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4 de novembro de 2026

Business

Kepler Weber vai construir unidade de armazenagem de 240 mil toneladas para a São Martinho

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A Kepler Weber fechou contrato com a São Martinho para construir uma unidade de armazenagem e beneficiamento de grãos em Montividiu (GO), com capacidade estática de 240 mil toneladas, informaram as empresas em nota.

O projeto integra a estratégia da São Martinho de expandir a produção de etanol de milho em Goiás, onde a companhia investe R$ 1,1 bilhão para ampliar a capacidade de processamento da Unidade Boa Vista, em Quirinópolis.

A nova estrutura será responsável pelo recebimento, limpeza, secagem e armazenagem de milho antes do envio à planta industrial, que deve processar 635 mil toneladas de milho por ano a partir de 2027, produzindo 270 mil metros cúbicos de etanol. O projeto da Kepler prevê dois fluxos de recepção de 240 toneladas por hora e fluxo de expedição de 300 toneladas por hora. O valor não foi divulgado.

“A Kepler Weber possui liderança em projetos que exigem integração entre armazenagem, logística e processamento industrial. Este contrato reforça a confiança deste grande player do agronegócio na Kepler e acompanha a evolução da produção de biocombustíveis”, afirmou o CEO da Kepler, Bernardo Nogueira, em nota.

O diretor comercial e de logística da São Martinho, Helder Gosling, destacou a importância da estrutura para o abastecimento da unidade industrial. “Esse é mais um importante passo para garantir eficiência e segurança no abastecimento da Unidade Boa Vista. Essa estrutura permitirá maior previsibilidade operacional, flexibilidade logística aos nossos fornecedores de milho e suporte à expansão da produção”, disse.

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A unidade será fornecida na modalidade “entrega 360”, na qual a Kepler fornece gestão completa do projeto, além dos equipamentos. O cronograma começa com terraplenagem, seguida pelas etapas civil e mecânica. O projeto contará com Secadores KW Max e Máquinas KW Select, além de rotas de fluxos 100% automatizadas desenvolvidas na metodologia BIM.

A São Martinho tem capacidade aproximada de moagem de 27 milhões de toneladas por safra, sendo 24,5 milhões de cana-de-açúcar e 2,5 milhões de milho equivalente. A companhia está entre as maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do Brasil.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de milho na safra 2024/25 deve alcançar 141,1 milhões de toneladas, recorde histórico. O consumo interno projetado é de 90,6 milhões de toneladas em 2025, alta de 7,8% em relação ao ciclo anterior, impulsionada pelo crescimento das indústrias de etanol de milho, que já respondem por 20% da produção nacional de etanol.

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Alta do dólar impulsiona preços do arroz, que atingem maior média desde fevereiro de 2025

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A valorização do dólar na última semana de outubro voltou a estimular as expectativas de exportação de arroz brasileiro, contribuindo para uma leve recuperação dos preços no mercado do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do Indicador Cepea/Irga-RS em outubro foi a maior, em termos nominais, desde fevereiro de 2025.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, a possibilidade de retomada da demanda internacional levou parte dos vendedores a adiar negociações, na expectativa de melhores oportunidades comerciais.

Por outro lado, as indústrias permaneceram cautelosas nas compras, diante das vendas enfraquecidas de arroz beneficiado no mercado interno e das dificuldades para repassar os custos da matéria-prima.

Com os produtores também concentrados nas atividades de semeadura da nova safra, o ritmo de comercialização permaneceu limitado. Mesmo com negócios pontuais, os preços apresentaram leve reação no encerramento de outubro.

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Plantio de arroz avança no Rio Grande do Sul

Enquanto o mercado acompanha as perspectivas de exportação, os produtores gaúchos avançam na implantação da safra 2026/27.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até 29 de outubro, a semeadura havia alcançado 533,18 mil hectares no Rio Grande do Sul, o equivalente a 61,86% da área prevista para o ciclo.

Apesar do avanço dos trabalhos, o excesso de umidade no solo continua dificultando as operações em determinadas regiões produtoras.

O andamento da semeadura e a possibilidade de maior demanda externa permanecem entre os fatores acompanhados pelo setor, em um cenário de negociações restritas e recuperação moderada dos preços.

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Benefícios fiscais para máquinas agrícolas e irrigação são prorrogados até 2028

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estendeu até dezembro de 2028 a validade de dois convênios que reduzem ou eliminam a cobrança de ICMS sobre equipamentos utilizados na produção rural. A decisão assegura a continuidade dos incentivos fiscais para a compra de máquinas e implementos agrícolas e de equipamentos de irrigação, que venceriam no fim de 2026.

A prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 mantém condições tributárias que ajudam a reduzir os custos de aquisição de equipamentos utilizados na atividade rural. Sem a renovação, os incentivos deixariam de valer a partir de janeiro de 2027, o que poderia elevar o valor pago pelos produtores.

Um exemplo da diferença está na compra de tratores. Em operações internas, a alíquota nominal do ICMS é de 17%, mas, com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o percentual efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação.

“É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, destaca o assessor técnico tributário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), José Cristovão.

A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz em 23 de outubro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).

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O Convênio ICMS 52/1991 contempla tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Para esses produtos, permanece a redução da base de cálculo do imposto.

Já o Convênio ICMS 54/2021 garante isenção total do ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.


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IBGE inicia censo experimental do 12º CAFA com foco em geoplanejamento no Maranhão

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (CAFA). A etapa será realizada em São Paulo, Mato Grosso e Maranhão. No território maranhense, os trabalhos começaram em Cururupu e Mirinzal, com foco no geoplanejamento da coleta e na preparação das equipes para a operação em campo.

No Maranhão, a equipe da Superintendência Estadual do IBGE no Maranhão (SES/MA) atua nos municípios de Cururupu e Mirinzal, escolhidos para o teste geral da operação censitária. A proposta é simular, em escala real, todas as fases da pesquisa, desde a montagem dos postos censitários até a coleta de dados dos estabelecimentos agropecuários.

Neste primeiro dia, os trabalhos se concentraram na listagem dos setores a serem percorridos e no planejamento da coleta. A equipe também se reuniu com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Secretaria da Agricultura de Cururupu para obter contatos de lideranças locais nos territórios onde haverá levantamento.

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A operação no estado inclui dois territórios de povos e comunidades tradicionais: a Reserva Extrativista Cururupu, em Cururupu, e o Território Quilombola Santa Tereza, em Mirinzal. Segundo o agente operacional regional de Cururupu, Bruno de Oliveira Serrão, a articulação prévia com essas lideranças é parte central da estratégia de campo. “É importante que a gente respeite essas comunidades, que a gente não vá até lá sem pedir autorização. Nós precisamos obter o apoio dessas lideranças para que tenhamos a resposta dos questionários de forma adequada. Ter o respeito por essas tradicionalidades é primordial para que a gente obtenha sucesso na operação”, afirmou.

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Além da preparação territorial, o Censo Experimental servirá para testar tecnologias previstas para o 12º CAFA em 2027. Entre os itens em avaliação estão os aplicativos de coleta, o fluxo de questionários, os métodos de pagamento para recenseadores e um módulo geoespacial. De acordo com Bruno, essa ferramenta foi desenvolvida para identificar talhões, perímetro e benfeitorias nas propriedades.

A etapa experimental funciona como ensaio da operação nacional prevista para 2027. Segundo a gerente de planejamento e orçamento da coordenação geral de operações censitárias, Cynthia Damasceno, o objetivo é ajustar procedimentos, sistemas, treinamento e coleta antes da execução do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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