Sustentabilidade
Arroz/RS: Semeadura alcançou aproximadamente 94% da área prevista para a safra – MAIS SOJA

A semeadura do arroz avançou de forma parcimoniosa, chegando a aproximadamente 94%. A operação foi favorecida pela sequência de dias de tempo firme, que permitiu a entrada de máquinas em áreas antes encharcadas e a regularização dos trabalhos de preparo e plantio. As lavouras estão nos estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo.
O estabelecimento inicial dos cultivos está adequado. Progrediu o manejo de irrigação nas áreas sistematizadas, a adubação nitrogenada e o controle de plantas daninhas. Não houve danos expressivos por pragas e doenças.
A continuidade da semeadura nas áreas remanescentes dependerá da manutenção do tempo firme e da viabilidade econômica individual dos produtores, uma vez que parte dos cultivos previstos pode ser revista devido ao cenário de custos e preços.
A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco permitiu o acesso a áreas onde o plantio estava atrasado por excesso de umidade. Em São Gabriel, a semeadura alcança 70% dos 25.800 hectares previstos, e os produtores têm ampliado a disponibilidade de máquinas e operadores para acelerar a implantação. Em São Borja, o plantio atingiu 80% dos 30.560 hectares, possibilitado pelo recente acesso a áreas anteriormente encharcadas. Contudo, apenas 50% das lavouras foram estabelecidas dentro da janela ideal, o que mantém o risco de não cumprimento da área total prevista em razão do cenário adverso de preços, dos elevados custos de produção e da redução do potencial produtivo para semeaduras realizadas a partir de dezembro. Em Maçambará, restam por semear 5% dos 19.000 hectares, e as lavouras apresentam bom potencial inicial devido ao rápido estabelecimento. As chuvas da primeira quinzena de novembro favoreceram essa fase da cultura, permitindo antecipar o manejo de plantas daninhas e a entrada da água no momento adequado. Na Campanha, em Dom Pedrito e Lavras do Sul, o plantio está concluído, e nos demais municípios supera 90% do previsto.
Na de Pelotas, a área implantada corresponde a 98% da projetada, e restam áreas residuais em Amaral Ferrador, Chuí, Pedro Osório, Rio Grande, Santana da Boa Vista e São José do Norte. O desenvolvimento das lavouras é considerado normal para o período. Foram realizadas operações de manejo, como regularização da irrigação, adubação de cobertura e controle fitossanitário.
Na de Santa Maria, a semeadura ultrapassa 80%. As lavouras apresentam estabelecimento adequado e manejo de água em curso. Os produtores seguem priorizando a conclusão da semeadura antes do encerramento da janela recomendada.
Na de Soledade, o plantio atinge 85% da área, impulsionado pelos períodos de tempo firme nas últimas semanas. As lavouras demonstram ótimo estabelecimento. São efetuados tratos culturais tanto em sistemas pré-germinados quanto em semeadura em solo seco, como controle de plantas invasoras, adubação nitrogenada em cobertura e manejo da irrigação. A operação de plantio permanece dentro da janela recomendada pelo ZARC, que se estende de setembro a dezembro, conforme grupo de cultivares.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,47%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 54,94 para R$ 54,68.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1895 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS
Autor:Informativo Conjuntural 1895
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.
Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).
Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).
Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).
Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.
Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.
Veja o Comunicado Técnico do VBP
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
Sustentabilidade
Colheita de soja em MT se aproxima do fim e ultrapassa 99%

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso atingiu 99,06% da área cultivada até o dia 20 de março, conforme boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
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O avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 96,42%, indica a reta final dos trabalhos no principal estado produtor do país.
Na comparação anual, o ritmo está levemente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita alcançava 99,48% da área. Ainda assim, os números mostram que os trabalhos seguem praticamente concluídos no estado.
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