Sustentabilidade
Agtech Calice se consolida no Brasil e se prepara para continuar evoluindo na agricultura nacional – MAIS SOJA

A agricultura moderna segue marcada por decisões cada vez mais complexas, especialmente em um ambiente no qual inovações precisam demonstrar valor prático e confiável para ganhar escala. Nesse contexto, a inteligência artificial avança como uma ferramenta estratégica, ainda em fase de amadurecimento, mas com potencial crescente para transformar processos de pesquisa e desenvolvimento agrícola.
Foi para acelerar esse ciclo de inovação que a Calice ampliou sua atuação no Brasil, fortalecendo o desenvolvimento de ensaios virtuais a campo e apoiando decisões reais de P&D em ambientes produtivos complexos. Especializada em modelagem computacional de dados biológicos e agronômicos, a empresa combina inteligência artificial, ciência de dados e bioinformática para antecipar desempenho, qualidade e adaptabilidade de culturas em diferentes ambientes. Essa abordagem permite reduzir ciclos de pesquisa, aumentar a precisão das análises e apoiar programas de desenvolvimento de produtos com maior previsibilidade.
Em 2025, a Calice passou a atuar em projetos com empresas relevantes do setor, apoiando decisões concretas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
“A adoção de novas tecnologias no agro exige validação prática e dados consistentes. IA não é hype; é sobre apoiar decisões melhores e mais rápidas em ambientes complexos”, destaca Ramiro Oliveira, fundador e CEO da Calice. “Estamos observando um avanço consistente na validação desse tipo de abordagem a partir de casos reais com clientes”, complementa.
Brasil como foco estratégico
Para sustentar sua expansão no Brasil e também nos Estados Unidos, a Calice segue direcionando esforços a mercados que lideram a adoção de tecnologias agrícolas com impacto comprovado no campo.
A empresa atua por meio de duas versões de sua solução: NODES Starter, voltada a empresas que estão iniciando a adoção de abordagens avançadas de análise ambiental, e NODES Advanced, direcionada a organizações com desafios mais complexos de P&D e desenvolvimento de produtos. “O Brasil é estratégico pela escala, diversidade ambiental e alto nível técnico do setor”, reforça o CEO.
Como parte dessa estratégia, a Calice também ampliou sua equipe no país. O engenheiro agrônomo Cesar Vieira Junior atua como executivo responsável pela operação no Brasil, sendo o ponto focal junto a clientes, parceiros e ao ecossistema de inovação agrícola. “Já estamos trabalhando com empresas relevantes no mercado nacional, e nosso foco para 2026 é expandir essa presença, aprofundando o diálogo com a indústria e apoiando decisões de inovação com maior previsibilidade”, afirma o executivo.
Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a empresa continuará direcionando esforços ao Brasil e aos Estados Unidos, mercados considerados centrais para a consolidação de novas abordagens de inovação agrícola baseadas em dados, modelagem e inteligência artificial aplicada.
Sobre a Calice
Desde 2022, a Calice atua no desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial e modelagem computacional de dados para apoiar decisões de inovação agrícola. Com uma equipe interdisciplinar de cientistas, engenheiros e especialistas em tecnologia, a empresa trabalha ao lado de organizações do setor para acelerar processos de P&D e desenvolvimento de produtos com maior precisão e previsibilidade.
Fonte: Assessoria de Imprensa Calice
Sustentabilidade
Comercialização de soja envolve 71,5% da safra 25/26 e 13,9% da 26/27, aponta Safras

A comercialização da safra brasileira de soja 2025/26 avançou no último mês e já alcança 71,5% da produção estimada, segundo levantamento da Safras & Mercado com dados coletados até 3 de julho.
No relatório anterior, divulgado em 5 de junho, o percentual negociado era de 64,5%, indicando um avanço de sete pontos percentuais no período. Considerando a projeção de produção de 178,111 milhões de toneladas, os produtores brasileiros já comercializaram cerca de 127,267 milhões de toneladas de soja.
Apesar da evolução nas vendas, o ritmo de comercialização ainda permanece abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, de 76,9%. Em igual época de 2025, 69,8% da safra já havia sido negociada.
- Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Safra 2026/27
Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada também avançou em relação ao último levantamento, passando de 8,6% para 13,9% da produção projetada. O volume equivale a 24,777 milhões de toneladas, considerando uma estimativa de safra de 178,836 milhões de toneladas.
Mesmo com esse crescimento, as vendas antecipadas seguem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando alcançavam 16,4% da produção, e também da média histórica para a época, de 17,8%.
Segundo a Safras & Mercado, o avanço nas negociações reflete uma retomada do ritmo de comercialização nas últimas semanas, embora os produtores ainda adotem cautela nas vendas da próxima safra diante das incertezas em relação aos preços e ao cenário do mercado internacional.
