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17 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Amaggi inclui “Panetone do Bem” na tradição natalina e amplia sustentação de projeto social

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A parceria da Amaggi com a Seara de Luz promove sustentação econômica às ações da instituição junto a comunidades carentes

Cuiabá, 11 de Dezembro de 2025– A sede do Grupo Amaggi, uma das gigantes do agronegócio brasileiro, em Cuiabá (MT), foi palco de uma celebração especial que une tradição corporativa e responsabilidade social. A empresa, presidida por Blairo Maggi, recebeu a juíza e trabalhadora voluntária Maria Rosi Borba, da Seara de Luz Obras Sociais, para formalizar e expandir a parceria junto ao projeto “Panetone do Bem”.

Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo Amaggi incluiu o “Panetone do Bem” em suas cestas natalinas, distribuídas a todos os colaboradores da Matriz. A iniciativa transforma a tradição de fim de ano em um ato de suporte à instituição beneficente que atende crianças, idosos e famílias carentes na capital mato-grossense.

“Oxigênio da Seara de Luz” Bate Meta de Vendas

Maria Rosi Borba, acompanhada por idosos acolhidos pela instituição, como Rivaldo Alves Bezerra, Miguel do Nascimento, Bartolomeu Ferreira Reis e Isidoro Dias de Moura, destacou a importância vital do projeto.

“O projeto Panetone do Bem é o oxigênio da Seara de Luz, é com esse recurso que conseguimos manter uma boa parte da estrutura financeira necessária para dar suporte às ações,” afirmou Rosi Borba, visivelmente emocionada ao anunciar um feito inédito: a instituição ultrapassou a meta de venda de 35 mil panetones, atingindo a marca de 38.500 unidades.

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Ele ainda ressaltou que “é muito importante ter a Amaggi nesse trabalho da Seara de Luz, não só pelos recursos financeiros, mas por essa visibilidade que dá ao projeto. Estar aqui é uma conquista, que mostra a seriedade do trabalho e da confiança.”

Alcance Social e Acolhimento

Com mais de 25 anos de atuação, a Seara de Luz Obras Sociais mantém uma estrutura robusta no bairro Liberdade, em Cuiabá. Atualmente, a instituição: acolhe permanentemente 10 idosos na Vila de Luz (com meta de atingir 40), mantém uma creche para 80 crianças, oferece cursos profissionalizantes e assiste 700 famílias cadastradas com cestas básicas mensais.

O presidente do Conselho da Amaggi, Blairo Maggi parabenizou a instituição, pelo trabalho que vem realizado junto à comunidade carente. “Parabéns pelo trabalho que a instituição vem fazendo, e a presença e depoimento dos idosos assistidos, demostra a seriedade com que esse trabalho é feito”, disse Maggi.

Um Presente com Propósito

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A funcionária e voluntária Isabel Cristina Guarim, que atua na Seara de Luz há 25 anos, reforçou que o Panetone do Bem é o que sustenta grande parte do custeio da instituição, incluindo o pagamento de salários dos colaboradores sociais e a compra de alimentos.

A iniciativa foi concebida internamente para dar um significado maior ao presente de final de ano dos funcionários. Marcelo Fraga, gerente do jurídico da Amaggi, explicou a origem da ideia: “Tivemos a ideia de unir uma tradição de natal, que é a entrega de uma cesta, com o apoio ao projeto, incluindo nessa cesta natalina o Panetone do Bem.”

Michelly Stefano, Supervisora Qualidade Vida e Inclusão da Amaggi, resumiu o sentimento interno: “Entendemos que é um presente com propósito, um objetivo ainda maior. Que é cuidar de pessoas. Através do Panetone do Bem, temos a oportunidade de atingir também pessoas da comunidade.”

Impacto Transformador na Vida dos Acolhidos

O acolhimento da Seara de Luz foi ilustrado pelo emocionante depoimento de Rivaldo Alves Bezerra: “Minha vida não era fácil, não era feliz. Hoje eu tenho de tudo que é bom: eu trabalho, cuido das plantas, da horta, tem massagista, ginástica, passeio no shopping. Em Cuiabá não tinha um lugar como esse.”

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Seu Isidoro Dias de Moura, de 92 anos, completou, mostrando a qualidade de vida no local: “Eu sou muito feliz na Seara de Luz, tem de tudo de bom, tem ar condicionado, comida a gente come o que quer e não é qualquer comida. Eu não quero sair de lá, só no fim da vida.”

A parceria entre o Grupo Amaggi e a Seara de Luz serve de exemplo de como grandes empresas podem, por meio de ações concretas e recorrentes, se tornar pilares de sustentação para projetos que transformam a realidade de comunidades carentes.

