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Fruticultura de verão exige planejamento e manejo correto, aponta Emater-MG

A Emater-MG reforça orientações técnicas para produtores que atuam na fruticultura durante a safra de verão, período marcado por condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das plantas. As recomendações envolvem planejamento, manejo adequado e uso de tecnologias para garantir produtividade e qualidade dos frutos.
O verão reúne condições climáticas favoráveis, como temperaturas mais elevadas, maior luminosidade e chuvas regulares. Segundo o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, esse cenário exige atenção redobrada do produtor. “De forma geral, a produção e a colheita da safra de verão ocorrem entre outubro e abril”, explica.
Ele ressalta, no entanto, que nem todas as culturas seguem esse calendário. “Algumas frutíferas têm períodos de produção distintos”, afirma.
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De acordo com a Emater-MG, o desempenho da lavoura está diretamente ligado aos cuidados adotados ao longo de todo o ciclo produtivo. “O sucesso da fruticultura começa no planejamento e segue até a colheita”, destaca Sanábio. Segundo ele, a qualidade dos frutos depende do uso correto de tecnologias e de uma nutrição adequada das plantas.
Cuidados desde o pré-plantio
A orientação técnica aponta que os primeiros cuidados devem ocorrer antes mesmo do plantio. A escolha das mudas, a análise do solo e a preparação do maquinário são etapas consideradas essenciais.
“A recomendação é iniciar o plantio a partir de setembro, com o começo do período chuvoso”, afirma o coordenador. Em áreas com irrigação, esse processo pode ser antecipado.
O manejo fitossanitário também é destacado como ponto estratégico. “O controle de pragas e doenças deve ser feito de forma preventiva, para evitar danos maiores ao longo da safra”, afirma Sanábio. Ele reforça que ações corretivas, quando tardias, tendem a elevar custos e reduzir a produtividade.
A irrigação é vista como ferramenta importante, especialmente em períodos de déficit hídrico. Ao mesmo tempo, o especialista alerta para a drenagem do solo. “As frutíferas não toleram encharcamento por longos períodos”, acrescenta.
Produção e mercado no estado
A fruticultura de verão em Minas Gerais é diversificada e está presente em todas as regiões do estado. O uso de novas tecnologias e variedades permite escalonar a produção ao longo do ano. Dados do Sistema Safra da Emater-MG indicam que, em 2025, manga, goiaba e laranja lideraram os volumes produzidos no estado.
A banana também mantém posição de destaque, com produção ao longo de todo o ano. “Minas ocupa o segundo lugar no ranking nacional”, lembra Sanábio. Já culturas como pêssego e ameixa apresentam expansão de área plantada.
Segundo a Emater-MG, a maior parte da produção é destinada ao mercado interno. “Os preços recebidos, na média do ano, têm sido atrativos ao produtor”, afirma o coordenador. Ele acrescenta que iniciativas como o programa FrutificaMinas contribuem para fortalecer o setor por meio de capacitação e assistência técnica.
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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.
De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.
“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.
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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.
“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.
No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.
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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.
Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.
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O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.
Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.
Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.
Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.
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Preços mistos marcam negociações no Brasil com apoio dos prêmios

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos pontuais ao longo desta terça-feira, com melhores oportunidades voltadas para maio e registros isolados de negócios nos portos também para 2027. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento geral foi de preços mistos, influenciado por oscilações opostas entre a Bolsa de Chicago e o dólar, ainda que com variações limitadas.
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De acordo com o analista, os prêmios vêm ganhando força e têm favorecido oportunidades no curto prazo. As oscilações de bolsa e câmbio foram praticamente opostas, mas pequenas, enquanto os prêmios ajudaram a viabilizar algumas negociações.
Além disso, produtores com maior necessidade de escoamento e geração de caixa têm atuado de forma mais ativa no mercado. Esse movimento contribui para a redução dos spreads entre compradores e vendedores, permitindo a realização de negócios pontuais.
No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações entre as principais praças:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 109,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 112,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e atenção dos agentes ao conflito no Oriente Médio.
Ao final do pregão, prevaleceu um movimento de vendas baseado em fatores técnicos. A maior aversão ao risco no mercado financeiro e a valorização do dólar, que reduz a competitividade da soja americana, pressionaram as cotações, apesar dos ganhos registrados no petróleo.
O aumento nos preços dos fertilizantes também segue no radar do mercado. A elevação dos custos de produção pode impactar o plantio da próxima safra nos Estados Unidos, elevando a expectativa em torno do relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31.
Antes do conflito, a sinalização era de aumento na área destinada à soja e redução para o milho. Agora, o mercado também acompanha as condições climáticas, com previsões de início de temporada chuvoso, o que pode atrasar o plantio do milho e favorecer a expansão da área da oleaginosa.
Entre os subprodutos, o óleo de soja manteve trajetória positiva, sustentado pela alta do petróleo e pela expectativa de anúncios da Casa Branca relacionados à política de biocombustíveis.
Contratos futuros da soja
Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam com queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,55 por bushel. A posição julho recuou 7,50 centavos de dólar, ou 0,63%, para US$ 11,71 1/2 por bushel.
No farelo, o contrato de maio caiu US$ 4,20, ou 1,28%, para US$ 322,40 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, subiu 0,15 centavos de dólar, ou 0,22%, para 65,73 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.
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