Connect with us
15 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Modelos que estimam a densidade do solo reduzem custo para monitorar o estoque de carbono no solo em áreas de grãos – MAIS SOJA

Published

on


Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e instituições parceiras avançaram nos estudos para estimar a densidade aparente do solo — variável essencial para calcular o estoque de carbono e viabilizar projetos agrícolas de crédito de carbono — sem a necessidade de amostragem intensiva em campo. A pesquisa consistiu na proposição de funções de pedotransferência (FPTs), modelos matemáticos que permitem estimar a densidade com base em atributos como teor de carbono, areia, silte e argila, comumente disponíveis em pacotes analíticos oferecidos pelos laboratórios de análise de solo.

Essa abordagem reduz o esforço amostral de campo nos talhões agrícolas e, consequentemente, os custos associados, além de dar maior operacionalidade na quantificação e monitoramento do estoque de carbono no solo em áreas de grãos no Brasil.

De acordo com Ruan Carnier, colaborador da Embrapa Meio Ambiente, o estudo analisou mais de 8 mil amostras de solo coletadas em 47 propriedades rurais sob regiões nativas e cultivo de grãos, como soja e milho, na região Centro-Sul — responsável por cerca de 85% da produção nacional. Com base nesses dados, os pesquisadores testaram 33 funções existentes na literatura internacional e desenvolvimento quatro novas (F34 a F37), específicas para as condições tropicais e de manejo agrícola brasileiro.

Distribuição geográfica das fazendas amostradas no Centro-Sul do Brasil utilizada para desenvolver e validar funções de pedotransferência para densidade aparente do solo.Photo: Mapa

Agricultura e carbono

Advertisement

O trabalho reforça a importância da densidade aparente na contabilização do carbono do solo, que representa um dos maiores depósitos globais de carbono — cerca de 1.505 gigatoneladas (Gt) até um metro de profundidade. A adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, como o plantio direto, tem potencial de sequestrar até 0,95 Gt de carbono por ano, o equivalente a 0,33% das emissões humanas acumuladas desde a Revolução Industrial.

Contudo, explica Carnier, a determinação da densidade do solo em campo é um dos maiores gargalos para quantificar o estoque de carbono de forma precisa. O procedimento exige abertura de trincheiras e coleta de amostras indeformadas com anéis volumétricos — procedimento trabalhoso e demorado. Por isso, o uso de FPTs representa uma alternativa para viabilizar a quantificação e monitoramento dos estoques de C no solo, usando para isso outras variações mais facilmente determinadas no solo. As FPTs vêm ganhando espaço em protocolos e orientações dedicadas ao mercado de carbono, bem como em políticas de mitigação climática. O grande desafio é o estabelecimento de FTPs representativas regionalmente, para culturas e manejos adotados.

Modelos adaptados às condições tropicais
As funções de pedotransferência foram inicialmente desenvolvidas em países de clima temperado e, portanto, podem gerar erros quando aplicadas em solos tropicais altamente intemperizados, como os do Cerrado e da Mata Atlântica. O estudo liderado pela Embrapa Meio Ambiente demonstrou que modelos regionais, calibrados com dados locais, apresentam melhor desempenho.

Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Cristiano Andrade, os resultados mostraram que as funções F36 e F37 tiveram o melhor desempenho, alcançando os maiores índices de brilho entre os valores previstos e os medidos (r entre 0,74 e 0,81) e erro médio inferior a 0,1. Isso indica que essas funções podem estimar a densidade do solo com precisão detalhada de complexidade direta.

A pesquisa projetou a F37 especificamente para estimar a densidade para camadas abaixo de 30 centímetros, enquanto a medição direta ainda é indicada nas camadas superficiais, mais importantes em termos de carbono e mais afetadas pelo manejo agrícola, e de mais fácil amostragem para quantificação da densidade. Quando aplicado conjuntamente com as medições superficiais, o modelo obtido é de 0,99, demonstrando alto potencial para estimar estoques de carbono com segurança. 

Advertisement

Impacto para projetos de carbono no solo
A aplicação das funções de pedotransferência pode tornar mais acessível e escalável o monitoramento de carbono do solo, etapa essencial para a geração de créditos de carbono. Ao reduzir a necessidade de amostragem profunda, os modelos desenvolvidos pela Embrapa são direcionados para baixar custos e ampliar a adoção de práticas sustentáveis ​​em áreas de grande extensão.

