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MT Produtivo vai investir US$ 100 milhões para transformar a agricultura familiar no estado

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O Governo de Mato Grosso lançou, nesta quinta-feira (6), o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, iniciativa que prevê investimentos de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado, para impulsionar a cadeia de produção da agricultura familiar mato-grossense.

O programa será gerenciado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), entre 2025 e 2030, por meio de uma coordenadoria específica criada para atender o projeto. O objetivo é fortalecer a produção, aumentar a renda e promover a inclusão socioeconômica de cerca de 15 mil famílias de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em 61 municípios mato-grossenses.

Para o governador Mauro Mendes, o projeto representa um novo marco na história da agricultura familiar do Estado.

“Esse é o resultado de um trabalho iniciado lá em 2019, quando colocamos as contas do Estado em ordem e conquistamos o equilíbrio fiscal. Hoje, Mato Grosso é um Estado sólido, confiável e capaz de investir com responsabilidade. Esse projeto simboliza o nosso compromisso com quem produz, acredita e trabalha neste Estado. É mais uma demonstração de que governar com responsabilidade dá resultados e transforma a vida das pessoas”, afirmou o governador.

Mauro Mendes também citou o exemplo do município de Colniza, considerado o maior produtor de café do Estado, com 50% da produção concentrada na região. “O avanço da produção de café em Colniza, que vem crescendo graças ao esforço conjunto do governo, das prefeituras e, principalmente, dos produtores locais, é um exemplo a ser seguido”, destacou Mauro Mendes.

O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a atenção do Governo do Estado à agricultura familiar na atual gestão.

“Hoje, penso muito sobre como fomentar a agricultura familiar. Foram realizadas iniciativas importantes, como a busca por financiamento do Banco Mundial. Além disso, houve esforços em todos os municípios de Mato Grosso para melhorar a infraestrutura, incluindo estradas e o acesso ao escoamento da produção”, reforçou Pivetta.

O MT Produtivo também prevê apoio às associações e cooperativas de agricultores familiares, além de contar com parcerias da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Corregedoria Geral de Justiça.

“Mais do que números, este programa reflete a capacidade de transformar políticas públicas em resultados concretos, que chegam até a ponta. Essa é uma iniciativa técnica, sólida e humana, planejada com foco em resultados claros e no desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Segundo o gerente de Agricultura e Alimentos do Banco Mundial, Diego Arias, o MT Produtivo nasce com propósitos minuciosamente definidos. “Esse projeto vai levar conhecimento. Nós, do Banco Mundial, trazemos tanto conhecimento global quanto local em tecnologia e acesso a mercados, voltado especialmente para a agricultura familiar. O projeto integra as políticas do Estado em temas como regularização ambiental, acesso à terra e crédito, e busca estimular cadeias de valor sustentáveis”, pontuou.

O prefeito de Nova Bandeirantes, Rogério Souza, falou sobre a expectativa em relação à implantação do projeto. “Nossos produtores, especialmente os da agricultura familiar, têm muito a ganhar. Temos 66 agricultores familiares contemplados por esse programa, então esse recurso vai realmente fazer diferença, oferecendo todo o suporte necessário em favor dos nossos pequenos agricultores. Já fizemos todo um planejamento para isso. Estamos prontos para investir esse recurso de forma estratégica, garantindo que ele realmente traga resultados concretos e melhore a qualidade de vida dos pequenos agricultores do nosso município”, salientou.

A assistente de projetos da Associação Amigos da Terra de Sorriso, Andreia Souza, contou que ficou surpresa com o novo projeto de fomento à agricultura de pequena escala. A entidade trabalha há 23 anos com agricultura familiar.

“Receber a informação de que, em breve, será lançado o primeiro edital para contemplar associações foi uma grande surpresa para nós. Vejo isso como uma oportunidade muito importante, especialmente para quem trabalha com a agricultura familiar. Na nossa associação, atualmente contamos com 50 produtores. Esse projeto é mais uma prova de que o governo tem trabalhado por nós”, observou Andreia.

A iniciativa investe na adoção de práticas agrícolas inteligentes em relação ao clima, na regularização fundiária e ambiental e no fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, estimulando a geração de oportunidades, o empoderamento de mulheres e jovens e a valorização das comunidades tradicionais.

Desde 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 720 milhões em equipamentos, máquinas, insumos, irrigação, melhoramento genético, entre outras ações, para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.

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Indicado ao Personagem Soja Brasil, pesquisador combate plantas daninhas há décadas

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Foto: Reprodução

O pesquisador da Embrapa Soja Fernando Adegas é um dos concorrentes ao tradicional prêmio Personagem Soja Brasil – Safra 2025/26. Há anos na carreira acadêmica, ele tem em suas raízes a vocação do campo. De família italiana, seus avós chegaram ao Brasil para trabalhar em fazendas de café em São Paulo, onde nasceu.

Além desse apelo, Adegas conta que a conjuntura econômica, ao entender desde a juventude a importância da agricultura para o país, o levou a escolher uma profissão atrelada ao setor.

Ele conta que após a graduação como engenheiro agrônomo, fez estágios na área, mas apenas teve certeza da escolha quando trabalhou diretamente com agricultores na extensão rural, no Paraná.

“Trabalhei em várias regiões do estado, conheci diferenças de agricultores e agricultura, vários sistemas de produção. Por querer aprofundar conhecimento em determinadas áreas, comecei a entrar um pouco nessa área de pesquisa. Voltei para Piracicaba para fazer mestrado, especificamente na área de plantas daninas, que sempre foi, talvez, a área mais difícil na parte de consultoria, de assistência técnica”, detalha.

Chegada na Embrapa

A partir de um convênio entre Emater e Embrapa, Adegas retornou ao Paraná e, após o doutorado, passou a fazer parte do quadro definitivo de pesquisadores da Embrapa Soja.

Ele conta que acompanhou de forma efetiva boa parte da evolução da agricultura brasileira nas últimas décadas. “No passado a questão de manejo de plantas daninhas era muito importante, mas depois vieram as transgenias, plantas resistentes a, por exemplo, ao glifosato, que foi uma mudança ótima em nosso sistema de cultivo, mas começaram a aparecer plantas resistentes”, lembra.

A partir de então, foi ajudando no desenvolvimento de tecnologias avançadas, na mudança de manejo, nas técnicas integradas de controle, na diversificação, rotação de culturas e avaliação de plantas que estão em cada bioma, avaliando a determinar a maneira como elas se comportam para, então, desenvolver tecnologias de combate.

“O controle de plantas daninhas não aumenta a produção, mas pode evitar que se perca porque ela compete com as culturas. […] Como o Brasil é muito grande, as soluções são muito regionalizadas, porque o que serve para o Sul, provavelmente não vai servir para o Cerrado, pois são plantas daninhas e tecnologias diferentes. Então, tudo o que é gerado aqui [na Embrapa Soja], a ideia é passar informações, gerar tecnologia para os agricultores, para eles manejarem e controlarem plantas para que não percam a produção”, conta.

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Agro Mato Grosso

Entenda por que MT lidera ranking nacional de dívida e arrecadação

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A lógica é simples. O salário que um trabalhador recebe precisa ser suficiente para cobrir as contas no fim de cada mês, caso contrário ele contrai dívidas. Da mesma forma acontece na gestão pública.

O equilíbrio entre o que deve e o que arrecada colocou Mato Grosso em primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

Esse indicador da pesquisa desconsidera receitas atípicas, e leva em conta a relação entre a dívida consolidada e a arrecadação recorrente dos estados. A ideia do ranking é mostrar a dimensão da sustentabilidade fiscal das regiões.

A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgou um comunicado, na segunda-feira (2), comemorando esse resultado. No documento, a secretaria enumera alguns fatores que contribuíram para conquistar essa liderança nacional.

“Mato Grosso mantém a dívida sob controle em relação à sua arrecadação estrutural. Isso é resultado de uma política permanente de responsabilidade fiscal, planejamento e controle do gasto público”, afirmou.

Além disso, a Sefaz ainda destacou que esse resultado vai ao encontro de outro indicador de avaliação fiscal, no qual o estado obteve, em 2024, a nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag), pela Secretaria do Tesouro Nacional.

“A Capag avalia critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez, indicando a capacidade do estado de honrar seus compromissos financeiros com recursos próprios”, diz.

Economista ouvido pela imprensa aponta que apesar do cenário fiscal do estado ser favorável, outros indicadores econômicos, sociais e de segurança não apresentam resultados positivos.

Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em economia Carlos Castilho, a secretaria enaltece apenas um indicador econômico dentro de um cenário maior, enquanto outros índices vão na contramão.

“Isto demonstra eficiência na relação de cortes e contenção de gastos associados à busca pelo aumento da arrecadação. Porém, ao analisar o ranking de maneira global, pelos 10 pilares, Mato Grosso ficou na 10ª posição”, afirmou.

Por isso, o professor questiona se não houve excessos. “Portanto, há que se perguntar se não houve exagero nessa busca pela solidez fiscal a ponto de comprometer a eficiência na gestão pública e no ambiente econômico e social”, disse.

Exemplo disso, segundo Castilho, são as outras posições do estado no ranking. Veja abaixo:

  • 6ª posição nos pilares “Capital Humano” e “Eficiência da Máquina Pública”
  •  em “Sustentabilidade Social”
  • 13ª em “Infraestrutura”
  • 14ª em “Segurança Púbica”
  • 16ª em “Educação”
  • 18ª em “Sustentabilidade Ambiental”
  • 19ª em “Potencial de Mercado”
  • 27ª em “Inovação”
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PI AgSciences estreia na Feira SCV com plataforma de peptídeos

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Empresa leva tecnologias para controle de doenças foliares e nematoides nos dias 4 e 5 de março

A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões (RS). A empresa apresenta soluções voltadas ao manejo da soja e culturas de rotação, com foco em proteção contra doenças foliares, combate a nematoides e incremento de produtividade.

A companhia destaca a PREtec (Plant Response Elicitor Technology), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura. A tecnologia sustenta o portfólio atual e o pipeline de inovação da empresa. A proposta amplia oportunidades ao mercado agrícola global, com ênfase em proteção fitossanitária e respeito ao solo e ao meio ambiente.

Entre as soluções, a empresa leva ao evento o Saori, fungicida bioquímico para controle de doenças foliares em soja. Aplicado no tratamento de sementes, o produto contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, e preserva estruturas reprodutivas.

Outra tecnologia apresentada, o Teikko, atua no controle de nematoides. A solução permite resposta seletiva da planta a parasitas prejudiciais ao desenvolvimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas em dez anos podem alcançar R$ 870 bilhões. Ensaios indicaram ganho de até 6,4 sacas por hectare.

As soluções integram a estratégia da empresa diante do avanço das mudanças climáticas, com aumento do estresse ambiental e novos perfis de pragas e doenças. A companhia também apresenta a Hplant e o bioativador H2copla, voltados à produtividade e resiliência em diferentes condições.

“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaúcho representa oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo”, afirma Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.

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