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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

CNI prevê alta de 1,8% do PIB em 2026; agro fica estável – MAIS SOJA

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O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,8% em 2026, segundo projeção do relatório Economia Brasileira 2025-2026, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (10). O avanço deve ocorrer, sobretudo, a partir do setor de serviços, cuja expectativa é de alta de 1,9%. A indústria tende a perder ritmo em relação a 2025, crescendo 1,1%, enquanto a agropecuária deve se manter estável. A CNI aponta os juros altos e o enfraquecimento do mercado de trabalho como os principais fatores da desaceleração da economia.

“Caso as projeções se confirmem, este seria o menor crescimento do PIB em seis anos. Não há como fugir da realidade: com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria. O impacto recai sobre a população, pois isso se reflete em menos emprego e renda. É necessário que o Banco Central não apenas inicie o ciclo de cortes na taxa Selic o quanto antes, mas que, ao final de 2026, tenhamos juros reais menores do que as projeções indicam no momento”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Juros altos e queda de demanda seguirão penalizando a indústria

A CNI projeta que a taxa básica de juros da economia, a Selic, encerrará 2026 em 12%, e que a inflação fechará o ano em 4,1%. A CNI também estima que os juros reais devem ficar em torno de 7,9%, patamar que continuará inibindo o crescimento econômico e o investimento.

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Além dos juros altos, a queda da demanda interna por bens industriais e o aumento das importações continuarão penalizando a indústria, em especial a indústria de transformação. A previsão é de alta de apenas 0,5% para 2026, pior resultado entre todos os segmentos industriais.

Construção com boas perspectivas

A construção deve ter um bom desempenho em 2026, apesar de ser impactada pelos efeitos dos juros. O novo modelo de crédito imobiliário, o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e a disponibilização de financiamentos para a reforma de moradias de famílias de baixa renda contribuirão para que o PIB do setor cresça 2,5%, estima a CNI.

A projeção para a indústria extrativa, por sua vez, é de um aumento de 1,6%, devido ao alto patamar de extração de petróleo e de minério de ferro.

Transformação digital impulsiona serviços, enquanto agro fica estável

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A exemplo do que ocorre nos últimos meses de 2025, o mercado de trabalho deve continuar desacelerando em 2026. A projeção é que a taxa de desocupação encerre o ano que vem em 5,6% e que a massa de rendimento real dos trabalhadores aumente 3,4%. Mesmo com menor impulso do mercado de trabalho, os serviços devem crescer mais que os demais setores graças a alguns fatores, como os investimentos em transformação digital, que já impactaram positivamente o PIB do setor em 2025.

O aumento das despesas federais também deve estimular a demanda, impulsionando os serviços. A CNI projeta que os gastos públicos crescerão 4,6% acima da inflação em 2026.

“A isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil e a desoneração do IR para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil vão aumentar a renda disponível para parte da população, estimulando o consumo e a atividade econômica”, avalia o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles.

A agropecuária, por outro lado, deve andar de lado, uma vez que as primeiras previsões sugerem uma safra bem menos significativa do que em 2025.

Exportações sobem, importações encolhem

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Os efeitos das tarifas norte-americanas, a possível desaceleração da economia argentina importante parceiro comercial do Brasil , uma safra de grãos mais modesta e a expectativa de menor demanda por petróleo devem diminuir o ímpeto das exportações brasileiras. A CNI projeta que as vendas externas totalizem US$ 355,5 bilhões, 1,6% a mais do que em 2025.

No caso das importações, espera-se menor demanda por insumos importados e aumento das compras de bens de consumo. Ainda assim, a expectativa é que as compras externas alcancem US$ 289,3 bilhões, 1,4% abaixo do total de 2025. Com isso, o Brasil deve fechar 2026 com um superávit comercial de US$ 66,2 bilhões, quase 17% a mais do que em 2025.

Previsão de crescimento do PIB de 2025 sobe para 2,5%, puxado pelo agro

A CNI estima que a economia brasileira fechará 2025 com um crescimento de 2,5%, uma alta discreta em relação aos 2,4% projetados pela instituição ao fim do ano passado. Ao contrário de 2024, em que a alta do PIB se deveu à indústria e ao setor de serviços, neste ano o crescimento vem a reboque do agronegócio. A safra recorde e a boa produção animal devem fazer com que o PIB do setor suba 9,6%.