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Dono de avião é identificado entre os 3 mortos durante queda em MT

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Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado entre os três mortos na queda de um avião na zona rural de Água Boa, a 730 km de Cuiabá, no dia 10 de setembro, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Ele é apontado como o dono da aeronave.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a aeronave tinha como destino a Venezuela e pode ter sido usada no tráfico internacional de drogas. As outras duas vítimas ainda não foram identificadas. Segundo a perícia, elas eram de nacionalidade paraguaia.

Vanderlei era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A família do empresário entrou em contato com a Politec e já solicitou autorização para a liberação e cremação dos restos mortais.

Vanderlei Sattler, de 65 anos, era uma das vítimas do acidente aéreo em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução

Vanderlei Sattler, de 65 anos, era uma das vítimas do acidente aéreo em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução

A Polícia Civil também investiga a origem e o destino do voo, além das circunstâncias da queda e de um possível envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

Segundo a Polícia Civil, o avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos pontos investigados é justamente a compra da aeronave. Levantamentos apontam que o avião teria sido adquirido por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme a investigação, não seria compatível com a negociação.

O pagamento teria ocorrido parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor. A polícia identificou que esse veículo já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

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Além disso, um dos ocupantes do avião tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional, conforme a investigação. Os nomes investigados não foram divulgados pela Polícia Civil para não prejudicar a apuração.

A investigação aponta ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem documentação válida, autorização ou plano de voo aprovado. Essas circunstâncias são consideradas pela polícia como indícios que reforçam a hipótese de que se tratava de uma operação clandestina.

A análise do itinerário indica que o avião poderia seguir para um país vizinho, com possível destino à Venezuela. Segundo a Polícia Civil, familiares dos passageiros também relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que viajaria para o país.

Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução

Queda e incêndio

O avião pegou fogo após cair em uma região isolada de Água Boa e foi destruído pelas chamas. Os três ocupantes foram identificados preliminarmente como um brasileiro e dois paraguaios.

A partir da reconstrução do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os investigadores chegaram aos familiares dos ocupantes, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

A Polícia Civil ressalta, porém, que a identificação definitiva depende dos exames periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Por questões de logística, os corpos foram encaminhados à Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, em Cuiabá.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente os relacionados à identificação técnica das vítimas. A polícia também continua analisando a compra da aeronave, a forma de pagamento, o itinerário e as circunstâncias do voo para esclarecer se o avião estava relacionado ao tráfico internacional de drogas.

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Margem apertada e custos em alta devem marcar a safra 26/27 em MT

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Aprosoja MT reforça necessidade de crédito acessível, renegociação efetiva de dívidas, além de previsibilidade tributária, para o produtor mato-grossense enfrentar o próximo ciclo

O produtor mato-grossense começa a plantar a safra de soja 2026/27 gastando mais por hectare e com a perspectiva de ganhar menos. Com a margem cada vez mais estreita, o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas ganham ainda mais peso entre as prioridades da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) para a temporada.

O Custo Total (CT) da cultura está projetado em R$ 8.171,41 por hectare, alta de 16,69%, enquanto o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) deve recuar 35,05% em relação à temporada anterior. As projeções são do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, o cenário é de preocupação. “Estamos vindo de quatro anos de margens pressionadas, juros elevados, insumos em preços históricos e commodities sem valorização equivalente”, afirma. A margem estreita deixa o produtor mais exposto. “Qualquer imprevisto, seja quebra de produtividade, queda no preço da soja ou aumento do custo financeiro, pode transformar rapidamente essa pequena margem em prejuízo”, alerta.

Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora, Clarete Brolio Rezende, antecipou a compra de insumos em função da constante oscilação dos preços. Agora, a preocupação está em outras despesas. “A média geral de custos é muito alta. Aqui na região também estamos sofrendo com o diesel, que está muito caro. Toda semana que vamos comprar é um preço novo”, relata.

Cortes no manejo – Entre os itens que mais pesam na conta estão os defensivos agrícolas, com alta próxima de 11%, e os fertilizantes e corretivos, que subiram 5,40%. Segundo Bertuol, a pressão sobre o caixa já aparece nas propriedades, com redução nas doses de fósforo e potássio e busca por alternativas de menor custo. “Não se trata necessariamente da melhor decisão técnica, mas da necessidade de adequar a lavoura ao caixa disponível. Isso cria um ciclo preocupante. A margem diminui, o produtor reduz investimentos para conseguir plantar, a produtividade fica mais vulnerável e a rentabilidade cai novamente”, explica.

