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Ano volátil leva commodities a 2026 com foco no cenário macroeconômico, global e climático

O ano de 2025 foi marcado por elevada volatilidade nos mercados globais de commodities, influenciada por fatores macroeconômicos, geopolíticos e climáticos. A avaliação consta no relatório Mercado de Commodities: Retrospectiva 2025 e Perspectivas 2026, divulgado pela Hedgepoint Global Markets, que reúne análises sobre açúcar, cacau, café, complexo soja, milho, trigo e óleo de palma.
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Segundo o relatório, em 2026 o mercado global seguirá atento às políticas tarifárias do governo americano, com potencial para redesenhar fluxos comerciais, especialmente na relação entre Estados Unidos e China, que permanece como epicentro das tensões comerciais e geopolíticas. Em mercados emergentes, eleições podem alterar dinâmicas regionais. No Brasil, o pleito presidencial e legislativo em outubro tende a ser um dos principais vetores de volatilidade ao longo do ano.
No campo monetário, a Hedgepoint aponta que os bancos centrais buscarão equilibrar o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. Após cortes de juros em 2025, Fed e Banco Central Europeu se aproximam de uma estabilização das taxas. No Brasil, as análises indicam espaço para início de um ciclo de redução da Selic em 2026, com projeção de encerramento do ano em torno de 12%, condicionada à ancoragem das expectativas de inflação.
“Esse pano de fundo macroeconômico e geopolítico será determinante para os mercados de commodities, que também enfrentam desafios próprios ligados à oferta, demanda e clima”, afirma Thais Italiani, gerente de Inteligência de Mercado da Hedgepoint.
Complexo soja
O complexo soja em 2025 operou sob influência de fatores opostos. A América do Sul registrou safra recorde, enquanto os Estados Unidos caminharam para redução de área. A menor demanda pela soja americana durante a guerra comercial competiu com o crescimento do esmagamento e com a perspectiva de aumento da mistura de biocombustíveis nos EUA. Além disso, a trégua entre EUA e China trouxe sustentação aos preços no fim do ano.
Para 2026, o relatório aponta quatro pontos de atenção: o volume de compras de soja norte-americana pela China na temporada 25/26; os impactos do biodiesel nos EUA, cujas definições foram adiadas em 2025; a oferta sul-americana, condicionada ao clima no Brasil e na Argentina; e a decisão de área nos EUA para a safra 26/27.
Açúcar
Em 2025, o mercado de açúcar apresentou um cenário predominantemente baixista. A oferta foi abundante, com o Centro-Sul do Brasil registrando bons resultados de moagem e mix açucareiro elevado, resultando em produção robusta. No Hemisfério Norte, as perspectivas positivas de produção reforçaram o sentimento de pressão sobre os preços.
Para 2026, o relatório destaca que o clima no desenvolvimento da safra 26/27 no Brasil será determinante para a moagem e a qualidade da cana. A paridade entre etanol e açúcar e a demanda por etanol no Brasil podem alterar o mix das usinas. Além disso, a colheita 25/26 no Hemisfério Norte e a decisão da Índia sobre cotas de exportação serão cruciais para os fluxos comerciais.
Cacau
O mercado de cacau em 2025 foi marcado por forte volatilidade. A oferta global permaneceu incerta, enquanto a desaceleração da demanda contribuiu para sustentar oscilações de preços. A safra 24/25 enfrentou restrições de produção na África Ocidental, associadas a clima adverso e problemas estruturais, o que reduziu a disponibilidade e impactou a moagem.
Para 2026, apesar da perspectiva de superávit na safra 25/26, o relatório aponta que o clima na África Ocidental continuará sendo um fator crítico. Períodos sem chuva podem afetar volume e qualidade entre o fim da safra principal e o início da safra intermediária, em abril de 2026. Preços historicamente elevados tendem a limitar o processamento nas principais regiões consumidoras.
Café
Em 2025, o mercado de café passou por um ano desafiador e dinâmico, com volatilidade extrema e recordes de preços no primeiro semestre, impulsionados por menor produção no Brasil e estoques globais apertados. Tarifas impostas pelos Estados Unidos em julho adicionaram ruído ao mercado. No fim do ano, a atenção se voltou para a safra brasileira 26/27.
Para 2026, a chegada ao mercado da safra 25/26 de países da América Central, Oeste Africano, Vietnã e Colômbia tende a aumentar a oferta e permitir leve recomposição dos estoques. Ainda assim, o mercado seguirá atento ao ritmo de comercialização do Brasil e a eventuais desafios na safra 26/27, como clima, logística e custos.