Os serviços devem crescer 2%, ante a previsão inicial de 1,9%. O resultado reflete o desempenho do segmento de transportes e dos investimentos ligados à transformação digital. O PIB do setor seria ainda maior não fosse a política monetária contracionista, que prejudicou o varejo, principalmente.

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Depois de crescer 3,3% no ano passado, o PIB industrial tende a aumentar 1,8% em 2025. A desaceleração será mais sentida pelos segmentos de transformação e de construção, que são mais sensíveis aos juros elevados. Para a indústria da transformação, a CNI previa uma alta de 2% ao fim do ano passado, percentual que despencou para 0,7%.

Segundo Telles, a perda de ritmo do segmento é preocupante, uma vez que a indústria de transformação está mais exposta à concorrência internacional e é onde ocorre a chamada desindustrialização. Além dos juros, ele aponta o alto volume de importações como um fator preponderante para o resultado.

“O volume importado de bens de consumo cresceu 15,3% de janeiro a novembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado. As importações estão ocupando o pouco que cresce a demanda interna por bens industriais”, avalia.

Já a construção deve crescer 1,5%, ante a expectativa inicial de alta de 1,8%.

O desempenho da indústria geral será sustentado pela indústria extrativa, cuja expectativa de crescimento para 2025 dobrou desde o fim do ano passado, passando de 4% para 8%.

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Embora se mostre resiliente, o mercado de trabalho deu sinais mais fortes de desaceleração no 3º trimestre de 2025. No entanto, os resultados positivos da primeira metade do ano farão com que o número de pessoas ocupadas cresça 1,3% em relação a 2024, estima a CNI. Com isso, a taxa de desocupação deve fechar o ano em 5,4%. Já a massa de rendimento real do trabalho deve subir 5,6%.

Inflação no teto da meta e Selic igual na última reunião do Copom

A CNI projeta que o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 4,5%, no limite do teto da meta de inflação. Mesmo assim, a CNI acredita que o Banco Central manterá a taxa Selic em 15% na última reunião do ano. O ciclo de cortes deve começar apenas em 2026. Ao longo de 2025, os juros elevados impactaram as concessões de crédito, que devem crescer 3,6%, bem abaixo dos 10,7% de 2024.

Segundo o relatório, o crescimento real das despesas federais estimulou a atividade econômica ao longo de 2025, especialmente no 2º semestre. A expectativa é que os gastos do governo subam 3,3% em relação a 2024. Chama a atenção, no entanto, que o cumprimento da meta de resultado primário dependa do aumento da arrecadação, sem iniciativas significativas para a redução das despesas. A CNI estima um déficit primário de R$ 11 bilhões, o equivalente a 0,1% do PIB e dentro do limite inferior da meta. A dívida bruta deve subir para 78,9% do PIB.

Ampliação de parcerias comerciais mitigou impactos do tarifaço

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O crescimento expressivo das exportações da indústria de transformação para China, Reino Unido, Itália e Argentina entre agosto e novembro ajudou a neutralizar os impactos do tarifaço norte-americano sobre os produtos brasileiros. As vendas externas da agropecuária também tiveram efeitos positivos na balança comercial. Com isso, as exportações devem totalizar US$ 350 bilhões ao fim de 2025, uma alta de 3% em relação a 2024.

A diminuição dos preços internacionais, os desvios de comércio causados pela nova política comercial dos EUA, a valorização do real e o aumento da renda das famílias são fatores que contribuíram para a expansão das importações. As compras externas do Brasil devem alcançar US$ 293,4 bilhões, 7,1% a mais do que ano passado. A balança comercial deve registrar um saldo positivo de US$ 56,7 bilhões, 14% a menos que em 2024.

Fonte: Cynara Escobar – Safras News



 

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Sustentabilidade

Sipcam Nichino inova com fungicida para trigo – MAIS SOJA

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Uma das referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil abre seu ciclo de lançamentos de 2026 com a introdução do fungicida Marfin® 230 ME (tetraconazole). A expectativa da companhia é a de anunciar pelo menos seis novos produtos para seu portfólio até o final deste ano. Marfin® 230 ME conta com recomendação para a cultura do trigo. Age sobre a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e trouxe à luz, em campos experimentais, resultados robustos no controle da doença oídio (Blumeria graminis).

Especialistas da comunidade científica, informa a empresa, reconhecem o ativo tetraconazole entre as ferramentas de destaque no controle do oídio do trigo.

“Trata-se de um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, apresentado sob a forma de micro-emulsão”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado. Segundo ele, o novo fungicida também conta com indicações para as culturas de algodão, arroz, batata, café, cebola, feijão, milho, soja e tomate.

