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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Análise Ceema: Cotações do milho subiram nesta semana, fechando a quinta-feira em US$4,41/bushel – MAIS SOJA

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Por Argemiro Luís Brum

As cotações do milho igualmente subiram, porém, em menor intensidade proporcionalmente à soja. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (13) em US$ 4,41, contra US$ 4,28 uma semana antes.

A expectativa do retorno das estatísticas oficiais dos serviços públicos dos EUA, após o encerramento do chamado período de shutdown (mais de 40 dias), alimentaram especulações de que a colheita final naquele país, a qual está praticamente encerrada, seria menor do que o previsto. Antes do relatório, esperado para este dia 14/11 (o qual iremos analisar em detalhes no próximo boletim), o mercado apontava uma colheita entre 415,6 milhões e 425,5 milhões de toneladas, contra 427,1 milhões indicados no relatório de setembro (último a ser divulgado). A produtividade média esperada está entre 190,1 e 194,6 sacos/hectare, contra 195,3 sacos indicados em setembro. Em isso se confirmando, os estoques finais de milho, neste novo ano comercial, deverão ficar entre 49,4 e 62,7 milhões de toneladas, contra 53,6 milhões em setembro. Ou seja, se o novo relatório indicar volumes mais próximos do patamar superior, naturalmente as cotações do milho em Chicago também tenderão a recuar.

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Já no Brasil, os preços do cereal se mantêm estáveis, com R$ 60,00/saco nas principais praças gaúchas e entre R$ 48,00 e R$ 64,00/saco nas principais regiões do país.

Enquanto isso, a nova safra de milho nacional, para 2025/26, poderá ficar entre 138 e 144 milhões de toneladas se o clima ajudar. A chamada safrinha seria de 110,5 milhões de toneladas, com recuo de 2,5% sobre o ano anterior, segundo a Conab. Enquanto isso, a safra de verão poderá chegar a 25,8 milhões de toneladas no CentroSul brasileiro, contra 24,7 milhões na safra passada (cf. Safras & Mercado). Em tal contexto, a exportação do cereal poderá avançar para 46,5 milhões de toneladas, contra 40 milhões estimados para este último ano comercial.

Enfim, as exportações brasileiras de milho continuam abaixo do necessário. Nos primeiros cinco dias úteis de novembro o volume médio diário ficou em 228.107 toneladas, ou seja, 8,3% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. Outubro fechou com vendas externas ao redor de 5 milhões de toneladas. Diante disso, o escoamento da recente safra recorde está muito dependente do consumo interno, especialmente junto à indústria de etanol. Assim, se a nova safra de verão for normal e o plantio da safrinha indicar uma área importante, será difícil os preços do milho se elevarem na primeira metade de 2026. Depois, o clima ditará, como sempre, o jogo.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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Sustentabilidade

Soja fecha o dia com preços firmes e quedas pontuais; veja as cotações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre estáveis e mais baixos nesta quinta-feira (5). De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, os participantes permaneceram afastados das negociações, com pouco interesse de compra.

O dia também foi marcado por exportações mais lentas e limitadas ofertas destinadas ao mercado interno.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou perdas mais acentuadas a partir do meio-pregão, pressionando as cotações domésticas. O dólar, por sua vez, ajudou a compensar parcialmente o movimento negativo.

Segundo Silveira, a baixa movimentação fez com que muitas indicações de preços fossem apenas nominais, sem negócios efetivos que confirmassem as referências.

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Preços médios da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 152,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 153,50
  • Cascavel (PR): R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 140,00
  • Dourados (MS): recuou de R$ 140 para R$ 138
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 141 para R$ 140
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 159
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 160,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira. O avanço da colheita daquela que deve ser a maior safra da história dos Estados Unidos colocou os contratos nos menores níveis em dois meses e meio.

As atenções se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A aposta é de que o número para a safra americana seja elevados.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.

“Quanto ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas”, detalha o analista. O relatório será divulgado na próxima terça-feira (10), às 14h.

Contratos futuros da soja

Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 14,00 centavos de dólar ou 1,16%, a US$ 11,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,96 1/4 por bushel, com retração de 14,00 centavos de dólar ou 1,15%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,43% a US$ 317,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,24 centavos de dólar, com perda de 1,29 centavo ou 2,03%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,68%, negociado a R$ 5,4855 para venda e a R$ 5,4875 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4267 e a máxima de R$ 5,4947.

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Sustentabilidade

Plantio de soja chega a 86% no Norte do Paraná em meio a chuvas e perdas pontuais por granizo – MAIS SOJA

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Mesmo diante das chuvas frequentes e das condições desfavoráveis do solo, o plantio da safra de soja 2026/27 avançou para 86% da área prevista no Norte do Paraná. Em entrevista exclusiva à Agência Safras, o administrador de empresas e gerente comercial da Modo Agro, Jocimarcio Borges, destacou que os produtores enfrentam dificuldades para dar continuidade à semeadura, enquanto episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas.

“Os produtores seguem atentos às poucas janelas de tempo mais favorável, aproveitando cada oportunidade para dar continuidade aos trabalhos, mesmo diante de condições de solo ainda pouco adequadas”, relata Borges.

