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6 de novembro de 2026

Business

soja em grão atinge melhor cotação do ano e aquece embarques

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O mercado internacional de soja segue em forte valorização, com a cotação do grão em Chicago superando 11 dólares por bushel e alcançando os maiores níveis do ano. Esse movimento impulsiona os embarques brasileiros, que já atingem patamares recordes para o final de 2025. As informações foram divulgadas no Agroexport desta terça-feira (25).

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Soja em grão

Reprodução Canal Rural

Dados apresentados no Agroexport indicam que o Brasil deve encerrar 2025 com exportações de soja em grão entre 109 e 110 milhões de toneladas, superando o recorde de 102 milhões registrado em 2023. Mesmo com quase um mês ainda pela frente, já foram embarcadas mais de 105 milhões de toneladas neste ano.

Farelo

Reprodução Canal Rural

O farelo de soja também apresenta crescimento consistente. De janeiro a novembro de 2025, já foram exportadas 21,65 milhões de toneladas, e a expectativa é fechar o ano em torno de 22 milhões, com potencial de atingir até 24 milhões de toneladas, considerando a média histórica de dezembro.

O Brasil não cresce apenas na exportação de soja em grão, mas também no farelo, agregando valor à produção, impulsionando a atividade econômica da agroindústria e fortalecendo a presença do país no mercado internacional de farelo de soja.

Óleo

Reprodução Canal Rural

O óleo de soja, que passou por altos e baixos nos últimos anos, apresenta sinais de recuperação. O pico das exportações ocorreu em 2022 e 2023, impulsionado pelo conflito Rússia-Ucrânia, quando a Europa aumentou a importação de óleo de soja brasileiro devido ao receio da escassez de gás russo.

Após uma queda em 2024, 2025 já igualou o volume total exportado no ano anterior, e a expectativa é superar 1,4 milhão de toneladas, retomando os níveis pré-conflito. O cenário indica um viés de alta orgânico nas exportações de óleo de soja, refletindo a recuperação do setor.

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Complexo soja

Reprodução Canal Rural

No acumulado do complexo soja (grão, farelo e óleo) o Brasil já exportou 128,6 milhões de toneladas, superando o volume de 2024 e com potencial para alcançar 135 milhões de toneladas até o final do ano.

A produção total da safra está estimada em cerca de 160 milhões de toneladas, garantindo espaço para novas exportações recordes. O recorde histórico anterior foi registrado em 2023, com 126,7 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

Além da alta dos preços internacionais, outro fator que impulsionou o desempenho das exportações brasileiras de soja foi a forte demanda da China. Estima-se que o país asiático absorva mais de 80% das exportações brasileiras de soja em 2025, concentrando ainda mais o mercado. O apetite chinês, aliado à valorização da soja em Chicago, explica os números históricos registrados neste ano.

No entanto, esse cenário também representa um risco de concentração. Historicamente, a participação da China nas compras de soja do Brasil sempre foi alta, acima de 70%, mas nos últimos anos tinha se estabilizado entre 68% e 72%. Agora, com a previsão de voltar a 80% de participação, o mercado brasileiro volta a depender fortemente de um único destino.

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Business

Comercialização de soja segue travada e semana termina com poucos negócios

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços entre estáveis e mais baixos nesta sexta-feira (6), em um cenário de comercialização travada e ofertas limitadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado pela presença de poucos participantes nas negociações e pela falta de reações significativas nas cotações, com muitas indicações apenas nominais no mercado físico.

A volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e no câmbio não provocou grandes alterações nos preços, já que nenhum dos dois fatores exerceu influência predominante sobre as referências domésticas. Nos portos, as ofertas chegaram a R$ 160,00 por saca.

Segundo Silveira, a baixa movimentação não ficou restrita à sexta-feira. Ao longo da semana, foram registrados poucos negócios tanto no mercado disponível quanto para a safra nova.

No mercado físico, as cotações apresentaram as seguintes variações:

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 152,50 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 153,50 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 140,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 159,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 160,50 para R$ 160,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira. As primeiras posições subiram, em decorrência de um ajuste técnico. As mais distantes seguiram pressionadas pelo cenário fundamental.

O avanço da colheita nos Estados Unidos trouxe pressão sazonal aos preços durante toda a semana, provocando queda semanal de cerca de 3%. As atenções se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça-feira (10).

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Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões. Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais de 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas. O relatório será divulgado na próxima terça-feira (10), às 14h.