No trigo, especificamente, ressalta Freitas, Marfin® 230 ME surpreendeu especialistas em campos experimentais, em diferentes regiões do país, pelo desempenho demonstrado no controle de oídio, considerada uma das doenças mais desafiadoras da cultura.

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“Não controlado, o oídio pode resultar em expressivas perdas de produtividade, de até 60% em cultivares altamente suscetíveis e condições favoráveis”, diz Freitas. “Provoca redução da área fotossintética, enfraquece a planta de trigo e diminui acentuadamente o número de espigas e grãos”, ele acrescenta.

Resultados a campo e portfólio

De acordo com Freitas, a estação de pesquisas da consultoria G12 Agro, por exemplo, avaliou tratamentos para oídio ancorados no novo Marfin® 230 ME, em Guarapuava PR.  Nestes estudos, o fungicida da Sipcam Nichino entregou a média de 97,3% de controle, mesmo ante casos de severidade representativa da doença, de sete a 22 dias após aplicado. Já o rendimento assegurado pela solução atingiu quase 5,5 mil kg/ha ou 90 sacas de trigo. “Este dado se mostrou superior a outros 10 tratamentos”, enfatiza Freitas.

Na também paranaense Ponta Grossa, ele complementa, a estação de pesquisas da instituição 3M Experimentação Agrícola observou controle de oídio, baseado no novo Marfin 230 ME, na faixa de 92% a 99% de eficiência.

“O produto fortalece e enriquece o portfólio da companhia para a triticultura e outros cultivos”, complementa Freitas. O agrônomo lembra que a empresa já comercializa com sucesso, na triticultura, os também fungicidas Torino, em tratamento de sementes, e, para uso foliar, as marcas Domark® Excel, Fezan® Gold e Support®, igualmente empregados em sistemas de tratamento de oídio e outras doenças economicamente relevantes da cultura.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

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Fonte: Sipcam Nichino



 

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

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Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Sustentabilidade

34% dos produtores rurais sabem o que é crédito de carbono, mostra pesquisa da ABMRA – MAIS SOJA

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Um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono, segundo a 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural. Esta fatia representa 34% dos entrevistados, indicando que o tema ainda está em processo de evolução no campo. Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento, enquanto a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% desses produtores.

Entre aqueles que estão inseridos nessas iniciativas, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%. Outras práticas incluem a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis (42%) e ações de reflorestamento (34%).

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, os dados indicam espaço para avançar na comunicação sobre sustentabilidade no campo. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais que adotam iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis, indicando um cenário em que a percepção de impacto convive com desafios para avançar na implementação. Entre as dificuldades estão a falta de informação clara e apoio técnico, acesso limitado a recursos ou medo de que a adoção dessas novas práticas não traga benefícios suficientes.

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Nesse contexto, o executivo destaca o papel da comunicação na valorização das práticas já existentes. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”.

Perfil do produtor combina tradição e avanço técnico

O estudo também traça o perfil do produtor rural brasileiro. Atualmente, a faixa etária do produtor brasileiro é de 48 anos, e 61% declaram ser produtores por seguirem a tradição de família.

O nível de conhecimento técnico apresentou crescimento no período analisado, passando de 24% em 2021 para 43% em 2025. Outro dado apontado é a percepção sobre a gestão em que 98% dos produtores consideram a participação da mulher como vital ou muito importante na condução da propriedade rural.

Para Ricardo Nicodemos, esses dados ajudam a entender o momento atual do setor e o desafio das marcas criarem estratégias de comunicação alinhadas com o perfil do produtor. “Os dados evidenciam um campo heterogêneo, com diferentes níveis de formação e experiência. Para as marcas, isso torna essencial um entendimento aprofundado do perfil do produtor, já que a efetividade da comunicação no agro depende de estratégias segmentadas, alinhadas à realidade e ao contexto de cada público”.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerado o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados, abrangendo 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

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Sobre a ABMRA

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) é a única entidade voltada exclusivamente ao marketing e à comunicação do Agro. Há quase 50 anos, fortalece o marketing disseminando as boas práticas e contribuindo com todos que participam da cadeia produtiva do setor a se comunicarem melhor. Congrega todo o ecossistema da comunicação, tendo como Associados as indústrias (anunciantes), agências e veículos de mídia.

A ABMRA se posiciona como a “Casa do Marketing e da Comunicação do Agro”.

Fonte: Assessoria


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