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6 de julho de 2026

Business

Como ficaram as cotações de soja na última segunda-feira do ano?

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O mercado brasileiro de soja registrou preços fracos, variando de estáveis a mais baixos, nesta segunda-feira (29). Segundo o consultor da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por ausência de novidades e pela prática de preços majoritariamente nominais, em um ambiente praticamente sem ofertas. A atuação de compradores e vendedores segue bastante limitada neste período entre as festividades de Natal e Ano Novo.

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Confira os preços de soja da última segunda-feira do ano:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve-se em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 123,00
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): ficou estável em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta segunda-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo, enquanto o óleo apresentou valorização. O mercado foi pressionado pela expectativa de safra cheia no Brasil, sustentada por previsões climáticas favoráveis, além da ausência de fatores altistas relevantes.

Nem mesmo o anúncio de uma venda externa foi suficiente para reverter o viés negativo. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 100 mil toneladas de soja ao Egito, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 750.312 toneladas na semana encerrada em 25 de dezembro, abaixo das 929.365 toneladas registradas na semana anterior. No mesmo período do ano passado, o volume havia alcançado 1.643.692 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções totalizam 15.396.334 toneladas, contra 28.671.623 toneladas no mesmo intervalo da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

No fechamento, os contratos de soja em grão com vencimento em janeiro de 2026 registraram queda de 9,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,87%, cotados a US$ 10,49 1/2 por bushel. A posição março de 2026 fechou a US$ 10,63 1/2 por bushel, recuo de 9,00 centavos, ou 0,83%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março de 2026 encerrou a sessão com baixa de US$ 4,90, ou 1,61%, a US$ 298,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com o mesmo vencimento, avançou 0,06 centavo, ou 0,12%, para 48,78 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,5716 para venda e R$ 5,5696 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5576 e a máxima de R$ 5,5846.

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Cerca de 75% dos municípios de SP são classificados como locais de alta incidência de greening

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Foto: David Bartels/ USDA-APHIS

Municípios paulistas passam agora a serem classificados como localidades de baixa ou alta incidência de HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura em todo o mundo.

A medida passa a valer nesta segunda-feira (6) após o governo do estado ter publicado, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Portaria Defesa nº 46 de 2026, que regulamenta a Resolução SAA nº 32 de 2026, a qual institui novas medidas a serem adotadas por produtores para a prevenção e controle da praga.

A nova metodologia considera dados consolidados dos relatórios semestrais e levantamentos fitossanitários realizados pela Defesa Agropecuária. Assim, para a classificação dos municípios nas faixas de incidência, serão consideradas, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com área cultivada de citros ou, alternativamente, através de levantamento amostral.

Ainda de acordo com a publicação, a classificação será revista anualmente, no mês de maio com base nos dados do ano anterior. “A medida tem como objetivo incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico, a intensificarem junto a produtores, suas ações de controle e sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção”, destaca o chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi.

A partir da publicação, ficam classificados como municípios com baixa incidência de HLB/Greening as seguintes localidades: Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d’Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d’Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d’Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d’Oeste, Panorama, Paraguaçú Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d’Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d’Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Estado de SP greening
Foto: Divulgação

Segundo a Portaria, todos os demais municípios do Estado de São Paulo passam a ser classificados como locais com alta incidência. Assim, pela distribuição apresentada no mapa, aproximadamente três quartos dos municípios paulistas (entre 75% e 80%) já estão na faixa de alta incidência de HLB, enquanto a baixa incidência permanece concentrada em parte do oeste do estado.

Com isso, a erradicação de plantas doentes passa a ser definida de forma diferente para cada uma das áreas. Produtores que possuem árvores adultas doentes e que tenham áreas de produção em municípios com alta incidência não necessitam mais realizar a erradicação compulsória.

Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas, de até três anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as idades.

“A atualização na legislação tenta adaptar-se à dura realidade do impacto da doença no estado de São Paulo e trazer um equilíbrio para o setor citrícola em áreas de alta incidência, poupando a erradicação de pomares adultos desde que estejam sob correto manejo da doença e do inseto vetor”, detalha Paloschi.

O transporte interestadual de plantas cítricas também passa por atualização. A partir de agora, o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados passa a ser obrigatório. O objetivando é a eliminação de folhas ou ramos que podem se tornar vetores potenciais da doença.

A exceção da medida fica unicamente para a Tangerina Ponkan. Importante lembrar que as medidas valem para as plantas de citros (Citrus spp.), Fortunella spp. e Poncirus spp.

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Exportações de soja do Brasil somam 1,507 milhão de t em julho, aponta Secex

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Foto: Ivan Bueno/AnP

As exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 1,507 milhão de toneladas nos três primeiros dias úteis de julho, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No período, a receita com os embarques alcançou US$ 661,218 milhões, com média diária de US$ 220,405 milhões. O volume médio exportado foi de 502,529 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 438,60.

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Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, a receita média diária apresentou alta de 1,3%. Já o volume médio embarcado recuou 5,7%, enquanto o preço médio da tonelada registrou avanço de 7,5%.

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Audiência nos EUA: ‘Perguntas foram técnicas e específicas’, avaliam entidades do setor produtivo

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Foto: Magnific

Representantes do agronegócio brasileiro avaliaram que a audiência pública realizada nesta segunda-feira (6) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) ocorreu em um ambiente mais técnico e produtivo do que o registrado no ano passado. A percepção é de que o maior preparo das equipes dos dois países e a participação conjunta de entidades brasileiras e norte-americanas favoreceram a defesa dos produtos brasileiros diante da proposta de tarifa de 25%.

Segundo o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, as discussões deixaram de lado questionamentos genéricos e passaram a se concentrar em aspectos técnicos sobre as cadeias produtivas. “As perguntas foram mais técnicas, mais específicas. Não houve desconhecimento sobre o tema, mas interesse em compreender melhor o processo”, afirmou.

De acordo com Matos, o painel dedicado ao café reuniu representantes do Cecafé, da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e da National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos. A estratégia foi apresentar argumentos complementares em defesa da manutenção da isenção para o café verde e torrado e da inclusão do café solúvel na lista de exceções às tarifas.

Entendimento sobre o papel do café solúvel

O principal interesse dos técnicos do governo norte-americano foi entender o papel do café solúvel como insumo para a indústria de bebidas dos Estados Unidos, especialmente em produtos prontos para consumo (RTD), cafés gelados e outros derivados. Também foram discutidos os efeitos que uma eventual tarifa poderia causar sobre os custos da indústria e dos consumidores.

Segundo a Abics, a estratégia de alinhar os discursos das entidades brasileiras e da associação norte-americana do café funcionou como planejado. As três apresentações seguiram a mesma linha de argumentação e responderam de forma complementar aos questionamentos do painel.

A entidade informou que as perguntas se concentraram menos no consumo de café e mais nos impactos econômicos de uma eventual tarifa para toda a cadeia industrial norte-americana. Entre os argumentos apresentados estiveram o risco de aumento de custos para fabricantes de bebidas à base de café solúvel, xaropes e produtos prontos para consumo, além da defesa da retirada do produto da lista de bens sujeitos à tarifa.

Outros setores enfrentam pressão

Nos bastidores, representantes brasileiros também avaliaram que outros setores enfrentaram questionamentos mais duros durante a audiência. Segundo Matos, as discussões envolvendo mel e etanol tiveram tom mais crítico.

Nesse contexto, fontes avaliam que a audiência reforçou que ainda existe espaço para convencer o governo norte-americano a rever parte das medidas em discussão antes da decisão final.

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