Milho e trigo
Em 2025, o milho foi marcado pela maior safra da história dos Estados Unidos, resultado de aumento de área e clima favorável, com exportações acima das expectativas devido à competitividade de preços. No trigo, grandes produtores ampliaram a produção, elevando a oferta global a níveis recordes e pressionando as cotações.
Para 2026, no milho, os pontos de atenção incluem o clima na América do Sul, especialmente sob influência do La Niña, o calendário do milho safrinha no Brasil e as decisões de área nos Estados Unidos. No trigo, as incertezas recaem sobre o clima para o desenvolvimento da safra de inverno do Hemisfério Norte e a transição climática prevista para o início do ano.
Óleo de palma
Em 2025, Indonésia e Malásia registraram produções elevadas de óleo de palma, enquanto China e Índia reduziram importações, pressionando os preços e invertendo o spread em relação ao óleo de soja.
Para 2026, o relatório destaca três vetores principais: a expectativa de retomada das importações por China e Índia; a possível implementação do B50 na Indonésia, elevando o consumo doméstico; e os efeitos do clima no Sudeste Asiático, com chuvas acima da média podendo afetar a logística e a disponibilidade no início do ano.
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Várzea Grande receberá hotel padrão internacional até 2029

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu na tarde dessa quinta-feira (5), em seu gabinete, representantes do Grupo Accor – uma multinacional francesa do setor hoteleiro e dona da marca Ibis – que anunciaram oficialmente a implantação de um hotel da bandeira no Município. O empreendimento, da rede internacional, tem previsão de iniciar as operações em abril de 2029.
A escolha de Várzea Grande, conforme explicou o representante do grupo, levou em consideração o desenvolvimento econômico da região, o potencial de crescimento do Município e a localização estratégica próxima ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que gera demanda constante por hospedagem.
A prefeita destacou que a chegada de um hotel com padrão internacional fortalece o desenvolvimento econômico, o turismo e a geração de empregos no Município, fortalecendo as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas pela atual gestão.
“Várzea Grande vive um novo momento de crescimento e organização. A chegada de um hotel da rede Accor, com padrão internacional, demonstra a confiança dos investidores no nosso Município. Esse empreendimento fortalece o turismo, movimenta a economia local, gera empregos e amplia a estrutura de serviços da cidade”, afirmou Flávia Moretti.
O hotel contará com 162 apartamentos e foi dimensionado a partir de estudos de viabilidade técnica e financeira, com capacidade para atender tanto o público corporativo quanto os visitantes que utilizam o aeroporto e a estrutura regional.
AMBIENTE SEGURO E ATRATIVO – Durante a reunião, o desenvolvedor imobiliário Ricardo Nonato, destacou o papel da gestão municipal na viabilização do projeto. Segundo ele, o apoio da Prefeitura foi decisivo desde as primeiras tratativas, iniciadas ainda em 2025, para que o investimento se concretizasse.
“A cidade de Várzea Grande está recebendo o primeiro hotel da rede Accor, com padrão internacional, que vai oferecer hospedagem de qualidade e com preço justo. É um Município em pleno crescimento e estamos muito felizes em oficializar o início desse empreendimento na cidade”, afirmou Ricardo Nonato.
PLANEJAMENTO URBANO – A secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, afirma que a vinda do hotel é reflexo do diálogo antecipado com investidores, reforçando o compromisso com o planejamento urbano e o desenvolvimento ordenado do município.
“Esse diálogo antecipado com os investidores é fundamental para garantir que o empreendimento se instale de forma planejada, em conformidade com a legislação urbana e contribuindo para o desenvolvimento ordenado de Várzea Grande. Um hotel desse porte, em uma região estratégica como a Avenida da FEB, próximo ao aeroporto, fortalece o turismo, gera empregos e impulsiona a economia local”, afirmou Manoela Rondon.
As obras terão duração estimada de três anos, incluindo as etapas de pré-implantação, construção e equipagem. O empreendimento já conta com as licenças ambientais aprovadas e teve acompanhamento técnico da Prefeitura, por meio das secretarias envolvidas no processo.
