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Toffoli interrompe análise de liminar sobre Moratória da Soja

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O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu o julgamento sobre a manutenção da liminar que suspendeu todos os processos relacionados à Moratória da Soja, o acordo que proíbe a compra de grãos cultivados em áreas desmatadas na Amazônia Legal após julho de 2008. A interrupção ocorreu após o pedido de vista do ministro Dias Toffoli, ocorrido nessa terça-feira (18), que tem 90 dias para devolver o caso ao plenário.

A liminar concedida pelo ministro Flávio Dino continua em vigor enquanto o julgamento está paralisado. Além de Dino, já haviam votado pela manutenção da medida cautelar os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. A decisão do STF paralisa processos em diversas instâncias que questionam a validade da Moratória da Soja.

Enquanto aguarda a devolução do processo por Toffoli, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já suspendeu os casos sobre o tema no órgão antitruste. A medida cautelar mantém a suspensão geral dos processos que tratam da moratória.

Origem da suspensão

No dia 5 de novembro, o STF suspendeu todos os processos em andamento que tratam da constitucionalidade da Moratória da Soja, conforme já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso. Essa decisão inicial foi proferida pelo ministro Flávio Dino em tutela provisória incidental. O objetivo da medida é interromper a tramitação de ações judiciais e administrativas que contestam tanto o acordo ambiental — que restringe o financiamento e a compra de soja produzida em áreas desmatadas após 2008 na Amazônia Legal — quanto a Lei nº 12.709/2024, do Estado de Mato Grosso.

A suspensão alcança processos que discutem a compatibilidade da Moratória da Soja com regras concorrenciais, a exemplo de dois procedimentos administrativos no Cade, uma ação coletiva em Cuiabá e um processo de produção antecipada de provas em São Paulo. O ministro Dino justificou que a medida busca garantir a utilidade do julgamento em curso na Corte, que possui efeito vinculante e validade para todos. Após o julgamento definitivo, caberá ao STF reavaliar a situação dos procedimentos paralisados por força da sua decisão.

Ações e interessados

A tutela provisória foi concedida dentro da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.774 (confira aqui). A ação foi proposta por partidos políticos (PCdoB, PSOL, PV e Rede Sustentabilidade) contra a Lei Estadual nº 12.709/2024. Essa lei, sancionada pelo governo de Mato Grosso em outubro do ano passado, institui restrições a empresas que são signatárias de acordos ligados à Moratória da Soja. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atua como interessada no processo.

O pedido da Abiove foi apresentado no mesmo dia em que a Corte formou maioria para validar a lei mato-grossense. A Lei nº 12.709/2024 tem aplicação prevista para começar em 1º de janeiro de 2026.

O pacto da moratória da soja foi criado em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.

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Agro Mato Grosso

Área plantada de sorgo cresce 13,4% em MT e cereal consolida-se na safrinha 2026

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O cenário da segunda safra em Mato Grosso está ganhando uma nova coloração. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o sorgo vive um salto de expansão no estado, com área cultivada estimada em 108,9 mil hectares para o ciclo 25/26 — um incremento de 13,4% em relação à safra anterior. A produção acompanha o ritmo e deve atingir 388,7 mil toneladas, consolidando o cereal como uma alternativa robusta e rentável para a economia rural.

A tendência, reforçada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostra que o sorgo deixou de ser uma “cultura de cobertura” para ocupar um espaço estratégico. Sua maior tolerância ao estresse hídrico e a estabilidade produtiva, mesmo em janelas de plantio mais tardias, tornam o cereal o “novo milho safrinha” para produtores que buscam mitigar riscos climáticos e reduzir custos operacionais.


Baixo Custo e Alta Tecnologia: O Diferencial do Sorgo

Para Orlando Henrique Polato, CEO da Polato, o avanço tecnológico das sementes foi o divisor de águas para o setor. Pela primeira vez em 40 anos, a empresa incluiu híbridos de sorgo em seu catálogo, visando atender a demanda crescente em regiões como o Vale do Araguaia, Primavera do Leste e Vale do Guaporé.

  • Eficiência Financeira: Menor exigência de fertilidade do solo e baixo custo de implantação por hectare;
  • Resiliência Climática: Capacidade superior de suportar veranicos em comparação ao milho;
  • Qualidade Nutricional: Cultivares de baixo tanino, como o híbrido PO 25S60, oferecem alta digestibilidade para a pecuária;
  • Multifuncionalidade: Utilizado tanto para ração animal quanto como matéria-prima para a indústria de biocombustíveis.

Biocombustíveis: O Novo Motor da Demanda

Um dos fatores determinantes para a valorização do sorgo em Mato Grosso é a expansão das usinas de etanol de milho, que agora passam a processar o sorgo de forma semelhante. Essa integração com a tecnologia industrial garante liquidez ao produtor e fortalece a cadeia de biocombustíveis no estado, criando um mercado consumidor estável e competitivo.

Regiões em Destaque: A demanda disparou em municípios como Rondonópolis, Itiquira, Paranatinga e Primavera do Leste, áreas que enfrentaram atrasos no plantio da soja e viram no sorgo a solução ideal para a janela curta da segunda safra.

