Connect with us

Business

Gigantes do agro deixam a Moratória da Soja

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

As grandes tradings agrícolas deixaram o pacto da Moratória da Soja. No site do acordo é possível observar a ausência da logo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais no “Grupo de Trabalho da Soja”.

A decisão visaria a busca por uma proteção quanto aos incentivos fiscais, uma vez que a Lei nº 12.709/2024, que autoriza o Governo de Mato Grosso a retirar incentivos fiscais de empresas signatárias do acordo, entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026.

O Canal Rural Mato Grosso entrou em contato com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Contudo, até o momento não obteve retorno.

Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (5), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) confirma “a decisão de grandes tradings agrícolas de comunicar formalmente às organizações da sociedade civil sua saída da Moratória da Soja”.

Ainda em nota, a Aprosoja MT afirma ser “uma vitória dos produtores de soja que, por tantos anos, foram prejudicados por um privado e ilegal acordo incompatível com a legislação nacional, assimétrico na aplicação e injusto para quem cumpre o Código Florestal Brasileiro”.

site pacto moratória da soja sem logo abiove

A entidade frisa ainda que tanto da decisão do STF, em permitir a eficácia da Lei nº 12.709/2024, quanto a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), é “um reconhecimento claro de que, desde o início, a associação estava correta em combater um acordo incompatível com a legislação nacional, assimétrico na aplicação e injusto para o produtor que cumpre o Código Florestal Brasileiro”.

O pacto da Moratória da Soja foi criado em 2006 pela Abiove e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.

O acordo tem sido alvo de críticas de produtores e autoridades do estado nos últimos anos, que veem na medida uma restrição indevida ao uso das terras.

Em Mato Grosso o acordo traria transtornos e prejuízos econômicos para cerca de 85 municípios, impactando no cultivo da soja em aproximadamente 2,7 milhões de hectares, o que retiraria mais de R$ 20 bilhões da economia regional, de acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). Além do estado, o pacto atinge áreas produtivas no Acre, Amapá, Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima.

O governo mato-grossense, por sua vez, defende que o Código Ambiental brasileiro já estabelece limites claros para o desflorestamento e que a lei estadual busca equilibrar competitividade e sustentabilidade.

Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil, tendo na safra 2024/25 colhido mais de 50,8 milhões de toneladas, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Para a safra 2025/26 as projeções são de 47,1 milhões de toneladas produzidas em uma área de 13 milhões de hectares.

A perspectiva para as exportações referente a safra 2024/25 apontam um envio para o mercado internacional de 31,40 milhões de toneladas soja. Até novembro o estado havia enviado para 33 países, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mais de 31,12 milhões de toneladas de soja, dos quais 21,9 milhões de toneladas tiveram a China como principal destino.

Relembre os debates da Moratória da Soja em 2025:

STF

Em 26 de dezembro de 2024, como destacado anteriormente pelo Canal Rural Mato Grosso, o ministro Flávio Dino suspendeu a eficácia da lei estadual (confira aqui). O deferimento da medida cautelar foi em favor de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) requerida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A lei deveria ter entrado em vigor no dia 1º de janeiro de 2025.

Em abril deste ano, o ministro Flávio Dino reconsiderou parcialmente a sua decisão sobre a ADI nº 7774 e restabeleceu os efeitos do artigo 2º da Lei Estadual, que corta os incentivos das empresas signatárias da Moratória da Soja, considerado a espinha dorsal da norma ao proteger produtores que cumprem a legislação e reafirmar o direito do Estado de não financiar abusos privados.

Com a decisão, o artigo 2º da lei mato-grossense, como destacado na época pelo Canal Rural Mato Grosso, retomará seus efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026, permitindo ao Governo de Mato Grosso a Decisão de não conceder incentivos fiscais a empresas adeptas da Moratória da Soja.

Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, no dia 3 de novembro o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a autonomia de Mato Grosso para restringir benefícios a participantes da Moratória da Soja. A decisão, ocorrida em quarto julgamento, liderada pelo relator ministro Flávio Dino, foi acompanhada por cinco ministros — um deles com ressalvas — enquanto dois divergiram do voto principal.

No dia 5 de novembro, o STF suspendeu, por decisão do ministro Flávio Dino, todos os processos em andamento que tratam da constitucionalidade da Moratória da Soja. A medida, tomada dois dias após o reconhecimento da autonomia de Mato Grosso para restringir benefícios a participantes do pacto, interrompeu a tramitação de ações judiciais e administrativas que contestam a Lei nº 12.709/2024, do Estado de Mato Grosso, e os efeitos do acordo ambiental que restringe o financiamento e a compra de soja produzida em áreas desmatadas após 2008 na Amazônia Legal.

A paralisação ocorreu após a Abiove protocolar pedido de medida cautelar no STF para suspender todos os processos judiciais e administrativos que questionam a moratória. A entidade argumentou que o andamento dessas ações poderia gerar decisões divergentes em relação ao entendimento que vem sendo formado pelo Supremo na própria ADI nº 7.774. O pedido foi apresentado no mesmo dia em que a Corte formou maioria para validar a lei mato-grossense, cuja aplicação está prevista para começar em 1º de janeiro de 2026.

No dia 18 de novembro, o STF interrompeu o julgamento sobre a manutenção da liminar que suspendeu todos os processos relacionados à Moratória da Soja. A interrupção ocorreu após o pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que tem 90 dias para devolver o caso ao plenário.

A liminar concedida pelo ministro Flávio Dino continua em vigor enquanto o julgamento está paralisado. Além de Dino, já haviam votado pela manutenção da medida cautelar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. A decisão do STF paralisa processos em diversas instâncias que questionam a validade da Moratória da Soja.

Enquanto aguarda a devolução do processo por Toffoli, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já suspendeu os casos sobre o tema no órgão antitruste. A medida cautelar mantém a suspensão geral dos processos que tratam da moratória.

No dia 30 de dezembro, o governo de Mato Grosso publicou decreto que regulamenta o artigo 2º da Lei nº 12.709/2024, que define regras relacionadas à chamada Moratória da Soja no estado. A publicação ocorreu em edição extra no Diário Oficial do Estado, mesma data em que a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com pedido de prorrogação no Supremo Tribunal Federal (STF), por mais 120 dias, do prazo de vigência da norma estadual.

Já no dia 31 de dezembro a Aprosoja Brasil e Aprosoja Mato Grosso solicitaram à Corte o indeferimento ao pedido da AGU. As entidades ressaltaram que “houve oito longos meses”, desde que foi fixado que a lei impugnada passaria a viger a partir de 1º de janeiro de 2026, para que o pedido de prorrogação do início da vigência fosse feito, o que classificam como “tempo mais do que suficiente para que se buscasse um diálogo estruturado e profícuo entre todos os interessados”.

Cade

A Moratória da Soja também foi assunto de debate no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No final de setembro o órgão antitruste decidiu suspender até 31 de dezembro de 2025 os efeitos da medida preventiva que havia paralisado provisoriamente a Moratória da Soja. O prazo, segundo o órgão, permite uma análise mais aprofundada do caso e também deve ser utilizado pelas empresas signatárias para regularizar o pacto junto ao Cade.

Recentemente o Cade chegou a emitir uma nota técnica para a instauração de inquérito administrativo, com o intuito de investigar suposto cartel de compra no mercado nacional de produção e revenda de soja. O documento trazia quebra de sigilo e citava nomes de empresas e envolvidos na defesa da Moratória da Soja.

Como destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, em 18 de agosto o Cade determinou a suspensão imediata dos efeitos da Moratória da Soja. A medida cautelar atendeu a um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que apontou prejuízos econômicos concretos e imediatos aos produtores rurais e à economia do país.

