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Mercado nacional de bioinsumos cresce em 2025 e atinge R$ 4,3 bi

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Foto: Divulgação Senar-GO

O mercado nacional de bioinsumos com destaque para os biofertilizantes e produtos biológicos, registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando a expansão desse segmento no agronegócio brasileiro.

Dados de entidades do setor apontam que o faturamento atingiu R$ 4,3 bilhões, acompanhado de aumento da área tratada e do número de produtos registrados no país.

O avanço reflete uma combinação de fatores que vão desde a busca por maior sustentabilidade ambiental até ganhos concretos de produtividade no campo.

Segundo o gerente de marketing e produto da Vitalforce, Guilherme de Oliveira, os produtos biológicos deixaram de ser vistos apenas como alternativas e passaram a integrar o manejo agrícola de forma estratégica. Para ele, o desempenho dos biológicos depende de uma visão integrada do sistema produtivo.

“O biológico não é apenas uma ferramenta. É preciso considerar variedade, pressão de pragas e doenças, qualidade do produto e, principalmente, o posicionamento correto no manejo”, explica.

Integração com químicos impulsionam adoção

Um dos principais receios dos produtores ainda está relacionado à velocidade de ação dos produtos biológicos. No entanto, Oliveira destaca que, quando bem utilizados, eles podem apresentar eficiência equivalente ou até superior aos defensivos químicos, inclusive no controle de pragas desafiadoras, como percevejos e cigarrinhas.

Outro fator decisivo para a expansão do mercado é a compatibilidade entre produtos biológicos e químicos. “Esse sinergismo é fundamental. Hoje, muitos biológicos são compatíveis com moléculas químicas, o que permite uma aplicação conjunta sem perda de performance”, afirma o especialista.

Ganho de produtividade no campo

Segundo Oliveira, os resultados observados a campo reforçam o potencial dos bioinsumos. Em aplicações corretas, especialmente no controle de doenças foliares, o uso de biofungicidas tem garantido a proteção do potencial produtivo, com ganhos que variam entre três e seis sacas por hectare, além de melhorias na qualidade de sementes e grãos.

Adesão cresce entre produtores

A adoção dos produtos biológicos vem crescendo de forma acelerada entre produtores de todos os portes.

Segundo Guilherme, essa expansão é impulsionada por múltiplos fatores, como a demanda por alimentos com menos resíduos, a pressão regulatória ambiental, a retirada de moléculas químicas do mercado e a perda de eficiência de alguns defensivos tradicionais.

“O produtor está vivendo uma virada de chave. O futuro do manejo passa por usar o biológico primeiro e recorrer ao químico apenas quando necessário”, resume.

Tendências para os próximos anos

Para os próximos anos, a expectativa é de aumento no uso de biológicos no controle de lagartas, mosca-branca e cigarrinha, além de doenças foliares como cercosporiose, antracnose e complexos de manchas, especialmente na cultura da soja.

A projeção do setor indica que os bioinsumos seguirão como protagonistas no futuro da agricultura brasileira, aliando produtividade, sustentabilidade e inovação tecnológica no campo.

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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.

As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.

Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:

  • São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
  • Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
  • Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
  • Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
  • Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42

Atacado

No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.

O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.

No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
  • Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

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Plantio de milho no Rio Grande do Sul. Foto: Canal Rural Mato Grosso

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.

De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.

“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.

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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.

“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.

No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.

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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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Foto: Edson Sano.

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.

Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.

O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.

Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.

Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.

Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

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