Os autores destacam que os erros observados nas estimativas são pequenos em relação às taxas médias de sequestro de carbono observados em sistemas agrícolas brasileiros. Considerando um projeto de cinco anos, por exemplo, a subestimação do estoque final pelo modelo F37 seria inferior a 7%.

Solos e políticas climáticas
A quantificação do carbono estocado não só é estratégica não apenas para o mercado de carbono, mas também para o aprimoramento de inventários de emissões e avaliações mais completas na lógica da análise de ciclo de vida de sistemas de produção e produtos. No Brasil, a integração dessas metodologias deve contribuir para refinar os fatores de mudança de uso da terra e melhorar os balanços de carbono para aferição de metas climáticas assumidas por setores da economia, regiões ou no nível do país.

Segundo Carnier, os resultados confirmam que o uso de funções baseadas em dados regionais é uma alternativa confiável às questões indiretas, especialmente em projetos de grande escala, o que pode significar maior escalabilidade e menor custo final. 

O estudo é um dos resultados do grupo de trabalho – WP1 associado ao projeto PRO Carbono em parceria com a Bayer Crop Science e também envolveu os pesquisadores Alfredo Luiz, Joaquim Ayer, Nilza Ramos, Sandra Nogueira e Cristiano Andrade. O artigo foi publicado na revista Geoderma Regional sob o título “Pedotransfer-based bulk denso: Uma abordagem alternativa para permitir a contabilidade de carbono do solo em regiões de grãos do Brasil” e pode ser acessado aqui. 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes? – MAIS SOJA

Published

on


O uso de herbicidas pré-emergentes tem se tornado uma ferramenta importante para a manutenção do potencial produtivo das culturas agrícolas, contribuindo para o controle dos fluxos de emergência das plantas daninhas (Figura 1). Esses herbicidas atuam principalmente sobre sementes em processo de germinação e plântulas em desenvolvimento, comprometendo a germinação, o crescimento inicial e a emergência das plantas daninhas suscetíveis. Essa estratégia contribui para reduzir a infestação de plantas daninhas, favorecer o estabelecimento inicial da cultura e diminuir a pressão de controle em pós-emergência da lavoura.

Figura 1. Fluxos de emergência de plantas daninhas, com diferentes espécies emergindo em distintos períodos do ciclo de desenvolvimento.

Embora os benefícios do uso de herbicidas pré-emergentes sejam expressivos, sua eficácia depende de um posicionamento adequado, que exige conhecimento sobre a dinâmica dos produtos no solo, sua seletividade, seu efeito residual e as condições ambientais necessárias para seu funcionamento. Entre os fatores que influenciam o desempenho desses herbicidas, destaca-se a umidade do solo. Além das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e das características físico-químicas do produto, é fundamental considerar as condições de umidade no planejamento das aplicações.

Após a aplicação, muitos herbicidas pré-emergentes precisam ser disponibilizados na solução do solo para que possam entrar em contato com as estruturas suscetíveis das plantas daninhas em germinação e emergência. A água favorece a dissolução e a distribuição dos ingredientes no solo, onde ocorre grande parte da germinação das sementes. Em condições de baixa umidade, essa disponibilização pode ser limitada, comprometendo a ativação do herbicida e reduzindo sua eficiência de controle. Nesse contexto, o posicionamento dos pré-emergentes deve considerar não apenas as espécies de plantas daninhas presentes e o histórico da área, mas também a umidade do solo, a previsão de chuvas e as características do solo e do herbicida utilizado (HRAC-BR, 2026).

Em condições de baixa umidade, a menor dissolução do ingrediente ativo pode limitar sua disponibilidade na solução do solo e, consequentemente, seu contato com as estruturas vegetais suscetíveis. Com isso, o controle pode ser irregular, favorecendo novos fluxos de emergência. Por outro lado, o excesso de chuva também exige atenção. Dependendo das propriedades do herbicida, da textura do solo, do teor de matéria orgânica e do volume e da intensidade da precipitação, pode ocorrer movimentação do ingrediente ativo para camadas mais profundas, reduzindo sua concentração na zona de germinação das plantas daninhas. Em determinadas condições, essa movimentação também pode aumentar o risco de fitotoxicidade à cultura.

