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4 de agosto de 2026

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Consórcio de milho e capim garante silagem eficiente na pecuária; saiba mais

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A produção de silagem por meio do consórcio de milho e capim, conhecido como Sistema Santa Fé, é uma estratégia altamente eficiente para a pecuária brasileira. Essa técnica garante volumoso para o período da seca e já estabelece a pastagem no mesmo ciclo.

A dúvida da fazendeira Hosana Gonçalves, de São Paulo, sobre quais culturas e manejos utilizar foi respondida pelo zootecnista Josmar Almeida. Ele detalhou os requisitos para o sucesso dessa técnica, recomendando o consórcio do milho com espécies de braquiárias.

Essa combinação é ideal porque a silagem de milho garante o aporte energético, enquanto a braquiária é o capim mais adequado para o estabelecimento da pastagem, que estará formada logo após a colheita do milho.

Confira:

Requisitos para o sucesso da técnica

O sucesso da silagem de milho e capim no Sistema Santa Fé depende de um requisito crucial na escolha da variedade do milho e do manejo do capim: é fundamental que a variedade de milho escolhida seja resistente ao glifosato.

O motivo é técnico: após a terceira ou quarta folha do milho, o produtor precisará aplicar o glifosato para reduzir o crescimento do capim e garantir um melhor estabelecimento da cultura de milho.

Embora a pergunta do criador tenha focado no milho e capim, o sorgo forrageiro e o milheto também são culturas indicadas para a produção de silagem. O sorgo é uma excelente opção para áreas com restrição hídrica, pois é mais resistente que o milho, enquanto o milheto é uma boa alternativa para a safrinha e para a produção de volumoso com ciclo curto.

Importância da silagem

A silagem deve ser vista como uma técnica de conservação que otimiza o uso da terra. A dica essencial é que, no consórcio (milho + braquiária), a silagem deve ser feita de um material que seja resistente ao glifosato.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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CNA defende tecnologia e financiamento para adaptação climática no campo

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O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, participou nesta terça-feira (4), em São Paulo, do evento “Climate Week Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade”. No painel sobre agricultura, segurança alimentar e clima, ele destacou o papel do agro brasileiro na produção de alimentos e na agenda climática.

Promovido pela Times CNBC, o encontro teve o Sistema CNA/Senar entre os apoiadores e reuniu autoridades, investidores e especialistas para discutir desafios climáticos e soluções voltadas à produtividade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico.

Durante o debate, Muni Lourenço afirmou que a agropecuária é o setor da economia mais impactado pelas questões climáticas, por ser uma “indústria a céu aberto”. Segundo ele, o mesmo setor também se apresenta como provedor de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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Na avaliação do vice-presidente da CNA, a incorporação de novas tecnologias tem permitido ampliar a produtividade agrícola sem aumento de área plantada. Ele afirmou ainda que esse processo contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a produção sustentável de alimentos.

Muni Lourenço também defendeu financiamento para ciência e capacitação de produtores com foco na difusão de tecnologias ligadas à assistência técnica e à sustentabilidade. Entre as medidas citadas por ele estão melhorias em sistemas de previsão meteorológica e o uso de cultivares mais resistentes.

No painel, o representante da CNA relacionou essas ações à necessidade de ampliar as condições de adaptação dos produtores diante dos efeitos do clima sobre a atividade agropecuária.

A participação da CNA no evento concentrou a discussão em tecnologia, financiamento, capacitação e adaptação climática como pontos centrais para a produção agropecuária e a segurança alimentar.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Chuva prolonga colheita, encarece produção e expõe gargalos da armazenagem em MT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho chega à reta final no Norte de Mato Grosso após uma sequência de chuvas que prolongou os trabalhos, elevou os custos e manteve a umidade dos grãos acima do ideal para a operação. Em algumas propriedades de Sinop, foram registrados até 70 milímetros de chuva em julho, período considerado atípico para a cultura.

O excesso de precipitações também aumentou a necessidade de secagem e estendeu a colheita para além do período normalmente esperado. Ao mesmo tempo, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e ajudaram a sustentar a produtividade em municípios como Vera, Feliz Natal e Sinop.

Em Vera e Feliz Natal, a produtividade ficou próxima do resultado registrado na temporada anterior. Em Sinop, onde foram cultivados cerca de 170 mil hectares de milho, o resultado é considerado um dos melhores já registrados na região.

