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15 de outubro de 2026

Business

“O grande desafio é não deixar escorrer entre os dedos o potencial produtivo”, diz Bayer

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O milho segue como uma das culturas mais estratégicas do agronegócio brasileiro, e em Minas Gerais o foco tem sido aproveitar cada saca possível da lavoura. Mesmo com custos altos e incertezas climáticas, o produtor continua apostando na tecnologia e no manejo assertivo para alcançar produtividade e rentabilidade.

Luiz Márcio Bernardes, diretor regional da Unidade de Negócios para Milho da Bayer, destaca que a empresa tem trabalhado lado a lado com o agricultor, oferecendo suporte técnico e soluções inovadoras que fortalecem a produção no campo.

Segundo Bernardes, o cenário desafiador dos últimos anos exigiu do produtor mais resiliência e planejamento. Ele lembra que, mesmo com margens apertadas, o produtor brasileiro mantém eficiência e capacidade de adaptação. “O nosso resultado é reflexo do sucesso do produtor”, afirma ao programa Direto ao Ponto desta semana.

Com o crédito mais caro e o clima irregular, a atenção ao manejo se tornou ainda mais importante. “O grande desafio hoje do produtor é não deixar escorrer entre os dedos potencial produtivo”, diz o diretor.

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Em Minas Gerais, a Bayer vem incentivando práticas e tecnologias que ajudam o agricultor a alcançar altos patamares de produtividade. “O produtor está percebendo as oportunidades, tanto de produtividade quanto de fazer lucro bruto por hectare com verão. Ele está mirando 240, 250 sacas por hectare. Nós estamos incentivando pra experimentar chegar perto da casa das 300 sacas”, conta Bernardes, ao citar o caso de um produtor do Sul de Minas que já atingiu esse resultado.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia e manejo para o futuro do milho

Entre as inovações, ele destaca o desenvolvimento de híbridos de milho de alta performance e o trabalho com o Smart Corn System, tecnologia de milho de baixa estatura que facilita o manejo e reduz o risco de tombamento. “Fisicamente vai ser mais viável. Ele tem uma estrutura de colmo mais forte”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

O diretor também comenta a importância do manejo eficiente contra pragas e doenças, como o complexo de enfezamento transmitido pela cigarrinha. “Nos últimos dois anos, 90% do foco do time da Bayer foi contribuir para um sistema de manejo onde o produtor tivesse melhor performance contra cigarrinha e doenças”, relata.

Para Bernardes, a troca de informações e o acompanhamento técnico são fundamentais para o sucesso no campo. “A gente passou de maneira intencional a montar uma rede que entregasse essas respostas para nós”, diz. “Cada vez que a gente faz o produto ter sucesso, a nossa vida fica melhor”.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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