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BNDES libera R$ 2 bilhões para conclusão da primeira etapa da ferrovia estadual de Mato Grosso

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Foto: Rumo Logística

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta semana a liberação de R$ 2 bilhões para a conclusão da primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT). O investimento será destinado à finalização de 162 quilômetros de trilhos entre os municípios de Rondonópolis e Dom Aquino, onde está sendo implantado um novo terminal ferroviário na região da BR-070.

O recurso será aplicado por meio da subscrição de debêntures emitidas pela Rumo S.A., concessionária responsável pela obra. A emissão, no valor total de R$ 2 bilhões, foi coordenada pelo próprio BNDES, e as obras desta fase têm previsão de conclusão no segundo semestre de 2026.

Esta etapa integra um projeto ferroviário mais amplo em execução no estado. Ao final, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso deverá alcançar cerca de 743 quilômetros de extensão, divididos em cinco fases, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, com a inclusão de um ramal destinado a Cuiabá. Durante a execução das obras, a estimativa é de geração de 114 mil empregos.

A largada para a expansão dos trilhos da primeira ferrovia estadual ocorreu no dia 7 de novembro de 2022, em Rondonópolis. O projeto conta ainda com a previsão da construção de 22 pontes, 21 viadutos, cinco passagens inferiores e dois túneis, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso anteriormente.

No dia 2 de junho de 2025 foi entregue a primeira ponte do pacote de obras. A Ponte Ferroviária sobre o Rio Vermelho possui 460 metros e 12 vãos, o que a torna a maior estrutura do tipo do modal no estado.

Conforme o projeto, o modal passará por 16 municípios, fazendo conexão com a malha ferroviária nacional e o Porto de Santos, em São Paulo.

Novo eixo logístico para o agro mato-grossense

A ferrovia é considerada estratégica para ampliar a capacidade logística de Mato Grosso, principal produtor de grãos do país. A expectativa é que o novo corredor ferroviário absorva parte relevante do transporte de soja e milho, reduzindo a dependência do modal rodoviário e integrando diferentes formas de transporte.

O terminal em implantação nas proximidades da BR-070, em Dom Aquino, terá papel central nesse processo. A estrutura vai concentrar cargas transportadas por rodovia e transferi-las para o sistema ferroviário, com capacidade para escoar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, especialmente soja e milho. A conclusão do terminal também está prevista para o segundo semestre de 2026.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto representa um avanço estrutural para a logística do estado e do país. “Essa ferrovia representa um avanço significativo para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, com redução de custos logísticos, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e alívio na sobrecarga das rodovias”, afirma.

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Segundo ele, o impacto também será ambiental. “Além disso, a ferrovia trará impactos positivos sobre a sustentabilidade ambiental, uma vez que o modal ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário”.

Na avaliação da vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, a ampliação da malha ferroviária é decisiva para o futuro do agronegócio e da economia nacional. “O investimento na expansão ferroviária com perspectiva de longo prazo é uma forte alavanca de competitividade e sustentabilidade para o agronegócio e para a economia nacional”, diz.

Ela acrescenta que “nossos trilhos têm papel essencial de conectar cadeias produtivas diversas aos mercados internacionais com eficiência, segurança e baixo carbono”.

A Rumo mantém atuação frequente no mercado de crédito brasileiro. Apenas em 2025, a companhia realizou três emissões, totalizando R$ 4,8 bilhões captados em debêntures incentivadas, destinadas ao financiamento de investimentos na Ferrovia de Mato Grosso, na Malha Paulista e em outros projetos. O apoio do BNDES integra esse montante e complementa a estrutura de funding dos investimentos.

Atualmente, a malha ferroviária brasileira soma cerca de 30 mil quilômetros. O setor passa por um processo de expansão e modernização, com mais de 12 mil quilômetros de novos trilhos autorizados ou em implantação em diferentes regiões do país. Até 2026, o Governo Federal prevê investimentos de R$ 94,2 bilhões em obras estratégicas, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Transnordestina.

Em 2024, o transporte ferroviário de cargas registrou resultados históricos. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), o volume de carga geral atingiu 150 milhões de toneladas úteis, o maior patamar dos últimos 19 anos. No total, incluindo o minério de ferro, as ferrovias movimentaram 540 milhões de toneladas úteis, crescimento de 1,83% em relação a 2023.


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Com 710kg, maior pneu da América Latina será apresentado no Show Rural Coopavel

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Foto: Divulgação

O maior pneu agrícola já produzido na América Latina será apresentado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

Produzido pela Titan Pneus, o Goodyear LSW1250/35R46 Optitrac 195D, o mais largo e mais pesado da categoria, conta com 1.210 mm de largura, 2.055 mm de altura e 710 kg.

De acordo com a empresa, o pneu foi desenvolvido para atender equipamentos aplicados em grandes áreas, como colhedoras e tratores de alta potência, acima de 350 cv, normalmente acoplados a plantadeiras com mais de 40 linhas ou subsoladores de alta profundidade, com mais de sete hastes.

“Esse foi desenvolvido para atender equipamentos utilizados em propriedades maiores, oferecendo maior eficiência operacional”, destaca o gerente regional da companhia, Alessandro Maicá.

