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26 de outubro de 2026

Business

Preços de soja sobem em algumas regiões do Brasil; confira o fechamento de mercado

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Fonte: Andre Penner

O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais no porto e leve avanço nos preços nesta quarta-feira, sustentado pela melhora dos prêmios e pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário abriu oportunidades específicas no mercado físico, mas sem grande volume de negociação.

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Segundo o analista, o dia foi marcado por baixa oferta, especialmente no mercado spot, onde o spread segue elevado. O produtor permanece resistente aos níveis atuais de preços, o que continua limitando os volumes negociados. Na safra nova, houve poucos ajustes, mesmo com altas pontuais em algumas regiões. Ainda assim, os valores não são considerados atrativos pelo vendedor.

No geral, as cotações seguem depreciadas e em processo de ajuste, à medida que a nova safra começa a ganhar disponibilidade no mercado.

Preços de soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): subiu de 134,00 pra 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de 135,00 pra 136,00
  • Cascavel (PR): manteve em 128,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 116,00 pra 117,00
  • Dourados (MS): subiu de 116,00 pra 117,00
  • Rio Verde (GO): subiu de 115,00 pra 117,50

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve em 135,00, enquanto Rio Grande (RS) manteve em 137,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi sustentado por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana. Além disso, o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pelo relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12, seguem no radar do mercado.

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Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a estatal chinesa Sinograin teria adquirido mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos. Fontes de mercado apontam que o volume já comprado desde o acordo entre os dois países gira em torno de 10 milhões de toneladas, com meta de alcançar 12 milhões até fevereiro.

A safra brasileira segue com bom desenvolvimento e está em fase inicial de colheita. Levantamento da Safras News junto às regiões produtoras indica lavouras bem estabelecidas e com bom potencial produtivo, sem riscos relevantes no momento.

Para o relatório de janeiro, o mercado espera que o USDA indique redução na produção americana de soja em 2025/26, ao mesmo tempo em que revise para cima os estoques finais. Analistas projetam corte da safra dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, enquanto os estoques devem subir para 301 milhões de bushels.

No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões estimadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos, na posição de 1º de dezembro, são projetados em 3,296 bilhões de bushels, acima do volume registrado no mesmo período de 2024.

Contratos futuros de soja

O contrato março da soja em grão fechou com alta de 10,75 centavos de dólar, a US$ 10,67 por bushel. A posição maio encerrou cotada a US$ 10,78 3/4 por bushel, também em alta de 10,75 centavos.

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Nos subprodutos, o farelo com vencimento em março subiu US$ 5,90, encerrando a US$ 305,40 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, recuou levemente para 49,31 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3860 para venda e R$ 5,3840 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,3690 e R$ 5,4010.

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Oferta restrita sustenta alta do feijão preto no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de feijão manteve trajetória de valorização entre 15 e 22 de outubro, apoiado pela oferta restrita de lotes de melhor qualidade e por compras pontuais de reposição do varejo. Segundo o Indicador de preços Cepea/CNA, o feijão preto liderou as altas, enquanto o carioca registrou avanços mais moderados. No campo, o plantio da primeira safra 2026/2027 atingiu 20,9% da área acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, o percentual semeado está abaixo da média histórica de 22,3%. O atraso do plantio no Paraná e as chuvas que dificultam a colheita em São Paulo mantêm o mercado atento ao comportamento da oferta nas próximas semanas.

No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, os preços subiram, em média, 0,64% na semana. Itapeva (SP) teve alta de 1,91%, impulsionada pelo interesse nas primeiras ofertas da nova colheita. Em Barreiras (BA) e Sorriso (MT), houve recuo de 0,91% e 0,28%, respectivamente, em meio à resistência dos compradores aos preços pedidos.

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Para o feijão carioca notas 8,0 e 8,5, a valorização média foi de 1,17%, favorecida pela retomada das compras. As altas superaram 3% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, em Sorriso (MT) e na capital paulista. Já Distrito Federal, Sul Goiano e Centro-Noroeste Goiano registraram queda de 0,45%, 0,81% e 1,85%, nessa ordem, refletindo diferenças na qualidade dos lotes e na necessidade de reposição.

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No feijão preto tipo 1, a alta média foi de 2,70%, com valorização em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Sorriso (MT) liderou os avanços, com 4,52%, seguido por Itapeva (SP), com 1,44%, e Curitiba (PR), com 0,27%. A entressafra e a menor disponibilidade de grãos de qualidade seguem dando sustentação aos preços.

