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Mato Grosso avança nas metas do Plano ABC+ e amplia práticas sustentáveis no campo

Mato Grosso registra progresso significativo no cumprimento das metas do Plano ABC+, com destaque para a adoção de tecnologias voltadas à produção agropecuária sustentável. Os dados da Plataforma Nacional do ABC+, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que o Estado segue em trajetória consistente de ampliação das práticas de baixa emissão de carbono, consolidando sua participação expressiva de 17% na meta nacional estabelecida até 2030.
Instituído pelo Governo Federal em 2021, o Plano ABC+ – Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura – tem como objetivo orientar o desenvolvimento sustentável no país, alinhando produtividade, eficiência e redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O programa é uma continuidade do Plano ABC, que foi desenvolvido entre 2010 e 2020 e oficializado em 2013.
O ABC+ se baseia na adoção de sistemas, práticas e processos de produção sustentáveis, promovendo maior resiliência dos sistemas produtivos e incentivando a regularização ambiental. As estratégias definidas para o período de 2023 a 2030 priorizam a integração das áreas produtivas e o fortalecimento do uso de tecnologias conservacionistas.
No Estado, a execução do Plano ABC+ MT é liderada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), responsável por presidir e secretariar o Grupo Gestor Estadual (GGE). Em conjunto, essas instituições atuam para estimular a adoção de sistemas sustentáveis, promover a difusão tecnológica e a capacitação de produtores, fortalecer a pesquisa aplicada, ampliar mecanismos de incentivo, monitorar os resultados do plano e integrar a agropecuária à paisagem de forma sustentável.
As tecnologias previstas no ABC+ abrangem práticas como Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), Sistema de Plantio Direto (SPD), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Sistemas Agroflorestais (SAF), Florestas Plantadas (FP), Bioinsumos (BI), Sistemas Irrigados (SI), Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA) e Terminação Intensiva de Bovinos (TI).
Avanços de Mato Grosso
Entre as tecnologias adotadas no Estado, os Bioinsumos (BI) apresentam o maior avanço, alcançando 83,50% da meta estabelecida. Em seguida, o Sistema de Plantio Direto de Grãos (SPDG) registra 64,46%, demonstrando a consolidação de práticas voltadas à conservação do solo e ao aumento da eficiência produtiva.
Na pecuária, a Terminação Intensiva de Bovinos (TIB) soma 59,75%, evidenciando a ampliação de modelos mais sustentáveis e de menor impacto ambiental. A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) avança 22,33%, reforçando a expansão gradual dos sistemas integrados no Estado.
Já os Sistemas Irrigados (SI) atingem 13,08%, segundo dados da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), indicando espaço para ampliação da irrigação eficiente como estratégia de intensificação sustentável da produção.
A superintendente de Agronegócios e Energia da Sedec, Camila Bez Batti Souza, destaca que os avanços registrados reforçam a capacidade de Mato Grosso em conciliar expansão produtiva e práticas sustentáveis. Segundo ela, o desempenho do Estado demonstra a eficácia da articulação entre instituições públicas, setor produtivo e pesquisa na implementação das tecnologias do Plano ABC+.
“Os resultados consolidados até aqui mostram que Mato Grosso está comprometido com a modernização da agropecuária e com a adoção de soluções que reduzem impactos ambientais. Seguimos trabalhando para ampliar o acesso dos produtores às tecnologias do ABC+, garantindo que o Estado avance com segurança, eficiência e sustentabilidade no campo”, concluiu.
Com Assessoria
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Com ticket médio de R$ 270, mais da metade dos mato-grossenses irá às compras

Principal data para o comércio varejista do primeiro semestre, o Dia das Mães, que será comemorado no próximo domingo (10), deve levar mais da metade dos consumidores mato-grossenses às compras. Segundo levantamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), 57% da população pretende investir em presentes, com um ticket médio estimado em R$ 270. Ao todo, a movimentação financeira projetada para a economia local é de R$ 409 milhões.
Para a diretora-Superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, o cenário é positivo, mas exige estratégia por parte dos empreendedores. “Os dados mostram que o consumidor continua disposto a comprar, porém mais atento ao preço e ao valor percebido. Isso reforça a importância de o pequeno negócio se preparar, oferecer produtos com boa relação custo-benefício, praticidade e um apelo emocional que dialogue com a data”, destaca.
