Sustentabilidade
Soja/RS: Semeadura foi dificultada devido restrição hídrica no solo, área plantada totaliza 76% da projetada – MAIS SOJA

A semeadura da soja foi dificultada até 07/12 em função da acentuada restrição hídrica no solo. O predomínio de temperaturas elevadas, a baixa umidade e a irregularidade das precipitações abreviaram os trabalhos de campo e prejudicaram o estabelecimento das áreas implantadas mais tardiamente, especialmente aquelas conduzidas em condições de solo seco. A semeadura avançou somente em áreas beneficiadas por precipitações esparsas de 30/11, e onde parte dos produtores realizaram a operação em condições de solo seco, antecipando as projeções de chuvas para 08 e 09/12. A área plantada totaliza 76% da projetada.
As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Nas áreas semeadas até 15/11, o estande está satisfatório, assim como o desenvolvimento, que ainda não expressam estresse hídrico severo devido ao baixo índice foliar, típico da fase inicial. Entretanto, nas lavouras implantadas posteriormente, a emergência está desuniforme, com sementes em diferentes estágios fisiológicos no mesmo talhão, situação que tende a aumentar a variabilidade intralavoura.
No período, os produtores que dispõem de irrigação suplementar acionaram os sistemas, reduzindo riscos de perdas iniciais.
Não há, até o momento, registros de pragas ou doenças em níveis que demandem intervenção, embora a presença de esporos de ferrugem-asiática já tenha sido detectada em pontos no Noroeste do Estado, exigindo manutenção do monitoramento. Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura avançou de forma muito limitada devido à baixa umidade do solo em praticamente todos os municípios. Em Manoel Viana, cerca de 45.000 hectares já estão implantados, mas parte das lavouras demonstra queda de vigor inicial, sobretudo em áreas arenosas com pouca cobertura vegetal, onde a temperatura do solo atinge níveis elevados. Restam aproximadamente 13.000 hectares prontos com dessecação concluída para a semeadura, a ser realizada após a ocorrência de chuvas. Na Campanha, alguns produtores optaram por semear no seco, mas o desenvolvimento está lento e desuniforme. Registra-se também baixa eficiência de herbicidas pré-emergentes em Hulha Negra devido à ausência de chuva no período posterior à aplicação.
Na de Caxias do Sul, a ausência de precipitações por aproximadamente 20 dias deixou o solo com umidade insuficiente para a adequada operação das semeadoras, levando muitos produtores a adiar o início dos trabalhos até a recomposição hídrica. Ainda assim, a semeadura avançou minimamente e alcançou cerca de 80% da área prevista.
Na de Frederico Westphalen, a área semeada continuou em 90% por falta de umidade. Há talhões com falhas de estande em função do déficit hídrico, mas, de modo geral, as áreas estabelecidas apresentam população adequada de plantas.
Na de Ijuí, o índice de semeadura está em 83%, pois os trabalhos ficaram suspensos. Há grande variação de estande. As lavouras implantadas mais precocemente apresentam densidade satisfatória, sem mortalidade de plantas, mas manifestando estresse térmico nos horários de maior insolação. Nas áreas semeadas após 15/11, as quais representam cerca de um terço da superfície já implantada, observa-se emergência marcadamente desuniforme, com sementes distribuídas em distintos estágios fisiológicos (embebição, germinação, emergência e ainda intactas), evidenciando elevada variabilidade no estabelecimento inicial.
Na de Passo Fundo, a área implantada permanece em 80%, e as lavouras estão nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo inicial. Nas áreas já implantadas, as condições térmicas e de radiação foram favoráveis, e não se observaram anomalias relevantes no estabelecimento inicial.
Na de Pelotas, a semeadura está praticamente paralisada (72% implantados). As chuvas registradas em poucos pontos foram de baixa magnitude e insuficientes para retomar o plantio. As lavouras apresentaram desenvolvimento limitado e murchamento pontual nos momentos de forte radiação. Porém, há boa capacidade de recuperação após a ocorrência de chuvas.
