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9 de setembro de 2026

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Área de algodão em Mato Grosso é reduzida diante preços baixos e custos elevados

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A área estimada para o cultivo do algodão 2025/26 em Mato Grosso deverá ser 7,28% menor que a registrada na temporada 2024/25. O recuo, segundo os cotonicultores, é pautado pelo cenário desafiador da rentabilidade da cultura, puxado pelos atuais patamares de preços e o custo elevado de produção.

Projeção divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta segunda-feira (1º), aponta que 1,43 milhão de hectares deverão receber as sementes de algodão nesta safra. A extensão, inclusive, é 1,74% inferior ao previsto em novembro.

Outro ponto de impacto na decisão do produtor da fibra é o atraso na semeadura da soja, em decorrência ao clima, o que encurtou a janela de semeadura do algodão em algumas regiões, bem como “desafios enfrentados em determinadas localidades”, como destaca o Instituto.

Quanto a produtividade, a expectativa foi mantida em 290,74 arrobas por hectare, 7,74% inferior ao registrado na safra passada. O Imea explica que a projeção se baseia na média ponderada das últimas safras.

Já a produção, diante da alteração na perspectiva de área, está estimada em 6,26 milhões de toneladas de algodão em caroço, 14,46% menor frente ao produzido na safra 2024/25. Ainda conforme o levantamento, desse total, a produção de pluma em Mato Grosso está projetada em 2,58 milhões de toneladas.

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Soja e milho têm área mantida

Apesar do cenário desafiador no plantio da soja, visto a irregularidade das chuvas, o Imea manteve em dezembro a projeção de área, produtividade e produção para a oleaginosa em 13,01 milhões de hectares, 60,45 sacas por hectare e 47,18 milhões de toneladas, respectivamente.

O Instituto pontua que as chuvas acumuladas em novembro aumentaram no comparativo com outubro, o que reduziu o estresse hídrico observado nas lavouras e possibilitou o avanço da semeadura em diversas regiões. Contudo, ressalta, que a distribuição das precipitações ainda exige atenção dos produtores, uma vez que algumas áreas continuam recebendo volumes irregulares.

Quanto ao milho, a projeção de área segue em 7,39 milhões de hectares e a produtividade média em 116,61 sacas por hectare, o que deve resultar em uma produção de 51,72 milhões de toneladas, 6,70% a menos do que o registrado na safra 2024/25.

“A expansão da área segue sustentada pela maior demanda interna pelo cereal, que tem impulsionado a valorização dos preços e mantido o produtor estimulado a ampliar o plantio frente ao ciclo anterior”, frisa o Instituto.


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Leilão de Pepro negocia 13 mil toneladas de laranja em cinco estados

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O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou Cooperativa de Produtor Rural (Pepro) para apoio à comercialização e ao escoamento de laranja in natura da safra 2026/2027 negociou 13 mil toneladas da fruta em cinco estados. A operação, prevista no Aviso nº 57/2026, foi realizada na quinta-feira (3) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume arrematado corresponde a 36% das 36 mil toneladas ofertadas.

Os arrematantes, entre produtores e cooperativas, são do Rio Grande do Sul, de Sergipe, da Bahia, do Pará e do Paraná. Não houve negociação para o lote de São Paulo.

O maior volume foi registrado no Rio Grande do Sul, com 5,3 mil toneladas. Em seguida aparecem Sergipe, com cerca de 4,4 mil toneladas; Bahia, com 1,8 mil toneladas; Pará, com 1,2 mil toneladas; e Paraná, com 285,6 toneladas. As operações ocorreram em leilões públicos por meio de Bolsas de Mercadorias credenciadas.

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No Rio Grande do Sul, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Liberato Salzano e Região (Coopsalzano), de Liberato Salzano, arrematou 2,5 mil toneladas. A Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (Cecafes), de Erechim, arrematou 2,3 mil toneladas. Produtores de Constantina e Centenário arremataram, em conjunto, 515 toneladas.