Com o fechamento da janela de plantio da safrinha, o sorgo confirma sua vocação como pilar de diversificação. Acompanhe no CenárioMT as cotações diárias do cereal e as recomendações técnicas para colheita e armazenamento.

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Vendas de milho dos EUA recuam na última semana de janeiro, diz USDA

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Foto: Aiba/divulgação

Exportadores dos Estados Unidos venderam 1,041 milhão de toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 29 de janeiro, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa queda de 37% ante a semana anterior e recuo de 42% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Os principais compradores foram México (247,6 mil t), Japão (246,8 mil t), Coreia do Sul (125,8 mil t), Panamá (88,5 mil t) e Indonésia (68 mil t). Parte das vendas ao Japão incluiu 125 mil toneladas redirecionadas de destinos não revelados.

As aquisições foram parcialmente compensadas por cancelamentos para o Vietnã (64,2 mil t) e destinos não revelados (22,6 mil t). Para a safra 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 16,4 mil toneladas, com destaque para o Japão (13,9 mil t).

Os embarques somaram 1,147 milhão de toneladas, queda de 31% ante a semana anterior e de 24% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Japão (381,8 mil t), México (317 mil t), Colômbia (165,5 mil t), Coreia do Sul (73 mil t) e Espanha (60,4 mil t).

O USDA informou ainda ajustes nos dados de exportação acumulada para o México, com redução de 513 toneladas referente à semana encerrada em 22 de janeiro, após correção de envio reportado de forma equivocada. Além disso, foram incluídas vendas tardias de 60 mil toneladas para a Coreia do Sul relativas à safra 2025/26.

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Sojicultores de Mato Grosso alertam para larva-minadora

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A presença da larva-minadora em lavouras de soja de Mato Grosso tem colocado produtores e técnicos em alerta. O inseto se aloja nas folhas da planta, onde se alimenta do tecido foliar, formando desenhos semelhantes ao chamado “bicho-geográfico”, o que compromete o desenvolvimento da cultura.

Técnicos alertam que o ataque da praga reduz a área foliar da soja e cria condições favoráveis para a entrada de doenças, aumentando o risco de desfolha e enfraquecimento da planta.

Mesmo com registros de desfolha em diferentes regiões produtoras, o setor avalia que não houve perdas significativas de produtividade nesta safra. A principal preocupação está voltada para a disseminação da praga nas próximas temporadas, favorecida pela chamada “ponte verde” entre culturas como soja, feijão e algodão.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Ataque às folhas e risco de doenças

Proprietário de uma empresa de consultoria que atende cerca de 26 mil hectares na região de Nova Mutum, Cledson Guimarães Dias Pereira explica que a larva-minadora atua diretamente na folha da soja e pode desencadear uma associação perigosa com doenças. “A mosca vem, bota o ovo, a larva entra na folha e começa a comer, fazendo um mapa geográfico. Quanto maior a infestação, menos fotossíntese a planta tem, além de virar porta de entrada para mancha-alvo e cercospora”, afirma ao Patrulheiro Agro.

Segundo ele, a pressão da praga já foi registrada com maior intensidade em outras culturas, como o feijão, e agora começa a aparecer na soja. “Este ano a gente está tendo uma pressão média na soja. Já é um alerta, porque quanto mais a doença evoluir, menos folha você tem”, reforça.

Alerta no campo

No meio-oeste de Mato Grosso, produtores rurais relatam que a larva-minadora já foi identificada em diversas áreas, ainda que em pequenas quantidades. Para o agricultor Gilson Antunes de Melo, o cenário exige atenção constante. “Embora em pequenas quantidades, já é motivo de alerta. É mais uma praga para a gente estar atento, monitorando e, se precisar, intervir com o controle”, relata.

O presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, chama atenção para o fato de a praga ser comum em outras culturas, como a laranja. “Na soja, a gente ainda não tinha visto. Não sei se ela se adaptou e encontrou um ambiente propício, mas este ano apareceu e vamos ter que conviver com ela”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

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Monitoramento e controle preventivo

A avaliação dos técnicos é que o controle da larva-minadora é viável, desde que feito no momento correto. “Ela é de fácil controle. Se entrar com o ativo correto, na hora certa, você para a praga logo no primeiro trifólio. Com duas aplicações, a lavoura fica limpa”, explica Cledson Pereira.

Além de Mato Grosso, o inseto também já foi identificado em lavouras de estados do Meio-Oeste dos Estados Unidos, como Missouri e Nebraska, o que reforça a necessidade de atenção por parte dos produtores brasileiros.

Para o delegado coordenador da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Yuri Nunes Cervo, a informação é uma das principais ferramentas de enfrentamento. “Muitos produtores têm o problema na lavoura e não sabem o que está acontecendo. É importante identificar os sintomas, antecipar o manejo e buscar as soluções. Pragas que começam pequenas podem se tornar grandes problemas”, alerta.

Segundo ele, o monitoramento preventivo deve passar a fazer parte da rotina no campo. “Viu, identificou, já usa um produto. Controla essa e outras pragas também. É algo que precisa entrar no portfólio do produtor”, orienta.

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