Na de Santa Maria, a semeadura continuou interrompida pela sequência de dias secos. As lavouras mais recentes mostram sensibilidade à falta de água. O progresso do plantio está inferior ao padrão histórico da região, que normalmente atingiria cerca de 85% nesta mesma época.
Na de Santa Rosa, 73% da área está semeada. Os plantios precoces próximos ao Rio Uruguai iniciaram o florescimento, mas representam menos de 1% da área. Após as chuvas de 30/11, em Cerro Largo e municípios próximos, parte dos produtores retomou temporariamente a semeadura. Contudo, a progressiva perda de umidade do solo interrompeu novamente as operações em ampla área, a partir de 04/12. As lavouras apresentam bom estande, embora se observe preocupação com as altas temperaturas e o risco de distúrbios metabólicos em plantas jovens. Nas áreas semeadas sob solo seco, há desuniformidade visível nos sulcos.
Na de Soledade, a área semeada continua em 88%. Há atrasos no Baixo Vale do Rio Pardo. Pequena parcela de produtores do município decidiu avançar mesmo com solo seco; os demais aguardam a ocorrência de chuvas. As lavouras implantadas exibem germinação, emergência e estande adequados, e o quadro geral é de normalidade no desenvolvimento vegetativo inicial, sem sinais de estresse hídrico relevante. O período recomendado pelo ZARC para semeadura na região se estende até o final de janeiro.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,24%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 126,82 para R$ 126,52.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1897 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1897
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Cuidados com a dessecação pré-colheita da soja – MAIS SOJA

A dessecação pré-colheita da soja é uma estratégia de manejo que permite aumentar a uniformidade das plantas para a colheita, antecipá-la e controlar espécies daninhas no final do ciclo da soja. Em termos gerais, a realização adequada da dessecação pré-colheita da soja pode antecipar em até quatro dias a colheita, sem prejuízos à produção (França-Neto et al., 2016). No entanto, para que danos são sejam observados em função da realização dessa prática, alguns cuidados necessitam ser adotados.
Principais cuidados com a dessecação pré-colheita da soja
Caso seja realizada de forma inadequada, a dessecação pré-colheita da soja pode resultar em perdas de produtividade superiores a 30% (Lamego et al., 2013; Adegas et al., 2018). Para reduzir essas perdas e usufruir dos benefícios dessa prática, alguns cuidados necessitam ser adotados, como:
Uso de produtos registrados
Os herbicida utilizados para a dessecação pré-colheita da soja necessitam estar registrados no MAPA para tal prática na cultura da soja. Além disso, deve-se seguir as orientações do fabricante quanto a dose do herbicida e intervalo entre pulverização e colheita. Os herbicidas mais utilizados para a dessecação pré-colheita da soja o Glufosinato de Amônio e o Diquat.
Sem dúvidas um dos maiores cuidados relacionados a dessecação pré-colheita da soja é o ponto de pulverização. Para evitar as perdas de produtividade em função da época da dessecação pré-colheita, recomenda-se que a dessecação seja realizada no subperíodo R7.3, período conhecido como maturidade fisiológica, em que há acima de 75% das folhas e vagens amarelas.
Visualmente, em R7.3 os legumes de soja aparentam colocação amarela uniforme. Deve-se levar em consideração a porcentagem de legumes amarelos para definir esse estádio, que no caso, é de 75% ou mais.
Figura 1. Estádio ideal para a dessecação em pré-colheita da soja (R7.3).
As condições ambientais para pulverização devem ser levadas em consideração ao realizar a dessecação pré-colheita da soja, especialmente ao utilizar o herbicida glufosinato de amônio. Esse herbicida é considerado fotodependente (necessita de luz para funcionar). Neste contexto, é importante a observação de alguns aspectos relacionados a sua utilização, destacando-se que as aplicações devem ser realizadas de preferência em horários durante o dia que poderão possibilitar maior exposição à luz solar após a pulverização (Braz et al., 2025).
