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17 de junho de 2026

Business

“O grande desafio é não deixar escorrer entre os dedos o potencial produtivo”, diz Bayer

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O milho segue como uma das culturas mais estratégicas do agronegócio brasileiro, e em Minas Gerais o foco tem sido aproveitar cada saca possível da lavoura. Mesmo com custos altos e incertezas climáticas, o produtor continua apostando na tecnologia e no manejo assertivo para alcançar produtividade e rentabilidade.

Luiz Márcio Bernardes, diretor regional da Unidade de Negócios para Milho da Bayer, destaca que a empresa tem trabalhado lado a lado com o agricultor, oferecendo suporte técnico e soluções inovadoras que fortalecem a produção no campo.

Segundo Bernardes, o cenário desafiador dos últimos anos exigiu do produtor mais resiliência e planejamento. Ele lembra que, mesmo com margens apertadas, o produtor brasileiro mantém eficiência e capacidade de adaptação. “O nosso resultado é reflexo do sucesso do produtor”, afirma ao programa Direto ao Ponto desta semana.

Com o crédito mais caro e o clima irregular, a atenção ao manejo se tornou ainda mais importante. “O grande desafio hoje do produtor é não deixar escorrer entre os dedos potencial produtivo”, diz o diretor.

Em Minas Gerais, a Bayer vem incentivando práticas e tecnologias que ajudam o agricultor a alcançar altos patamares de produtividade. “O produtor está percebendo as oportunidades, tanto de produtividade quanto de fazer lucro bruto por hectare com verão. Ele está mirando 240, 250 sacas por hectare. Nós estamos incentivando pra experimentar chegar perto da casa das 300 sacas”, conta Bernardes, ao citar o caso de um produtor do Sul de Minas que já atingiu esse resultado.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia e manejo para o futuro do milho

Entre as inovações, ele destaca o desenvolvimento de híbridos de milho de alta performance e o trabalho com o Smart Corn System, tecnologia de milho de baixa estatura que facilita o manejo e reduz o risco de tombamento. “Fisicamente vai ser mais viável. Ele tem uma estrutura de colmo mais forte”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

O diretor também comenta a importância do manejo eficiente contra pragas e doenças, como o complexo de enfezamento transmitido pela cigarrinha. “Nos últimos dois anos, 90% do foco do time da Bayer foi contribuir para um sistema de manejo onde o produtor tivesse melhor performance contra cigarrinha e doenças”, relata.

Para Bernardes, a troca de informações e o acompanhamento técnico são fundamentais para o sucesso no campo. “A gente passou de maneira intencional a montar uma rede que entregasse essas respostas para nós”, diz. “Cada vez que a gente faz o produto ter sucesso, a nossa vida fica melhor”.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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