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5 de julho de 2026

Business

Mato Grosso registra menor número de focos de calor em 27 anos

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Mato Grosso alcançou em 2025 o menor número de focos de calor durante o período proibitivo de uso do fogo desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. Foram contabilizados 7.202 registros no período, contra a média histórica de 31.428. A queda representa 77,6% em relação à série histórica e 82% na comparação com 2024, quando o Estado somou 41.138 focos.

O resultado marca o melhor desempenho em quase três décadas e posiciona Mato Grosso na 16ª colocação entre os estados brasileiros, à frente de unidades com menor extensão territorial.

O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (1º), em Cuiabá, pelo Governo de Mato Grosso e o Corpo de Bombeiros Militar. Ao todo R$ 125 milhões foram investidos neste ano em ações de prevenção e combate foram decisivos para a redução.

Estratégia e resposta rápida

O governador Mauro Mendes afirmou que os resultados estão alinhados ao planejamento definido no início do ano.

“Houve uma grande redução nos incêndios florestais neste ano, e pudemos perceber que grande parte dos incêndios ocorreu em terras indígenas e áreas federais que, apesar de representarem 21% do nosso território, responderam por 51% desses incêndios. Ainda assim, com todos os investimentos realizados pelo governo, conseguimos a maior redução da série histórica. Isso demonstra que um bom planejamento e a correta alocação de recursos são fundamentais para que possamos alcançar esses resultados”, avaliou.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Flávio Glêdson, detalhou que as equipes realizaram 9.049 atendimentos, com tempo médio de resposta inferior a uma hora. Nas operações terrestres, foram percorridos 1,8 milhão de quilômetros, enquanto as aeronaves acumularam 855 horas de voo e lançaram 5,4 milhões de litros de água.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

No Pantanal, cerca de 72% dos incêndios não ultrapassaram cinco hectares. Em Poconé, o índice foi ainda mais expressivo.

“95% dos incêndios em Poconé não ultrapassaram cinco hectares. Assim que identificávamos o foco, as equipes eram rapidamente lançadas com o helicóptero e aviões de combate para iniciar as operações aéreas, junto com as equipes em solo. Essas eram as ações que permitiam que o incêndio fosse extinto nas primeiras 48 horas, evitando que se tornasse um evento incontrolável”, destacou o Coronel durante a apresentação do balanço.

Fiscalização e parcerias

O comandante-geral também ressaltou a eficiência das parcerias com produtores rurais e o setor produtivo, por meio do Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que reúne 11.490 recursos cadastrados em todo o Estado.

Na área de fiscalização, a Operação Infravermelho e a Operação Abafa resultaram em 13 prisões por crimes ambientais e multas que somam R$ 360 milhões, segundo o Corpo de Bombeiros.

“Este foi o ano em que mais aplicamos multas relacionadas ao uso irregular do fogo, desempenhando um papel ostensivo no interior do Estado, principalmente para evitar que esse uso irregular aconteça e para que as pessoas que ainda insistem sejam responsabilizadas. Historicamente, Mato Grosso aparece como campeão de queimadas. Neste ano, temos resultados expressivos. Um recorde de redução representando a maior diminuição em 27 anos”, destacou o coronel.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri, reforçou a importância da integração entre forças de segurança e órgãos ambientais.

“Não há lugar no Estado de Mato Grosso onde a estratégia do Corpo de Bombeiros, da Segurança Pública e da Secretaria de Meio Ambiente não chegue e não realize o combate, com equipamentos, investimentos e inovação, como vimos aqui. Parabéns ao comandante dos bombeiros pelo que vem desenvolvendo, inovando e fazendo mais com menos, exatamente o que o governador nos determinou desde o início da gestão”, apontou.


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Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos

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Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo encerrou junho em forte movimento de correção, com queda nas cotações da arroba em praticamente todas as principais regiões produtoras do Brasil. Segundo a Safras & Mercado, o cenário foi influenciado pelo ajuste da indústria frigorífica diante da redução temporária das compras chinesas, principal destino da carne bovina brasileira.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos reduziram a capacidade de abate e passaram a anunciar férias coletivas em diversas unidades para adequar a produção ao menor ritmo das exportações previsto para o terceiro trimestre.

O primeiro semestre também foi marcado por intensa volatilidade no mercado do boi gordo. As constantes mudanças relacionadas à salvaguarda chinesa provocaram oscilações nos preços, levando as indústrias a reagirem rapidamente às informações do mercado. Diante desse cenário, a recomendação é que os pecuaristas utilizem ferramentas de proteção de preços para reduzir riscos.

Entre as praças pecuárias, São Paulo registrou arroba a R$ 335, queda de 5,63% em relação ao fim de maio. Em Goiânia (GO), o preço recuou para R$ 320 (-3,03%). Em Uberaba (MG), a arroba caiu para R$ 315 (-3,08%). Já em Dourados (MS), a retração foi de 8,57%, com a arroba cotada a R$ 320. Em Cuiabá (MT), o preço caiu 7,04%, para R$ 330, enquanto em Vilhena (RO) a arroba encerrou o mês em R$ 320, baixa de 4,48%.

Atacado

Segundo Iglesias, o mercado atacadista também registrou queda nas cotações ao longo de junho, mesmo durante o período da Copa do Mundo, quando tradicionalmente há expectativa de maior consumo. O desempenho foi limitado pela menor competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango, que seguiu mais atrativa ao consumidor.

No fechamento do mês, o quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,00 por quilo, recuo de 2,33% em relação aos R$ 21,50 registrados no fim de maio. Já os cortes do traseiro bovino encerraram junho cotados a R$ 25,50 por quilo, queda de 5,56% frente aos R$ 27,00 praticados no mês anterior.

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Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

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Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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