Uma semana depois, no dia 25 de agosto, a Abiove conseguiu na Justiça Federal, decisão, por meio de medida preventiva, para que a suspensão dos efeitos da Moratória da Soja imposta pelo Cade fosse impedida.

XIII Fórum de Lisboa

As críticas em torno da Moratória da Soja ao longo dos últimos anos, principalmente 2025, também ocorreram no Congresso Nacional, assim como em eventos internacionais como o XIII Fórum de Lisboa, ocorrido em julho.

Na ocasião, o pacto foi apontado por lideranças do setor produtivo e político de Mato Grosso como “uma ameaça direta à segurança alimentar global”.

Durante o painel “Agronegócio e Segurança Alimentar Global: Desafios para a Cooperação”, representantes de Mato Grosso da esfera produtiva e política alertaram para os impactos econômicos e sociais da moratória da soja. E reiteraram que o Brasil, especialmente Mato Grosso, é um dos poucos países com potencial de dobrar sua produção sem abrir mão da preservação ambiental — hoje, mais de 60% do território de Mato Grosso permanece preservado.

“Mato Grosso é o maior produtor do Brasil e faz isso preservando 60% do seu território. Produzir alimentos, garantir esta tranquilidade na segurança alimentar é uma forma de garantir a própria paz do planeta”, disse o governador do estado Mauro Mendes na ocasião durante sua participação no evento em Lisboa.

O post Gigantes do agro deixam a Moratória da Soja apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Preços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026

Published

on


Foto: Canal Rural Mato Grosso

Depois de um longo período de aperto financeiro, a suinocultura de Mato Grosso voltou a respirar em 2025. O ano foi marcado por exportações recordes, maior estabilidade nos custos de produção e preços médios que permitiram ao produtor organizar as contas, reduzir passivos e retomar investimentos nas granjas.

Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o resultado positivo ajudou a apagar, ao menos em parte, a memória recente de um dos períodos mais difíceis da atividade. “2025 foi um ano positivo. Os números mostram isso e o suinocultor sentiu isso na pele, tirando um pouco daquela memória negativa que foi 2021, 2022, até meados de 2023, onde foi muito sofrido para o produtor de suínos”, afirma ao programa Estúdio Rural.

Ele pondera que o bom desempenho não significou lucro elevado, mas sim fôlego para reorganizar a atividade. “Foi um ano bom para pagar algum passivo que já se vinha carregando e também para renovar a granja, renovar plantel, melhorar a produção que você deixou sucatear em momentos difíceis”, explica.

Entre os principais fatores que sustentaram esse cenário estão o recorde de exportações, tanto no Brasil quanto em Mato Grosso, e a diversificação dos mercados compradores. “Hoje a China já não tem tanto protagonismo e entram outros países como Filipinas, México, Chile, entre outros, o que pulveriza o risco e deixa o cenário mais positivo para as exportações”, salienta Tannure.

frederico tannue filho presidente da acrismat foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Exportações e novos mercados no radar

Apesar de a suinocultura mato-grossense ter forte vocação para o mercado interno, as vendas externas ganharam peso estratégico. De acordo com o presidente da Acrismat, a entidade atua junto ao Ministério da Agricultura e ao Indea-MT para ampliar o acesso a novos destinos. “Estamos trabalhando para a abertura do Chile como mais um cliente para Mato Grosso. É um trabalho técnico, de governo a governo, mas que começa com a provocação da cadeia produtiva”, destaca em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

No mercado interno, o início de 2026 trouxe um movimento já esperado de retração nos preços. O valor pago pelo quilo do suíno vivo caiu de R$ 8 para R$ 6,70. A redução, embora significativa, é tratada como sazonal. “Com festas de fim de ano, férias, indústrias desacelerando e até férias coletivas em frigoríficos, o mercado como um todo esfria e começa a sobrar suíno nas granjas”, explica.