Intervalo entre pulverização e colheita
Ainda que possa variar em função do herbicida utilizado e dose aplicada, de modo geral, orienta-se respeitar o intervalo de pelo menos 10 dias após a dessecação pré-colheita da soja para realizar a colheita da cultura. Dependendo do herbicida, esse intervalo pode variar de 7 a 10 dias. Respeitar esse intervalo é crucial para evitar a contaminação por resíduos de agrotóxicos na soja colhida.
Vale destacar que se deve sempre seguir as orientações presentes na bula do herbicida quando a dose, uso de adjuvantes, volume de calda e período de carência. Mesmo se tratando da dessecação pré-colheita da soja, doses abaixo do recomendado, podem resultarem má eficácia no manejo.
Veja mais: Formulação de glufosinate interfere na eficiência da dessecação pré-colheita da soja?

Referências:
ADEGAS, F. S. et al. EFEITOS DA ÉPOCA DE DESSECAÇÃO DE PRÉ-COLHEITA NA PRODUTIVIDADE DA SOJA. VIII Congresso Brasileiro de Soja, 2018. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1093898/1/Efeitosdaepocap.903905.pdf >, acesso em: 04/02/2026.
BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 04/02/2026.
FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 04/02/2026.
LAMEGO, F. P. et al. DESSECAÇÃO PRÉ-COLHEITA E EFEITOS SOBRE A PRODUTIVIDADE E QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 31, n. 4, p. 929-938, 2013. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/pd/v31n4/19.pdf >, acesso em: 04/02/2026.

Sustentabilidade
Com Chicago e dólar em queda, mercado brasileiro de soja segue esvaziado – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve seguir esvaziado nesta quarta-feira, com os dois principais formadores de preços operando em queda. A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem perdas moderadas, em meio à ampla oferta global. Já o dólar abriu com fraqueza frente ao real, voltando a se aproximar de R$ 5,20. Neste cenário, a comercialização fica em segundo plano.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja teve pouco reporte de negócios ao longo do dia, com saída de alguns lotes no porto a preços melhores, registrados nas máximas das cotações. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, de maneira geral as cotações ficaram mistas, com poucas oscilações.
Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou movimentos de alta, acompanhando os ganhos expressivos do óleo de soja, mas encerrou a sessão sem altas relevantes. “O dólar recuou na maior parte do tempo, e os prêmios apenas ajustaram esse cenário”, observa o analista, acrescentando que isso limitou movimentos mais amplos no mercado.
Silveira destaca ainda que o produtor mantém o foco na colheita e segue sem interesse em comercializar nos níveis atuais.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 123,00 para R$ 124,00. Em Rondonópolis (MT), as cotações permaneceram em R$ 106,00, enquanto em Dourados (MS) recuaram de R$ 108,00 para R$ 107,00. Já em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços seguiram em R$ 126,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa 0,30% na posição março/26, cotada a US$ 10,62 1/2 por bushel.
- O mercado retomou sua recente rotina de perdas, com a ampla disponibilidade do produto novamente no foco dos investidores. A oleaginosa acumulou perdas em três das últimas quatro sessões.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra baixa de 0,33%, a R$ 5,2301. O Dollar Index registra alta de 0,10% a 97,539 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- A maioria das bolsas da Ásia encerra em alta. China, +0,85%. Japão, -0,78%.
- As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +1,61%. Frankfurt, +0,05%. Londres, +1,38%.
- O petróleo opera em alta. Março do WTI em NY: US$ 63,39 o barril (+0,28%).
AGENDA
Quarta-feira (4/02)
- EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.
Quinta-feira (5/02)
- A petrolífera britânica Shell publica seus resultados trimestrais.
- Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.
- Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.
- Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
- Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
- Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
- O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.
- Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (6/02)
- Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.
- Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.
- A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.
- EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
- Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Agência Safras
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