Apesar dos obstáculos enfrentados na implantação da safra, as variedades cultivadas têm demonstrado boa resistência às adversidades climáticas. “Os materiais têm demonstrado boa resiliência, mantendo perspectivas de evolução à medida que as condições se tornem mais favoráveis”, destaca.

No último fim de semana, episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas. Segundo o gerente comercial, os danos não representam, até o momento, impacto significativo para o conjunto da região.

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Nas lavouras já implantadas, o desenvolvimento inicial apresenta um leve retardamento em razão das condições climáticas e do solo. Entretanto, Borges ressalta que ainda não há elementos suficientes para indicar redução do potencial produtivo.

“Neste momento, ainda é prematuro apontar qualquer comprometimento do potencial produtivo das lavouras. Observa-se, no campo, um leve retardamento no desenvolvimento inicial das plantas, reflexo das condições climáticas e de solo enfrentadas até aqui”, afirma.

O acompanhamento das próximas semanas será determinante para avaliar a evolução das áreas semeadas. “Apesar dos desafios, até o momento não há indicativos de comprometimento produtivo generalizado na região”, conclui Borges.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

É possível produzir mais soja sem desmatar a Amazônia? – MAIS SOJA

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O Brasil é o país com maior área cultivada de soja no mundo (49 milhões de hectares), o que posiciona o país como o maior produtor mundial da cultura (Conab, 2026; FAOSTAT, 2026), ao mesmo tempo que abriga 60% da floresta amazônica, que ocupa 550 milhões de hectares na América do Sul. Historicamente, parte importante do crescimento da produção de soja no país veio da conversão de florestas e savanas em lavoura (MapBiomas, 2020), o que levanta uma pergunta central para o setor agrícola: é possível continuar aumentando a produção sem repetir esse padrão de expansão sobre áreas nativas?

Um estudo conduzido por Marin et al. (2022) combinou modelos de simulação de cultivo e análise espacial para avaliar, nos quatro principais biomas produtores de soja do Brasil (Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia), o quanto a intensificação produtiva, ou seja, o aumento da produtividade na área já cultivada poderia substituir a abertura de novas áreas até 2035.

Entre 2007 e 2019, o aumento da produção de soja na Amazônia e no Cerrado veio majoritariamente da expansão de área (fatia vermelha na Figura 1a), e não do ganho de produtividade (fatia verde na Figura 1a), ao contrário do observado em outros biomas como na Mata Atlântica e no Pampa, regiões de ocupação mais antiga. Um terço de toda a expansão da soja no Brasil entre 2015 e 2019 ocorreu na Amazônia, com metade dela avançando sobre floresta nativa. O estudo demonstra que a lacuna de produtividade explorável da soja aumenta de sul para norte, de 10% no Pampa a 35% na Amazônia e no Cerrado, indicando que ainda há bastante espaço para ganhar produtividade nessas regiões sem abrir uma nova área (Figura 1b).

Figura 1. Contribuição da expansão de área e do ganho de produtividade para o aumento da produção de soja por bioma entre 2007 e 2019 (a) e gap de produtividade explorável da soja nos biomas brasileiros (b). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Para testar o potencial da intensificação, os autores compararam três cenários até 2035: manter o padrão atual de expansão sobre novas áreas (BAU), travar a expansão sobre áreas nativas sem investir em manejo (NCE) e intensificar a produção, acelerando o ganho de produtividade e permitindo a expansão da soja apenas sobre pastagens já existentes (INT). No cenário de intensificação, a produção de soja chegaria a 162 milhões de toneladas em 2035, sem nenhum desmatamento adicional e com 58% menos emissões de gases de efeito estufa do que no cenário de expansão atual (Figura 2).

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Figura 2. Produção anual de soja no Brasil projetada até 2035 em três cenários: manutenção do padrão atual de expansão (BAU), contenção da expansão sobre áreas nativas sem ganho adicional de manejo (NCE) e intensificação da produção associada à expansão apenas sobre pastagens (INT). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Isso mostra que fechar o gap de produtividade não é apenas uma estratégia para aumentar a renda da propriedade: no caso da soja no Brasil, intensificar o manejo na área já plantada é também o caminho mais viável para proteger a Amazônia e o Cerrado, conciliando o crescimento da produção com a sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de desmatar mais um hectare.



Referências:

Collection [5.0] of the Annual Series of Land Use and Land Cover Maps of Brazil (MapBiomas Project, 2020); https://mapbiomas.org/en

Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). 1º Levantamento safra de grãos 2026/2027. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/1o-levantamento-safra-2026-27/1o-levantamento-safra-2026-27 >, acesso: 20/10/2026

MARIN, F.R. et al. Protecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification. Nature Sustainability, v. 5, p. 1018-1026, 2022. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41893-022-00968-8 >, acesso: 15/10/2026.
FAOSTAT Statistical Database (Food and Agriculture Organization). Disponível em: < https://www.fao.org/faostat/en/#data >, Acesso: 20/10/2026.

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