Sustentabilidade
Trigo/RS: Colheita avançou de forma acelerada, totalizando 88% da área colhida no Estado – MAIS SOJA

A colheita avançou de forma acelerada em função da sequência de dias secos e dos ventos frequentes, que permitiram a manutenção dos grãos enxutos e do ritmo contínuo de operação. A área colhida totaliza 88%. A produtividade obtida no período foi pouco inferior aos períodos anteriores, mas está alinhada à estimativa inicial. Por outro lado, há ampla variação regional relacionada à aplicação de diferentes manejos tecnológicos e à incidência de intempéries. A amplitude variou de cerca de 2.000 kg/ha a 4.000 kg/ha.
No período, a qualidade do grão apresentou leve redução, sobretudo em áreas colhidas após maior exposição das espigas à umidade. Porém, de maneira geral, permanece dentro de padrões adequados à comercialização com Peso Hectolitro (PH) próximo a 78. As lavouras em maturação, localizadas majoritariamente nas partes de topografia elevada do Planalto e Campos de Cima da Serra, apresentam ótimas condições e perspectivas de produtividades altas, com PH superior a 78 pontos.
A Emater/RS-Ascar estima área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares. A produtividade está em 3.261 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita está em finalização ou já foi concluída em alguns municípios. Em Itaqui, a produtividade média atingiu 1.800 kg/ha, com quebra de 38% em relação à estimativa inicial e predominância de grãos classificados como Tipo 2 e Tipo 3, o que reduz a comercialização e a possiblidade de uso industrial. Em Santa Margarida do Sul, a produtividade final foi de 2.321 kg/ha, com redução de 5%. Em São Borja, 28.000 hectares foram colhidos com ampla variação de rendimento. Na Região da Campanha, em Lavras do Sul, Aceguá e Caçapava do Sul, a colheita supera 80%; em Bagé, Hulha Negra, Candiota e Dom Pedrito, está abaixo de 50%, devendo ser concluída no início de dezembro.
Na de Caxias do Sul, a colheita avançou rapidamente nas áreas de menor altitude. Nos Campos de Cima da Serra predominam lavouras em maturação; muitas dessecadas para a antecipação da operação e posterior implantação da soja. Os cultivos apresentam excelente condição fitossanitária e potencial produtivo elevado, convergindo para rendimentos superiores à média estadual. Cerca de 80% se encontra em maturação, e 20% colhidos.
Na de Erechim, a colheita se aproxima de 90%, com expectativa de encerramento nos próximos dias. A produtividade obtida se mantém elevada, entre 3.000 e 3.900 kg/ha, com PH acima de 78.
Na de Ijuí, a colheita supera 95%, e restam poucas áreas em propriedades mais extensivas. A produtividade obtida reduziu levemente, mas se mantém pouco acima de 3.000 kg/ha. Há leve queda de qualidade na fase final, mas sem registros de PH abaixo de 76.
Na de Pelotas, 70% foram colhidos. Entre as lavouras remanescentes 6% estão em enchimento de grãos e 24% em maturação. As produtividades observadas até o momento variam em torno de 2.700 kg/ha.
Na de Santa Rosa, a colheita está em finalização, e resta área inferior a 1%. A região apresenta forte amplitude de rendimentos, entre 1.500 e 3.900 kg/ha, influenciados principalmente por época de plantio e nível tecnológico. A produtividade está próxima a 3.000 kg/ha.
Na de Soledade, 99% da área está colhida, e restam algumas lavouras em altitudes mais elevadas. As produtividades variam entre 2.400 e 3.900 kg/ha. A qualidade está satisfatória, com PH predominantemente acima de 78 e, em alguns casos, acima de 80.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,25% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 55,23 para R$ 55,09.
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Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1895
Site: Emater/RS
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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