Advertisement

Portanto, a umidade do solo e a previsão de chuvas são fatores fundamentais para o adequado posicionamento dos herbicidas pré-emergentes na cultura da soja. Considerar essas variáveis, em conjunto com as características do solo, o histórico de infestação da área e as recomendações de uso de cada produto, contribui para melhorar a eficiência do controle das plantas daninhas e reduzir os riscos de falhas de controle e de danos fitotóxicos à cultura.


Veja mais: Posicionamento de herbicidas pré-emergentes em soja


Referências:

HRAC-BR. DESAFIO DO USO DO PRÉ-EMERGENTE DEVIDO A BAIXA UMIDADE. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/desafio-do-uso-do-pre-emergente-devido-a-baixa-umidade >, acesso em: 14/10/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

El Niño forte acende alerta para soja e pode desafiar regiões produtoras no fim de 2026, aponta StoneX

Published

on

O quarto trimestre de 2026 deverá trazer desafios climáticos importantes para o agronegócio global, com destaque para os riscos associados à combinação de um El Niño muito forte, a possível configuração positiva do Dipolo do Oceano Índico (IOD) e temperaturas acima da média no Atlântico tropical. A avaliação integra a análise climática da 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada em 8 de outubro.

Segundo a análise, embora a intensidade do El Niño esteja entre as mais expressivas dos últimos anos, o impacto sobre as lavouras dependerá menos dos volumes totais de chuva e mais da distribuição das precipitações, das ondas de calor e do momento em que esses eventos ocorrerem ao longo do ciclo produtivo de cada cultura.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno já está estabelecido e possui probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. O órgão também alerta para maior ocorrência de extremos climáticos, incluindo calor intenso, eventos de chuva forte e períodos de seca.

“O mercado costuma associar automaticamente o El Niño a determinados padrões climáticos, mas os impactos reais dependem da interação entre diversos fatores oceânicos e atmosféricos. Neste ano, o Dipolo do Oceano Índico e o Atlântico tropical mais aquecido também podem alterar significativamente a forma como a chuva e a temperatura se distribuem sobre as principais regiões produtoras”, afirma Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Brasil concentra pontos de atenção

Para as culturas brasileiras, o relatório destaca cenários bastante distintos entre regiões. No Sul do Brasil, as perspectivas apontam para chuvas acima da média favorecendo, em princípio, o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho. Contudo, o excesso de precipitações poderá dificultar operações de plantio, logística e trânsito de máquinas, exigindo atenção dos produtores.

Advertisement

Já no Cerrado e na região do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e precipitações abaixo do ideal em novembro e dezembro desponta como um dos principais riscos climáticos para a safra. Nessas áreas, soja e milho podem enfrentar maior estresse hídrico justamente em etapas sensíveis do desenvolvimento vegetativo das culturas.

“O maior risco para os produtores não é apenas a quantidade de chuva prevista para a estação. A preocupação está na ocorrência de períodos prolongados de calor acompanhados por deficiência hídrica, especialmente nas regiões produtoras do Cerrado e do Matopiba, onde a demanda por água pelas plantas aumenta consideravelmente”, explica Carolina.

O relatório também chama atenção para o café no Sudeste brasileiro. Embora não haja uma indicação clara de déficit pluviométrico para toda a região, as temperaturas mais elevadas previstas para novembro e dezembro podem intensificar o estresse das plantas e afetar etapas importantes do ciclo produtivo.

Para a cana-de-açúcar do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com expectativa de chuvas acima da média e temperaturas próximas ou ligeiramente acima do padrão histórico, condições que tendem a beneficiar o desenvolvimento da cultura desde que não ocorram excessos prolongados de umidade.

Mudanças reforçam complexidade do cenário

A análise destaca que os últimos meses já mostraram evidências da influência do El Niño sobre a América do Sul. Em julho e agosto, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina registraram volumes de chuva significativamente acima das médias históricas, enquanto regiões mais ao norte do continente tiveram precipitações reduzidas.

Advertisement

Em setembro, porém, houve uma mudança importante no padrão. São Paulo registrou acumulados de chuva 273% acima da média nos primeiros 23 dias do mês, enquanto o Paraná teve volumes 181% superiores ao normal. Ao mesmo tempo, o Uruguai apresentou uma das condições mais secas já observadas para o período.

Segundo a analista, essa inversão entre agosto e setembro possui poucos precedentes históricos e reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas, especialmente em anos marcados por fenômenos oceânicos de grande intensidade.

