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Preços de soja sobem em algumas regiões do Brasil; confira o fechamento de mercado

O mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais no porto e leve avanço nos preços nesta quarta-feira, sustentado pela melhora dos prêmios e pelo desempenho positivo da Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário abriu oportunidades específicas no mercado físico, mas sem grande volume de negociação.
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Segundo o analista, o dia foi marcado por baixa oferta, especialmente no mercado spot, onde o spread segue elevado. O produtor permanece resistente aos níveis atuais de preços, o que continua limitando os volumes negociados. Na safra nova, houve poucos ajustes, mesmo com altas pontuais em algumas regiões. Ainda assim, os valores não são considerados atrativos pelo vendedor.
No geral, as cotações seguem depreciadas e em processo de ajuste, à medida que a nova safra começa a ganhar disponibilidade no mercado.
Preços de soja no mercado físico
- Passo Fundo (RS): subiu de 134,00 pra 135,00
- Santa Rosa (RS): subiu de 135,00 pra 136,00
- Cascavel (PR): manteve em 128,00
- Rondonópolis (MT): subiu de 116,00 pra 117,00
- Dourados (MS): subiu de 116,00 pra 117,00
- Rio Verde (GO): subiu de 115,00 pra 117,50
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve em 135,00, enquanto Rio Grande (RS) manteve em 137,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento foi sustentado por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana. Além disso, o avanço da colheita no Brasil e a expectativa pelo relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12, seguem no radar do mercado.
Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a estatal chinesa Sinograin teria adquirido mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos. Fontes de mercado apontam que o volume já comprado desde o acordo entre os dois países gira em torno de 10 milhões de toneladas, com meta de alcançar 12 milhões até fevereiro.
A safra brasileira segue com bom desenvolvimento e está em fase inicial de colheita. Levantamento da Safras News junto às regiões produtoras indica lavouras bem estabelecidas e com bom potencial produtivo, sem riscos relevantes no momento.
Para o relatório de janeiro, o mercado espera que o USDA indique redução na produção americana de soja em 2025/26, ao mesmo tempo em que revise para cima os estoques finais. Analistas projetam corte da safra dos Estados Unidos de 4,253 bilhões para 4,232 bilhões de bushels, enquanto os estoques devem subir para 301 milhões de bushels.
No cenário global, a expectativa é de estoques finais mundiais de soja em 2025/26 em 123,1 milhões de toneladas, acima das 122,4 milhões estimadas em dezembro. Já os estoques trimestrais norte-americanos, na posição de 1º de dezembro, são projetados em 3,296 bilhões de bushels, acima do volume registrado no mesmo período de 2024.
Contratos futuros de soja
O contrato março da soja em grão fechou com alta de 10,75 centavos de dólar, a US$ 10,67 por bushel. A posição maio encerrou cotada a US$ 10,78 3/4 por bushel, também em alta de 10,75 centavos.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em março subiu US$ 5,90, encerrando a US$ 305,40 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, recuou levemente para 49,31 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,09%, cotado a R$ 5,3860 para venda e R$ 5,3840 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,3690 e R$ 5,4010.
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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.
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O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.
A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.
Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.
Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.
Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.
A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.
Solos coesos limitam produtividade agrícola
O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.
Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.
Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.
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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.
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A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.
Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado
De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.
O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.
“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.
Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.
Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.
Mercado mais cauteloso
Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.
A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.
Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.
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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.
A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.
O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.
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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.
“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.
Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.
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