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A área de soja deve permanecer praticamente estável, em 13,04 milhões de hectares. Já a produtividade média projetada é de 62,44 sacas por hectare, 5,43% abaixo do ciclo anterior, o que leva a produção estimada a 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19%.

Diante desse quadro, o diretor recomenda priorizar eficiência, rentabilidade e preservação de caixa, com uma ressalva.  “Essa redução de custos no curto prazo não pode comprometer a capacidade produtiva da agricultura mato-grossense no médio e no longo prazo”, diz.

No milho, a tendência se repete. A área deve crescer 0,59%, para 7,48 milhões de hectares, enquanto a produtividade projetada recua 8,05%, para 119,64 sacas por hectare, com produção estimada em 53,68 milhões de toneladas.

Clarete lembra que o resultado do cereal depende do calendário da soja e aponta o clima como principal ponto de atenção. “Nós temos uma renda melhor na segunda safra, mas precisamos colher bem na primeira. Então não podemos atrasar a janela de plantio”, afirma.

Crédito na ponta – Entre as prioridades da Aprosoja MT para a temporada, Bertuol destaca a recuperação da capacidade de financiamento do produtor, uma solução efetiva para o endividamento e a contenção de novos custos e de aumento da carga tributária. “Não basta anunciar bilhões de reais em um Plano Safra se esses recursos não chegam à conta. O produtor enfrenta juros elevados, maior restrição de crédito e exigências cada vez maiores de garantias. Quando não consegue renegociar uma dívida, ele permanece inadimplente, perde capacidade de crédito e acaba empurrado para operações mais caras, justamente quando sua margem não suporta juros maiores”, avalia.

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O diretor reconhece o avanço trazido pela Medida Provisória 1.376, que autoriza linhas de crédito para renegociação de dívidas rurais e cria um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos adversos, mas observa que a aplicação ainda está lenta. “Já se passaram semanas desde a publicação e ainda não vemos, na velocidade necessária, essas renegociações sendo formalizadas nos contratos das instituições financeiras. Também falta articulação do Congresso Nacional e da Frente Parlamentar da Agropecuária para aperfeiçoar esses instrumentos. Enquanto isso, o acesso ao crédito novo fica mais difícil, e isso compromete o financiamento de uma safra que já está começando”, pontua. Para ele, negociar exige condições reais de pagamento.

“Precisamos de prazos compatíveis com a capacidade de pagamento da atividade, carência adequada e taxas de juros que o produtor consiga pagar. Caso contrário, a dívida é alongada no papel, mas o produtor não se recupera economicamente”, defende.

Na área tributária, Bertuol lembra o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso e afirma que a entidade acompanha os efeitos da reforma tributária. “A agricultura não se sustenta apenas com anúncios de bilhões ou publicação de normas. O recurso e a renegociação precisam chegar ao produtor, dentro da fazenda”, conclui.

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Sorriso cai para 3º no ranking nacional de produção agrícola após criação de Boa Esperança

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Sorriso perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A cidade foi desbancada por Sapezal, também mato-grossense, e São Desidério, na Bahia. A explicação passa por uma mudança no mapa do estado de Mato Grosso, com a criação de Boa Esperança do Norte em áreas que pertenciam a Sorriso. Com isso, Sorriso teve diminuição de área plantada em 9,3%, o que impactou as lavouras de soja, algodão e feijão.

A constatação faz parte da Produção Agrícola Municipal, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Em 2024, Sorriso tinha ostentado a liderança do ranking de valor de produção, com R$ 7,2 bilhões, imediatamente à frente de São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões). No ano seguinte, a produção agrícola de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).

O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda. Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O IBGE explica que, por um lado, o novo campeão, Sapezal, viu o valor da produção agrícola crescer 46,6%, empurrado por seu principal produto agrícola, o algodão herbáceo. São Desidério presenciou o valor da produção crescer 23,7%.

De acordo com o IBGE, Boa Esperança do Norte tem uma população estimada em 5,9 mil pessoas. Já Sorriso: 124,7 mil. A cidade de Boa Esperança do Norte foi criada por lei estadual em 2000. No entanto, precisou esperar mais de 20 anos para realmente existir. No mesmo ano da lei, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso apontou a criação como institucional. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, em outubro de 2023, autorizou a criação do município. A instalação oficial aconteceu em 1º de janeiro do ano passado.

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Principal estado em valor da produção agrícola (R$ 165,6 bilhões), Mato Grosso abriga cinco dos dez municípios brasileiros com maior valor de produção.

Confira as dez cidades com maior valor da produção agrícola e o principal produto de cada:

Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões – soja

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