Sustentabilidade
Brasil registra aumento de 63% na produção de grãos em dez anos e estima safra recorde em 2025 – MAIS SOJA

O Brasil vai registrar recorde na produção de grãos este ano e colher uma safra 63% maior que há dez anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em uma década, a área plantada e a produtividade também cresceram. Os grãos ocupam hoje no país uma área 41% maior em relação a 2015 e a produtividade subiu 15,6% na comparação entre 2015 e 2025. Em relação a 2024, a safra deste ano será 16,8% maior, apontam estimativas do IBGE.
Há dez anos, a produção brasileira de grãos atingiu 209,5 milhões de toneladas em uma área plantada de 57,6 milhões de hectares, com produtividade média de 3,64 toneladas por hectare. Este ano, a estimativa do IBGE aponta que serão colhidas 341,9 milhões de toneladas em uma área de 81,3 milhões de hectares, e a produtividade média será de 4,21 toneladas por hectare.
A demanda aquecida é uma das justificativas para o aumento da produção de grãos no Brasil. As exportações brasileiras de soja devem atingir 102,2 milhões de toneladas até o final de outubro, superando os volumes anuais de 2024 e 2023, conforme a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). De acordo com a Anec, a China importou 6,5 milhões de toneladas do Brasil em setembro deste ano, representando 93% do total exportado.
“A safra recorde de grãos deste ano reforça a força do agro brasileiro e seu papel essencial no crescimento econômico do país. Além de garantir o abastecimento interno, a alta produtividade coloca o Brasil em posição ainda mais estratégica no comércio global de alimentos. Esse desempenho só é possível graças ao investimento contínuo em tecnologia, sustentabilidade e eficiência dentro da porteira, que assegura competitividade aos produtores e gera desenvolvimento para toda a cadeia do agronegócio”, afirma o country director da Ascenza Brasil, Renato Francischelli.
Francischelli comenta que um relatório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontou que a área para soja deve crescer 40% no período entre 2023/24 e 2033/34. “As expectativas são de que o setor de grãos continue se consolidando como um forte motor da agricultura e da economia nacional”, disse. Ele lembrou que a alta na produtividade é resultado do investimento do agricultor.
“O uso de tecnologias, melhores sementes, insumos e práticas de manejo melhoradas são os condutores desse ganho de produtividade. O manejo adequado e as boas práticas agrícolas são fundamentais para melhorar os resultados da produção e para enfrentar eventuais reveses do clima”, afirma o country director da Ascenza.
Grãos em destaque
Segundo o IBGE, o arroz, o milho e a soja são os três principais grãos produzidos no Brasil, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. A estimativa de produção deste ano, conforme o IBGE, é de 165,9 milhões de toneladas de soja, 138,4 milhões de toneladas de milho e 12,4 milhões de toneladas de arroz. Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%).
O country director da Ascenza apontou que produzir mais com responsabilidade é o grande propósito da agricultura brasileira. “A proteção correta das plantas, o uso racional de insumos e o respeito ao meio ambiente são fatores decisivos para que o Brasil siga líder na produção de alimentos no mundo. A segurança da safra começa com cuidado técnico e termina com alimento de qualidade na mesa das pessoas”, disse.
Segundo Freancischelli, o produtor brasileiro é resiliente e está sempre adotando novas estratégias para manter a produtividade em alta. “Nosso papel é estar ao lado dele, oferecendo produtos que protejam o potencial da lavoura e tragam previsibilidade para o negócio. Uma safra recorde é conquista compartilhada e queremos que ela se repita”, afirmou.
Sobre a Ascenza
Multinacional referência nas soluções pós-patente no setor de proteção de culturas, a Ascenza, do grupo Rovensa, atua na proteção de culturas desde 1965 com o objetivo de fornecer as melhores alternativas aos clientes, através de uma estreita relação com distribuidores, agricultores e técnicos, com a missão de ajudar a alimentar a população mundial crescente. A empresa está sempre desenvolvendo competências notáveis e inovando para apresentar as melhores soluções aos constantes desafios do mercado, com produtos de qualidade, personalizados para as diferentes lavouras. O nome Ascenza deriva da palavra latina ascendere, que significa ascender, crescer, subir, alinhado com nosso propósito de Cultivar o Futuro. Proximidade, simplicidade, agilidade e sustentabilidade são compromissos da empresa, que tem como pilares cuidar das plantas, das pessoas e do planeta. As soluções da empresa garantem uma dieta saudável e equilibrada à população mundial crescente, com respeito pelo planeta.