“Tivemos uma média de produtividade similar à do ano passado. Não foi uma produtividade excelente, mas foi uma produtividade quase dentro do esperado. Entre 120 e 130 sacas por hectares o pessoal fechou na média geral dos dois municípios”, diz Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal.

milho grão foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuva muda ritmo da colheita e eleva custo

A sequência de precipitações de chuva fora de época alterou o calendário de retirada do milho das lavouras. Em vez de concentrar os trabalhos no período normalmente esperado para a segunda safra, produtores precisaram interromper as operações e retomar a colheita conforme as condições de campo permitiam.

Em Vera, o agricultor Thiago Strapasson concluiu a colheita dos 1.440 hectares cultivados com milho depois de enfrentar um cenário que considera incomum. “Coisa bem atípica, nunca tinha visto”, relata ao projeto Mais Milho sobre as chuvas em junho e julho.

Segundo ele, foram registrados volumes que variavam entre 12 e 50 milímetros ao longo do período, muitos acompanhados de vento. Além do atraso, a condição aumentou a preocupação com possíveis perdas provocadas pelo tombamento das plantas.

A permanência da umidade também trouxe impacto direto sobre os custos. Cerca de dois terços da área cultivada por Thiago precisaram passar pelo secador porque os grãos não atingiam naturalmente o nível adequado de umidade.

“Não baixava a umidade”, afirma. A operação exigiu mais madeira para a queima e consumo de energia, acrescentando despesas ao ciclo produtivo.

Produtividade segura resultado da safra

Apesar das dificuldades impostas pelo clima durante a colheita, a chuva prolongada também teve um efeito positivo sobre o desenvolvimento das lavouras. A disponibilidade de água favoreceu o ciclo das plantas e ajudou a manter o potencial produtivo no Norte do estado.

Em Sinop, as condições climáticas foram consideradas especialmente favoráveis. Ilson José Redivo, presidente do Sindicato Rural do município, classifica a safra como uma das melhores já registradas na região.

O calendário também contribuiu para esse resultado. Com a antecipação do plantio da soja, o milho foi semeado mais cedo e teve mais tempo para aproveitar as condições de umidade durante o ciclo.

“Foi uma safra das melhores que ocorreram na nossa região em todos os tempos. O produtor colheu melhor essa safra em função dos fatores climáticos que foram favoráveis”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com Redivo, a regularidade das precipitações se estendeu por um período incomum. Houve chuvas em maio e junho e, em algumas fazendas, os registros chegaram a 70 milímetros em julho.

milho a céu aberto armazenagem foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Milho ganha espaço, mas armazenagem contínua limitada

A evolução da cultura também aumenta a pressão sobre uma estrutura que não acompanhou o crescimento da produção: a armazenagem. Em Vera e Feliz Natal, o milho precisa permanecer na região para atender uma demanda crescente, especialmente das indústrias de etanol.

Sem espaço suficiente nos armazéns, produtores têm recorrido ao silo-bolsa para manter os grãos armazenados.

A alternativa ajuda a absorver a produção no curto prazo, mas evidencia a falta de investimentos em estruturas permanentes. Conforme Bilibio, há produtores armazenando milho fora dos armazéns convencionais, enquanto novos projetos não acompanham a necessidade da região.

“Praticamente não se ouve falar em investimentos significativos na nossa região. Deveria ter um programa governamental para fazer com que o produtor fizesse o seu armazém na propriedade”, defende.

Para o dirigente, a armazenagem própria também amplia a capacidade de decisão do agricultor sobre o momento de comercializar a produção. Com o milho guardado na fazenda, ele consegue organizar as vendas e liberar a estrutura para a entrada da soja, em vez de depender exclusivamente da disponibilidade de armazéns de terceiros.

Boa colheita não garante margem ao produtor

Em Sinop, o problema aparece de outra forma. A produtividade elevada não necessariamente se converte em resultado financeiro, principalmente diante da diferença entre os custos atuais de produção e os preços recebidos pelo milho.

Redivo destaca que o produtor passou a investir mais na cultura, que deixou de ser tratada apenas como uma “safrinha” e ganhou peso dentro do sistema produtivo. O plantio mais cedo, favorecido pela antecipação da soja, também contribuiu para o resultado desta temporada.

Os custos de máquinas, implementos agrícolas, diesel e mão de obra pesam sobre a atividade, enquanto os preços do milho permanecem abaixo dos níveis observados alguns anos atrás. Durante a pandemia, relembra Redivo, a saca chegou a ser comercializada entre R$ 75 e R$ 80. Nesta safra, os negócios ficaram entre R$ 38 e R$ 47 por saca.

“A rentabilidade de novo não é satisfatória, porque estamos vivendo momentos em que o produtor tem alto custo de produção”, frisa.

Mesmo com uma boa colheita, a margem não é suficiente para sustentar novos investimentos. “Aquele que produziu bem consegue pagar a conta, mas ele não tem aquela rentabilidade esperada que precisa para continuar investindo, crescendo e melhorando o seu sistema de produção”.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

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Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher mais algodão por hectare, mas não mais algodão no total. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no Relatório de Oferta e Demanda de agosto, aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare em 2025/26, enquanto a área cultivada encolheu 11,11% e limita o volume produzido no estado.

A estimativa de produtividade de agosto representa avanço de 1,50% em relação ao número calculado em julho. O avanço supera, ainda que por uma margem estreita, o recorde anterior. Na temporada 2024/25, o rendimento médio chegou a 315,12 arrobas por hectare, até então o maior registrado pelo instituto.

O desempenho ocorre em uma temporada na qual o algodão ocupou 1,375 milhão de hectares. A redução foi definida ainda no planejamento da safra, em meio à combinação de custos elevados e preços considerados menos atrativos pelos produtores, especialmente para o algodão de primeira safra.

É justamente essa diferença entre rendimento e área que desenha o resultado do ciclo. Mesmo com o potencial produtivo elevado, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,51 milhões de toneladas, 11,06% abaixo do volume da temporada anterior.

Clima coloca produtividade no topo da série

A principal explicação para o recorde na produtividade está no comportamento do clima durante o desenvolvimento das lavouras. As condições observadas ao longo da temporada favoreceram o desenvolvimento das plantas e permitiram que o potencial produtivo avançasse mesmo em uma safra marcada por uma área menor.

O dado de agosto também mostra uma mudança em relação ao cenário projetado no mês anterior. A produtividade passou de uma estimativa de 310,67 para 315,33 arrobas por hectare, reforçando a percepção de que as lavouras apresentam capacidade de entregar um rendimento elevado.

O número, porém, ainda é uma projeção. A colheita continua em andamento em Mato Grosso, e o avanço dos trabalhos de campo deve fornecer informações mais precisas sobre o rendimento efetivamente alcançado no campo.

Há ainda uma diferença importante entre produzir mais por hectare e preservar a qualidade do produto colhido. Nesse ponto, o Imea chama atenção para as chuvas registradas em meados de junho, que trouxeram uma preocupação específica para as lavouras que já tinham capulhos abertos.

A ocorrência de chuvas nesse estágio pode comprometer parte da qualidade da fibra. O impacto, contudo, ainda não pode ser dimensionado de forma definitiva, já que os trabalhos de campo não foram concluídos no estado.

A situação faz com que a produtividade recorde precise ser analisada junto a outro indicador: a qualidade do algodão que efetivamente chegará ao mercado. À medida que a colheita avançar, será possível identificar com maior precisão os efeitos das condições climáticas sobre a fibra.

Menos área muda cenário de oferta

A retração da área não foi resultado de uma perda de potencial agronômico da cultura, mas de uma decisão tomada em um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade. Com custos elevados e preços menos atrativos no momento do planejamento, produtores reduziram principalmente o espaço destinado ao algodão de primeira safra.

O efeito dessa escolha aparece agora nos números de produção. Mesmo que cada hectare entregue um rendimento recorde, há menos hectares em produção para formar o volume final da temporada.

A estimativa atual aponta ainda para 2,67 milhões de toneladas de pluma. Desse total, o Imea calcula que 76,3% deverão ser destinados ao mercado externo, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas.

O mercado também entra na equação com estoques finais bastante comprometidos. Mais de 97% do volume projetado para esses estoques já está comercializado, cenário que reduz a disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

Assim, a safra 2025/26 combina dois movimentos distintos: de um lado, Mato Grosso avança para o melhor rendimento por hectare de sua série histórica; de outro, a menor área cultivada reduz a produção total e restringe a oferta disponível. O resultado definitivo ainda dependerá do encerramento da colheita e da avaliação dos efeitos das chuvas sobre a qualidade da fibra.


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