Tradicionalmente, tratores dessa categoria saem de fábrica equipados com pneus standard e utilizam rodados duplos (dual) nos eixos dianteiro e traseiro, o que pode demandar mais tempo de montagem e desmontagem, além de dificuldades no transporte, especialmente no deslocamento por caminhão entre propriedades.

Segundo a Titan, o novo pneu possui a tecnologia Low Sidewall (LSW), pensada para melhor aderência ao solo e baixo índice de patinagem. Maicá argumenta que esse diferencial traz ganhos na velocidade de plantio e maior conforto ao operador, além de redução do consumo de combustível.

A feira

Idealizado e organizado pela Coopavel, o Show Rural Coopavel 2026 reunirá mais de 600 expositores e uma área de 720 mil m². Na edição anterior, a feira recebeu mais de 400 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 7 bilhões.

Serviço

Show Rural Coopavel 2026
Quando: de 9 a 13 de fevereiro
Endereço: Rodovia BR-277, KM 577 – Cascavel/PR

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Embrapa destaca soja de baixo carbono e papel sustentável em evento no Paraná

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Divulgação Embrapa Soja

A importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na produção de soja será um dos destaques da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante o Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A instituição irá apresentar, no evento, parte do modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, que aposta na diversificação do sistema produtivo durante a entressafra.

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A proposta envolve o cultivo de plantas de cobertura, como braquiária e crotalária, no período entre safras. Essas culturas contribuem para a formação de palhada e para a melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo, por meio do aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio. “Carbono e nitrogênio são constituintes essenciais para a formação da matéria orgânica do solo”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja.

Segundo o pesquisador, a presença de palhada protege o solo contra o impacto da chuva, reduz perdas de água por evaporação, mantém temperaturas mais estáveis, melhora a infiltração hídrica e auxilia no controle de plantas daninhas. Além disso, a biomassa aérea e o sistema radicular das plantas de cobertura aumentam o estoque de carbono no solo.

Durante a Vitrine de Tecnologias da Embrapa no Show Rural, o papel das raízes no sistema produtivo será um dos temas centrais. ”Normalmente, observamos apenas a parte aérea das plantas, mas as raízes, que são a ‘metade escondida’, exercem papel fundamental na estruturação do solo”, afirma Nogueira. Segundo ele, as raízes abrem poros, facilitam a entrada de água e ar e servem como fonte de alimento para os microrganismos, elevando a qualidade biológica do solo.

A diversificação de culturas, segundo a Embrapa, altera a forma como as raízes ocupam o solo, melhora a porosidade e aumenta a capacidade de infiltração e armazenamento de água. Parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica, contribuindo para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo.

Embora uma fração do carbono retorne naturalmente à atmosfera, sistemas bem manejados conseguem reter volumes maiores no solo, o que reduz as emissões líquidas de GEE e torna a produção de soja mais sustentável no longo prazo.

Além do manejo adequado do solo, práticas como o uso de bioinsumos, o controle integrado de pragas e doenças, a diversificação de culturas e o uso racional de insumos ajudam a diminuir a pegada de carbono da atividade agrícola. Essas estratégias sustentam iniciativas como o selo Soja Baixo Carbono, que reconhece sistemas produtivos comprometidos com a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

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USDA projeta queda de 0,7% no lucro da agropecuária dos EUA em 2026

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

O lucro líquido da agropecuária dos Estados Unidos deve somar US$ 153,4 bilhões em 2026, queda de US$ 1,2 bilhão, ou 0,7%, ante o resultado do ano passado, de acordo com a mais recente projeção do Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura do país (USDA).

Em valores ajustados pela inflação, o lucro líquido ficaria 2,6% abaixo do registrado no ano passado, uma queda de US$ 4,1 bilhões. Se confirmado, o indicador ainda ficará acima da média observada entre 2005 e 2024.

Segundo o USDA, as projeções consideram um aumento de US$ 13,8 bilhões nos pagamentos diretos do governo ante o ano anterior, somando US$ 44,3 bilhões. Além disso, as despesas totais de produção devem subir 1%, para US$ 477,7 bilhões. O maior avanço de custos é esperado em compras de gado e aves, com alta de US$ 5,9 bilhões (9,7%). Já os gastos com ração devem cair US$ 4,8 bilhões (6,8%).

Desempenho por produção

De acordo com a agência, as receitas totais da agricultura devem aumentar 1,2%, para US$ 240,8 bilhões. No milho, a alta esperada é de US$ 2 bilhões (3,3%), enquanto a receita com soja deve permanecer estável, disse o USDA. A receita com trigo deve recuar US$ 200 milhões (2,4%). Já o arroz deve registrar queda de US$ 400 milhões (12,5%).

Em contrapartida, as receitas totais da pecuária devem cair 5,8%, para US$ 273,9 bilhões, afirmou o USDA. O faturamento com bovinos deve aumentar US$ 5,2 bilhões (4,1%), enquanto o com suínos deve cair US$ 200 milhões (0,7%). A receita com frangos de corte deve crescer US$ 600 milhões (1,4%) e a com ovos deve recuar US$ 17,3 bilhões (66%). Já o setor de lácteos deve registrar queda de US$ 6,2 bilhões (12,8%).

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