A preferência do público recai sobre itens tradicionais e de forte apelo afetivo: perfumes lideram as intenções de compra (34%), seguidos por roupas (27%), flores (18%) e chocolates (18%). Entre os fatores decisivos para a compra, o consumidor demonstra maior racionalidade, priorizando a relação custo-benefício e facilidades como combos promocionais e condições de pagamento, embora 50% dos entrevistados planejem celebrar a data com o tradicional almoço em família.
A pesquisa identifica ainda que cerca de 6 em cada 10 consumidores devem deixar a escolha do presente para a véspera da data, o que demanda prontidão no estoque e no atendimento. Um dado relevante para o setor é que os pequenos negócios locais detêm a maior fatia da preferência (29%), superando as lojas online (26%). Esse comportamento ocorre em um cenário onde 72% dos mato-grossenses afirmam estar em situação financeira estável ou superior à do ano passado.
Diante de um consumo mais criterioso, a recomendação técnica é que os empreendedores foquem na experiência de compra e no atendimento personalizado. Como a decisão é baseada em conexões emocionais, o preparo para converter a alta intenção de consumo em vendas reais passa pela sensibilidade de alinhar oferta e apresentação dos produtos.
História que inspira
No comércio local, histórias como a da empreendedora Geisiane Moraes mostram como o Dia das Mães também carrega significado além das vendas. Atuante no ramo de moda e confecção feminina, ela terá neste ano, o primeiro Dia das Mães, com uma loja física para atendimento direto ao consumidor.
“Meu negócio evolui. Hoje sou empresária, tenho uma loja física e estou só crescendo. Mas nem sempre foi assim, como sacoleira, conciliei o trabalho com a família e a criação dos meus filhos. Já enfrentei muitos desafios”, relata.
O que antes se resumia a televendas e envio de peças no modo condicional, hoje ganha um espaço charmoso, com vitrine, provador e ambiente agradável para receber suas clientes.
Ela conta que, antes a comercialização se resumia a televendas e envio de peças no modo condicional, hoje a loja tem um espaço charmoso, com vitrine, provador e ambiente agradável para receber suas clientes.
“Este Dia das Mães será especial, pois ter um espaço para recebê-las e também aqueles que vão presenteá-las está alinhado ao que sempre quis oferecer por meio dos meus produtos: autoestima, leveza, qualidade e conforto”, finaliza.
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Mais da metade do país não confia no STF, revela pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (5) pela RealTime Big Data escancara um problema que o Supremo Tribunal Federal já não consegue mais ignorar: a perda de confiança da população. Segundo o levantamento, 55% dos brasileiros dizem não confiar na Corte — um número que, por si só, já sinaliza desgaste profundo.
Não se trata de um ruído isolado. A desconfiança cresce em meio a decisões polêmicas, embates constantes com o Congresso e episódios que colocam em xeque a imagem de imparcialidade da instituição. Quando a mais alta Corte do país passa a ser vista com suspeita por mais da metade da população, o problema deixa de ser político e passa a ser institucional.
O dado é ainda mais sensível porque o STF ocupa papel central no equilíbrio entre os Poderes. Sem credibilidade, qualquer decisão — por mais técnica que seja — tende a ser questionada nas ruas.
A tentativa de criar mecanismos internos, como um código de ética, surge como resposta ao desgaste. Mas, diante do cenário atual, a pergunta que fica é direta: será suficiente para recuperar a confiança perdida — ou já é tarde demais para conter o abalo na imagem da Corte?
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Operação apura desaparecimento de jovem e possível ligação com facção em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação “My Love”, em Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, que não é vista desde o dia 9 de dezembro de 2025.
De acordo com as informações apuradas, o desaparecimento foi comunicado pelo pai da jovem, após ela sair para o trabalho e não retornar para casa. Desde então, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realiza diligências, utilizando análise de imagens, monitoramento e levantamentos de inteligência.
As investigações apontam indícios de que a jovem teria ligação com uma facção criminosa que atua na cidade. Conforme a polícia, ela estaria envolvida no recrutamento de mulheres para transportar drogas até a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.
Ainda segundo a apuração, o desaparecimento pode ter relação com conflitos internos da organização, especialmente desentendimentos com outras mulheres que desempenhavam a mesma função.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis. Nos locais alvos, os policiais encontraram porções de maconha e ecstasy, além de materiais ligados ao tráfico e aparelhos eletrônicos que seriam levados para dentro da unidade prisional.
Duas mulheres, de 31 e 35 anos, foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Uma delas também teve a prisão temporária decretada. Após os procedimentos, ambas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer o desaparecimento, identificar outros envolvidos e responsabilizar os participantes do esquema. O inquérito deve ser concluído no prazo de até 30 dias.
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