Na avaliação do indicador, a oferta restrita mantém os preços firmes, especialmente no feijão preto. Para o carioca, o avanço da colheita em São Paulo pode ampliar a disponibilidade. No Paraná, o plantio alcançou 65% da área prevista, ante 74% no mesmo período de 2025.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Dólar mais alto deve favorecer preços do milho nos portos e na B3, aponta Grão Direto

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O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 3,80% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência fechou a R$ 65,53 por saca, baixa de 1,56% no período.

A ferramenta de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, traz os elementos que devem mexer com os preços do cereal nos próximos dias, após a definição da eleição presidencial que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva. Confira:

  • Mercado interno com oferta folgada: milho segue com preços pressionados no mercado brasileiro, segundo o Cepea, por causa da boa disponibilidade do cereal. Os compradores seguem cautelosos, abastecidos no curto prazo e observando o plantio, enquanto os produtores estão mais flexíveis para negociar, seja para fazer caixa, seja por receio de novas quedas. A demanda das usinas de etanol de milho e das fábricas de ração para aves e suínos segue firme e deve continuar crescendo, conforme a Conab, o que ajuda a dar um piso aos preços.
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  • Dólar alto pode reanimar a exportação e a B3: a exportação de milho segue em ritmo mais lento que no ano passado, e a perda de competitividade nos portos vinha pesando sobre os preços internos. Com o dólar mais alto após as eleições, a paridade de exportação tende a melhorar, o que pode trazer algum fôlego às cotações nos portos e aos contratos na B3, que vinham com viés de baixa. Ainda assim, com oferta confortável, a reação no interior deve ser mais gradual do que nos portos. Na prática, a semana já começa com o milho valorizando mais de 3% na B3.
  • Chicago com pouco peso, mas atenção à colheita norte-americana: em Chicago, o milho segue pressionado pelo avanço da colheita nos EUA, que, segundo o relatório de andamento de safra do USDA, ainda está abaixo da média, mas deve ganhar ritmo com o tempo seco no Meio-Oeste nos próximos dias. A demanda externa pelo milho norte-americano aparenta estar firme, o que limita quedas maiores. Para o produtor brasileiro, porém, o efeito de Chicago nesta semana deve ser bem menor do que o do câmbio e do ritmo de compra da indústria nacional.
  • Macroeconomia e oportunidades: com a conclusão das eleições presidenciais, a Bolsa também teve uma manhã de forte turbulência. O Ibovespa caiu 10% ainda no leilão de abertura, pouco antes das 10h, e acionou o circuit breaker, uma pausa automática de 30 minutos nos negócios por causa da queda forte. Foi a primeira vez desde março de 2020, na pandemia. Na volta, o índice seguiu em queda forte e chegou a recuar mais de 16%, à casa dos 171 mil pontos. Os juros negociados na Bolsa para os próximos anos também dispararam: a taxa para 2031 passou de 12,58% para 14,46% ao ano logo cedo. O Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação previstos para esta semana. O Boletim Focus desta segunda, com projeções coletadas antes da votação, ainda previa dólar a R$ 5,05 no fim do ano, o que mostra o tamanho do ajuste. “Daqui para frente, o mercado vai acompanhar os primeiros sinais sobre as contas públicas e a composição da equipe econômica”, destaca o Grainsights.

Também estão no radar a decisão de juros nos Estados Unidos na quarta-feira (28), com expectativa de manutenção, e a reunião do Copom em 3 e 4 de novembro. Dólar alto melhora o preço em reais e a competitividade da soja e do milho, mas também encarece fertilizantes, defensivos e o crédito atrelado à moeda.

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Plantio da soja 2026/27 avança para 40% da área no Brasil

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O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 alcançou 40% da área projetada no país até quinta-feira (22), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (26). O índice representa avanço frente aos 26% da semana anterior e também supera os 36% registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com a AgRural, a redução das chuvas permitiu maior ritmo aos trabalhos no Sul do Brasil e em parte de Mato Grosso do Sul. As áreas haviam perdido fôlego na semana anterior por causa do excesso de umidade.

Em alguns pontos do Paraná, porém, a falta de luminosidade foi citada como fator de preocupação para os produtores. No Cerrado, a melhora das chuvas também favoreceu o plantio em parte de Mato Grosso, Goiás e da região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

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Apesar do avanço, a consultoria apontou que algumas áreas ainda enfrentam dificuldades em razão da irregularidade das precipitações e das altas temperaturas.

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No milho verão 2026/27, a área prevista no Centro-Sul do Brasil estava 58% plantada até quinta-feira (22), também segundo a AgRural. O número representa avanço de 10 pontos porcentuais em relação aos 48% da semana passada e ficou acima dos 55% observados um ano antes.

Os dados da AgRural mostram avanço semanal no plantio da soja no Brasil e do milho verão no Centro-Sul, com ritmo influenciado pelas condições de chuva, umidade e temperatura nas principais regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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