Conforme Tannure, esse cenário gera sobreoferta momentânea e pressiona os preços, já que a suinocultura não permite interrupções na produção. “O produtor não pode esperar o momento ficar bom para vender. Se ele segura, o animal passa do peso ideal e perde valor para a indústria”.

A avaliação mais recente da bolsa semanal acompanhada pela Acrismat, no entanto, indica que a queda perdeu força. “Chegamos a um platô. Esse movimento de queda se estancou e esperamos agora um período de estabilidade”. Mesmo com fatores como Carnaval e Quaresma, que historicamente limitam altas mais expressivas, a expectativa é de equilíbrio. “A exportação está muito forte e deve absorver qualquer excedente que possa surgir”, ressalta.

suíno suinocultura foto acrismat repdoução
Foto: Acrismat/Reprodução

Produção, custos e recomposição do plantel

O atual patamar de preços ainda cobre os custos de produção, embora com margem apertada. “Estamos num limite para não chegar no empate entre custo e preço de venda. Se a queda continuasse, chegaríamos a um ponto crítico, mas felizmente isso se estancou num momento ainda favorável”, avalia o presidente da Acrismat.

O bom desempenho de 2025 também estimulou a recomposição dos plantéis, reduzidos durante a crise. Em Mato Grosso, o número de matrizes caiu de um pico entre 140 mil e 145 mil para cerca de 125 mil no auge das dificuldades. Hoje, segundo a Acrismat, o estado já opera entre 130 mil e 135 mil matrizes. “Com essa melhora no cenário, o produtor volta a fazer duas coisas: primeiro volta a colocar mais peso no seu suíno e ele volta a recompor o seu rebanho, as suas matrizes”, pontua.

Esse movimento contribuiu para um crescimento da produção acima do inicialmente previsto. “A expectativa era de 2% a 3%, mas ultrapassamos 5% de aumento na oferta de carne suína em 2025. Ainda assim, tudo foi absorvido pelas exportações e pelo consumo interno, que cresce de forma gradual”, ressalta.

Acrismat na Granja e fortalecimento da cadeia

Além do acompanhamento de mercado, a Acrismat mantém ações contínuas de apoio técnico e institucional aos produtores. Uma das principais é o projeto Acrismat na Granja, que leva equipes da associação diretamente às propriedades. “A gente vai até o produtor levando informações técnicas, sanidade, questões ambientais e tudo o que envolve a suinocultura”.

Segundo ele, a iniciativa atende tanto produtores mais estruturados quanto aqueles que ainda têm dificuldade de acesso à informação. “O produtor é multitarefa. Ele precisa entender de meio ambiente, questões trabalhistas, fiscais, sanitárias. No dia a dia, algo pode passar despercebido, e a Acrismat chega justamente para reforçar esses pontos”, afirma.

Paralelamente, a entidade atua na promoção do consumo de carne suína, com ações educativas, participação em feiras, treinamentos de açougueiros e projetos em parceria com a Secretaria de Educação, incentivando a inserção do produto na merenda escolar. “É um trabalho de longo prazo, de desmistificação. Quando você ensina desde criança, esse hábito acompanha a pessoa por toda a vida”.

Mesmo diante de um início de ano com preços mais baixos, a avaliação do setor é de cautela, mas com confiança. Sustentada por exportações firmes, custos mais controlados e uma cadeia mais organizada, a suinocultura mato-grossense entra em 2026 com otimismo renovado.

+Confira mais entrevistas do programa Estúdio Rural

+Confira outras entrevistas do Programa Estúdio Rural em nossa playlist no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Preços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026 apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Safra 25/26 de tabaco usará 23 mil toneladas de fertilizante reciclado

Published

on


Foto: Fetag-RS

As empresas associadas ao Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) estão transformando o resíduo do processamento das folhas, ou seja, o pó de tabaco em fertilizante orgânico.

A reciclagem é realizada pela Fundação para Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc), e o produto, conhecido como Fertileaf, é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa EP RS-3713-3) e certificado como fertilizante orgânico Classe A.

