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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

‘Em ano de clima irregular, safra de soja está no limite e não há espaço para erro’, diz sojicultor de MT

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O clima segue como principal desafio na reta final do plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. No médio-norte do estado, as chuvas irregulares e a estiagem prolongada atrasaram a semeadura e já causam prejuízos sentidos pelos produtores. O verde que cobre o estado, símbolo da fartura no campo, neste ano dá lugar a um cenário de incerteza.

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Entre dias nublados e o sol escaldante, o produtor tenta acompanhar o ritmo das chuvas, que insistem em não se firmar. Em Ipiranga do Norte, o agricultor Daniel Rizzi, que conseguiu cultivar 920 hectares de soja, observa com preocupação o desenvolvimento da lavoura.

“Iniciou-se bem cedo a chuva, mas tivemos cortes grandes no meio. Houve talhões que ficaram até 20 dias sem chuva. As plantas sofreram para germinar e para crescer. Tivemos muita perda e, junto com a seca, vieram as lagartas e outras pragas que se proliferam rápido. No fim, tudo isso resulta em prejuízo para a produção final”, relata o agricultor.

A situação não é exclusiva de Ipiranga do Norte. Em diversas regiões do estado, há áreas que já somam até 30 dias sem chuva.

Situação em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), o maior produtor de soja do país, o cenário é semelhante. O plantio está atrasado e a irregularidade das chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras germinadas. Segundo o Sindicato Rural do município, a produtividade esperada para esta safra já está comprometida.

“Aqui em Sorriso, já estimamos uma perda entre 8 e 10 sacas por hectare. Esperamos por chuvas generalizadas, que garantam umidade no solo e permitam o bom desenvolvimento da cultura”, afirma Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

Com o avanço irregular das chuvas, a janela de plantio se estendeu. O excesso de calor e a falta de umidade trouxeram perdas logo no início do desenvolvimento das lavouras e, com isso, muitos sojicultores precisaram recorrem ao replantio.

De acordo com Damiani, até o dia 30 de setembro, cerca de 50% da área já estava semeada, ritmo considerado adiantado em relação a outros anos. No entanto, com a virada de outubro, o cenário mudou completamente. “A chuva foi embora”, resumem os produtores.

Safra desafiadora

Em Gaúcha do Norte, o produtor Adalberto Grando, que cultiva 2.700 hectares entre os dois municípios, enfrenta o mesmo desafio. “Em outras épocas, a lavoura já teria fechado as linhas. Agora, o calor forte e a falta de chuva estão comprometendo o estande de plantas. É preocupante”, lamenta.

No estado que lidera a produção de soja no Brasil, o clima adverso, os custos elevados e a rentabilidade apertada tornam cada dia sem chuva um verdadeiro teste de resistência, para as plantas e para quem vive do campo. “Se o clima não ajudar, vai ser um ano muito complicado. A receita está no limite, não há espaço para erro”, desabafa Adalberto.

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Sustentabilidade

Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.

Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.

Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.

No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.

No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

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Sustentabilidade

Com 28,4% concluídos, colheita do algodão avança pelos principais estados produtores – MAIS SOJA

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Algodão -28,4% colhido. Em MT, a colheita da primeira safra avança enquanto a retirada da fibra da segunda safra ainda está em estádio inicial. No manejo fitossanitário, o bicudo-doalgodoeiro permanece mantido sob controle.

Na BA, a colheita se aproxima da metade nas áreas de sequeiro. No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita alcança cerca de 67% da área estimada, com a primeira safra dentro do
planejamento e a segunda, iniciada no fim de julho, está avançada.

Em MS, a colheita segue em ritmo acelerado na região Norte, com intensificação dos maturadores. Na região central, as chuvas atrasaram as operações. Em MG, a colheita atinge cerca de 37% e segue avançando, com produtividade superando as estimativas iniciais no sequeiro e, sobretudo, nas áreas irrigadas.

Em GO, a colheita atinge metade da área nas duas principais regiões produtoras, Leste e Sul. A maior parte das lavouras está em maturação e o fornecimento de água foi suspenso. Os rendimentos estão dentro das expectativas iniciais.