Em Sergipe, a Cooperativa Nordestina de Industrialização de Produtos Agropecuários Ltda., de Poço Redondo, arrematou 3 mil toneladas. A Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares de Cristinápolis arrematou 1,4 mil toneladas.

Na Bahia, a Cooperativa dos Citricultores do Estado da Bahia, de Rio Real, arrematou 1,2 mil toneladas. A Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia (Coopealnor), também de Rio Real, arrematou 600 toneladas. No Pará, foram arrematadas 1,2 mil toneladas em Capitão Poço. No Paraná, o volume negociado foi de 285,6 toneladas em Alto Paraná.

Segundo a Conab, o Pepro prevê o pagamento de prêmio negociado em leilão diretamente ao produtor rural ou à cooperativa que comprovar a produção, a venda e o escoamento da laranja para indústria de processamento. Para esta operação, o preço mínimo foi fixado em R$ 28,76 por caixa de 40,8 quilos.

O resultado do leilão foi publicado logo após a realização da operação no site da Conab, com participação de agricultores familiares e cooperativas em cinco estados e concentração do maior volume no Rio Grande do Sul.

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Fonte: gov.br

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Embrapa Soja promove capacitação para classificadores de soja; saiba como participar

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Crédito:Antonio Neto

A Embrapa Soja promove, de 19 a 23 de outubro, o 1º Curso de Capacitação de Classificadores de Soja, na sede da instituição, em Londrina, no Paraná. Com o título “Capacitação/Qualificação de Classificadores – Produtos de Origem Vegetal: Habilitação/Atualização em Soja”, a formação tem como objetivo preparar profissionais para atuar na classificação do grão conforme os padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Inscreva-se aqui.

Segundo o pesquisador Maurício Albertoni Scariot, da Embrapa Soja, a capacitação busca habilitar os participantes para exercer legalmente a atividade. “Pretendemos habilitar os profissionais para atuarem como classificadores de soja, de acordo com os padrões oficiais de classificação estabelecidos pelo Mapa”, explica.

Para participar, é necessário ter concluído o curso online “Conhecimentos Gerais da Classificação Vegetal”, oferecido pela Escola Nacional de Gestão Agropecuária/Mapa. Além disso, os candidatos devem possuir formação como engenheiro agrônomo, engenheiro agrícola, engenheiro de alimentos, químico, técnico agrícola, técnico em agroindústria, técnico em alimentos, técnico em agropecuária ou técnico em agricultura.

Com carga horária de 40 horas, o curso será ministrado por instrutores credenciados junto ao Mapa. As disciplinas específicas sobre soja serão realizadas presencialmente, com aulas teóricas, demonstrações práticas utilizando amostras reais, exercícios individuais e em grupo, além do preenchimento de laudos e formulários.

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Para concluir a capacitação, os participantes deverão passar por uma avaliação de desempenho. Será necessário alcançar nota mínima de 7,5 nas avaliações práticas de soja e ter frequência mínima de 95% em cada disciplina, conforme explica Scariot.

A capacitação permitirá que os profissionais estejam preparados para atuar como classificadores de soja e, após a habilitação, possam integrar o Cadastro Geral da Classificação (CGC), tornando-se legalmente autorizados a exercer a atividade.

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EUA registram venda de 440 mil toneladas de soja para 2026/27

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Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 440 mil toneladas de soja com entrega prevista para o ano comercial 2026/27, informou nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Do volume total negociado, 340 mil toneladas têm como destino a China, principal mercado para a soja norte-americana. As outras 100 mil toneladas foram vendidas para destinos desconhecidos, conforme os dados divulgados pelo órgão.

Por lei, os exportadores são obrigados a informar ao USDA qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. Também precisam ser reportadas, até o dia seguinte, operações de 200 mil toneladas ou mais destinadas a um mesmo país ou mercado.

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