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Taxa paga ao Irga será direcionada para socorrer produtores de arroz

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A utilização dos recursos da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (Taxa CDO) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para o financiamento, subvenção ou apoio a produtores do Rio Grande do Sul foi aprovada pela Assembleia Legislativa na terça-feira (2).

Assim, o Projeto de Lei 472/2025, enviado pelo governo do estado, altera a Lei 13.697/2011 e permite que os recursos da taxa, atualmente em cerca de R$ 38 milhões, repassada integralmente ao Irga desde 2025, possam ser utilizados para combater os desafios da cadeia orizícola, que tem convivido com estoques elevados, preços em queda e renda comprimida.

Desses quase R$ 40 milhões, o texto determina que cerca de R$ 20 milhões serão encaminhados para bonificações em vendas externas e escoamento, e aproximadamente R$ 18 milhões sejam voltados para o auxílio a produtores atingidos por eventos climáticos adversos.

A Taxa CDO, definida por saca de 50kg de arroz em casca, tendo o custo atual de R$ 0,89 por unidade, é paga pelos produtores de arroz para financiar ações de fomento, pesquisa e defesa da orizicultura do Rio Grande do Sul.

A nova legislação possibilita que alternativas relacionadas à comercialização, exportação e escoamento de excedentes de arroz contem com suporte financeiro, contribuindo para a estabilidade econômica da cadeia produtiva.

O texto também determina que o governo fica autorizado a promover ajustes no Plano Plurianual para abrir créditos adicionais necessários para execução dessas ações.

Segurança jurídica

Para o presidente do Irga, Eduardo Bonotto, a aprovação do projeto de lei por unanimidade – 48 votos – traz maior clareza e segurança jurídica para a utilização dos recursos da Taxa CDO.

“A alteração garante maior transparência e reforça o alinhamento entre as ações do governo e os interesses dos produtores, contribuindo para políticas cada vez mais eficazes para a cadeia produtiva do arroz”, enfatiza.

Segundo ele, a iniciativa também representa um importante passo no fortalecimento da orizicultura gaúcha, no apoio à economia rural e no compromisso com a continuidade das ações que garantam competitividade ao agronegócio, responsável por movimentar em média 40% do PIB do Rio Grande do Sul.

Pressão sobre os produtores

A aprovação ocorre em um cenário de forte pressão econômica sobre os produtores. Os custos de produção da safra 2024/25 chegaram a R$ 95,04 por saca de 50 kg, enquanto o preço médio de mercado registrado em novembro de 2025 foi de R$ 55,42, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Irga).

Essa defasagem impacta diretamente a renda dos produtores e reflete na estimativa de redução de 5,17% da área semeada para a safra 2025/2026.

Nesse contexto, a possibilidade de destinar recursos da Taxa CDO para ações estruturantes e emergenciais é vista pelo setor como fundamental para garantir mais equilíbrio ao mercado, apoiar os produtores e preservar a competitividade da cadeia. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

‘Pesquisa não será comprometida’

As atividades do Irga, mantidas com a arrecadação da Taxa CDO, são responsáveis pelo desenvolvimento genético de 65% do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Além disso, 50% da produção do país utilizam cultivares desenvolvidas pelo Instituto.

Em depoimento enviado à reportagem, Bonotto garantiu que os recursos destinados à pesquisa, extensão e pagamento dos colaboradores do Irga estão assegurados porque o orçamento da instituição é aprovado anualmente pelo Conselho Deliberativo, prevendo esses dispêndios.

“A intenção desse PL é para que, obviamente, dentro das condições anuais de recursos que o Irga tenha e que possam ser utilizados respeitando essas atividades essenciais da instituição, se possa dar um retorno através dessa autorização legislativa para ações de fomendo, subsídio, programas e ações no sentido de apoiar a cadeia orizícola, sempre observando que os recursos que hoje mantém o Irga são oriundos da cobrança da Taxa CDO que vem do produtor, de cada saca de 50 kg de arroz, então essa é uma forma de apoiar e fomentar a cadeia orizícola”, afirma.

Com a nova legislação, o uso desses valores passa a incluir também medidas emergenciais de apoio à iniciativas de apoio a comercialização e escoamento com o objetivo de garantir mais segurança e auxílio aos agricultores gaúchos.

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Preço do trigo cai no PR e em SC, mas sobe em SP e no RS

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Foto: Divulgação

O mercado de trigo do último mês apresentou valores diferentes conforme os estados, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O motivo decorre das estratégias dos produtores e da baixa demanda em algumas regiões. Veja abaixo o cenário de cada caso:

Paraná e Santa Catarina

Nos estados vizinhos da região sul, os produtores relatam alta oferta de trigo, porém pouca procura pelo produto na região. O valor teve queda em ambos os estados em relação ao mês anterior. No Paraná a baixa foi de -0,8% no mês e de -17,6% em relação ao ano de 2025. Já em terras catarinenses, as reduções ficaram em -1,1% no mês, e de -18% comparado a Fevereiro de 2025.

São Paulo e Rio Grande do Sul

Enquanto houve quedas em outras regiões, os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul criaram estratégias que influenciaram no aumento dos preços. Na expectativa de uma maior demanda nos próximos meses, os comerciantes que tinham trigo seguraram a oferta em fevereiro, o que ocasionou uma valorização do produto. Em terras paulistas, apesar de valores menores comparados ao ano de 2025, em fevereiro houve um aumento de +2,8% em relação ao mês anterior. No Rio Grande do Sul o cenário é parecido, baixa comparado ao ano passado, porém crescente de +2,1% no mês.

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Agro Mato Grosso

Sinop é 2ª em volume de importações no Mato Grosso

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Indústrias sediadas em Sinop importaram inúmeros produtos, de diversos países, em janeiro, US$ 32,9 milhões (R$ 169,3 milhões), que representa um aumento de 47,6%, se comparado ao mesmo período de janeiro do ano passado.

Esse volume de exportações representa 18,4% de participação nas importações do Estado, colocando a capital do Nortão como a 2a cidade que mais importa de Mato Grosso, atrás somente de Rondonópolis.

Adubos (fertilizantes), minerais ou químicos postássicos representaram 44,2% dos produtos importados de clientes de diversos países, azotados 33,6% e fosfatados 13,1%.

No mês de janeiro, a China (42,6%) foi o principal mercado do qual empresas de Sinop importaram produtos, seguido por Israel (25,7%), Canadá (13,9%), Rússia (9,5%), Alemanha (6,7%) e Itália (0,4%). Outros países somaram 11,2%.

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Preço da maçã atinge o menor nível desde 2022, aponta Cepea

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Foto: Viviane Zanella/Embrapa

O mês de Fevereiro foi marcado por quedas nos valores das maçãs. Segundo o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a quarta e ultima semana do mês, apesar de baixas menos drásticas que das semanas anteriores, registrou o menor valor do produto desde ano de 2022, batendo o recorde dos últimos 4 anos.

Agentes do mercado da fruta consultados pelo Cepea, relatam que as quedas estão relacionadas com o aumento da oferta e o andamento das colheitas da variedade gala.

Mercado de exportação mais atrativo

Por conta dos valores lá em baixo, o comerciante que conseguir manter um padrão de qualidade para o mercado externo, tende a ter bons resultados com a comercialização do produto para outros países.

Projeção para o mês de Março

Mesmo após a diminuição de preços e o recorde batido no mês de fevereiro, a tendência para o mês atual é que os valores baixos se mantenham. Conforme a continuidade das colheitas de gala e do inicio da colheita de funji, as ofertas devem continuar em alta, o que influencia na diminuição dos valores.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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