O post Comercialização de soja envolve 71,5% da safra 25/26 e 13,9% da 26/27, aponta Safras apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Ceema/Milho: Custos em alta e preços baixos derrubam a rentabilidade do produtor – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês, após recuar para US$ 4,07/bushel no dia 24/06 (a mais baixa cotação desde o dia 12/09/2025), se recuperou um pouco no fechamento da quinta-feira (25), ao atingir a US$ 4,14/bushel, contra US$ 4,17 uma semana antes.
Por outro lado, os embarques de milho estadunidense, na semana encerrada em 18/06, atingiram a 1,45 milhão de toneladas, ficando no limite mínimo do intervalo esperado pelo mercado. Com isso, o total exportado, no atual ano comercial, chega a 67,1 milhões de toneladas, o que representa 25% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
E no Brasil, os preços do cereal permaneceram estáveis, com as principais praças gaúchas indicando R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00/saco.
Dito isso, a colheita do milho safrinha, no Mato Grosso, atingia a 20,9% da área total no início desta semana de junho, sobre uma área total semeada de 7,39 milhões de hectares. A produtividade média está estimada em 120,3 sacos/hectare, esperando-se uma colheita total em 53,4 milhões de toneladas (cf. Imea). Já a colheita da safrinha 2026 de milho, no Centro-Sul brasileiro, atingia a 16% da área cultivada no dia 18/06 (cf. AgRural).
Enquanto isso, levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Senar MT, por meio do Imea, apontou que o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare em maio deste ano, uma alta de 14,46% em relação ao consolidado da safra 25/26. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, aumento de 15,03% na comparação anual.
Para cobrir o COE, considerando a produtividade projetada de 120,28 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 45,96 por saca. Já em relação ao Custo Total (CT) naquele estado, este está estimado em R$ 7.418,49 por hectare, representando um aumento de 10,3% frente à temporada anterior.
Ainda no Mato Grosso, enquanto a produção cresceu nos últimos seis anos, os preços caminharam em sentido contrário. Em 2020, a média anual do saco foi de R$ 43,24. Em 2021, impulsionada por problemas climáticos, oferta restrita e forte demanda internacional, a cotação atingiu média de R$ 71,14, chegando a superar R$ 78,00 em alguns meses. A partir de 2022, porém, iniciou-se um movimento de acomodação do mercado. Em 2023, a média anual caiu para R$ 43,34 e, em 2024, ficou em R$ 41,33 por saca.
Em 2026, considerando os valores registrados entre janeiro e junho, a média está em R$ 45,31. Ou seja, o produtor mato-grossense enfrentou uma forte oscilação de preços ao longo desse período, saindo da casa dos R$ 30,00, chegando a R$ 70,00, com picos próximos de R$ 80,00 e hoje trabalhando ao redor dos R$ 40,00/saco. E a situação só não é pior porque a demanda local aumentou neste período graças a implementação de indústrias de etanol de milho.
Em 2026 espera-se que as mesmas processem cerca de 16 milhões de toneladas de milho, algo superior a 30% da produção estadual. Mas, se por um lado os preços recuaram, por outro lado os custos para produzir cresceram de forma consistente. Segundo, ainda, o Imea, o Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne desembolsos diretos da atividade, passou de R$ 3.381,94 por hectare na safra 2021/22 para R$ 4.806,17 na safra 2025/26, com um aumento superior a 42%. Já o Custo Total (CT), que considera também o custo de
oportunidade do capital investido, avançou de R$ 4.395,84 para R$ 6.725,91 por hectare no mesmo período, alta de aproximadamente 53%. Os fertilizantes e corretivos seguem sendo o principal componente do custo de produção.
Na safra 2021/22, representavam 34,5% do COE. Em 2025/26, responderam por 29,6% dos custos operacionais e permanecem como o item de maior peso para o produtor. O aumento dos custos vem reduzindo significativamente a rentabilidade do produtor. Dados do Imea mostram que o LAJIDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) saiu de R$ 2.278,34 por hectare na safra 2021/22 para apenas R$ 683,18 na safra 2025/26. Para a safra 2026/27, a projeção é de apenas R$ 70,96 por hectare.
Na prática, isso significa que o ganho financeiro do produtor está cada vez menor, mesmo diante do aumento da produtividade. Ora, para que a produção de milho seja viável e permita ao produtor financiar a próxima safra, o preço deveria estar entre R$ 50,00 e R$ 55,00 por saco. Hoje o produtor local recebe entre R$ 38,00 e R$ 44,00, ou seja, muito abaixo da necessidade do setor.
Dito isso, em números revisados, analista privado espera uma colheita final no Brasil de 139,9 milhões de toneladas de milho, enquanto a safrinha chegaria a 99 milhões de toneladas (cf. Safras & Mercado), o que distoa de outras previsões mais otimistas.
Enfim, a pressão de safras crescentes trazem problemas de logística. Além dos transportes, embora o Mato Grosso possua a maior capacidade instalada de armazegem do país, com cerca de 57,9 milhões de toneladas, a mesma cobre apenas 52% da produção total de grãos do estado, segundo a Conab, e 56% se considerada apenas as culturas de soja e milho, gerando um déficit estimado em 45,3 milhões de toneladas.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Sustentabilidade
Época de semeadura de arroz visando altas produtividades – MAIS SOJA

O potencial de produtividade (PP) na cultura de arroz é a produtividade que pode atingir uma cultivar que cresce sem limitações nem estresses bióticos (planta daninha, inseto e doença) ou abióticos (exemplo: água e nutrientes), em outras palavras, é um cenário ideal onde a taxa de crescimento da cultura é determinada pela radiação solar, temperatura, dióxido de carbono atmosférico (CO2) e as características genéticas da cultivar (Evans, 1993; Van Ittersum & Rabbinge, 1997).
Na cultura de arroz, a obtenção de altos rendimentos depende da alta disponibilidade de radiação solar, especialmente durante as fases reprodutivas e de enchimento de grão (R0 até R7 na escala fenológica de Counce). No Rio Grande do Sul (RS), o período de semeadura recomendado começa em 1° de setembro, no entanto é necessário avaliar a possibilidade da semeadura de setembro em cada região arrozeira no estado, já que existe uma grande diversidade entre as regiões produtoras em relação aos riscos de geadas, enchentes e perda do número de plantas devido à baixa temperatura do solo.
Uma análise detalhada sobre o potencial de produtividade no RS para a cultivar IRGA 424 RI segundo a época de semeadura foi realizado pela Equipe FieldCrops, os resultados indicam que existe uma redução de 30kg ha-1 dia-1 no período de 1 de setembro até 13 de novembro, 80kg ha-1 dia-1 do 14 de novembro até 21 de dezembro, após essa data a perda por atraso na época de semeadura aumenta para 290 kg ha-1 dia-1 (Figura 1).
Figura 1. Potencial produtivo do arroz irrigado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em função da data de semeadura. A linha preta contínua representa o potencial produtivo médio estimado pelo modelo SimulArroz para a cultivar IRGA 424 RI em todo o estado do Rio Grande do Sul, no período de 1980 a 2013. As linhas verticais vermelhas indicam os dias 13 de novembro e 21 de dezembro, momentos em que aumenta a taxa de perda de produtividade associada ao atraso da semeadura. Os pontos brancos representam dados de produtividade de 60 lavouras avaliadas nas safras 2013/2014 a 2017/2018.
Apesar o maior potencial produtivo se apresenta no início da janela de semeadura, existe uma maior variabilidade ao longo dos anos nas semeaduras mais no cedo isso pela possível ocorrência de geadas tardias durante o mês de setembro. Durante os meses de outubro e novembro, a variabilidade no potencial de produtividade é de 10% na média, o que reduz o risco de perdas ou estresses que possam afetar a produtividade da cultura.
Referências:
COUNCE, P. A.; KEISLING, T. C.; MITCHELL, A. J. A Uniform, Objective, and Adaptive System for Expressing Rice Development. Crop Science, v. 40, n. 2, p. 436–443, mar. 2000. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2135/cropsci2000.402436x >, acesso: 06/05/2026.
EVANS, L. T. Crop Evolution, Adaptation, and Yield. Cambridge University Press, Cambridge, UK. 1993
MEUS, L. D. et al. Ecofisiologia do arroz visando altas produtividades. ed. 1, Santa Maria, 2021. 312p
VAN ITTERSUM, M. K.; RABBINGE, R. Concepts in production ecology for analysis and quantification of agricultural input-output combinations. Field Crops Research, v. 52, n. 3, p. 197–208, jun. 1997. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429097000373 >, acesso: 04/05/26.

Sustentabilidade22 horas agoCom área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade10 horas agoAlgodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA
Business23 horas agoAcordos ampliam acesso da agricultura familiar a crédito e serviços públicos
Business20 horas agoBNDES formaliza apoio de R$ 24,4 milhões à agricultura familiar no RS
Featured22 horas agoPrefeito defende lotes maiores para garantir moradia de qualidade para a população cuiabana
Agro Mato Grosso19 horas agoTCE quer abertura de mesa técnica para destravar regularização ambiental
Sustentabilidade23 horas agoColheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA
Featured21 horas agoSuspeito de estelionato é preso carregando mala com R$ 8 mil em Cuiabá
