As importações de soja da China no ano comercial 2026/27, que começou em 1º de outubro de 2026, podem somar 110 milhões de toneladas, ante 114 milhões na temporada anterior. As informações são do Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção de soja foi estimada em 20,1 milhões de toneladas em 2026/27, ante 19,93 milhões na temporada anterior.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 136 mil toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 5,50 centavos de dólar ou 0,46%, a US$ 11,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,99 1/4 por bushel, com elevação de 3,00 centavos de dólar ou 0,25%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,63%, a US$ 319,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,26 centavos de dólar, com ganho de 0,02 centavo ou 0,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,5110 para venda e a R$ 5,5090 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4795 e a máxima de R$ 5,5310. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,17%.

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USDA registra venda de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a China

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (6) a venda de 136 mil toneladas de soja por exportadores privados norte-americanos para a China. A entrega está prevista para o ano comercial 2026/27. No mesmo comunicado, o órgão também registrou a venda de 101 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, com entrega no mesmo período.

Segundo o USDA, as duas operações foram reportadas por exportadores privados dos Estados Unidos dentro do sistema de divulgação obrigatória de vendas externas.

No caso da soja, o volume negociado foi de 136 mil toneladas, com a China como destino comprador. Para o milho, a operação somou 101 mil toneladas, classificada pelo departamento como venda para destinos desconhecidos.

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As duas cargas têm entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O USDA informou ainda que exportadores dos Estados Unidos são obrigados por lei a comunicar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia útil seguinte.

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O registro dessas operações integra o monitoramento oficial das exportações agrícolas norte-americanas e acompanha negócios de maior volume no mercado internacional de grãos.

Com isso, o USDA confirmou nesta sexta-feira (6) uma venda de soja para a China e uma venda de milho para destinos desconhecidos, ambas com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Calor acima da média aumenta demanda hídrica no Matopiba durante início da safra 26/27

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O avanço do El Niño, associado a temperaturas acima da média e à irregularidade das chuvas, aumenta a demanda hídrica nas áreas produtoras de soja do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). O cenário exige atenção dos produtores no início da safra 2026/27, período em que a disponibilidade de água no solo é fundamental para a semeadura e o estabelecimento das lavouras.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas máximas médias em setembro superaram a climatologia em mais de 2 °C em diversas localidades da região. Em Jacobina (BA), a anomalia chegou a 3 °C, enquanto em Morro do Chapéu (BA) atingiu 3,6 °C. Em outubro, o calor persistiu, com desvios de 3 °C em Cruz das Almas (BA) e 3,2 °C em Araguaína (TO). As temperaturas elevadas intensificam as perdas de água por evaporação e aumentam a necessidade de chuva para recuperar a umidade do solo.

O cenário ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 chegou a +2,47 °C em outubro de 2026. A previsão divulgada em 8 de outubro indicava a permanência do fenômeno nas categorias forte a muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027.

Apesar das condições de calor e da distribuição irregular das precipitações, houve avanço na recuperação da umidade do solo entre setembro e outubro, principalmente no Tocantins, onde os índices de armazenamento de água superaram 30% em alguns pontos. Os maiores volumes de chuva foram registrados no oeste e norte do estado e no sul da Bahia. Ainda assim, a recuperação hídrica permanece parcial em determinadas áreas, especialmente diante da elevada demanda atmosférica.

No oeste da Bahia, onde há áreas de cultivo de soja sob irrigação, o cenário exige acompanhamento da disponibilidade de água e ajustes no manejo, principalmente durante a emergência e o estabelecimento das plantas. Uma análise histórica da produtividade entre 1996 e 2025 mostra que o El Niño não está necessariamente associado à queda dos rendimentos no Matopiba. Na Bahia e no Piauí, por exemplo, 50% dos anos sob influência do fenômeno registraram produtividades acima da média histórica. No Tocantins, houve equilíbrio entre resultados na média e acima dela, enquanto no Maranhão predominaram rendimentos próximos à média.

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Para a safra 2026/27, os possíveis impactos estão relacionados principalmente às condições de implantação das lavouras, com reflexos sobre o avanço da semeadura, a uniformidade da emergência e a formação do estande de plantas. O desempenho final da soja dependerá da evolução das chuvas e das temperaturas nos próximos meses, especialmente durante a floração e o enchimento de grãos, fases de maior sensibilidade ao estresse hídrico. Por isso, o monitoramento climático e da umidade do solo será fundamental para orientar o manejo e reduzir os riscos ao longo do ciclo.

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