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4 de maio de 2026

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Saúde do oceano brasileiro cai e chega a ‘ponto de não retorno’, alerta especialista

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O estado de saúde do oceano ao longo do litoral brasileiro vem piorando de forma consistente nos últimos anos. Dados divulgados pela Ocean Health Index mostram que o índice, que era de 77% em 2012, caiu para 70% em 2024, acendendo um alerta sobre a qualidade da água, a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.

Segundo especialistas, o declínio indica que o litoral brasileiro “está doente”. Segundo o professor de pós-graduação em Oceanografia e Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Paulo Horta, o oceano se aproxima de um ponto de não retorno, especialmente em áreas formadas por sistemas recifais, as chamadas “florestas marinhas”.

Branqueamento de corais

Horta explica que os recifes brasileiros enfrentam, nos últimos anos, episódios intensos de branqueamento de corais, fenômeno em que o coral perde cor e resistência.

“Os corais ficam pálidos como um fantasma e à medida que isso vai acontecendo, eles vão ficando cada vez mais susceptíveis a doenças, a outros problemas relacionados à poluição. Estamos vivenciando o aumento da mortalidade das nossas florestas marinhas”, afirma.

O professor lembra ainda que as florestas marinhas têm papel direto na formação de nuvens através da liberação de compostos como o dimetil sulfeto, substância essencial para o regime de chuvas que abastece florestas terrestres e áreas agrícolas.

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“Não existe verde sem azul. Se o oceano estiver doente, nossos sistemas terrestres também estarão”, reforça.

De acordo com o professor, este fenômeno é causado pelo aumento da temperatura do mar a medida que esse aquecimento ocorre, especialmente em áreas poluídas, a relação de simbiose entre uma alga, que vive no coral e lhe dá cor, e o animal, o coral, se rompe.

Quando isso ocorre a alga é expulsa e o coral fica branco e se torna mais suscetível a morrer, seja de fome ou por doenças. Esses sistemas marinhos, as nossas florestas marinhas, produzem substâncias que vão para a atmosfera e ajudam na formação de nuvens, como os dimetil sulfetos, explica Horta.

Ações para recuperar a saúde do mar

Durante a COP, pesquisadores defenderam medidas urgentes para recuperar o oceano. Entre as ações prioritárias está o saneamento básico nas cidades costeiras, reduzindo a carga de poluentes que chega ao mar todos os dias.

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Outra frente é o uso de algas na produção de biofertilizantes, o que ajuda a diminuir a dependência brasileira de insumos importados. Além de contribuir para a recuperação ambiental, essa tecnologia pode aumentar a resistência das lavouras diante de fenômenos climáticos extremos.

O professor afirma que o Brasil possui conhecimento científico e capacidade técnica, mas falta financiamento estruturado.

Fundo Florestas Marinhas para Sempre

Durante a COP, pesquisadores responsáveis pela proposta do Fundo Florestas Marinhas Para Sempre ampliaram o diálogo com diversos setores. O grupo se reuniu com representantes do poder público, negociadores internacionais e também publicou a iniciativa no jornal Valor Econômico, para ampliar a visibilidade do projeto. A avaliação é de que, à medida que as discussões avançam, o mecanismo poderá receber aportes tanto da esfera estatal quanto da iniciativa privada.

Por se tratar de um processo multilateral voltado à governança global, o Brasil estuda assumir a liderança na criação de um projeto-piloto. Segundo os pesquisadores, já houve conversas com Fernando de Noronha e com comunidades costeiras de várias regiões do país, todas dispostas a receber investimentos e implementar ações de recuperação das chamadas “florestas marinhas”.

A expectativa é transformar a proposta em um projeto concreto, capaz de impulsionar a recuperação dos ecossistemas oceânicos brasileiros.

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Feijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão carioca teve comportamentos distintos ao longo de abril, segundo dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados nesta segunda-feira (4).

Na primeira quinzena, os preços recuaram com dificuldade de repasse ao varejo. Na segunda metade do mês, a menor oferta de lotes e a recomposição de estoques sustentaram alta nas principais praças.

Preços na última semana de abril

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), o feijão carioca de notas 9 ou superior avançou 9,46% no Paraná, nas praças de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.

Em Itapeva (SP), a alta foi de 8,87%, seguida por noroeste de Minas, com 7%, e Nordeste do Rio Grande do Sul, com 6,71%. Em Itapeva, a cotação chegou a R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.

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No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,50, a reação foi mais intensa em parte das praças. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registrou valorização de 23,87% no mesmo intervalo. Também houve alta em Sorriso (MT), de 7,85%, em Curitiba (PR), de 7,35%, em Itapeva (SP), de 6,49%, e no noroeste de Minas, de 6,18%.

Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril do carioca de maior qualidade ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, permaneceu 25,8% acima de abril de 2025 e acumula alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% ante março, mas segue 34,8% acima da de um ano antes, com avanço de 40,1% no ano.

Cenário distinto para o feijão preto

No feijão preto tipo 1, o movimento foi diferente. A média de abril recuou 8,03% frente a março, pressionada pela maior oferta e pela proximidade da nova colheita.

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), houve altas pontuais de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense. Em Curitiba (PR), porém, houve queda de 1,01%, com liquidez moderada.

Os dados do Cepea/CNA indicam que o mercado do feijão carioca encerrou abril mais ajustado, com disputa por lotes de melhor qualidade e migração de demanda para padrões intermediários. Já no feijão preto, a expectativa de entrada da nova safra e a maior disponibilidade mantêm o mercado pressionado no curto prazo. O levantamento divulgado não informa porta-voz nominal das instituições.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas

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O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.

    As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:
  • São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
  • Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.

Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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