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Foto de capa: CNA/Wenderson Araujo/Trilux
Fonte: Assessoria de Imprensa Ascenza
Sustentabilidade
Algodão fecha em alta em NY com queda do dólar frente a outras moedas – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
A desvalorização do dólar contra o real e outras moedas foi aspecto altista para a pluma. Os investidores se posicionaram para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 78,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,07 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 81,96 centavos, ganho de 1,06 centavo, ou de 1,3%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Milho tiguera exige monitoramento e controle para evitar perdas na soja e reduzir riscos para a segunda safra – MAIS SOJA

O controle do milho tiguera é uma medida importante para proteger o potencial produtivo da soja e reduzir os riscos fitossanitários para a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, onde o sistema de produção combina soja no verão e milho na sequência, as plantas voluntárias que emergem após a colheita podem representar um problema que exige atenção desde o início do ciclo da oleaginosa.
Conhecido também como milho guacho ou voluntário, o milho tiguera nasce de grãos e fragmentos de espigas que permanecem na área após a colheita. Quando emerge na lavoura de soja, passa a competir por recursos essenciais ao desenvolvimento da cultura, como água, nutrientes e radiação solar.
De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, o manejo durante o desenvolvimento inicial da soja é fundamental para evitar essa competição e também contribuir para a quebra do ciclo da cigarrinha-do-milho.
“Na safra de soja 2026/2027, a incidência de milho tiguera nas lavouras de Mato Grosso do Sul varia de baixa a média em todo o Estado. Apesar desse cenário, o monitoramento e o controle das plantas voluntárias são fundamentais para evitar a competição com a soja e reduzir a permanência da cigarrinha-do-milho entre as safras.As populações da cigarrinha utilizam as plantas de milho tiguera como abrigo, fonte de alimento e local de oviposição. Se houver um inseto infectado se movimentando entre as plantas voluntárias de um mesmo grupo, os patógenos podem ser transmitidos a todas elas. As cigarrinhas sadias que se alimentam e fazem postura nessas plantas adquirem os patógenos, assim como as ninfas, o que gera, posteriormente, uma população adulta infectante”.
Em plantas de milho infectadas, as perdas de produção podem ultrapassar 70%, especialmente quando a infecção acontece nos estádios iniciais de desenvolvimento.
Como essa praga completa seu ciclo exclusivamente em plantas de milho, a eliminação das plantas voluntárias presentes nas lavouras de soja torna-se uma medida crucial para reduzir a população da cigarrinha-do-milho, diminuindo o potencial de perdas e a necessidade de aplicações de inseticida para o manejo da praga.
Manejo da segunda safra começa agora
O controle do milho tiguera deve ser pensado de maneira integrada, desde a colheita do milho até o estabelecimento da soja. A regulagem e a manutenção das colhedoras são importantes para reduzir a perda de grãos e espigas que podem originar novas plantas voluntárias.
Na sequência, o monitoramento frequente permite identificar os diferentes fluxos de emergência e realizar o controle enquanto as plantas ainda estão pequenas.
No manejo químico, é necessário considerar a tecnologia utilizada no híbrido de milho cultivado anteriormente, já que algumas biotecnologias conferem tolerância a herbicidas como glifosato e glufosinato de amônio.
“A orientação técnica é que o produtor não espere a implantação da segunda safra para começar a se preocupar com o problema. As decisões tomadas agora, durante o desenvolvimento inicial da soja, ajudam a reduzir a competição na lavoura atual e a pressão da cigarrinha para o próximo cultivo de milho”, finaliza Lucas.
Acesse o boletim completo clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.
De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.
Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.
Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.
A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.
Fonte: Farsul
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