Após o processamento, o adubo retorna às unidades industriais, que o distribuem aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), fortalecendo a lógica da economia circular junto aos próprios produtores da cadeia.

O fertilizante também conta com o selo Ecocert, que atesta o uso apropriado do insumo para a produção orgânica, de acordo com normas brasileiras e internacionais.

Conforme dados da Fupasc, entre 2014 e 2025 foram produzidas mais de 175 mil toneladas de fertilizante orgânico. A reciclagem junto à Fundação iniciou em 2014, ano em que foram processadas 5.375 toneladas de pó de tabaco.

Com o passar dos anos, a transformação do descarte em fertilizante passou a abranger mais unidades e setores das indústrias, de modo que, atualmente, a totalidade do pó segue para transformação em adubo.

Entre 2020 e 2025, a produção saltou 56,5%, indo de 14.692 toneladas para 22.991,80 toneladas. O atual volume deve fertilizar as lavouras da safra 2025/26.

O SindiTabaco informa que para a produção, o pó de tabaco recebe a adição de aproximadamente 3% de cinzas de caldeiras à lenha, um resíduo industrial classe II, gerado nas industrias fumageiras, bem como um consórcio de micro-organismos.

O coordenador de Sustentabilidade da Fupasc, engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Sebastião Bohrer, conta que a cinza é utilizada para correção do pH e que os micro-organismos aceleram a fermentação dos resíduos.

“No tratamento, o pó de tabaco e a cinza são umidificados em um sistema coberto, chamado de leiras, onde também é adicionado o consórcio de micro-organismos para promover a degradação e a estabilização dos resíduos”, detalha.

Como o Fertileaf é produzido

reciclagem de tabaco - transformado em fertilizante
Foto: Divulgação SindiTabaco

A produção do Fertileaf ocorre por meio de um processo de compostagem em área 100% coberta, com ciclo fechado, denominado fermentação em estado sólido, sem geração de resíduos líquidos.

A Fupasc ressalta que a eficiência do processo é avaliada diariamente por meio da medição da temperatura das pilhas de maturação do composto orgânico e também por ensaios de germinação de sementes de ervas daninhas.

A fundação recebe o pó cru e as cinzas das empresas associadas, adiciona os micro-organismos e, após 90 a 120 dias de maturação e estabilização, o produto está pronto para retornar às empresas. Na produção, 100% da energia utilizada é proveniente de usina solar própria, e 100% da água é de reuso (pluvial).

O SindiTabaco destaca que o Fertileaf é resultado de cerca de 20 anos de pesquisas e experimentos para o desenvolvimento da biotecnologia e da estrutura adequada para compostagem e estabilização dos resíduos provenientes do setor fumageiro.

O post Safra 25/26 de tabaco usará 23 mil toneladas de fertilizante reciclado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026

Published

on


Foto: Banco do Brasil

O Banco do Brasil estima acolher R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural para agricultores familiares, médios e grandes produtores durante o Show Rural Coopavel, entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

As taxas oferecidas pela instituição são a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra para todas as linhas de crédito.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destaca que a preparação para a feira começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores rurais e suas cooperativas para apresentação das condições que o banco oferecerá durante os cinco dias de evento.

“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Estaremos mais uma vez reafirmando a nossa proximidade com quem produz e seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento e desenvolvimento dos agricultores familiares, dos médios e dos grandes produtores, bem como das cooperativas agropecuárias, sempre de acordo com a realidade de cada perfil”, afirma Bittencourt.

Condições do banco na feira

O banco prevê que mais de 50 municípios paranaenses contarão com as condições preparadas para o Show Rural Coopavel: 10% de desconto na contratação dos Seguros Agrícolas Área Financiada e Área Não Financiada, e 10% de desconto na contratação do Seguro Patrimônio Rural.

A instituição também promete oferecer 30% de descibti aos clientes na compra dos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro.

O post Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT