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Produção de grãos caminha para novos recordes, aponta 4º levantamento da Conab

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Foto: CNA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, o 4º levantamento da safra de grãos 2025/26, apontando que o Brasil segue no caminho de superar os resultados do ciclo anterior. Os dados projetam crescimento de 0,3 por cento na produção total de grãos e avanço de 2,6 por cento na área cultivada em relação à safra 2024/25.

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Pelas estimativas, as principais culturas do país devem alcançar 353,1 milhões de toneladas, cultivadas em 83,9 milhões de hectares. Isso representa um acréscimo de 987,5 mil toneladas e 2,1 milhões de hectares frente ao ciclo passado.

A produção permanece concentrada no Centro-Sul, responsável por 84,2%, ou 297,3 milhões de toneladas. A região Centro-Oeste segue como principal polo produtivo, com 174,5 milhões de toneladas, quase metade de toda a safra brasileira. O Norte e Nordeste, juntos, devem produzir 55,8 milhões de toneladas, equivalente a 15,8 por cento do total.

Soja

Para a soja, a Conab projeta 176,1 milhões de toneladas, alta de 2,7 por cento, ou 4,6 milhões de toneladas a mais que na safra anterior. A área plantada cresce 2,8 por cento, passando de 47,4 milhões para 48,7 milhões de hectares. Apesar disso, a produtividade deve ficar praticamente estável, com leve recuo de 0,1 por cento, influenciada por chuvas irregulares no Mato Grosso do Sul e limitações de solos arenosos em partes de Goiás.

Milho

No milho, somadas as três safras, a área total deve chegar a 22,7 milhões de hectares, aumento de cerca de 871,8 mil hectares. Ainda assim, a produção tende a cair 1,5 por cento, para 138,9 milhões de toneladas, reflexo de eventos climáticos adversos na região Sul e estiagem inicial em Minas Gerais. A produtividade média também recua, de 6.457 para 6.114 quilos por hectare.

Sorgo

O sorgo segue em expansão no país. A produção deve subir 9,2 por cento, para 6,7 milhões de toneladas, com aumento de 11,3 por cento na área plantada, que passa de 1,6 milhão para 1,8 milhão de hectares. A maior parte do cultivo ocorre na segunda safra, após a colheita da soja.

No girassol, impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a produção estimada é de 101,9 mil toneladas, alta de 1,5 por cento. A área plantada cresce 3,1 por cento, para 63,8 mil hectares, mas a produtividade deve recuar ligeiramente em função das condições climáticas no Rio Grande do Sul.

A mamona apresenta um dos desempenhos mais positivos do levantamento. A produção projetada salta de 100 mil para 147,4 mil toneladas, com aumento de 9,3 por cento na área e avanço expressivo de 34,8 por cento na produtividade, beneficiada por boas condições climáticas na Bahia e pela maior demanda por óleo de rícino.

Demais culturas

Entre as demais culturas de verão, o algodão deve ter redução de 2,8 por cento na área, totalizando 2 milhões de hectares, com produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. O amendoim tem leve queda de produção, para 1,1 milhão de toneladas, e pequeno aumento de área. O arroz registra retração tanto em área quanto em produção, especialmente no sistema de sequeiro.

O feijão, somando as três safras, deve totalizar cerca de 3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo anterior. Já o gergelim mantém estabilidade em produção e área.

No segmento de inverno, a safra 2025 de trigo foi encerrada com 7,9 milhões de toneladas, resultado considerado positivo apesar da redução de área, graças a boas produtividades.

No mercado, a Conab revisou para cima as exportações de grãos, agora estimadas em 41,5 milhões de toneladas, diante da oferta abundante e da demanda externa aquecida. O consumo interno também cresce, especialmente pelo maior uso do milho na produção de etanol.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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