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Cesta básica recua pela segunda semana e inicia fevereiro custando R$ 785

Com retração de 1,72%, a cesta básica em Cuiabá atingiu custo médio de R$ 785,99 na primeira semana de fevereiro, em comparação com a semana anterior. Esta é a segunda queda consecutiva de preço, o que contribuiu para deixar o valor atual 1,94% menor em relação ao mesmo período de 2025, quando a cesta básica custava R$ 801,56.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou as variações de preços dos produtos da cesta básica na capital. “Os produtos da cesta têm se comportado de formas diferentes, principalmente os hortifrutis. Isso mostra que o conjunto de itens não reage de maneira uniforme, já que clima, produção e mercado impactam cada item de um jeito.”
Entre os itens que mais variaram de preço, o tomate apresentou queda de 4,75%, com custo médio de R$ 7,15/kg. A redução, segundo boletim do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), pode estar relacionada ao período de chuvas que, apesar de aumentar a disponibilidade do fruto, tem comprometido sua qualidade no comércio.
Apesar de ser a segunda queda semanal, o produto segue com valor 11,88% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 6,39/kg.
No sentido oposto, a batata teve aumento de 3,59%, com preço médio de R$ 4,13/kg. Segundo o IPF-MT, diferentemente do tomate, a qualidade do tubérculo permanece estável. No entanto, o clima chuvoso tem atrasado o ritmo das colheitas, reduzindo a oferta e pressionando os preços. Na comparação com a mesma semana de 2025, o valor também está 2,20% maior.
Outro produto que apresentou redução foi o óleo de soja, com queda de 3,15%, atingindo o valor médio de R$ 8,23/900 ml. A variação em relação à semana anterior pode estar associada à atual conjuntura do mercado da soja e de seus derivados, uma vez que a demanda não tem sido suficiente para absorver o aumento da produção e dos estoques.
Com isso, o preço atual está 5,63% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Wenceslau Júnior também ressaltou a segunda retração consecutiva no preço da cesta básica. “A redução desta semana contribui para afastar o valor médio do patamar de R$ 800, favorecendo os gastos dos consumidores em boa parte dos alimentos, considerando que oito dos 13 itens apresentaram queda, incluindo a carne bovina, o leite e a banana”.
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Comércio poderá abrir em Cuiabá durante ponto facultativo no Carnaval

O Carnaval deste ano será comemorado oficialmente no dia 17 de fevereiro (terça-feira). Em Cuiabá, a Prefeitura decretou ponto facultativo entre os dias 16 e 18 de fevereiro, de segunda até a quarta-feira de Cinzas, conforme o Decreto nº 11.585/2025.
A medida vale para o serviço público municipal, mas não obriga o fechamento do comércio, reforça a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá).
No setor privado, especialmente no comércio de rua e nos shopping centers, cabe ao empregador decidir se concede folga ou mantém o funcionamento nos dias de ponto facultativo.
Como o Carnaval não é feriado nacional nem estadual, as lojas podem abrir normalmente.
O presidente da ACCuiabá, Jonas Alves, explica que não há exigência de pagamento adicional aos colaboradores nesses dias. “Por ser ponto facultativo, o lojista que optar por abrir o estabelecimento não é obrigado ao pagamento extra ao colaborador. O dia é pago normalmente, sem adicional”, afirma.
Ele ressalta, no entanto, que é comum muitos comerciantes optarem por não abrir as portas na terça-feira de Carnaval, especialmente no comércio de rua.
Serviços
Com o ponto facultativo, o expediente da Prefeitura de Cuiabá fica suspenso nas repartições públicas municipais, mas os serviços essenciais seguem funcionando. Áreas como saúde, incluindo prontos-socorros e UPAs, além da Defesa Civil, fiscalização de trânsito e coleta de lixo, atuarão em regime de escala.Já os bancos, conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não terão atendimento presencial nos dias 16 e 17 de fevereiro.
Na Quarta-feira de Cinzas (18), as agências abrem a partir das 12h, no horário local, e fecham no horário normal.As compensações bancárias, como a TED, não serão realizadas nesses dias, mas o PIX continua funcionando normalmente.
A orientação da Febraban é que os clientes usem os canais digitais, como aplicativos e sites dos bancos, para pagar contas e fazer transferências durante o período.
Shopping Centers
As lojas e quiosques dos Shoppings Centers de Cuiabá funcionarão em horário normal na segunda-feira (16.02), das 10h às 22h. Na terça (17), será 14h às 20h e, na quarta (18), das 12h às 22h. O setor de alimentação funcionará das 11h às 22h, todos os dias, e o lazer, conforme horário de cada operação.
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