No PI, a colheita alcança cerca de 62% da área semeada. Em SP, a colheita está concluída.

Previsão Agrometeorológica (03/08/2026 a 10/08/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Oeste do AM, podendo, pontualmente, ultrapassar 80 mm. No litoral do PA, no AP, em RR e no AC, os acumulados podem ficar em torno de 7 mm. Nas demais áreas da região Norte, os acumulados podem ser de até 5 mm.  Na Região Nordeste, as chuvas devem se concentrar ao longo da faixa litorânea, com destaque para o litoral Sul da BA e entre Natal e Maceió, onde, pontualmente, os acumulados podem atingir cerca de 20 mm. Nas demais áreas da faixa litorânea, os acumulados devem ser inferiores a 10 mm, mantendo a restrição hídrica para o feijão e o milho terceira safra no Sealba. No interior da Região Nordeste, não há previsão de chuva, favorecendo a qualidade da fibra do algodão.

CO: O tempo firme deve predominar ao longo da semana na maior parte da Região, abrangendo, principalmente, o DF e o GO. Há previsão de chuva apenas nas áreas do Noroeste de MT e do sul de MS, onde os acumulados devem ficar em torno de 10 mm. As condições permanecerão favoráveis para a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra, além do trigo sequeiro. Em MS, a umidade no solo deve ser suficiente para as lavouras de trigo.

SE: O tempo deve permanecer estável ao longo da semana. Ainda assim, há previsão de chuva em áreas do Sul e Leste de SP, especialmente, na sexta-feira. No Norte do ES, há previsão de chuva fraca, onde os acumulados não devem ultrapassar 5 mm. Nas demais áreas da Região, o predomínio será de tempo firme, com baixa probabilidade de ocorrência de chuva. No geral, as condições se manterão favoráveis para a maturação e a colheita dos cultivos de grãos, da cana-de-açúcar e do café.

S: A semana inicia com predomínio de tempo instável. No RS, há previsão de tempestades e chuva localmente intensa, com possibilidade de queda de granizo e danos pontuais às lavouras. Os maiores volumes podem ocorrer na terça-feira, com acumulado de 50 mm, e na quarta, com acumulados de 40 mm. Ainda na quartafeira, pode ter chuva em SC com acumulados de até 30 mm. No restante da semana, a chuva se desloca para o PR, porém, diminui a intensidade e não deve ultrapassar 20 mm. A partir de sexta-feira, a previsão é de redução das temperaturas, com possível ocorrência de geadas no RS, mas sem danos significativos às lavouras.

Fonte: Conab


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Sustentabilidade

Trigo: Com 99,9% semeado, lavouras de Trigo evoluem no Sul enquanto colheita ganha corpo em MG e GO – MAIS SOJA

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Trigo – 99,9% semeado. No RS, chuvas bem distribuídas favoreceram o avanço da semeadura, praticamente encerrada, enquanto as temperaturas mais amenas beneficiaram o desenvolvimento inicial das lavouras. No Oeste, áreas semeadas precocemente iniciaram a floração.

As condições são satisfatórias na fisiologia e na sanidade, sem relatos de pragas. Houve ventos fortes e temporais localizados, sem prejuízos associados. No PR, as condições das lavouras permaneceram favoráveis, com 97% das áreas classificadas como boas e 3% como regulares.

Em SC, a cultura segue em fase inicial, com predominância de desenvolvimento vegetativo e parte das áreas ainda em emergência. Em SP, boa parte das lavouras encontra-se em enchimento de grãos. Em MG, a colheita do sequeiro está praticamente encerrada no Noroeste e em andamento nas demais regiões, com produtividades abaixo do esperado e qualidade variável conforme a região. As lavouras irrigadas encontram-se em enchimento de grãos, com as mais adiantadas passando à maturação fisiológica.

Em GO, a colheita alcança cerca de 55% da área, com o sequeiro encerrado e o trigo irrigado iniciando as primeiras áreas em maturação e pré-colheita. Em MS, registraram-se chuvas esparsas na região produtora. Observam-se intervenções preventivas. O monitoramento fitossanitário permanece constante, com brusone e giberela como as principais doenças em foco.

Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

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Autor:conab

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