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4 de maio de 2026

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91% de área de soja cresce sem desmatamento na Amazônia Legal, aponta Serasa Experian

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Com o compromisso de demonstrar que o agro brasileiro pode crescer preservando o meio ambiente, um levantamento inédito da Serasa Experian revelou que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem qualquer sobreposição com desmatamentos recentes.

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Com base em mais de 111 mil registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o estudo analisou 74 milhões de hectares, uma área superior ao território do Chile. Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, os resultados comprovam que a soja brasileira tem avançado com sustentabilidade. Segundo ele, a maior parte dessa produção cresce dentro de áreas já consolidadas, sem pressionar novos territórios ou causar desmatamento, mostrando que o agro pode aliar expansão, produtividade, eficiência e conservação.

A análise foi elaborada por meio do Smart ESG, solução da datatech que monitora diariamente propriedades rurais com uso de dados públicos, informações proprietárias e imagens de satélite. O levantamento também considerou o PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), utilizando 31 de julho de 2019 como data de corte para identificar possíveis novas aberturas de áreas.

Recorte estadual

O estudo avaliou Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, principais produtores de grãos do país, e registrou um cenário amplamente positivo. No cruzamento entre Amazônia Legal e Cerrado, o Centro-Oeste demonstra maturidade na expansão agrícola, com avanço do plantio sem necessidade de novas áreas desmatadas. Foram mapeados 42 milhões de hectares em Mato Grosso, 19 milhões no Mato Grosso do Sul e 13 milhões em Goiás.

Na Amazônia Legal, representada pelo estado do Mato Grosso, 90,84% das áreas de soja estão em conformidade socioambiental desde 2019. Apenas 9,16% apresentam indícios de desmatamento, parcela que pode incluir áreas com Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), o que sugere uma conformidade real ainda maior.

Marcelo Pimenta reforça que a centralização e o controle das ASVs pelos órgãos ambientais é essencial para reduzir incertezas sobre os números de desmatamento. Para Jeysa Meneses, gerente de soluções agro da Serasa Experian, os dados confirmam que a produção está consolidada em áreas já abertas, sem pressionar novas fronteiras agrícolas.

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Cerrado

No Cerrado, bioma que concentra forte expansão agrícola, 88,6% das áreas monitoradas estão em conformidade ambiental. Os índices por estado são: Mato Grosso com 91,9%, Mato Grosso do Sul com 90,3% e Goiás com 82,9%. Apenas 11,4% das áreas apresentam corte raso após 2019, demonstrando equilíbrio entre expansão agrícola e conservação. Jeysa Meneses destaca que os resultados evidenciam uma intensificação sustentável da produção, com uso eficiente da terra.

Smart ESG

A Serasa Experian, que atua há mais de cinco anos na democratização do acesso ao crédito e à informação para o agronegócio, reforça sua atuação como datatech ao combinar dados precisos com tecnologia. O Smart ESG monitora diariamente quase 80 milhões de hectares nos três estados analisados, identificando padrões de uso do solo e indicadores de conformidade ambiental.

A divulgação do estudo ocorre às vésperas da COP30 e reforça o papel da inteligência de dados na garantia de conformidade com padrões internacionais, como o EUDR, além de apoiar o acesso ao crédito rural sustentável. Pimenta afirma que a empresa busca ampliar essa expertise para apoiar produtores, cooperativas e instituições na construção de uma agenda sólida e sustentável.

Metodologia

O levantamento considerou imóveis rurais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás inscritos no CAR e verificou se houve desmatamento, de acordo com o PRODES, após 31 de julho de 2019. Os índices apresentados refletem o desempenho socioambiental nesse recorte específico e não representam o desmatamento total dos biomas.

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Justiça bloqueia até R$ 720 mil de Elizeu e Cezinha

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de bens e valores do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), do vereador por Cuiabá José Cesar Nascimento, o Cezinha (União Brasil), além de outros investigados no âmbito da Operação Emenda Oculta. A soma dos valores atingidos pode chegar a R$ 720 mil.

A decisão também alcança empresas e entidades mencionadas no inquérito. O bloqueio foi realizado por meio de sistemas judiciais e pode atingir contas bancárias, veículos e imóveis vinculados aos investigados.

As apurações indicam possível movimentação irregular de recursos públicos, com registros de saques em dinheiro vivo considerados elevados. Entre os valores citados estão retiradas de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil, além da circulação desses montantes entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao caso.

Na decisão, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte apontou risco de dissipação patrimonial, sobretudo pela movimentação em espécie.

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De acordo com a magistrada, o bloqueio tem caráter cautelar, visa garantir eventual ressarcimento ao erário e pode ser revisto conforme o andamento das investigações, que seguem no Tribunal de Justiça.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Agro Mato Grosso

Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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Agro MT