Impactos globais em culturas concorrentes

Além do Brasil, o relatório identifica riscos climáticos relevantes para regiões produtoras que competem diretamente com o país em diferentes mercados agrícolas.

Para soja e milho, Paraguai e Uruguai apresentam perspectivas semelhantes às do Sul brasileiro, com potencial benefício inicial das chuvas, mas também maior risco operacional associado ao excesso de umidade.

No sul da África, produtores de milho deverão enfrentar condições de calor e precipitações limitadas entre novembro e dezembro, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da região.

Advertisement

O mercado global de café também permanecerá atento às condições meteorológicas em importantes origens. Enquanto períodos mais secos podem favorecer a colheita na América Central, México, Colômbia e Vietnã, a persistência de calor combinada à restrição hídrica representa ameaça ao desenvolvimento futuro das lavouras e às próximas floradas.

Já para culturas tropicais, o estudo destaca risco de condições mais quentes para o cacau na Costa do Marfim e em Gana, além de potencial estresse climático para a produção de óleo de palma na Indonésia e Malásia.

No caso do trigo, o cenário merece acompanhamento tanto na Argentina quanto em outros grandes produtores globais, como Índia e Austrália, onde temperaturas elevadas poderão influenciar o desenvolvimento da cultura ao longo do trimestre.

Monitoramento será decisivo

Para a Carolina Giraldo, a principal característica do último trimestre de 2026 será a ausência de um padrão climático único entre as diferentes regiões produtoras. Enquanto algumas áreas poderão enfrentar excesso de chuva, outras estarão expostas ao risco de calor e restrição hídrica.

“O quarto trimestre exigirá acompanhamento constante das condições meteorológicas. Mais do que observar médias trimestrais, será fundamental monitorar mês a mês a evolução das chuvas, das temperaturas e da umidade do solo, porque os impactos para as commodities dependerão diretamente da fase de desenvolvimento ou colheita de cada cultura”, conclui a analista.

Advertisement

A análise completa está disponível na 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da empresa.

Continue Reading

Sustentabilidade

Plantio da soja avança em Mato Grosso do Sul com atenção às condições climáticas – MAIS SOJA

Published

on


De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, até 9 de outubro, 26,6% da área estimada para a safra de soja 2026/2027 já havia sido semeada, o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de hectares. O percentual representa um avanço de cerca de 10 pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra 2025/2026.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, as precipitações registradas ao longo da semana variaram de 1 a 225 milímetros, e provocaram impactos nas lavouras. Enquanto a umidade favorece a semeadura e o desenvolvimento das plantas em áreas com volumes menores de chuva, o excesso de precipitação tem causado problemas no estabelecimento inicial da cultura em outras localidades.

“Na região Centro, há registros de selamento superficial do solo, condição que dificulta a emergência das plântulas. Já na região Sudeste, o excesso de chuva tem provocado erosão laminar, com arraste da camada superficial do solo e das sementes, podendo tornar necessário o replantio”.

Apesar dos relatos de problemas em áreas já semeadas, ainda não é possível estimar a extensão dos prejuízos ou a área que poderá precisar de replantio. Por isso, a avaliação das condições de cada talhão é fundamental neste momento.

Advertisement

“A identificação do estande de plantas, das condições de umidade e da ocorrência de erosão contribui para avaliar a situação da lavoura antes de definir qualquer intervenção”, destaca Lucas.

Mesmo com a redução temporária do ritmo das operações em função das chuvas, o percentual acumulado permanece acima do registrado no ciclo anterior. A região Sul apresenta o plantio mais avançado, com média de 35,7% da área semeada até 9 de outubro. Na região Centro, o índice chega a 17,9%, enquanto a região Norte registra menos de 4,8%.

A evolução das operações nas próximas semanas dependerá das condições climáticas e da possibilidade de retomada dos trabalhos no campo.

Milho 

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 foi concluída na maior parte de Mato Grosso do Sul até o fim de setembro. Segundo o levantamento da Aprosoja/MS, apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste finalizaram as operações no início de outubro.

Advertisement

A estimativa atual aponta produtividade média de 122,79 sacas por hectare, alta de 13,3% em relação ao ciclo anterior. Com área estimada em 2,206 milhões de hectares, a produção está projetada em 16,253 milhões de toneladas, volume 16,7% superior ao da safra 2024/2025.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Advertisement

Site: Aprosoja MS

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT