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20 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Produtores de Mato Grosso conquistam selo internacional de soja sustentável

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Enquanto as máquinas trabalham a todo vapor na semeadura da safra 25/26, muitos produtores rurais de Mato Grosso não apenas acompanham o ritmo do campo, mas também dedicam atenção especial às boas práticas agrícolas e à responsabilidade ambiental. Esse compromisso é realidade para os agricultores que participam do programa Gente que Produz e Preserva, coordenado pela Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso). Na última safra, 54 fazendas receberam o selo de certificação da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês para Round Table on Responsible Soy), totalizando 684 mil toneladas de soja produzidas em 290 mil hectares.

Um exemplo inspirador é a GFO Agrícola, que possui áreas de produção em Lucas do Rio Verde e Nova Maringá. Integrante do programa na última safra, a empresa colheu 630 mil sacas de soja certificadas. “Para nós, a certificação é muito mais do que um selo. Quando a auditoria externa confirma que está tudo correto, isso fortalece a equipe e mostra que estamos no caminho certo”, explica Fabiane Cristina de Oliveira, diretora financeira da GFO.

Mesmo que a auditoria oficial só aconteça no próximo ano, a equipe da GFO já mantém registros detalhados desde o início da safra. Um exemplo desse cuidado é o controle rigoroso do uso de diesel nas máquinas agrícolas, combustível que contribui para a emissão de gases de efeito estufa. “Fazemos acompanhamento máquina por máquina para garantir que o consumo seja racional”, afirma Fabiane. Esse é apenas um dos 108 critérios avaliados para a certificação, que se dividem em cinco princípios: responsabilidade ambiental, boas práticas agrícolas, conformidade legal, boas práticas empresariais, condições de trabalho e respeito às comunidades locais.

O trabalho vai além das fazendas. A equipe do CAT Sorriso atua como gestora e consultora, orientando os produtores na organização de documentos, imagens de satélite, licenças e registros necessários. “Nos antecipamos às auditorias externas para que tudo esteja pronto e organizado quando chegar a hora da avaliação”, explica Júlia Ferreira, gestora de Certificação do CAT Sorriso.

A auditoria da última safra, conduzida por uma certificadora independente, ocorreu entre maio e junho e foi finalizada em outubro. Desde então, os produtores iniciaram a nova safra registrando detalhes como o uso de diesel, aplicações de defensivos agrícolas e controle de embalagens de produtos químicos, mantendo a consistência e a transparência do processo.

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Cuidado com os trabalhadores e a comunidade

A certificação não se limita ao meio ambiente; ela também valoriza o ser humano. Nas fazendas da GFO Agrícola, os alojamentos são modernos e confortáveis, com quartos climatizados que acomodam, no máximo, três pessoas, cada uma com guarda-roupa individual. A alimentação oferecida aos trabalhadores segue rigorosos padrões de saúde e bem-estar, supervisionada por uma engenheira de alimentos responsável pelo armazenamento e seleção dos ingredientes. “Atuamos há 35 anos e nunca tivemos nenhuma ação trabalhista”, orgulha-se Fabiane.

O compromisso social da empresa também se estende à comunidade local. Sempre que possível, os produtores priorizam compras no comércio local e oferecem vagas de emprego a moradores da região. No distrito de Brianorte, em Nova Maringá, essa prática é rotina: “Divulgamos as oportunidades na rádio local porque queremos contratar pessoas que conheçam a região e compartilhem da realidade do lugar”, completa Fabiane.

Sustentabilidade que gera resultados

A adoção de práticas responsáveis também se traduz em bônus financeiros para os produtores. Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado na plataforma internacional da RTRS. O grupo coordenado pelo CAT Sorriso representa 9% de todos os créditos negociados mundialmente. Na safra 2024/25, já houve vendas para países como Argentina, Holanda e Alemanha, e, nos últimos dez anos, os bônus pagos a produtores mato-grossenses somaram R$ 11 milhões.

“A certificação RTRS é reconhecida internacionalmente e comprova que nossa soja segue padrões rigorosos de responsabilidade ambiental e social, atendendo à demanda de mercados cada vez mais conscientes”, destaca Júlia Ferreira.

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VÍDEO: névoa intensa cobre estradas após chegada de frente fria em Tangará da Serra I MT

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Uma forte névoa cobriu as estradas de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (19), reduzindo a visibilidade e aumentando a sensação de frio no município. As temperaturas mínimas chegaram aos 12°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Um vídeo registrado por um morador da região mostra o momento em que carros circulam em meio à névoa da estrada (assista abaixo).

De acordo com a previsão meteorológica, o dia deve permaneceu com céu nublado, garoa e ventos gelados. A madrugada desta quarta-feira (20) pode registrar nova queda nas temperaturas.

Ainda conforme a meteorologia, essa foi a manhã mais fria da semana em Tangará da Serra, já que o sol deve voltar a aparecer a partir de quarta-feira. Para amanhã, a previsão é de mínima de 12°C e máxima de 28°C.

Na quinta-feira (21), o tempo segue com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas devem variar entre 13°C e 26°C.

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Já na sexta-feira (22), a previsão indica muitas nuvens e chance de chuva isolada, com mínima de 13°C e máxima de 26°C.

VEJA;

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Frente fria alivia calor em MT, mas avanço do bicudo acende alerta nas lavouras

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A passagem de uma frente fria trouxe chuvas isoladas e reduziu as temperaturas noturnas em Mato Grosso, mas sem comprometer o ritmo das lavouras de algodão. Segundo o balanço referente ao período de 10 a 15 de maio, divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o estado mantém uma perspectiva positiva de produtividade, impulsionada pela alta taxa de frutificação das plantas. Com boa parte das áreas na reta final do ciclo, o cenário segue favorável, embora a falta de umidade já comece a impactar os plantios mais tardios e as lavouras instaladas em solos arenosos.

A principal preocupação da semana esteve relacionada ao manejo fitossanitário. A pressão do bicudo-do-algodoeiro aumentou praticamente em todas as regiões produtoras, levando as fazendas a intensificarem as aplicações de defensivos agrícolas.

A recomendação técnica é reforçar o combate à praga, com monitoramento mais rigoroso, ampliação do manejo químico e eliminação de plantas tigueras que possam servir de abrigo ao inseto. Pragas como a lagarta Spodoptera, ácaros e mosca-branca também foram registradas no monitoramento, enquanto doenças como mancha-alvo e ramulária permaneceram restritas a plantas mais suscetíveis ou áreas com microclima úmido.

Com o algodão atingindo o ponto ideal de maturação, o foco no campo começa a se voltar para a logística da safra. O movimento se intensifica em galpões e oficinas, onde são realizados os últimos ajustes em colhedoras, algodoeiras e estruturas de beneficiamento. A combinação entre manejo técnico eficiente e condições climáticas favoráveis até o momento traz confiança ao setor, que agora aguarda apenas a janela ideal para iniciar oficialmente a colheita no estado.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT fortalece ações de prevenção e combate aos incêndios aos produtores rurais

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Com orientação técnica e investimentos em prevenção dentro das fazendas, produtores reforçam o compromisso com a preservação ambiental e o combate aos incêndios no campo

Com a chegada do período de estiagem em Mato Grosso e o aumento do risco de incêndios florestais, produtores rurais de diferentes regiões do estado reforçam ações preventivas dentro das propriedades e destacam o compromisso do setor com a preservação ambiental e o combate às queimadas. Em meio aos desafios enfrentados durante os meses mais secos do ano, agricultores têm investido em estrutura, treinamento de equipes e atuação conjunta entre propriedades vizinhas para impedir que o fogo cause prejuízos ambientais e econômicos.Em Mato Grosso, estado que reúne os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o cenário climático exige atenção redobrada durante o período seco. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o estado registra elevados índices de focos de calor anualmente, reforçando a necessidade de ações preventivas permanentes. Nesse contexto, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem intensificado o trabalho de orientação e conscientização junto aos produtores rurais, incentivando medidas de prevenção e fortalecendo iniciativas regionais de combate aos incêndios.

Vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade, Nathan Belusso, explica que o produtor rural é um dos maiores interessados na preservação das áreas produtivas e ambientais, já que o fogo representa prejuízos diretos ao solo, às lavouras, às estruturas das propriedades e aos recursos naturais. “O produtor rural tende a proteger as suas florestas, as suas plantações e toda a sua área produtiva, afinal de contas, aquele é o seu ganha-pão e o fogo destrói tudo. O produtor depende da terra para produzir e preservar a qualidade do solo é fundamental para garantir produtividade e sustentabilidade”, destacou.

Segundo Nathan, além das perdas ambientais, os incêndios podem comprometer áreas agrícolas inteiras, atingir maquinários, cercas, pastagens e reduzir a fertilidade do solo. “Quando uma área agrícola é atingida pelo fogo, há perda de matéria orgânica e de fertilizantes já aplicados. Muitas vezes o produtor leva anos para recuperar a qualidade daquela área novamente”, explicou.

Ele também ressalta que os produtores rurais costumam ser os primeiros a atuar no combate aos incêndios, especialmente em regiões mais distantes dos centros urbanos. “O produtor faz o primeiro combate e atua como uma importante linha de defesa contra os incêndios. Muitas vezes é essa ação rápida que impede que o fogo tome grandes proporções”, afirmou.

Para fortalecer esse trabalho, a Aprosoja MT tem incentivado a formação de grupos regionais de apoio entre produtores vizinhos, além de treinamentos e orientações técnicas voltadas à prevenção e ao combate inicial às chamas. “Quando ocorre um incêndio, os produtores da região se mobilizam com caminhões-pipa, tanques de água, grades e maquinários para auxiliar no combate. Esse trabalho conjunto é muito importante para evitar que o fogo avance para outras áreas”, ressaltou Nathan.

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Na prática, produtores rurais de diferentes regiões do estado relatam que a prevenção tem feito parte da rotina dentro das propriedades. Associado do núcleo de Primavera do Leste, Júlio César Bravin afirma que mantém uma série de medidas preventivas durante as operações agrícolas, especialmente no período de colheita. “Durante a colheita, todas as propriedades contam com caminhão-pipa acompanhando as máquinas, além de equipamentos de apoio e monitoramento constante. Caso aconteça algum foco de incêndio, conseguimos controlar rapidamente”, relatou.

Bravin também destaca que mantém cuidados específicos em áreas próximas às redes de alta tensão e reforça que preservar o meio ambiente faz parte da responsabilidade do produtor rural. “Essas ações reforçam o compromisso do produtor com a preservação da fauna, da flora, do solo e das nascentes”, afirmou.

Também em Primavera do Leste, o produtor Amauri Segatto relata que intensificou os investimentos em prevenção após enfrentar incêndios em anos anteriores. Hoje, a propriedade conta com brigada interna treinada, tanques de água e monitoramento constante das áreas de risco. “A gente trabalha continuamente na prevenção e no combate rápido aos focos de incêndio para proteger tanto as áreas produtivas quanto as áreas de vegetação”, destacou.

Em Nova Mutum, o associado Jairo Carneiro explica que mantém equipes e estruturas de prontidão durante o período mais crítico da estiagem. Segundo ele, entre as principais medidas adotadas estão a construção de aceiros, manutenção de comboios de combate e equipes preparadas para atuação imediata. “Todo ano fazemos aceiros na propriedade e também internos para prevenir a dispersão do fogo. Mantemos equipes de prontidão justamente para agir rapidamente caso necessário”, explicou.

Já em Rondonópolis, o produtor Jorge Augusto Salles reforça que o cuidado com o solo é uma prioridade para quem vive da produção rural. “O maior ativo do produtor é o solo. É nele que está todo o investimento, dedicação e trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou. Ele destaca ainda que práticas como a manutenção da palhada de cobertura são fundamentais para garantir produtividade, conservação da umidade e sustentabilidade no campo. Além das ações individuais dentro das propriedades, Jorge ressalta que a união entre produtores vizinhos também tem sido essencial para fortalecer o combate aos incêndios nas regiões produtoras.

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Com ações preventivas, investimentos em estrutura e mobilização conjunta entre produtores, o setor produtivo mato-grossense reforça o compromisso com a preservação ambiental e com a construção de uma produção cada vez mais sustentável. Em um estado marcado pela força do agronegócio e pela riqueza ambiental, produtores rurais seguem atuando diariamente para proteger o campo, o solo e os recursos naturais que garantem a produção de alimentos e o desenvolvimento de Mato Grosso.

Raiane Florentino

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