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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso tem maior procura de recuperação judicial no agro no 3º trimestre deste ano

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Mato Grosso apresentou o maior número de pedidos de recuperação judicial no agro no terceiro trimestre neste ano, de acordo com dados da Serasa Experian divulgados nessa segunda-feira (15).

No estado, foram contabilizados 112 pedidos neste trimestre, liderando o ranking nacional (confira gráfico mais abaixo).

Em âmbito nacional, este foi o período com a maior quantidade de pedidos desde 2021. Ao todo, foram 628 requisições, o que representa uma alta de 147% quando comparado com o mesmo período do ano passado, com 254 pedidos registrados.

O professor da pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV) e um dos maiores especialistas na dinâmica do crédito rural, Luiz Cláudio Caffagni, explicou que são uma série de fatores que contribuíram para esse aumento da recuperação judicial no agro.

“O produtor mato-grossense alavanca quando o preço da soja está bom. O que aconteceu? A soja despencou e teve um problema de fluxo de caixa, e gerou endividamento alto com juro alto. Isso é tipo queda de avião, muita coisa ao mesmo tempo. Teve problema climático, tem problema de queda de preço, insumos altos, mas caíram”, afirmou.

O que chama atenção, segundo o professor, é priorizar cada vez mais a gestão de risco. “A maioria não segue isso, é uma minoria, mas que o mercado sente”, disse.

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Além disso, Goiás e Paraná também tiveram destaque na busca pelo recurso financeiro.

A Serasa explicou ainda, na pesquisa, que esse avanço dos pedidos de recuperação judicial mostra um ambiente mais desafiador sobre a capacidade dos produtores rurais e das empresas do setor em manter o fluxo de caixa e os pagamentos em dia.

“Em especial para aqueles que já estão há alguns anos rolando dívidas sem fazer os ajustes necessários para diminuir custos, rever patrimônio e encerrar expansões mal planejadas”, disse a Serasa.

Na pesquisa, uma das orientações aos credores é reforçar a importância na análise de crédito com base em dados. Ou seja, quanto mais precisão e profundidade na avaliação dos riscos, maior a capacidade do mercado de antecipar dificuldades, ajustar limites e evitar que situações de estresse financeiro evoluam, segundo a Serasa.

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Agro Mato Grosso

Quando o calor volta? Saiba até quando deve durar a frente fria em MT

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Após um fim de semana de frio intenso, com temperaturas entre 11°C e 12°C em alguns municípios de Mato Grosso, o tempo deve voltar a ficar firme em grande parte do estado ao longo desta semana, segundo previsão da Agência Climatempo.

A massa de ar polar responsável pela queda nas temperaturas começa a perder força já nesta terça-feira (12) na metade leste do estado. A partir de quarta-feira (13), o frio também diminui na metade oeste e em outras regiões, incluindo Cuiabá.

Durante o fim de semana, cidades das regiões oeste, sudoeste e sul registraram chuva, céu encoberto e queda acentuada nas temperaturas. Já em outras áreas do estado, o tempo seco e o calor continuaram predominando.

Em Cuiabá, a segunda-feira (11) ainda será de temperaturas mais amenas, com máxima prevista de 23°C. Apesar do céu nublado, a previsão é apenas de garoa, sem risco de temporais.

Na terça-feira (12) e na quarta-feira (13), os termômetros voltam a subir gradualmente na capital, com máximas previstas de 26°C e 29°C, respectivamente. Não há previsão de chuva para os dois dias.

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Já na quinta-feira (14), o calor típico cuiabano deve voltar a aparecer, com máxima prevista de 33°C. Mesmo assim, o aumento das temperaturas não deve ocorrer de forma intensa por causa da possibilidade de pancadas isoladas de chuva, com volume estimado em até 0,3 milímetro.

Aviso de onda de frio — Foto: Arte/g1

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Agro Mato Grosso

Menino de 8 anos morre após cair em fita transportadora de soja em fazenda de MT

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Um menino de 8 anos morreu após cair em uma fita transportadora de soja, em uma fazenda no município de Ribeirãozinho, a 540 km de Cuiabá, no último sábado (9). A vítima foi identificada como Augusto Daniel Gomes dos Santos.

Segundo a Polícia Militar, o tio da criança procurou a unidade policial e relatou que trabalha como operador no secador de soja da fazenda. Ele informou que o sobrinho havia saído para brincar pelo local.

Próximo ao horário do almoço, os familiares perceberam a ausência do menino e começaram a chamá-lo e procurá-lo, mas sem sucesso.

Conforme relatos de familiares e trabalhadores da fazenda, a suspeita é de que a criança tenha pulado sobre sacos de soja para brincar e acabou caindo no carrinho da fita transportadora, sofrendo o acidente.

Quando a polícia foi informada sobre o caso, a vítima já havia sido retirada do local e encaminhada ao Hospital Municipal. Nas redes sociais, a mãe da criança fez uma publicação onde confirma a morte do filho.

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Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Agro MT